Bem vindos ao meu blog. Aqui escrevo o que penso, o que me apetece e o que bem entendo. Fiz-me entender? Nem por isso? É complicado exemplificar. Puxai uma cadeira. Comei pipocas e ride! Sim...riam muito porque tristezas não pagam dívidas.



segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Despida

É assim que me sinto quando sais pela porta
Despida
Sempre que te vejo afastares-te docemente
E o teu sorriso
E sempre que me dizes que vais voltar, mas eu não sei se voltarás mesmo.
Fico despida ao teu olhar, ao meu olhar.
Tu cobres-me com esse teu manto de firmeza, com essa tua maneira de ser.
Sem ela não sou nada.
É engraçado quando nos damos conta de que somos isso mesmo...NADA.
Disseste: Eu vou estar sempre aqui. Mas o meu medo afasta essa ideia para longe, sem saber de vais mesmo estar do meu lado quando eu ficar despida. Quando eu deixar de te ver, quando o medo fechar os meus olhos.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

E se...

E se chegas e eu já não estou?
E se foges de repente?
E as nossas mãos que se unem
E os nossos corpos que se afastam para depois de juntarem de novo, tarde ou cedo, na mesma hora, com o mesmo calor
E se ao menos...
Não, talvez seja demais dizer-te isto. Talvez não queiras...
Mas e se quiseres? (...)
E se fosses agora?
Já? Não...ainda não estou preparada para te ouvir dizer aquilo.
E se temer te ver agora, talvez não tema mais tarde quando te vir chegar de novo
E se chegares sempre jamais temerei o som das tuas palavras mudas
E se ao menos me dissesses aquelas mesmas palavras que soam como melodias, talvez fosse essa a melodia das nossas vidas.
A falta de sentido das palavras não ditas, que ficam sempre por dizer
E jamais serão ditas quando nos pretendemos calar
Sempre que as bocas se calam
E se...
Não, tu não irias voar para longe, sempre o soube.
E se um beijo pudesse curar feridas antigas, jamais sucumbiria.
E se ao menos te beijasse, jamais o temeria.
E se fores...
Se fores...
Podes sempre voltar outra vez?
Talvez hoje, talvez mais logo, incertamente
Esperando por ti, aqui, eternamente.

Amo-te

Amo-te assim
Infinitamente
Amo-te sem saber porque te amo certamente
Amo-te com este coração de quem sabe amar sem razão
Amo-te com paixão
Amo-te com sinceridade
Amo-te de verdade
Amo-te sem perceber qual a razão
De te amar tanto com tão pequeno coração
Amo-te racionalmente sem perceber o sentido de te amar
Amo-te com todas as letras, enquanto as poder pronunciar
Amo-te irreversivelmente
Amo-te assim certamente
Amo-te com todas as certezas
De que te amarei eternamente

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Doce Fantasia

As marcas do teu rosto
Tao finas e delicadas
Acendem o meu desejo
Deixam minhas faces rosadas
Que esse teu sorriso
Tanto teu como meu seria
Realizam minha fantasia
E tudo aquilo que eu preciso
E essa pele só tua
Tanto tua como minha
Desenhada numa delicada linha
Já tanto me perdi de tanto tentar
Teus belos traços desenhar
E tocar levemente
Nas ondas doces do teu cabelo
Onde me perco a vê lo
E não há beleza mais bela...
Fitando-te infinitamente
Desejando-te perdidamente
Porque tu és a minha doce sina
E eu, aquela que te imagina
E que em meus sonhos beija
Teus lábios carnudos
E em teus cabelos veludos
Me poderia sempre perder
Para depois me encontrar
Na certeza de que irias sempre la estar
Com a mesma e sempre tua beleza
Que o meu coração arrebata
Como uma fita que desata
Deixa minha alma presa...

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Olhar Submisso

Sabia que ias partir.
Desde o momento em que te olhei pela última vez naquela manhã de Abril. Sorriste docemente para mim. Prometeste voltar.
Depois, o leve som do motor anunciou o tua breve passagem na minha vida.
Foram dois segundos.
UM...DOIS...
E o teu rasto na minha vida foi apagado como que por magia. Como se na vida podessemos simplesmente apagar-nos com simples borrachas. No fundo, somos talvez desenhos de lápis numa folha de papel.
...

Depois o choque! Tu não irias voltar. Os meus olhos a procurarem por ti. Dentro de mim, uma voz que suplicava "volta"...e tu cada vez mais distante...
O teu sorriso...a t-shirt amarela, a tua mãe dizia que te ficava tão bem...
A tua voz na minha cabeça "eu volto"
E as lágrimas, finas lágrimas, depois...lágrimas que não saiam dos olhos.
Lágrimas de dor vindas da alma, saídas do coração, daquela parte que dói. Eu a gritar "fica"
A estender a mão no vazio, a procurar pelo teu sorriso, pelo teu cheiro, e a saber que agora estavas tão longe.
Eu gritava "porquê?" E a mesma pergunta voltava como que na forma de uma resposta para mim. O eco das palavras, a solidão, o desespero. "Porquê?"
E aquele sentimento de culpa...
E aquela raiva que dizia "ele não"...
E o relógio que corria e eu ouvia os ponteiros como que pegadas de elefante, pesadas na minha cabeça.
Martelos.
E de novo as lágrimas...de novo aquele sentimento de impotência.
"Volta"
Implorava.
E os teus olhos fechados
E as tuas mãos frias, geladas e hirtas como duas rochas...e o teu sorriso apagado
E as sombras das tuas palavras na minha cabeça...
"Volta". E tu imóvel, tu de olhar submisso, pousado agora num novo mundo.
As tuas palavras ainda recentemente gravadas na minha cabeça como que numa cassete em que insistia em rebobinar, para ouvir vezes sem conta, até ficar distorcida pelo tempo, pela tua ausência...
pela breve passagem pelo mundo, pela minha vida.

Passagem

Já não sei quanto tempo passou.
Quando abri os olhos poeriam já ter passado dias,talvez anos.
Pelo peso que senti na alma diria séculos.
Levei tempo, muito tempo a restabelecer-me do choque. Largas-te a minha mão e eu caí, caí bem a fundo.
Caí e não mais me levantei durante todo este tempo.
Caía mais uma e outra vez de cada vez que te vía, mas afinal tu estavas ali porque os meus olhos te queriam ver.
Nunca soube o que foi a coragem de te mandar embora, de te deixar partir, voar para outros horizontes, dormir entre outros lençóis.
Nunca soube o que foi viver sem segurar a tua mão que até então julgava poderosa, capaz de amparar todas as minhas quedas, mas estas têm vindo a crescer mais e mais e dei-me conta de que a tua até então firme mão se encontrava agora débil, incapaz de me segurar.
Fui embora com medo.
Corri atrás para não ver a verdade.
O tempo a jogar contra mim...e depois ela.
A outra...a outra que agora caminhava a teu lado...ela que me fez acordar por segundos, ver a casca fina que te cobria, a fina casca que te envolvia, que escondia o teu verdadeiro eu.
Quebrei a casca e vi o sol nascer por entre os cacos que jaziam entre o chão. Senti as lágrimas secarem no meu rosto.
Estaria pronta para ver o sol brilhar?
Nunca saberei dizer. Hoje sei que tu foste o ontem da minha vida, uma pequena recordação, a passagem que me abriu o caminho a um mundo do qual não fazes parte.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Amo

Amo descobrir-te.
Amo cada momento, cada segundo do teu lado.
Amo a tua atenção, a tua dedicação
Amo o teu coração
Amo cada palavra, cada sílaba, cada frase que dizes sem pensar
Amo cada dia, cada noite, cada amanhecer do teu lado
Amo-te simplesmente
Amar-te-ei etermamente.