Bem vindos ao meu blog. Aqui escrevo o que penso, o que me apetece e o que bem entendo. Fiz-me entender? Nem por isso? É complicado exemplificar. Puxai uma cadeira. Comei pipocas e ride! Sim...riam muito porque tristezas não pagam dívidas.



terça-feira, 18 de julho de 2017

Há coisas que me magoam



Há coisas que me magoam.
Mas quem nunca se sentiu magoado para não entender o significado desta palavra?
Quem nunca?

Há coisas que me magoam.
Magoa-me permitir de dia para dia que essas mesmas coisas continuem a ferir-me.
Magoa-me ver essas mesmas situações e não poder fazer nada para as resolver.

Há coisas que me magoam, que me entristecem, que me ferem e me atingem porque simplesmente eu deixo que essas mesmas situações me magoem.

Há coisas que me magoam.
Muitas coisas. Coisas que são simplesmente coisas insignificantes. Coisas que tendem a ficar registadas na minha cabeça e que tendem a não sair.

Há coisas que me magoam.
Como podem não me magoar?
Por vezes finjo que não vejo, que não acontece aquilo que vejo estar a acontecer. E isso magoa-me.
E eu deixo. Deixo-me magoar por aquilo que me permito ver, porque vejo.
Simplesmente vejo coisas que me magoam porque os meus olhos foram feitos para ver tudo ao meu redor.
E sinto. Sinto que essas mesmas coisas me magoam. Sinto a ferida abrir e ficar lá, até à próxima facada.
E isso magoa-me. Magoa-me simplesmente o simples fato de me deixar magoar.
E dói-me.
Dói-me sentir que ver essas coisas por vezes não ajudam a cicatrizar a ferida que já ficou aberta.
Então instala-se um buraco que magoa. E magoa mesmo sentir que esse buraco ali está.
Mas como poder essa mesma ferida cicatrizar se me magoa ver coisas ao meu redor?
Será preciso cegar?
Será melhor fingir que não vejo aquilo que os meus olhos me querem mostrar?
Magoa-me pensar nisso.
Sim, realmente magoa. Agora que penso nisso sinto novamente aquela sensação de ira apoderar-se de mim. E depois aquela tristeza. A sensação de nada ser suficiente para conseguir ultrapassar essa coisa que teima em me magoar.
E isso magoa-me...magoa-me mesmo muito.


quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Lição de vida

Eu tenho vários defeitos.
Um dos meus maiores defeitos é nunca aprender as coisas à primeira, pelo menos até agora.
Só com o passar dos anos e com a chegada da maturidade, eu comecei a assimilar certos acontecimentos na minha cabeça e a tirar boas lições com eles.
Antigamente eu tendia a bater com a cabeça e a repetir o mesmo erro. Pensava muitas vezes que o erro era dos outros e que todos merecemos uma segunda oportunidade.
No fundo, bem lá no fundo, não deixa de ser verdade. Todos erramos como seres humanos que somos e a perfeição não existe.
Aprendi com o tempo que, de todas as vezes que batia com a cabeça, que o erro não era dos outros. O erro era meu. Eu e só eu permitia que alguém me humilhasse, que alguém me fizesse mal ou deixar ferirem os meus sentimentos. Nós só deixamos que nos aconteça aquilo que nós permitirmos que nos aconteça. Se uma pessoa nos mal trata, essa pessoa não deve fazer parte da nossa vida. Se alguém nos rouba, devemos advertir essa pessoa, deixar de fazer parte do mundo dela e não deixar que ela faça parte do nosso.
Eu aprendi a deixar para trás pessoas que antigamente faziam parte da minha vida, simplesmente porque eu acreditava que elas podiam mudar.
Na verdade, nós nunca devemos esperar que alguém mude para nós.
As pessoas são o que são, cometem os erros que sentem que devem cometer e só cabe a nós saber e decidir se nos devemos ou não relacionar com elas.
Deixei para trás tudo o que sinto que só iria trazer mais do mesmo para mim.
Decidi que esperar por um milagre é uma tolice e aguardar por mudanças da parte do outro é o mesmo que querer trabalhar sem me mexer para encontrar um trabalho. Pura e simplesmente não acontece.
Na verdade, deixar essas pessoas para trás é uma lufada de ar fresco, pois estou a abrir o meu coração a novas oportunidades.
Costuma-se dizer que nunca devemos guardar aquilo que não nos faz falta em casa. O mesmo se passa na nossa vida, ou no nosso coração. Nunca devemos permitir sermos magoados.
Ao estarmos a permitir uma humilhação de qualquer tipo uma vez, essa humilhação irá tornar a acontecer e a acontecer vezes sem conta.
Isso também aconteceu comigo. Por isso mesmo deixei de me permitir momentos assim. Para quê estragar a nossa vida com sofrimento ou com sentimentos de rancor ou raiva quando estes podem ser evitados? Estar perto de quem nos faz mal nunca irá fazer de nós mais tolerantes, mas sim mais tolos.
Afastar tudo o que nos prejudica, seja o que quer que seja, é um meio de atingir a felicidade e a nossa sanidade mental, que também é muito importante.
Coisas boas acontecem quando sentimos que aprendemos uma lição com situações assim. Acontece que sentimos que demos o passo certo e isso acaba por nos dar coragem para seguir em frente mais sábios e encontrar as coisas certas para nós.
Se eu não gosto que me mintam não preciso de encontrar um mentiroso ou mentirosa para a minha vida. Tenho sim que evitar situações assim.
Se eu não quero beber leite, não preciso de o fazer só porque A ou B me diz que é essencial. O que é essencial é o que achamos que é bom para nós.
Por fim e não menos importante, devemos sempre ponderar no que dizemos. Afastar quem nos faz mal ou o que nos faz mal não deve ser feito de forma ofensiva ou insultuosa. Isto foi outra lição que retirei daquilo que fui aprendendo. Eu sou o tipo de pessoa que ferve em pouca água e quando me sentia insultada, respondia na mesma moeda. É errado. Nós nunca devemos responder na mesma moeda. Afinal, só deve ficar mal quem insulta. Nunca nós. O mal vai sempre na consciência de quem o pratica, não precisa de forma alguma de ficar na nossa consciência.
Espero que tenham de alguma forma achado que este post se aplica a alguns de vocês. Se não se identificarem não faz mal, afinal de contas, é só um ponto de vista de quem gosta de escrever qualquer coisa a qualquer hora :D

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

7 anos de Blogue

Meu Deus...
Este blogue tem sete anos!!!
Há sete anos atrás, talvez por estas horas, estava eu não muito bem e com um receio qualquer a apertar o meu coração. Sentia que o fim da minha relação da época se aproximava e não entendia o porquê. E assim nasceu este blogue.
Depois de alguns textos mais românticos, veio o tão temível término e este blogue virou uma onde de negatividade e repleta de textos de rancor e ódio absolutos, que até gerou alguma polémica e perda de tempo a algumas pessoas queridas a inventar o que comentar.
Mais tarde a poeira da minha alma assentou e com ela a minha escrita também.
O meu ex dessa altura, a dado momento, de tanto tempo perder a ler aquilo a que ele chamava "perda de tempo", disse-me que mais depressa duraria o blogue dele que o meu.
Até acreditei nisso. Realmente era por ele que tudo isto tinha começado.
No entanto, os anos passaram. Sete anos depois, o blogue do meu ex estagnou, sem nunca mais os seus leitores terem acesso às suas sábias hipercríticas non sense.
E eu continuo a escrever no blogue.
O meu blogue tornou-se um lugar único para mim.
Se estou fula, eu venho ao blogue.
Se me passei da mona, eu venho ao blogue.
Se estou stressada, eu venho ao blogue.
Se estou feliz, eu venho ao blogue.
Se estou encurralada corro para o blogue.
Sim. Eu amo o meu blogue.
De uma forma ou de outra eu sei que estou a escrever para alguém que poderá descobrir este espaço por acaso. Pode não ter nada de interessante até, mas eu gosto. É meu.
Fui eu que o criei e que fui imaginando, desabafando e dando vida a uma coisa que nem eu esperava durar tanto tempo.
Passem que anos passarem, eu irei querer vir sempre ao blogue. Há sempre alguma coisa para contar, uma raiva para descarregar, uma coisa boa para dizer e alguém para ler. Porque não?
Quem gostar ótimo. Quem não gostar pode sempre mudar de página, buscar algo mais ao seu estilo. Who cares?
Not me.
Parabéns blogue. Há sete anos a cantar de galo comigo!!! wohoooooo!!!

Ser tolerante

Eu não gosto de pessoas que têm a mania que já nasceram com a licenciatura.

Gosto muito de socializar, de conhecer rostos novos, falar de mim e do mundo a toda a gente. No entanto, com o tempo e a sabedoria, vamos aprendendo a escolher o que dizer.
Quando dizemos muito e escutamos menos do que aquilo que dizemos, normalmente somos sempre julgados de uma forma ou de outra. Mesmo que esse julgamento seja uma coisa inofensiva aparentemente e a pessoa que nos aponta o dedo não tenha verdadeiramente a intenção de nos julgar, apontar o dedo a alguém com um argumento qualquer é já em si um tipo de julgamento.
Por isso, com o passar dos anos e com a aprendizagem, fui sendo mais seletiva nas coisas que digo, mais cuidadosa também. Mesmo assim, há sempre aquele engraçadinho ou engraçadinha que pensa saber um pouco mais do que eu.
Chamo a isso pessoas com mania.
Chamem-lhe o que quiserem, mas eu não suporto quando digo que a cor da minha blusa é branca e me dizem que afinal eu não estou a ver bem e é creme. Detesto. Não há nada a fazer.
Sei que pontos de vista são simplesmente pontos de vista, opiniões chegam consoante os pontos de vista de cada um. Mesmo assim, ainda aprendo a ganhar um pouco mais de paciência com pessoas que julgam saber mais do que eu.
Não digo que eu também saiba mais do que elas. Mas uma coisa eu digo:
Eu não vivi vida alguma além da minha. Logo trago comigo as minhas experiências de vida, assim como cada pessoa trás as suas. Ninguém pode querer viver a vida de outra pessoa, logo cada experiência é uma forma diferente de ver a vida.
Devemos ser tolerantes e saber aceitar os diversos pontos de vida para que haja pelo menos bom ambiente e possamos saber até que ponto somos tolerantes. No entanto, por mais calma e tolerante que eu tenha sido ao longo dos anos, ainda não consegui passar a etapa de ser tolerante com alguém, quando esse alguém não tem modos corretos para se dirigir a mim.
Seja qual for o discurso, a retórica, o argumento, a intenção dessa pessoa. Eu sou tolerante a qualquer coisa, menos quando tentam falar por cima de mim, mais alto que eu, não me deixando acabar de falar e ainda repetindo vezes e vezes sem conta que aquela blusa não é branca e sim creme.
Ok...
Respiro fundo. Dependendo da idade e da proximidade que essa pessoa possa ter comigo eu adequo o meu discurso. No entanto, dentro de mim há uma onda enorme muito próximo de chegar ao limite da costa da minha paciência. Raras são as vezes em que perco as estribeiras, embora eu reconheça que isso já aconteceu uma vez ou outra, e quase sempre engulo grande parte do que escuto, ficando depois como que espinha entalada na minha garganta.
Não sou rancorosa, mas também não sofro de amnésia. Consigo fazer uma lista negra de coisas negativamente marcantes que vou ouvindo. Depois há sempre aquela altura em que essas coisas saem para fora.
Afinal de contas, eu disse que devemos ser tolerantes com os outros, saber respeitar os pontos de vista e as opiniões que nos são dadas. No entanto, isso não invalida que tenhamos que nos deixar espezinhar e humilhar perante o outro. Porque afinal de contas, permitir isso é dar carta branca para que haja uma próxima vez. Podemos ser educados, escolher as palavras e o tom com que as dizemos. Podemos engolir em seco e inspirar profundamente antes de dizer o que seja. Mas não precisamos deixar que alguém nos cale com a sua falta de paciência e venha falar por cima de nós. Costuma-se dizer que quando dois falam ao mesmo tempo ninguém se entende e não posso estar mais de acordo.
Sou apologista da boa educação. E a boa educação não é toda a gente que a tem. Sei sempre respeitar os outros, por isso não devo esperar menos daqueles com quem me relaciono no meu dia a dia.
Já deixei em tempos muitos me dizerem o que queriam e bem entendiam com medo de responder. Ficava nervosa. Tinha medo de dizer o que ia dentro de mim. Isso durou anos e anos, até eu aprender por mim mesma que ninguém deve calar o que seja dentro de si. Nascemos para ser livres com aquilo que dizemos. Pensamentos são apenas ideias e pontos de vista. Não precisamos de guardar tanta coisa desnecessária na nossa cabeça. Também não precisamos de nos magoar a nós mesmos com o silêncio. O silêncio é bom, é essencial, mas também tem de haver algum ruído.
Saber impor é saber afirmar a nossa posição. É saber dizer até que ponto queremos ser respeitados pelo outro. Como tal, se soubermos como nos afirmar sem magoar ninguém, também não precisamos de aturar ao nosso redor o que não achamos saudável para nós.
Isto foi apenas um desabafo meu. Um ponto de vista sobre o qual me apeteceu escrever porque sim, aconteceu-me recentemente.
Eu odeio quando as pessoas me insultam sem me deixar argumentar. Simplesmente porque eu não fui educada assim, para falar por cima de alguém como se fosse membro de uma autoridade qualquer.
Há que haver limites para tudo. Se não houver limites ninguém se respeita, somos todos abusados e todos abusamos de alguém. Limite é a palavra que define a minha posição perante pessoas que sentem necessidade de chegar ao pé de mim e falar como se soubessem mais de mim do que eu.
Limite.
Como eu disse, detesto pessoas que julgam terem nascido licenciadas. Seja como for, diploma algum serve de lápide em tempos vindouros.
As pessoas deveriam de ser mais pessoas, e não ideias e títulos, com manias de sábias e saber escutar.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Magoar

Por vezes há coisas que nos magoam.
Podem ser coisas simples ou situações mais complexas que se vivem e pelas quais passamos com outras pessoas.
Magoar pode ser ou não intencional. Muitas das vezes a intenção de uma pessoa para connosco pode nem ser a de despertar sentimentos menos positivos dentro de nós. Tudo depende da forma como encaramos as coisas.
Nem sempre aquilo que magoa uma pessoa tem forçosamente que magoar outra. Depende da pessoa e da circunstância.
No entanto, há situações que podemos logo à partida dizer que nos podem ou não ferir e evitar situações menos boas.
Uma das situações que a mim me magoa profundamente é quando me prometem algo que não sabem se podem ou não cumprir.
No início é tudo muito bonito, cor de rosa e com borboletas cintilantes, a maré a favor e boa para a pesca. Nada pode atrapalhar os planos.
Mais tarde surge uma incerteza face a uma situação relacionada com o que havia ficado prometido.
Já não se sabe se pode ou não ser, se fará sol ou chuva, se fica perto ou longe se é branco ou se é preto.
Detesto incertezas quando numa conversa inicial qualquer a premissa era um sim ou um sem dúvida alguma.
Para muitos de vocês pode soar a infantilidade, mas não. Faz muitos anos que deixei as fraldas e por incrível que possa parecer, nunca frequentei uma cresce.
Para mim as coisas ou são ou não são. Quando não temos a certeza de algo, pura e simplesmente não nos precisamos comprometer com o que quer que seja. Podemos simplesmente dizer que não temos certeza. Não precisamos entrar a matar com grandes discursos típicos dos políticos de Portugal e no final não se ver nada acontecer.
Magoam-me atitudes assim porque simplesmente não as faço e como tal não gosto que mas façam a mim, assim sendo, porque haveria de as fazer aos outros?
Esta conversa toda também depende muito da pessoa com a qual nos relacionamos. Depende também do grau de importância que essa pessoa tem na nossa vida. Depende de muita coisa.
Magoar com coisas inúteis pode ser algo a evitar.
Geralmente sou pessoa de guardar uma lista negra das peripécias que as pessoas me fazem. Não vou a lado nenhum com isso e na verdade nunca emoldurei peripécia alguma, porque não considero nenhum objeto decorativo, mas bem podia, quando não tenho mais nada para fazer e não sei exatamente como ocupar o tempo.
Não sou má pessoa. Dou-me muito bem com toda a gente e as coisas que me fazem, embora não me esqueça, costumam ficar atrás das costas, mesmo que me possa eventualmente lembrar delas num momento ou outro, mas cá está, depende da importância que essa pessoa tem para mim, ou a importância que lhe dou.
Não gosto que me prometam nada do que não me podem dar, ou que me digam algo que não sabem se podem fazer. Pura e simplesmente, um simples sim ou um claro pode alterar automaticamente a minha mente, planeando logo antecipadamente algumas coisas na minha vida para depois levar uma chapada de luva branca com um não sei. Para se abrir a boca e dizer merda, muitas vezes mais vale a manter fechada que o resultado pode ser até bem melhor.
E digo a palavra merda porque este texto da treta não teria piada alguma sem um pequeno palavrão misturado para apimentar mais a noite de segunda.
Aliás, nada melhor do que começar a semana com um texto da treta.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

A outra

Quando se está numa relação e as coisas correm lindamente, sabe sempre muito bem.
No entanto, há sempre alguma coisa a empatar a paciência, especialmente a minha. Sim, pois, porque estou falando de mim.
O meu namorado, tal como qualquer usuário no facebook, tem sempre aquele amigo ou amiga com quem fala mas que nunca conheceu.
Certa noite, enquanto víamos um filme, apareceu do nada, A Outra só porque sim, para falar da temática a que nós mulheres chamamos de dar palha ao burro.
A dado momento da conversa, a outra começa com conversas lindas e primaverís dizendo que o queria conhecer um dia, e a quem o fazia feliz, neste caso eu. Achei aquilo tão comovente, mas não sei como as lágrimas não me desciam, e fiquei com a ideia de que a outra poderia estar interessada em rapazes que estão numa relação.
O meu namorado lia-me a conversa e estava tudo muito ok para ele, mas eu ia ficando com a sensação de que a outra se estava a meter onde não devia. E eis que surge a prova dos 9.
A dado momento, a meio de um filme que juntos víamos enroscados, a outra pergunta ao meu namorado como ele está com uma frase estilo isto:

Então como estás amor?

Espera lá aí...AMORRRRRRRRR????
Sim, admito que nesse momento essa dondoca cibernética nunca antes vista virou o meu ódio de estimação. Para já sabia ela que o suposto amiguinho virtual dela tem namorada, e depois ainda teve a coragem de o chamar de amor...
Levei algum tempo a digerir a situação, acabando o meu namorado por apelar a que ela não o tratasse daquela forma e dando o recado de que eu também não gostava daquela situação.
No meio da conversa a menina diz que eu não tenho que me preocupar porque é lésbica.
Bem, o meu namorado até se riu no momento dizendo que não sabia e que não sabia bem o que lhe havia de dizer, ficando o assunto por ali.
No entanto, algo me dizia que não era bem assim e que aquilo foi tudo conversa para sair bem na fotografia. Mais uma vez não me enganei.
Certa noite, no meio de uns beijinhos, surge de novo a outra com um olá no facebook, e com aquela converseta rançosa de meter nojo que ele agora é que estava feliz porque encontrou a outra metade e blablablá. Aquilo sinceramente já me começou a encher os miolos e prometo que da próxima que ela venha com essa teoria de que "agora é que tens a tua metade, gostava de te conhecer a ti e a quem te faz feliz", eu vou virar agente secreta e saber onde ela mora para lhe perguntar pessoalmente se por acaso não tem outro assunto. Bem, continuando esta conversa que de interessante não tem nada, a menina lá disse ao meu namorado que estava em Lisboa vendo miúdas giras. Tudo muito bem. No entanto, subitamente disse: "Eu gosto de raparigas, mas também gosto de rapazes...mas deixei-me disso, só tive azares ou desgostos ou o raio que me parta".
Isto por outras palavras soa a algo como "espero que a tua namorada não esteja aí mesmo ao lado para te dizer que só inventei ser lésbica para ela não me matar com uma chave de fendas e fica sabendo que te estou dizendo que gosto de rapazes para saberes que gosto de ti e que disse que me deixei disso para ver se tu tens interesse...vê lá se reparas nisso por favor porque me sinto desesperada e se as coisas continuarem assim eu de tão desesperada que estou vou ao programa da Júlia dizer que sou bissexual para tu me veres em direto".
Preciso eu dizer mais alguma coisa?
Acho que não. Só escrevi a porcaria deste post para dizer que eu tenho uma pontaria para tudo o que não vale a pena, como o caso da outra. No entanto eu nunca acertei no euromilhões...mas eu também não me posso queixar porque eu não aposto no euromilhões.

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Estar Apaixonado/a

Sabe tão bem quando sentimos que gostamos de alguém de uma forma especial.
É um sentimento que nos transforma e nos faz querer viver as coisas de forma mais intensa.
Subitamente tudo muda à nossa volta e parece que o vento sopra a nosso favor.
Aquilo que era a preto e branco ganha cor e a Primavera chega mais cedo aos nossos corações.
É bom gostar de alguém e sentir esse sentimento ser-nos retribuído da mesma forma.
Amar alguém é um estado de alma renovador e que cura muitos dos nossos males, resolve muitos dos nossos problemas.
Por mais complicado que possa ser o mundo à nossa volta, é bom saber que existe aquela pessoa que nos ampara e nos estende a mão quando precisamos. Amar é cuidar, é ter preocupação pelo outro, é desejar ao outro o mesmo que desejamos a nós mesmos.
Amar é bom.
O amor é realmente uma coisa boa que se sente e não se explica.
No fundo nunca saberei eu mesma explicar o que é o amor.
Por mais que tente, nunca encontrarei palavras que o definam.
O amor é querer estar junto, é cuidar e preservar, é estimar e amparar. O amor é ver as virtudes e os defeitos, conviver com ambos e perceber que não há ser humano algum completamente perfeito, saber viver com isso.
O amor é o que nos move a ir mais além. Quando é amor inteiro, amor saudável, aquele amor que sabemos que nos faz bem, em que encontramos a pessoa que se encaixa perfeitamente em nós, é também uma oportunidade de podermos ser nós mesmos, de descobrir coisas em nós que nem sabíamos que existiam.
Sabe tão bem saber que temos alguém para cuidar, alguém a quem podemos devolver um sorriso cúmplice.
Sabe bem amar quando somos amados da mesma forma.