Percorri a enorme escadaria do santuário. De pés sempre descalços e sem frio. Há muito que me havia habituado á escuridão. Ela fazia-me bem.
Não só os tolos se escondem no escuro. Mas os sábios também.
Foi no escuro que te vi, foi no escuro que te mostraste finalmente perante os meus olhos castanhos.
Não me enganei em saber que seria um erro seguir o teu rasto, perder-me por entre as tuas tolices.
Nunca devemos parar de escutar aquela voz que nos avisa que é chagada a altura de recuar um passo, mas em vez disso, eu dei mais um passo e outro seguido de outro...e no fim...
Lá estavas tu com um olhar totalmente diferente do que me deste a conhecer. O olhar da verdade, daquele ser sem forma, daquele que és tu. Aquele olhar que me fez perceber quem és, que me deu toda a luz.
Por entre o breu consegui toda a luz.
Foi por entre o breu que tu chegaste.
Bem vindos ao meu blog. Aqui escrevo o que penso, o que me apetece e o que bem entendo. Fiz-me entender? Nem por isso? É complicado exemplificar. Puxai uma cadeira. Comei pipocas e ride! Sim...riam muito porque tristezas não pagam dívidas.
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
Para ti...MÃE
Para ti que estiveste sempre do meu lado
por todas as vezes que docemente afagaste os meus cabelos com essas mãos delicadas, por todos os sorrisos e lágrimas. Para ti que sempre soubeste quem sou e de onde vim, tu que me escreves a cada momento da minha ausência, a cada segundo da minha existência. É por ti que estou aqui, que te estendo o coração em vez de ambas as mãos, pois o coração embora seja pequeno chega aos lugares mais incríveis. Tu que me deste alento, que me ouviste gritar um dia, que me viste chorar e sorrir...
TU
que ouviste as palavras que ninguém mais pode ouvir, sem perguntar nada depois, porque4 o depois é muito incerto.
Para ti que não me esqueces, para ti que me guardas no coração como ouro num guarda-jóias, tu, aquela pessoa de valor incalculável a quem tudo agradeço pelo que sou, a única que entende mesmo sem entender na verdade e que memoriza sem ouvir.
Tu que me abres a porta quando todas as outras se fecham e me dizes uma vez mais as tuas sábias palavras.
Porque não há amor como o teu, soberano, capaz de mover oceanos, de criar novos horizontes, pintar novas telas de cores inexistentes.
É para ti que escrevo estas palavras. É para ti que olho mesmo que não seja com os olhos, pois o coração vê sempre mais fundo, além do além, para lá de todo o resto.
A ti que me viste nascer, que me carregaste contigo durante tanto tempo, que me viste crescer e que lutaste para que nunca me faltasse o que comer. Tu que és senhora, que vês a vida com olhos de quem entende.
Escrevo para ti, aquela mulher que se esconde, aquele ser pequeno que tudo faz para me guardar sempre debaixo da sua asa. Foste tu que me ensinaste a voar, tu que muitas vezes me viste cair...
Tu que sempre me seguras as mãos nesta vida incerta, sempre pronta a perdoar os meus erros de menina mulher.
Para ti mãe
Obrigada por tudo! Que Deus te dê sempre toda a força de que precisas para continuares nesta estrada longa comigo. Porque há coisas que as palavras não dizem, apenas o coração sente, tal como o meu que me deste, que sabe que sofres, mas que se cala com medo de falar.
Há situações em que as palavras não bastam, por isso escrevo com o coração, essa caneta da alma eterna, esse meu coração que te vê e que me diz sempre bem alto: Tenho orgulho em ti, mãe.
por todas as vezes que docemente afagaste os meus cabelos com essas mãos delicadas, por todos os sorrisos e lágrimas. Para ti que sempre soubeste quem sou e de onde vim, tu que me escreves a cada momento da minha ausência, a cada segundo da minha existência. É por ti que estou aqui, que te estendo o coração em vez de ambas as mãos, pois o coração embora seja pequeno chega aos lugares mais incríveis. Tu que me deste alento, que me ouviste gritar um dia, que me viste chorar e sorrir...
TU
que ouviste as palavras que ninguém mais pode ouvir, sem perguntar nada depois, porque4 o depois é muito incerto.
Para ti que não me esqueces, para ti que me guardas no coração como ouro num guarda-jóias, tu, aquela pessoa de valor incalculável a quem tudo agradeço pelo que sou, a única que entende mesmo sem entender na verdade e que memoriza sem ouvir.
Tu que me abres a porta quando todas as outras se fecham e me dizes uma vez mais as tuas sábias palavras.
Porque não há amor como o teu, soberano, capaz de mover oceanos, de criar novos horizontes, pintar novas telas de cores inexistentes.
É para ti que escrevo estas palavras. É para ti que olho mesmo que não seja com os olhos, pois o coração vê sempre mais fundo, além do além, para lá de todo o resto.
A ti que me viste nascer, que me carregaste contigo durante tanto tempo, que me viste crescer e que lutaste para que nunca me faltasse o que comer. Tu que és senhora, que vês a vida com olhos de quem entende.
Escrevo para ti, aquela mulher que se esconde, aquele ser pequeno que tudo faz para me guardar sempre debaixo da sua asa. Foste tu que me ensinaste a voar, tu que muitas vezes me viste cair...
Tu que sempre me seguras as mãos nesta vida incerta, sempre pronta a perdoar os meus erros de menina mulher.
Para ti mãe
Obrigada por tudo! Que Deus te dê sempre toda a força de que precisas para continuares nesta estrada longa comigo. Porque há coisas que as palavras não dizem, apenas o coração sente, tal como o meu que me deste, que sabe que sofres, mas que se cala com medo de falar.
Há situações em que as palavras não bastam, por isso escrevo com o coração, essa caneta da alma eterna, esse meu coração que te vê e que me diz sempre bem alto: Tenho orgulho em ti, mãe.
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
Essa carne de mim
Nunca me tinha questionado antes sobre isso. Foi algo que surgiu de repente, assim como uma gota de chuva numa folha de orvalho. De repente entendi tudo. Eu sou parte de ti. Mas nunca me tinha questionado sobre o que é isso de ser parte de ti e de que forma poderia uma pessoa ser parte de outra.
Simplesmente é assim. Sou parte de ti. As minhas mãos são as tuas mãos, o meu coração, o teu coração. Somos carne da mesma carne, sangue do mesmo sangue, mas nunca me tinha dado conta, até pensar que te poderia ter perdido. Até te ver imóvel deitado sobre aquela cama onde já tantos outros corpos se deitaram antes de ti. De te ver de olhos fechados e implorar que os abrisses para mim, apenas para mim, para me veres, para te ver a ti, de me certificar de que estavas ainda aí desse lado, do meu lado, do nosso lado.
Tive medo que a luz chegasse por fim e te envolvesse na sua brancura suprema, que levantasses os teus braços nessa altura, que nem olhasses para trás, que nem tivesse tempo de te dizer que te amo, que estou aqui sempre, que és parte de mim. E esta coisa de se ser parte de alguém pode ser muito confusa. Quando entras pela sala eu percebo esse mesmo poder que tens em mim, esse sentido de se ser parte de alguém.
Quando sais dessa mesma sala fico expectante, esperando que voltes, e o meu coração a sussurrar baixinho volta e tu sem voltar. Aquele medo que dá em se perder aquela parte de nós que parece tão inútil, que nos faz sentir estupidamente patéticos, que nos faz sentir perdidos no mundo, mas ao mesmo tempo achados. Essa sensação de nos perdermos e nos acharmos no mesmo segundo, olhando os dois na mesma direcção.
Diz-me que não voltarás a deixar-me ficar com medo de te perder. Diz-me que estás aí, mesmo que em silêncio. Olha para mim, dá-me a tua mão fria, toca no meu coração. Essa carne de mim que tu és, esse ser imóvel agora deitado, esse sentimento. Esse amor...
Simplesmente é assim. Sou parte de ti. As minhas mãos são as tuas mãos, o meu coração, o teu coração. Somos carne da mesma carne, sangue do mesmo sangue, mas nunca me tinha dado conta, até pensar que te poderia ter perdido. Até te ver imóvel deitado sobre aquela cama onde já tantos outros corpos se deitaram antes de ti. De te ver de olhos fechados e implorar que os abrisses para mim, apenas para mim, para me veres, para te ver a ti, de me certificar de que estavas ainda aí desse lado, do meu lado, do nosso lado.
Tive medo que a luz chegasse por fim e te envolvesse na sua brancura suprema, que levantasses os teus braços nessa altura, que nem olhasses para trás, que nem tivesse tempo de te dizer que te amo, que estou aqui sempre, que és parte de mim. E esta coisa de se ser parte de alguém pode ser muito confusa. Quando entras pela sala eu percebo esse mesmo poder que tens em mim, esse sentido de se ser parte de alguém.
Quando sais dessa mesma sala fico expectante, esperando que voltes, e o meu coração a sussurrar baixinho volta e tu sem voltar. Aquele medo que dá em se perder aquela parte de nós que parece tão inútil, que nos faz sentir estupidamente patéticos, que nos faz sentir perdidos no mundo, mas ao mesmo tempo achados. Essa sensação de nos perdermos e nos acharmos no mesmo segundo, olhando os dois na mesma direcção.
Diz-me que não voltarás a deixar-me ficar com medo de te perder. Diz-me que estás aí, mesmo que em silêncio. Olha para mim, dá-me a tua mão fria, toca no meu coração. Essa carne de mim que tu és, esse ser imóvel agora deitado, esse sentimento. Esse amor...
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
Por entre as palavras
Por entre as árvores, os arvoredos, os lugares onde se escondem as nossas mãos depois de juntas e unidas, pelos labirintos onde se perdem as razões humanas, por onde eu te busco, por onde me buscas, por onde nos buscamos sem nos perdermos, porque vivemos de instintos, porque vivemos se movimentos, de sensações e medos. Porque somos humanos ou talvez porque nem cheguemos a saber o que somos realmente, porque não podemos nunca provar o que somos ou porque já tantas vezes o provamos...
Por entre as palavras e por entre as virgulas, os pontos finais que nunca terminam, apenas dão início a uma nova etapa, por entre as pegadas e por entre rochedos. Por entre o infinito da alma, por entre tudo aquilo que nos faça querer viver, desejar viver. Por entre o que escrevo, talvez o que lês...Por entre mim e ti, por entre nós, a nós...
Por entre dois mundos.
Por entre as palavras e por entre as virgulas, os pontos finais que nunca terminam, apenas dão início a uma nova etapa, por entre as pegadas e por entre rochedos. Por entre o infinito da alma, por entre tudo aquilo que nos faça querer viver, desejar viver. Por entre o que escrevo, talvez o que lês...Por entre mim e ti, por entre nós, a nós...
Por entre dois mundos.
domingo, 19 de setembro de 2010
Labirintos do coração
Queria dizer que te amo sem mover os lábios, sorrir-te com doçura sem que pudesses ver-me sorrir, pegar-te na mão e colocá-la no meu peito para que pudesses saber que estou aqui. Nós dois, dois mundos, duas vidas completamente distintas que se misturam com outras tantas. Os ponteiros do relógio que correm e eu sem saber como pronunciar-te aquela palavra tão pequena, mas ao mesmo tempo tão grande.
Pediste-me que fosse ter contigo, que te fosse buscar.
-Vens-me buscar? Perguntaste-me tu de soslaio
-Claro que te irei buscar...mas onde?
-Não importa onde, o importante é que me venhas buscar.
Não disseste mais nada nos dias que se seguiram. Chegou o mau tempo, a chuva que consigo conseguiu abafar o som das minhas lágrimas, a dor da minha impotência. No fundo, eu nunca saberia onde buscar-te, mas sabia que iria buscar-te. Sabia que nesse momento poderia finalmente calar o mundo quando pronunciasse por fim aquela palavra cravada na minha garganta seca.
Demorei até descobrir o caminho para o teu coração. Ir buscar-te afinal, não era assim tão simples. Tu aguardavas impacientemente pela minha chegada, mas eu, sentia-me impotente, fraca, sem coragem para chegar onde queria chegar e dizer-te como tantas outras vezes sonhei...aquela palavra.
O caminho para o coração é o caminho mais fácil de percorrer, porém parece um caminho de loucos, onde podemos perder-nos sem nos darmos conta, não nos encontrarmos, ficarmos perdidos entre diversas estradas quando a estrada do coração é uma apenas.
Por fim cheguei. Vi o teu olhar brilhante, esperando por me ouvir falar o que também tu desejavas ouvir.
-Chegaste... disseste-me
-Cheguei! E nisto calei-me. Calei-me porque a verdade poderia ferir-te. A verdade poderia não ser propriamente a que tu querias ouvir. Respirei fundo. Deixei a voz do meu coração elevar-se ás minhas cordas vocais. Fechei os olhos e disse-te por fim
-Amo-te, amo-te como nunca amei ninguém.
E depois veio o medo, o medo de ter de voltar a fazer a mesma caminhada de volta para casa, o medo da tua reacção, medo da tua resposta. O meu coração pulava descompassadamente dentro do peito, as mãos suavam, todo o meu corpo tremia. Sorriste apenas, não havia muito que me pudesses dizer. O amor é um lugar estranho quando por fim lá chegamos. Perdi-me por entre os teus olhos e o teu sorriso na esperança de uma resposta que chegou por fim.
-Não sei se me amas da mesma forma que te amo a ti.
Não ousei perguntar de que forma me amarias. Talvez a suficiente para que pudessemos juntos pular a cerca da verdade, chegar mais além e tocar no céu com as pontas dos dedos.
- Ama-me como sabes, como sentes que deves amar-me. Não te peço mais que isso. Pronunciei.
- Eu amo-te mais que tudo. Mais que todas as coisas. Amo-te daqui até ao céu...
E nunca saberei dizer-te quanto mede um amor que toque no céu. Nunca saberei da mesma forma saber dizer-te se o meu amor toca no céu, se é que o céu poderia alguma vez ser tocado.
Se é que alguma vez se poderão medir sentimentos com uma fita métrica.
Somos dois labirintos que se entrelaçam e se unem, onde se perdem os sentimentos, onde não se mede o amor, onde existe a esperança, onde existimos. O amor é onde existimos.
Pediste-me que fosse ter contigo, que te fosse buscar.
-Vens-me buscar? Perguntaste-me tu de soslaio
-Claro que te irei buscar...mas onde?
-Não importa onde, o importante é que me venhas buscar.
Não disseste mais nada nos dias que se seguiram. Chegou o mau tempo, a chuva que consigo conseguiu abafar o som das minhas lágrimas, a dor da minha impotência. No fundo, eu nunca saberia onde buscar-te, mas sabia que iria buscar-te. Sabia que nesse momento poderia finalmente calar o mundo quando pronunciasse por fim aquela palavra cravada na minha garganta seca.
Demorei até descobrir o caminho para o teu coração. Ir buscar-te afinal, não era assim tão simples. Tu aguardavas impacientemente pela minha chegada, mas eu, sentia-me impotente, fraca, sem coragem para chegar onde queria chegar e dizer-te como tantas outras vezes sonhei...aquela palavra.
O caminho para o coração é o caminho mais fácil de percorrer, porém parece um caminho de loucos, onde podemos perder-nos sem nos darmos conta, não nos encontrarmos, ficarmos perdidos entre diversas estradas quando a estrada do coração é uma apenas.
Por fim cheguei. Vi o teu olhar brilhante, esperando por me ouvir falar o que também tu desejavas ouvir.
-Chegaste... disseste-me
-Cheguei! E nisto calei-me. Calei-me porque a verdade poderia ferir-te. A verdade poderia não ser propriamente a que tu querias ouvir. Respirei fundo. Deixei a voz do meu coração elevar-se ás minhas cordas vocais. Fechei os olhos e disse-te por fim
-Amo-te, amo-te como nunca amei ninguém.
E depois veio o medo, o medo de ter de voltar a fazer a mesma caminhada de volta para casa, o medo da tua reacção, medo da tua resposta. O meu coração pulava descompassadamente dentro do peito, as mãos suavam, todo o meu corpo tremia. Sorriste apenas, não havia muito que me pudesses dizer. O amor é um lugar estranho quando por fim lá chegamos. Perdi-me por entre os teus olhos e o teu sorriso na esperança de uma resposta que chegou por fim.
-Não sei se me amas da mesma forma que te amo a ti.
Não ousei perguntar de que forma me amarias. Talvez a suficiente para que pudessemos juntos pular a cerca da verdade, chegar mais além e tocar no céu com as pontas dos dedos.
- Ama-me como sabes, como sentes que deves amar-me. Não te peço mais que isso. Pronunciei.
- Eu amo-te mais que tudo. Mais que todas as coisas. Amo-te daqui até ao céu...
E nunca saberei dizer-te quanto mede um amor que toque no céu. Nunca saberei da mesma forma saber dizer-te se o meu amor toca no céu, se é que o céu poderia alguma vez ser tocado.
Se é que alguma vez se poderão medir sentimentos com uma fita métrica.
Somos dois labirintos que se entrelaçam e se unem, onde se perdem os sentimentos, onde não se mede o amor, onde existe a esperança, onde existimos. O amor é onde existimos.
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
Alma presa
Sinto saudades tuas, embora não saiba bem dizer-te ao certo o que é isso de sentir saudades tuas. Nem saberei descrever se me perguntares um dia, por acaso e quase sem se notar. Não saberei descrever o sabor das palavras quando estas saem do coração, nem saberei como dizer-te que te amo.
Sinto a tua falta e nem sei como dizer-te. Pertenço-te e nem sei ao certo como. Estranho sentimento, estranha sensação de ocupação a minha, que me faz querer dizer-te todos os dias que sinto a tua falta, sem saber dizer a palavra certa, sem conseguir arranjar palavras ou simples vocabulários suficientemente completo para exprimir os meus sentimentos.
Sinto as palavras quererem sair-me da boca, mas algo as impede de sair. Algo as trava á saída, algo as faz querer voltar para a minha boca, enrolarem-se nas minhas cordas vocais e travarem o meu pensamento. Coração este meu que fala em silêncio. Um silêncio que apenas eu sei ouvir. Fazes-me falta, grito bem alto, mas grito do coração e tu não ouves. Volta, peço-te eu baixinho,com o coração, com aquele instrumento que sabe exprimir o sentimento, mas que não me deixa transpor esse mesmo sentimento para a boca, aquele ser mesquinho que fala a razão do homem. Amo-te neste meu silêncio devorador, com todas as letras, todas as palavras ditas e gastas deste meu coração soberano e sublime. Desta minha alma presa, deste meu afecto por ti, verdadeiro e estranho, que me mata todos os dias, mas me faz querer viver.
Sinto a tua falta e nem sei como dizer-te. Pertenço-te e nem sei ao certo como. Estranho sentimento, estranha sensação de ocupação a minha, que me faz querer dizer-te todos os dias que sinto a tua falta, sem saber dizer a palavra certa, sem conseguir arranjar palavras ou simples vocabulários suficientemente completo para exprimir os meus sentimentos.
Sinto as palavras quererem sair-me da boca, mas algo as impede de sair. Algo as trava á saída, algo as faz querer voltar para a minha boca, enrolarem-se nas minhas cordas vocais e travarem o meu pensamento. Coração este meu que fala em silêncio. Um silêncio que apenas eu sei ouvir. Fazes-me falta, grito bem alto, mas grito do coração e tu não ouves. Volta, peço-te eu baixinho,com o coração, com aquele instrumento que sabe exprimir o sentimento, mas que não me deixa transpor esse mesmo sentimento para a boca, aquele ser mesquinho que fala a razão do homem. Amo-te neste meu silêncio devorador, com todas as letras, todas as palavras ditas e gastas deste meu coração soberano e sublime. Desta minha alma presa, deste meu afecto por ti, verdadeiro e estranho, que me mata todos os dias, mas me faz querer viver.
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
Olhar Matinal
A manhã estava a chegar. Podia vê-la espreitar por entre o doce e aveludado lençol nublado. Pequenos raios se desenhavam por entre o negrume do céu.
A chuva caia com menos intensidade e deixei os meus olhos contemplarem aquela beleza única.
Ao redor dos meu olhos a cidade lá em baixo, os carros que levavam as pessoas ás suas vidas. Gente que caminhava pelas ruas para tratar dos seus assuntos, mais carros que paravam nas estradas para deixar essas mesmas pessoas passarem, caminharem todos eles em sentidos opostos mas com os mesmos propósitos.
A vida é mesmo um lugar estranho. Os humanos são seres estranhos, com hábitos estranhos que correm e caminham para obter algo de pouco importante, mas ao qual atribuem bastante importância.
Deste lado deixava-me ficar a observar. É bom ver o mundo mover-se á nossa volta.
O frio da manhã era cortante. Apertei mais as pernas á volta dos meus braços, deixei o meu longo cabelo voar ao sabor do vento, de forma a secar depois da chuva que passou.
Endireitei o meu corpo contorcido sob o parapeito branco, observei as árvores despidas, molhadas, os animais que se passeavam pelo chão e cuja única preocupação é algum sustento para o estômago.
Vi bonitos pássaros a voar ao meu redor, a cantar, a levar comida para dar ás suas crias...
Um mundo aparentemente normal, um mundo vivo.
Desci pela calçada íngreme lentamente. Deixei o peso do corpo fugir. Iria agora misturar-me com toda aquela gente, iria fazer parte daquele mundo, deixar todo o meu isolamento matinal para trás, espreitar pelas cortinas do espectáculo, ver o mundo crescer.
A chuva caia com menos intensidade e deixei os meus olhos contemplarem aquela beleza única.
Ao redor dos meu olhos a cidade lá em baixo, os carros que levavam as pessoas ás suas vidas. Gente que caminhava pelas ruas para tratar dos seus assuntos, mais carros que paravam nas estradas para deixar essas mesmas pessoas passarem, caminharem todos eles em sentidos opostos mas com os mesmos propósitos.
A vida é mesmo um lugar estranho. Os humanos são seres estranhos, com hábitos estranhos que correm e caminham para obter algo de pouco importante, mas ao qual atribuem bastante importância.
Deste lado deixava-me ficar a observar. É bom ver o mundo mover-se á nossa volta.
O frio da manhã era cortante. Apertei mais as pernas á volta dos meus braços, deixei o meu longo cabelo voar ao sabor do vento, de forma a secar depois da chuva que passou.
Endireitei o meu corpo contorcido sob o parapeito branco, observei as árvores despidas, molhadas, os animais que se passeavam pelo chão e cuja única preocupação é algum sustento para o estômago.
Vi bonitos pássaros a voar ao meu redor, a cantar, a levar comida para dar ás suas crias...
Um mundo aparentemente normal, um mundo vivo.
Desci pela calçada íngreme lentamente. Deixei o peso do corpo fugir. Iria agora misturar-me com toda aquela gente, iria fazer parte daquele mundo, deixar todo o meu isolamento matinal para trás, espreitar pelas cortinas do espectáculo, ver o mundo crescer.
Subscrever:
Mensagens (Atom)