Bem vindos ao meu blog. Aqui escrevo o que penso, o que me apetece e o que bem entendo. Fiz-me entender? Nem por isso? É complicado exemplificar. Puxai uma cadeira. Comei pipocas e ride! Sim...riam muito porque tristezas não pagam dívidas.



terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

A mania de se querer ter tudo

O que muitas vezes acontece com aquelas pessoas que têm que ter tudo o que existe, é muito simples.
Costuma-se dizer que, quanto maior a subida, maior é a queda e acho que é uma frase bem verdadeira.
Uma mulher que pense demasiado no visual 24h/dia, na certa sai à rua com mais elementos do que deveria, estilo árvore de Natal. A única coisa positiva que vejo é que essas pessoas não se devem esquecer de levar nada importante.
O mesmo, ou muito parecido, se passa com a teoria de ter um blog. "Ah eu tenho um blog, escrevo nele todos os dias e agora vou personalizar o meu blog, fazer uma página no facebook e tudo".
Já para não falar que ao fim de uns tempos, lá se vai o blog. Caso para dizer "ah, coiso e tal, lá se foi".
Não muito longe disso está ainda o caso dos indecisos. "Não sei se levo este ou aquele. Não sei se como isto ou aquilo"...
Tenho uma vizinha que é a indecisão pura. Quando o assunto era bolas de gelado, tinha que provar os de toda a gente e no fim, ainda ficava a olhar para os gelados das pessoas ao seu redor. Não sei se a isto se deve chamar de inveja, mas também tem um pouco de indecisão. Seja como for, se me aparecer algo assim por acaso na vida, cuja indecisão seja não saber o que vestir, eu visto-a com tudo o que tiver no armário. Mas se o assunto for mais comida, também lhe arranjo espaço no estômago para comer de tudo. :D
Se o assunto for não saber que mala levar, eu tenho a solução perfeita: Leve uma em cada braço e se for mais do que duas, leve duas em cada braço.
Só espero que o mesmo não aconteça na hora de escolher um partido, porque nesses casos, não sei que solução se arranje de melhor, sem ser a de levar também um em cada braço ou então, um para cada dia da semana.
Enfim...é a vida.

Zapiando na televisão acaba nisto

Lá fora chove. Estamos em Fevereiro, mês de frio e chuva, mas não é só na rua que chove.
Cá dentro, na minha cabeça, chovem mil e uma ideias para transmitir a quem as quiser ler, só não me saem da melhor maneira. O que é uma pena.

Ora vamos a isso.
Passando lentamente os meus finos dedos pelo comando e vendo canal após canal, todos eles com a mesma pobreza de informação. Nos canais de música, a mesma música repete uma vez e outra. Na sic mulher, um programa para mulheres desesperadas por um companheiro. ALTO!!!!
Era mesmo o Dr. Phill?
Sim, porque não? Vamos falar sobre o assunto.
Uma mulher, quando confia em si mesma e se sabe valorizar o suficiente, precisa realmente de recorrer aos livros e programas do Dr Phill?
Se não está contente, mude.
Se não arranjou homem, calma, tem ainda muito tempo para encontrar o seu sapo, sim...leu bem.
Porque os príncipes só aparecem na Disney e por acaso, enquanto mudava de canal e passando pelo Disney chanel, não vi príncipe algum por aquelas bandas. Deviam de estar todos a jantar em grupo, tramando o golpe à próxima princesa que apanharem. São uns maus, tal como o John Smith, que no primeiro filme amava a sua linda Pocahontas, mas no segundo filme se afastou completamente.
E não precisamos de filmes cor de rosa para nos depararmos com o mesmo cenário mesmo diante das nossas barbas ( caso ainda algumas meninas e senhoras não tenham feito o buço).
Fujam um quanto antes quando virem que o vosso sapo de sonho saltita sempre da mesma forma e cai sempre no mesmo buraco. Tenham em atenção que um sapo não é perfeito, mas isso não lhe dá o direito de vos destroçar, dizendo que vos ama perdidamente e uns dias depois anda colado a uma râ comum. Não lhe apertem o pescoço. Os sapos gostam de dizer que sabem muito bem o que fazem, especialmente quando o assunto é o amorz.
Deixem-se envolver no ardente filme do sapo e da rã, em que o sapo se apaixona mas no fim se decepciona. Vejam e comam pipocas, vão às compras e riam disso. Telefonem a todas as vossas amigas a contar a novidade ou partilhem no mural do facebook algo como "caíste no buraco errado". Afinal de contas, mais um buraco menos um, sapo escaldado, em qualquer buraco cai.
Como podem ver, não precisam de ir ao Dr. Phill, porque a teoria é sempre a mesma. Valorizem-se, estimem-se, amem-se...coisas assim muito lindas e que qualquer mulher desesperada precisa de ouvir para cantar de galo.
Por fim e não menos importante, se ainda não têm um sapo, não tenham pressa de ter um. Antes sós, lindas e perfumadas, emproadas esperando o dito, que caindo de sapo em sapo, tal como sapo cai de rã em rã.
Pois bem, lá vou eu fazer as minhas coisinhas, que não sejam relacionadas com sapos, como vós bem podeis calcular.

sábado, 31 de janeiro de 2015

Sentido de preservação é bom e faz bem

Hoje acordei com uma enorme vontade de ler revistas. Sim, isso mesmo. Revistas que falem sobre os mais diversos artigos e por isso decidi ler a Cosmopolitan do mês, onde há de tudo um pouco, desde moda, sexualidade, testes e muitas outras coisas.
No meio da minha leitura deparei-me com um artigo onde se fazia uma pergunta mais ou menos do género: Até onde se poderá ser uma mulher fácil? Qualquer coisa assim parecida e que despertou a minha curiosidade. No artigo em si, falava que reprimir sentimentos não nos liberta, não nos faz viver a vida, não nos torna mais femininas. O simples fator de estarmos a pensar que poderemos ser fáceis, é tudo coisa da nossa cabeça. O sexo é bom e faz bem. Devemos de nos libertar de sentimentos que nos aprisionam e nos impedem de viver.
Concordo e não concordo.
Se eu tiver uma opinião a dar e a der estou a reprimir-me de viver? Claro que não. A mesma coisa se passa se eu quiser ir ao Mcdonalds e comer um menu de cada. Estarei a reprimir-me? Nem por isso. Vestir o que quero e bem me apetece também não considero que me esteja a aprisionar a mim mesma e no que toca ao sexo, sim, é saudável e toda a gente gosta. (Ou quase toda a gente). No entanto, há que haver um certo sentido de preservação.
Isto significa que, se eu o quiser fazer, poderei ir com o primeiro que me aparecer só para deixar os tabus de lado? Claro que não, e aqui é que entra o cerne da questão. Toda a mulher tem o direito a ir em busca do seu prazer, de realizar as suas fantasias, de cometer os seus pecados. No entanto, isso não quer dizer que tenha hoje que estar com um e amanhã com outro. Se estiver numa relação, ótimo, faça-o. Se não estiver, a meu ver, espere pelo momento...ou estão assim tão aflitas e seja esse o sentido de reprimir algo? Uma mulher não tem de ter necessáriamente sexo 24h/ dia para se dizer que é mais solta ou mais desinibida. A ideia de reprimir algo é simplesmente tolice.
A meu ver, uma mulher que correu meio mundo numa tentativa de "viver a vida", quando chegar o momento de "ter alguém na sua vida" já não vai haver quem a queira. Não tem interesse a meu ver, a mulher que já provou meio mundo só porque sim. O sexo não deveria de ser encarado só porque sim e ser feito só porque sim. O sexo é um ato íntimo e sagrado, que deve de ser respeitado.
Há um momento certo para tudo na vida e um momento em que sentimos que devemos dar um pouco de nós a quem merece a nossa atenção. Infelizmente, nos tempos que correm, a palavra amor deixou de ter sentido e passou simplesmente a existir a palavra sexo ou "One night stand". Por isso mesmo é que penso nessa ideia de se saber onde metemos os pés, para depois, em prol de nos sentirmos reprimidas, podemos sentir pior que isso, arrependidas.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Olhar para trás é bom e faz bem

Há quem diga que nunca se deve olhar para trás.
Errado. Se eu não olho para trás, nunca irei saber quem está atrás de mim, ou posso pregar um encontrão em alguém, ou sabe-se lá...deixar que me roubem a mala. Nunca se sabe. Olhar para trás faz sempre bem e por várias razões.

Falando um pouco mais a sério, olhar para trás é uma forma de apreciar todos os momentos que passamos. É bom podermos ver o que fizemos, recordar...
Podem ser bons ou maus momentos, mas olhar para trás é bom quando nos damos conta de que até os maus momentos nos deram uma nova lição de vida, uma nova forma de ver as coisas, de nos conhecermos até e sabermos os nossos limites.
Olha para trás é também uma forma simpática de analisar o nosso percurso e quem sabe, se não tivermos gostado muito do nosso passado, pelo menos mudar de estrada para o nosso presente. Claro que não se deve viver preso no passado, embora valha sempre a pena relembrar certas coisas. Vale sim o esforço de olhar, analisar, tirarmos a nossa conclusão e aí sim, podermos ver o sol brilhar no meio de uma tempestade.
Poético não acham?

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

No outro dia ouvi uma jovem no supermercado em conversa com uma amiga sua, referir que já não compra Cd's, já não compra DVD, já não quer livros, nem nada do que ocupe espaço.
"É tudo digitalizado", dizia ela. E no meio daquela conversa muito à 2026, eu perguntava-me baixinho se por acaso, quem sabe, ela também não prefere arranjar um namorado mas digitalizado.
Sei lá, as coisas hoje em dia ocupam tanto espaço, as relações já não não o que eram e assim talvez uma formataçãozinha na memória do boyfriend o possa tornar reutilizável e moldável.
Não sei, digo eu, estava só aqui a pensar com os meus botões, porque esta ideia de querer tudo digitalizado dá muito que pensar a alguém como eu, que adora filosofar sobre as coisas e até por vezes retirar umas conclusões menos apropriadas também.
Uma pessoa que escute alguém vindo de fora a dizer que quer tudo digitalizado, acaba por se questionar a si mesma se esse tudo é mesmo tudo.
Mais adiante na dita conversa, a tal jovem ainda reforçou que o que está a dar é ter tudo "mais organizado possível", "tudo digitalizado acaba por ir de encontro às minha necessidades". Frases estas captadas assim por lapso ou quase mesmo sem querer. Reforço o quase, porque o termo sem querer, nos dias que correm já é considerado um arcaísmo, dado que atualmente, toda a gente faz tudo e mais alguma coisa de propósito.
Bom, mas isso já são outras conversas e já estava eu a fugir à conversa da digitalização e compactação e coiso e tal.
Ter tudo digitalizado para ir de encontro às necessidades é algo de veras intrigante. O termo necessidades também poderia ser abordado de outra forma e quem sabe as necessidades ( fisiologicamente falando) também possam ser digitalizadas para contribuir para o meio ambiente. No fundo, acho que o cérebro daquela jovem já está tão digitalizado e formatado que já nada cabe lá dentro. Talvez se ela busca arrumação, que se formate a si mesma ou se comprima em ficheiro RAR e se meta numa minúscula Pen, mesmo no fundo da mala.
E já estava eu de novo com as minhas ideias de levar tudo mesmo à letra...

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Manias que esta gente tem

Não me canso de pensar nisto e quanto mais penso mais caricato eu acho.
As pessoas hoje em dia esforçam-se ao máximo para que nós adivinhemos o que elas são.
Ao meu redor só me cruzo com pessoas que negativamente me conseguem surpreender e começo já a pensar que encontrar uma única pessoa mais ou menos decente neste mundo começa a são mais difícil que achar uma agulha num palheiro.
Ou é porque as pessoas querem tirar proveito de tudo e mais alguma coisa inventando toda a espécie de mentiras, ou é porque as hormonas estão ao rubro ao ponto de ser abraçada a torto e a direito por toda a espécie de malandros. Começo sinceramente a ficar meio cansada.
Trabalho como promotora social em campanhas no âmbito do markting social e lido sempre com pessoas, quer sejam meus colegas, quer sejam as pessoas no geral.
Já estou acostumada a levar com todo o tipo de respostas possíveis e imaginárias, por isso posso mesmo gabar-me de ter estofo para aturar idiotas. No entanto há coisas, ou pessoas, que acham poder abusar do meu estofo. Ou é por pensarem que acredito em qualquer barbaridade que escuto ou porque acham que eu amo que me sufoquem.
Tenho no meu local de trabalho uma menina de 18 anos que se faz de vítima em tudo o que pode para chamar as atenções. Inclusive já inventou que tem cancro de pele, que a cortisona a faz emagrecer, que tem células pré-malignas ( really, what's that?) e que já perdeu 8 kg desde que entrou na campanha. No entanto, foi inscrever-se recentemente como dadora de medula óssea e colocou nas observações que apenas tem psoríase. Really!!!
Estou sempre a ouvir histórias diferentes todos os dias e a começar a saturar-me delas.
Ou é porque é do cú ou então porque é das calças e até já há quem adore passar o tempo a agarrar-me e a abraçar-me a todo o instante como se isso fosse algo que eu realmente amasse.
Tenho um colega, que por mais querido que seja, consegue por vezes traumatizar-me com isso. Até inclusive, numa das noites que me levou a casa, se eu não tivesse desviado a cara mais um bocado, aposto que me teria beijado. Acho que há limites para tudo e eu francamente vou começar a estabelecer regras para ver se a coisa melhora.
No entanto não deveria de ser bem assim. As pessoas deveriam de ter mais respeito por aquilo que não lhes diz respeito. Deveriam de saber até que ponto devem de ir com os outros colegas e tentarem perceber se os colegas gostam de um dado comportamento ou não. Enfim, fazerem as coisas de forma a que se possa trabalhar sem climas estranhos. Em vez disso, neste local estranho que é as campanhas no âmbito social, acho que temos uma alta probabilidade de nos cruzarmos com qualquer cromo fantástico e de outro mundo a cada passo que damos. Será que algum dia irei ter o prazer de me cruzar com o Conde Drácula? I hope so. Acho que lhe dava logo a lista de potenciais alimentos para o seu pequeno-almoço.

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Chorar

Chorar faz bem.
É engraçada a facilidade que temos em chorar quando somos pequenos. O simples ato de exprimir os sentimentos.
Depois, com o tempo, vamos crescendo, amadurecendo, endurecendo...
E chorar já não é tão fácil.
Endurecemos e deixamos de conseguir fazer transparecer aquele sentimento inocente de outrora.
Endurecemos e aprendemos outras formas de chorar, de exprimir sem derramar uma lágrima.
No fundo acabamos por nos esquecer que chorar pode ser tão bom...