Bem vindos ao meu blog. Aqui escrevo o que penso, o que me apetece e o que bem entendo. Fiz-me entender? Nem por isso? É complicado exemplificar. Puxai uma cadeira. Comei pipocas e ride! Sim...riam muito porque tristezas não pagam dívidas.



sexta-feira, 3 de setembro de 2010

you

you're my man
my mighty king
and i'm the jewel in your crown
you're the sun so hot and bringht
i'm your light-rays shining down
you're the sky so vast and blue
and i'm the white clouds in your chest
i'm a river clean and pure
who in your ocean finds her rest
you're the mountain huge and high
i'm the valley green and wide
your the body firm and strong
i'm a rib bone on your side
you're an eagle flying high
i'm your feathers light and brown
you're my man, the king of kings
and i'm the jewel in your crown

Até depois...talvez

Não desejei conhecer-te, mas não tive como lhe escapar. Conheci-te assim, ao acaso, numa fria manhã de Novembro, num dia de sol comum, em mais um dos meus momentos de trabalho.
Poderia ter sido mais um momento como outro qualquer, mas apareceste ali, naquela sala quase vazia onde só estava eu, a minha amiga e um outro estranho com quem falava. Sorriste para mim com alguma timidez. Acreditei na veracidade das tuas feições. Indiquei-te qual o caminho e tu seguiste por essa estrada.
Como eu era inocente. Como era divertido repartir coisas contigo, como eram amigáveis as nossas conversas, como parecias algo totalmente diferente. Mas esse teu olha sincero era mascarado. Ouvias as minhas palavras atentamente e na minha ausência reviravas a minha vida. Na minha ausência despias essa máscara de menino educado, de menino solitário e bondoso, esse ar de amigo que me mostravas. E eu continuava a caminhar do teu lado e cega, ao mesmo tempo que tu me tentavas despir com o olhar mesquinho.
Depois a forte chuvada de inverno anunciou a tua outra face. A máscara caiu por fim. Nada do que não é nosso fica connosco sempre e tu mostraste isso mesmo, com essa máscara que te dava um ar tão refinado, um ar de quem jamais tentaria arrancar uma pétala a uma bela rosa, mas que nos fim já tinha esmagado belos cravos. Tocaste nos espinhos sem sentir dor. Adoravas gozar-me com essa tua nova arma, a de dizeres que tudo sabias de mim, quando nem me conhecias, quando nem me conheces.
Era difícil desgostar de ti a início. Conseguiste enganar-me tão bem, cegar-me como a luz do sol, como uma gota de corrector sob uma folha repleta de erros. Tu és essa folha. Também tu tens os teus borrões, também tu tentas cegar aqueles que de ti se aproximam com esse mesmo corrector, com aquela gotinha de tinta branca que tira toda a negrura contida, a verdade que tu és.
Virei as costas, deixei que fizesses o teu jogo de dominador. Fui ficando atenta aos teus passos firmes, sempre julgando-te ciente do que fazias, sempre com um truque diferente na manga.
Não perdias um momento a apontar-me o defeito que vias nessa altura, o defeito que em mim se via claramente, mas que em ti o disfarças ao máximo. Esse ar de menino inocente, esse ar de menino educado acabou.
Não se ganham os mesmos jogos duas vezes. Não se perdem duas vezes também.
Lançaste mal as cartas, perdeste a jogada.
Não adianta seguires-me, tentares saber o que faço, tentares ser eu sendo tu. Não adianta negar, não adianta esse teu fingimento de santo, essa tua inocência fingida com  tanta imperfeição.
Nada adianta perante o monstro que vive dentro de ti.
Até depois...talvez, quem sabe um dia...quem sabe nunca.

Nada

Uma leve anestesia e depois...
NADA.
Nada mais para além do que ficou. Nada que possa vir-me despertar deste pesadelo.
Ele, o pesadelo.
Nada que consiga desfazer o nó que já foi feito e nisto...
Nada de novo. E aquele olhar fingido outra vez, como sempre.
Chegado do trabalho e sempre cansado, sem tempo para falar, para explicar porque demorou tanto. Sem tempo para nada e nada é simplesmente nada.
Mais uma das suas fugas escondidas no silêncio da noite, mais uma das suas mentiras. E nada de volta. Nada que me pudesse devolver ao mundo dos sonhos, ao mundo dos enganos. Nada.
Chegou como antes chegava, mas de olhar distante e pensativo. A sua mente voava pela sala em busca de uma janela por onde escapar. Ela estaria do outro lado esperando. Nada de muito importante talvez. Nada de significante. Depois os seus passos pesados que se arrastavam para o quarto onde me encontrava. Olhando-o em silêncio. Um silêncio que corta, que dilacera. Um silêncio que fala nesse mesmo silêncio, o silêncio da culpa, da presença de corpo, da ausência de espírito. A mentira, talvez algum remorso. Talvez nada.
Estendeu o jornal sob o olhar vazio. Nada lia, eu notei, mas permanecia calada. Dizia-se cansado como sempre. Os seus olhos mesquinhos percorriam vagamente o jornal fingindo o seu interesse. Depois uma boa noite dita entre dentes e o voltar de costas, depois a luz que se apagou e depois...nada. Nada de novo. E nada como sempre era tudo. Nada era sempre tudo no meio de tantas questões que me perseguiam.
Imaginei a cor dos olhos dela, a cor do cabelos, o seu sorriso, o sorriso que agora se fizera dono do seu olhar, o olhar que era tanto seu como o meu foi um dia. Nada.
Nada que eu não pudesse adivinhar de olhos fechados, os mesmos olhos que se abriram para ele um dia pensando que nos seus olhos haveriam sempre espaço para os meus olhos.
Nada de mais, talvez uma fase, repetia eu para mim mesma enquanto fechava os olhos do meu corpo
E os olhos do coração.

Doce sonhar

Doce é o teu olhar
Quando ainda estás a dormir
Com o que estarás a sonhar?
Poderei em teus sonhos existir?
Serei eu a princesa
Que em teus sonhos aparece
E aquela que te desperta
E em tua vida prevalece
Tão lindo esse corpo delgado
Enquanto tu estás sonhando
Tal como um príncipe encantado
Em seu cavalo branco chegando
E eu ali do teu lado
Marcando cada pedaço teu
Que por muitas que tenhas amado
Não te amam assim como eu
E por baixo desses lençóis
Teu lindo repousar
Em contraste com esses caracóis
Com que levo a vida a sonhar
E esses teus lábios tão lindos
Que desejo agora provar

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Doce beleza essa a tua...

Essa pele tão macia
Que suavemente desliza
Pelas minhas mãos frias
E a minha mente idealiza
Essas tuas mãos lindas
Presas á minha mão
E o teu olhar profundo
Preso no meu coração
E esse teu sorriso
Que lindo consegues tu ser
Quando sorris dessa forma
Sinto que me posso perder
E só me encontro depois
Quando vejo o teu olhar
E mesmo em pensamentos
Te consigo contemplar
E esse cabelo macio
Que lindas ondas ele faz
Banho nelas as minhas mãos
Que me roubam toda a paz
E da mesma forma percorrer com elas
Nas doces ondas do teu corpo delgado
Que me aquece nas veias
Todo o sangue congelado
Tu és simplesmente a beleza
Desenhada apenas num ser
E eu aquela que adora
Essas curvas percorrer
Para perder as minhas mãos
No teu corpo
Nos teus lábios
Nos teus cabelos
E não consigo esperar
Para depressa voltar a vê-los

Estranha Viajem de Comboio

Penso ter sido de noite, não sei bem ao certo. Estava á espera da minha amiga na estação e entretanto entrei no comboio. A espera era longa, mas aguardei. Era mais um dia de aulas que estava prestes a chegar e sinceramente nem me importava. Deixei o meu pensamento voar por instantes e nisto o comboio arranca.
A viagem era longa. Olhei pela janela lateral do comboio e deixei o pensamento voar por longos momentos.
O revisor chegou e disse-me que me enganara no comboio, mas nem me importei. Nem queria saber onde me iria levar esta viagem. Foi longa, muito longa...mergulhei em sono profundo e despertei de novo.
Do meu lado direito vi longos campos agrestes. Uma paisagem maravilhosa saltava á vista deixando os meus olhos ofuscados pela luz matinal.
Subitamente passamos por um longo túnel e olhei para o cimo do comboio que estava descoberto. Não havia tecto. Foi estranho tudo aquilo.
Passei por várias zonas do país e paramos algures para retomar o comboio de regresso a casa. Uma rapariga estrangeira veio ter comigo enquanto esperava. Era simpática. Tinha os cabelos loiros e longos. A sua voz era grave e foi ela que me fez companhia grande parte da viagem.
Há quantas horas estaria eu de viagem? Será que estaria em Faro a tempo de retomar as aulas?
Não tinha rede no telemóvel para ligar á minha amiga. Finalmente entrei de novo para o comboio que me levaria rumo a casa e nessa altura sim, tudo estaria bem.

                   Nota: Este texto foi dedicado á Gisela, de um sonho estranho sobre uma possível viagem   á Rússia.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Que lindos olhos verdes

Verdes são esses teus olhos
Que lindo esse teu olhar
Tão lindo que ao vê-lo
Nem consigo pestanejar
Tão lindo que se me perco
Receio não mais me achar
Esse verde tão luminoso
que em meu peito entrou
E de tão lindo ele ser
meu coração conquistou
Tão lindo que
Seria pena se os decidisses esconder
Nesses óculos de sol
Quando o que é bom tem que se ver
Olhar lindo esse o teu
que no meu olhar se gravou
É tão lindo, é tão lindo
Que meu coração roubou
E esse verde tão belo
Que teus olhos favorece
Fazem prender meus olhos aos teus
E a minha alma estremece
E porque não há olhos mais bonitos
Esses verdes que tu tens
Prendeste meus olhos aos teus
Como dois simples reféns
Porque teus olhos eu não tenho
Mas meus olhos...
Sei que tens