Bem vindos ao meu blog. Aqui escrevo o que penso, o que me apetece e o que bem entendo. Fiz-me entender? Nem por isso? É complicado exemplificar. Puxai uma cadeira. Comei pipocas e ride! Sim...riam muito porque tristezas não pagam dívidas.



sábado, 31 de janeiro de 2015

Sentido de preservação é bom e faz bem

Hoje acordei com uma enorme vontade de ler revistas. Sim, isso mesmo. Revistas que falem sobre os mais diversos artigos e por isso decidi ler a Cosmopolitan do mês, onde há de tudo um pouco, desde moda, sexualidade, testes e muitas outras coisas.
No meio da minha leitura deparei-me com um artigo onde se fazia uma pergunta mais ou menos do género: Até onde se poderá ser uma mulher fácil? Qualquer coisa assim parecida e que despertou a minha curiosidade. No artigo em si, falava que reprimir sentimentos não nos liberta, não nos faz viver a vida, não nos torna mais femininas. O simples fator de estarmos a pensar que poderemos ser fáceis, é tudo coisa da nossa cabeça. O sexo é bom e faz bem. Devemos de nos libertar de sentimentos que nos aprisionam e nos impedem de viver.
Concordo e não concordo.
Se eu tiver uma opinião a dar e a der estou a reprimir-me de viver? Claro que não. A mesma coisa se passa se eu quiser ir ao Mcdonalds e comer um menu de cada. Estarei a reprimir-me? Nem por isso. Vestir o que quero e bem me apetece também não considero que me esteja a aprisionar a mim mesma e no que toca ao sexo, sim, é saudável e toda a gente gosta. (Ou quase toda a gente). No entanto, há que haver um certo sentido de preservação.
Isto significa que, se eu o quiser fazer, poderei ir com o primeiro que me aparecer só para deixar os tabus de lado? Claro que não, e aqui é que entra o cerne da questão. Toda a mulher tem o direito a ir em busca do seu prazer, de realizar as suas fantasias, de cometer os seus pecados. No entanto, isso não quer dizer que tenha hoje que estar com um e amanhã com outro. Se estiver numa relação, ótimo, faça-o. Se não estiver, a meu ver, espere pelo momento...ou estão assim tão aflitas e seja esse o sentido de reprimir algo? Uma mulher não tem de ter necessáriamente sexo 24h/ dia para se dizer que é mais solta ou mais desinibida. A ideia de reprimir algo é simplesmente tolice.
A meu ver, uma mulher que correu meio mundo numa tentativa de "viver a vida", quando chegar o momento de "ter alguém na sua vida" já não vai haver quem a queira. Não tem interesse a meu ver, a mulher que já provou meio mundo só porque sim. O sexo não deveria de ser encarado só porque sim e ser feito só porque sim. O sexo é um ato íntimo e sagrado, que deve de ser respeitado.
Há um momento certo para tudo na vida e um momento em que sentimos que devemos dar um pouco de nós a quem merece a nossa atenção. Infelizmente, nos tempos que correm, a palavra amor deixou de ter sentido e passou simplesmente a existir a palavra sexo ou "One night stand". Por isso mesmo é que penso nessa ideia de se saber onde metemos os pés, para depois, em prol de nos sentirmos reprimidas, podemos sentir pior que isso, arrependidas.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Olhar para trás é bom e faz bem

Há quem diga que nunca se deve olhar para trás.
Errado. Se eu não olho para trás, nunca irei saber quem está atrás de mim, ou posso pregar um encontrão em alguém, ou sabe-se lá...deixar que me roubem a mala. Nunca se sabe. Olhar para trás faz sempre bem e por várias razões.

Falando um pouco mais a sério, olhar para trás é uma forma de apreciar todos os momentos que passamos. É bom podermos ver o que fizemos, recordar...
Podem ser bons ou maus momentos, mas olhar para trás é bom quando nos damos conta de que até os maus momentos nos deram uma nova lição de vida, uma nova forma de ver as coisas, de nos conhecermos até e sabermos os nossos limites.
Olha para trás é também uma forma simpática de analisar o nosso percurso e quem sabe, se não tivermos gostado muito do nosso passado, pelo menos mudar de estrada para o nosso presente. Claro que não se deve viver preso no passado, embora valha sempre a pena relembrar certas coisas. Vale sim o esforço de olhar, analisar, tirarmos a nossa conclusão e aí sim, podermos ver o sol brilhar no meio de uma tempestade.
Poético não acham?

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

No outro dia ouvi uma jovem no supermercado em conversa com uma amiga sua, referir que já não compra Cd's, já não compra DVD, já não quer livros, nem nada do que ocupe espaço.
"É tudo digitalizado", dizia ela. E no meio daquela conversa muito à 2026, eu perguntava-me baixinho se por acaso, quem sabe, ela também não prefere arranjar um namorado mas digitalizado.
Sei lá, as coisas hoje em dia ocupam tanto espaço, as relações já não não o que eram e assim talvez uma formataçãozinha na memória do boyfriend o possa tornar reutilizável e moldável.
Não sei, digo eu, estava só aqui a pensar com os meus botões, porque esta ideia de querer tudo digitalizado dá muito que pensar a alguém como eu, que adora filosofar sobre as coisas e até por vezes retirar umas conclusões menos apropriadas também.
Uma pessoa que escute alguém vindo de fora a dizer que quer tudo digitalizado, acaba por se questionar a si mesma se esse tudo é mesmo tudo.
Mais adiante na dita conversa, a tal jovem ainda reforçou que o que está a dar é ter tudo "mais organizado possível", "tudo digitalizado acaba por ir de encontro às minha necessidades". Frases estas captadas assim por lapso ou quase mesmo sem querer. Reforço o quase, porque o termo sem querer, nos dias que correm já é considerado um arcaísmo, dado que atualmente, toda a gente faz tudo e mais alguma coisa de propósito.
Bom, mas isso já são outras conversas e já estava eu a fugir à conversa da digitalização e compactação e coiso e tal.
Ter tudo digitalizado para ir de encontro às necessidades é algo de veras intrigante. O termo necessidades também poderia ser abordado de outra forma e quem sabe as necessidades ( fisiologicamente falando) também possam ser digitalizadas para contribuir para o meio ambiente. No fundo, acho que o cérebro daquela jovem já está tão digitalizado e formatado que já nada cabe lá dentro. Talvez se ela busca arrumação, que se formate a si mesma ou se comprima em ficheiro RAR e se meta numa minúscula Pen, mesmo no fundo da mala.
E já estava eu de novo com as minhas ideias de levar tudo mesmo à letra...

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Manias que esta gente tem

Não me canso de pensar nisto e quanto mais penso mais caricato eu acho.
As pessoas hoje em dia esforçam-se ao máximo para que nós adivinhemos o que elas são.
Ao meu redor só me cruzo com pessoas que negativamente me conseguem surpreender e começo já a pensar que encontrar uma única pessoa mais ou menos decente neste mundo começa a são mais difícil que achar uma agulha num palheiro.
Ou é porque as pessoas querem tirar proveito de tudo e mais alguma coisa inventando toda a espécie de mentiras, ou é porque as hormonas estão ao rubro ao ponto de ser abraçada a torto e a direito por toda a espécie de malandros. Começo sinceramente a ficar meio cansada.
Trabalho como promotora social em campanhas no âmbito do markting social e lido sempre com pessoas, quer sejam meus colegas, quer sejam as pessoas no geral.
Já estou acostumada a levar com todo o tipo de respostas possíveis e imaginárias, por isso posso mesmo gabar-me de ter estofo para aturar idiotas. No entanto há coisas, ou pessoas, que acham poder abusar do meu estofo. Ou é por pensarem que acredito em qualquer barbaridade que escuto ou porque acham que eu amo que me sufoquem.
Tenho no meu local de trabalho uma menina de 18 anos que se faz de vítima em tudo o que pode para chamar as atenções. Inclusive já inventou que tem cancro de pele, que a cortisona a faz emagrecer, que tem células pré-malignas ( really, what's that?) e que já perdeu 8 kg desde que entrou na campanha. No entanto, foi inscrever-se recentemente como dadora de medula óssea e colocou nas observações que apenas tem psoríase. Really!!!
Estou sempre a ouvir histórias diferentes todos os dias e a começar a saturar-me delas.
Ou é porque é do cú ou então porque é das calças e até já há quem adore passar o tempo a agarrar-me e a abraçar-me a todo o instante como se isso fosse algo que eu realmente amasse.
Tenho um colega, que por mais querido que seja, consegue por vezes traumatizar-me com isso. Até inclusive, numa das noites que me levou a casa, se eu não tivesse desviado a cara mais um bocado, aposto que me teria beijado. Acho que há limites para tudo e eu francamente vou começar a estabelecer regras para ver se a coisa melhora.
No entanto não deveria de ser bem assim. As pessoas deveriam de ter mais respeito por aquilo que não lhes diz respeito. Deveriam de saber até que ponto devem de ir com os outros colegas e tentarem perceber se os colegas gostam de um dado comportamento ou não. Enfim, fazerem as coisas de forma a que se possa trabalhar sem climas estranhos. Em vez disso, neste local estranho que é as campanhas no âmbito social, acho que temos uma alta probabilidade de nos cruzarmos com qualquer cromo fantástico e de outro mundo a cada passo que damos. Será que algum dia irei ter o prazer de me cruzar com o Conde Drácula? I hope so. Acho que lhe dava logo a lista de potenciais alimentos para o seu pequeno-almoço.

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Chorar

Chorar faz bem.
É engraçada a facilidade que temos em chorar quando somos pequenos. O simples ato de exprimir os sentimentos.
Depois, com o tempo, vamos crescendo, amadurecendo, endurecendo...
E chorar já não é tão fácil.
Endurecemos e deixamos de conseguir fazer transparecer aquele sentimento inocente de outrora.
Endurecemos e aprendemos outras formas de chorar, de exprimir sem derramar uma lágrima.
No fundo acabamos por nos esquecer que chorar pode ser tão bom...

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Just gonna think about it

O mundo do trabalho é assim muito cheio de gente meio baralhada das ideias.
Eu que o diga, que trabalho com algumas dessas belas pérolas. As senhoras na casa dos seus 50 são todas elas completas doidas e brilhantes linguarudas. Nem eu conseguiria fazer melhor. Depois há as pirralhitas que se esfolam vivas com ideias brilhantes para chamar todas as atenções e no meio de ambas as faixas etárias estou eu e meia dúzia de colegas totalmente com as ideias no sítio mas completamente à nora no meio de tamanha peixeirada. No fundo até acho divertido ver como cada pessoa se comporta e batalha por um lugar ao sol. Acho ainda mais giro ver que um dos meus patrões, além de ser um ano mais novo que eu, consegue deixar-se enganar com qualquer mentira que lhe inventem.
Por vezes dou comigo a pensar porque é que eu não nasci com essa inteligência toda ao ponto de saber como manipular qualquer pessoa para chegar aos meus objetivos. Se calhar sou eu que tenho medo que as coisas possam correr mal para o meu lado, já que a minha sorte é tão certeira como nunca ganhar o euro milhões e nem estar nada ralada com isso até!
Enfim...esta pitalhada de hoje em dia deixa-me tonta por completo e a velhama anda evoluída a um patamar que eu mesma desconheço. Serei eu que estou noutra dimensão ou terei eu parado no tempo?
We'll see it soon! Gonna find a doctor.

Coisas estúpidas que tenho a mania de pensar

No outro dia vi algures a Lili Caneças na televisão e pensei para comigo: O botox realmente faz parecer que os anos não passam por esta mulher.

No entanto continuo a achar que, se a Lili Caneças fizesse parte dos bombeiros voluntários, iria arder bem mais depressa do que a indumentária que levasse vestida.