Bem vindos ao meu blog. Aqui escrevo o que penso, o que me apetece e o que bem entendo. Fiz-me entender? Nem por isso? É complicado exemplificar. Puxai uma cadeira. Comei pipocas e ride! Sim...riam muito porque tristezas não pagam dívidas.



domingo, 7 de fevereiro de 2021

Ser feliz sem saber

         Ahhh (suspiro)!

Que música tão linda. Recorda-me bons tempos. Tempos que passei feliz sem saber que era feliz.

    Tempos esses em que trabalhava e ganhava pouco, mas percorria uma parte pequena do mundo e a vivia intensamente. Um desses momentos foi em Albufeira, no Algarve ao sul de Portugal. As ruas do centro de Albufeira repletas de turistas, de gente de todas as línguas. Uma mistura de culturas inundava Albufeira. 

    Recordo um desses locais com alegria. Era o chamado túnel de acesso à praia das Belharucas. Aí, em trabalho e euforia, conheci o meu namorado que depois veio a ser meu marido. Eram tempos de turismo, de multidão, de enchente e comércio. Eram tempos de felicidade sem ninguém bem entender o que isso significava ao certo.

    A praia repleta de gente, onde se conseguia ouvir os gritos das crianças ao longe a jogar na praia, o som dos pés descalços que vinham pelo túnel com bagos de areia por todos os lados, o som do vendedores ambulantes que vendiam os seus produtos rua fora com o seu cântico nostálgico. O som de vozes e culturas que se misturavam entre si numa sinfonia que era Albufeira. O som do dinheiro a cair nos bolsos dos comerciantes que vendiam os seus produtos nas suas bancas. Saudades de Albufeira nesses tempos em que era Albufeira e não uma cidade fantasma, isenta de turismo.

    Saudades dos músicos de rua que inundavam as ruas com os seus sons, com as suas melodias. As vozes das pessoas à porta das lojas que estavam cheias de compradores...os cães a latir por mais um pedaço de cachorro e felizes por terem a atenção deste e daquele que por ali passava.

    Saudades de ouvir o mar e as vozes na praia felizes. Saudades de ver pessoas entrar e sair de lojas felizes com as suas lembranças para os seus parentes. 

    Saudades de ouvir os sons da calçada e os risos dos senhores das lojas vizinhas que se viam satisfeitos com as suas vendas. E de ver as bilheteiras para parques aquáticos lotadas com rostos sorridentes. 

    Saudades de ver os bares abertos repletos de risos e bebidas que faziam todos os rostos sorrir. 

    Tenho profundas saudades de ver Albufeira como ela era, sem máscaras nos rostos e gel para mãos em cada esquina. Saudades de ver as ruas inundadas de turismo e o riso das crianças felizes que pediam aos pais isto e aquilo. Simplesmente saudades. Ouvir gaivotas misturadas com o som equatoriano da flauta, o som das senhoras e senhores que faziam a sua propaganda para este restaurante e aquele. Que saudades. Subitamente ser como era dá uma enorme saudade. Ser como era de correr na praia e rir com os amigos, de beber um café em grupo e falar de mais um dia de trabalho, de passear pelas ruas despreocupado sem pensar no amanhã. Beber um copo e sorrir ao pôr do sol. Ver as ondas do mar e pensar em nada mais que o próximo momento para nos tirar o fôlego! Onde estão esses tempos hoje? 

    Onde podemos ir assim sem pensar, beber o nosso copo com amigos, estar junto do mar ou passear pela rua que não haja alguém a controlar? 

    Fomos todos felizes sem ter tido noção de o ser. Todos nós vivemos tempos em que não pensamos sequer que um dia poderia haver mais um pesadelo. Fomos felizes e rimos em conjunto todos nós. Todos o fizemos nesse tempo que foi ontem. 

terça-feira, 12 de janeiro de 2021

Novo confinamento geral, ou diria eu, loucura geral?

 Toda a gente já conhece o Coronavírus neste mundo e como tal nem seria muito relevante falar sobre o tema. O que vale a pena falar, é a loucura que este novo vírus ou suposta pandemia está a fazer com a sanidade mental das pessoas. 

Um advogado supostamente infetado com a Covid-19, acabou por matar a mulher e consequentemente acabou por tirar a sua própria vida por não conseguir suportar a ideia de ter o vírus do diabo instalado no corpo. E isto só a título de exemplo. 

Recentemente no facebook, também eu fui alvo de uma crise existencial de uma velha amiga de Universidade e com quem mantinha uma amizade há uns bons anos. Recentemente ela ficou grávida do primeiro filho e foi uma notícia bombástica para toda a gente. No entanto, as coisas começaram a subir à cabeça da minha dita amiga e no seu cérebro de fanática Covid, começou a surgir o que podemos chamar de uma crise de pânico sem fim. Certo dia, ela partilhou uma notícia qualquer a respeito da pandemia e o meu marido comentou essa mesma publicação com uma opinião pessoal sem ofensas ou outro tipo de atitude semelhante. O que aconteceu sem seguida? O impensável. 

Quando finalmente me preparava para relaxar, recebo uma mensagem dessa amiga a dizer-se super nervosa com o comentário do meu marido, alegando que leva os dias numa pilha de nervos e a chorar com medo de apanhar o vírus mais o bebé, com medo do que possa acontecer e dizendo estar completamente hormonal e não suportar o que "andamos" a comentar. Eu, sem ter feito o que quer que fosse, acabei por ser incluída na situação, sendo o meu marido e eu eliminados do facebook dela, e levando ainda a seguir um raspanete em que ela referia que seria melhor nos mantermos afastados caso não acreditemos na pandemia. 

É assim...(tipo...sim? ok? que culpa tenho eu? Onde foi que a dengue de mordeu? Andas a fumar alguma coisa fora do prazo?)

Fiquei completamente chocada confrontada com a afirmação de que "seria melhor nos mantermos afastadas" só porque eu acredito que não tenho que viver numa completa ditadura em que sou obrigada a ser vacinada com algo que não me garante imunidade, em que sou praticamente obrigada a meter no meu telemóvel uma aplicação para controle de pandemia quando não tem eficácia alguma, quando me pretendem enfiar um cotonete de três mil metros pelas trombas se uma simples gota de saliva já contagia meio mundo. Eu não sou obrigada a acreditar que o confinamento é sim a solução, que o uso de máscara conseguiu vencer a gripe, que tenho que ficar em casa sem apoios do estado para estes vendidos de merda andarem de cú tremido no sofá a receber apoios de todo o tipo e por aí vai!

Com esta situação, e como soube que a minha tal amiga vive o pânico e o terror no seu dia a dia, eu imaginei o melhor cenário possível para que ela possa ter toda e qualquer segurança na sua habitação e que até o mais inofensivo dos vírus mal se dê conta que está num campo de batalha resolva voltar para o país de origem. Ora cá vai a medida de segurança que este humanoide deve fazer:

                                        Medidas de segurança para a grávida em pânico

  1. Quando o marido chegar a casa vindo das compras ou trabalho, mantenha-se a uma distância de dois metros com uma pistola a jato de álcool gel e borrife-o frente e verso, sem esquecer de usar viseira, luvas Vileda e galochas para o efeito
  2. Com uma pinça, entregue uma máscara ao seu marido, dando-lhe depois uma viseira e um equipamento de astronauta a fim de evitar que espirros ou outras partículas indesejadas se instalem no seu sistema.
  3. Mantenha a casa vedada com películas acrílicas de forma poderem circular pela casa sem se cruzarem um com o outro sem nunca se esquecer de utilizar as mesmas para dividir a mesa de jantar, cama ou banheira.
  4. Mande a roupa do seu marido para uma lavandaria o mais longe possível da sua habitação a fim de, quando esta regressar, o vírus tenha tido tempo de falecer.
  5. Cave um buraco no chão da sua casa de banho a fim de construir uma habitação subterrânea para ser utilizada em acessos de medo, pânico ou terror. Não se esqueça de a abastecer com mantimentos e vedá-la em acrílico de forma a não ser acedida pelo seu marido.
  6. Evite relações sexuais nos momentos de maior pânico, ou se quiser praticar os seus atos íntimos com o seu conjugue, vista-lhe um fato de astronauta com fecho para a zona intima. Meta-se de quatro com uma placa de acrílico nas costas e com uma pistola a jato direcione o mesmo para as partes íntimas do seu conjugue mal o retire do fato. Não se esqueça de utilizar máscaras de oxigénio assim como o seu conjugue e ventile o quarto logo em seguida.
  7. Não saia de casa sem levar fato de astronauta, máscara cirúrgica, viseira, luvas Vileda de duas camadas e galochas. Se for para perto do mar leve barbatanas.
  8. Se o seu marido espirrar dentro de casa, sustenha a respiração, vá direta à casa de banho e meta-se na sua toca subterrânea de quarentena cerca de 14 dias sem ver a luz do dia. 
  9. Não vá a hospitais ou chame uma parteira até sua casa. Dê à luz sozinha e coloque a criança no compartimento subterrâneo logo que possível e fechado num cofre de aço a fim de o proteger de todos e quaisquer danos colaterais relativos à Covid!
Não será esta uma ideia brilhante para esta pessoa em questão? Parece-me que sim. Ainda pensei noutras alternativas, mas ela ainda poderia querer alinhar em todas e eu gosto de manter os meus métodos também em isolamento para que não se contaminem. 

Por último só me resta dizer o seguinte: Há um velho ditado para quem leva a vida a chorar por antecipação que diz o seguinte: Quanto mais choras menos mijas.
Isto diz tudo! 

quarta-feira, 7 de outubro de 2020

365 DNI O FILME- OPINIÃO

 Olá alcagóitas! 

Eu estava empolgadíssima  para falar sobre um tão "famoso filme erótico" chamado 365 DNI que basicamente signifca 365 days, baseado na famosa trilogia erótica 50 Shades of Gray e que só tive conhecimento já um bom tempo depois de ter saído o filme ( isto das 365 DNI).

Bom, nós sabemos que está na moda seguir aquela linha dos filmes que são mais comentados quer por bons ou maus motivos. Quando saiu a saga Crepúsculo, seguiram-se uma inúmera quantidade de livros e filmes sobre vampiros que atraem jovens indefesas e as leva a apaixonarem-se por eles. No caso dos filmes eróticos, as 50 sombras contam a história de uma virgem indefesa que se apaixona por um riquíssimo empresário quando foi fazer-lhe uma entrevista a pedido da sua colega de casa e já sabem mais ou menos o que se passa. No caso do filme 365 DNI o suposto garanhão da história é um tipo que faz parte da máfia e se apaixona por uma sujeita qualquer que acaba por raptar e que ela acaba por gostar do seu raptor, abordando o famoso síndrome de Estocolmo em que consiste a vítima de rapto se apaixonar pelo seu raptor. 

E agora é que a coisa fica muito húmida! Sim, temos de meter lubrificante da sex shop aqui neste texto porque se não isto não fala sobre o tema. Afinal, que temática tem este filme? A meu ver, absolutamente nenhuma. Não passa de um filme de quinta categoria para senhoras que precisam de demolhar o bacalhau na água e que além disso não sabem o que é um bom filme. Eu mesma quis ver o filme na primeira pessoa por curiosidade, pois as 50 Sombras por mais que possam não ser um bom filme são sim um bom filme do estilo erótico e ainda com uma história de amor no meio, mas este filme de 365 DNI pessoal...eu precisei de alguns digestivos para o ver até ao fim. Espero que não façam o segundo e terceiros filmes como dizem que podem vir a fazer baseado nos livros. Irei amanhã fazer uma oração a uma capelinha qualquer para que a Santa padroeira da Xareca húmida e o santo Pau Teso não consintam que tal aconteça, porque se não a minha vida é um inferno.

É  que eu meto-me a pensar no meu mundinho 2009, e na época do Crepúsculo nós não tinhamos os vampiros a fazer demonstrações 3D de posições eróticas de como mordiam as vítimas. Eles eram mais subtis... não sei se me faço entender.

Eles falavam:

"Bella"

e Elas diziam:

"Edward" 

e pronto! Fim de história. Haviam uns lobos por ali metidos mas depois a Bella casava com o Edward e não se viam os detalhes de consumação pormenorizados em que a Bella ficava de quatro enquanto o Edward a agarrava pelo pescoço e lhe metia o dito pela dita e nem de como a Bella precisava de andar a lamber os assuntos ao Edward para ele a amar muito pois os vampiros é Love for ever! 

Eu fiquei a ver o 365 DNI e perguntei-me se quando o filme terminou já estaria no ano novo, porque sabem como são estas preocupações...a atriz do filme era uma faminta insaciável que parecia que tinha acabado de fazer uma dieta de seiva e com a potência toda e uma pessoa normal...né? tipo...vocês sabem...

Tipo, uma pessoa está ali deitada e a pensar:

"ah e tal, a máquina de lavar, o almoço de amanhã..."

"Ah e tal...aquela fatura para pagar"

"Será que vou conseguir defecar hoje?"

Não sei, mas estas coisas não vos passam pela cabeça? 

Os homens são seres tão dispostos à reprodução em massa e nós mulheres a pensar para connosco:

"UAU! Essa testosterona num restaurante dava um all you can eat"

 e eles:

" Nãaaaaaaaao! Nada disso, vocês mulheres é que nunca estão dispostas a fazer o que queremos, tipo rodízio!"

E nós mulheres:

"Aaaaaah, é isso!"

E eu fico com isto a pensar nos vampiros a sugar os pescoços das jovens ali indefesas e elas a fecharem os olhos e a gemer bem alto e uma pessoa pergunta-se se não será mais afrodisíaco. Elas ficam estáticas e de olhos fechados mais a boca aberta...e depois ainda ganham poderes de velocidade e olhos vermelhos sem precisar de comprar no Ebay. Com isto tudo uma pessoa questiona-se sobre o tipo de publicidade que recebe. Quer dizer, ando eu aqui a ver lentes de olhos vermelhos quando me basta ver mordida por um Edward e eu ficar tão linda que já nem preciso ir a um cabeleireiro? Ah minha gente...

E esses 365 DNI que consistem em 365 dias para a presa se apaixonar pelo predador, são a nova moda até a moder ser um filme qualquer de terror em que o ator principal tem unhas de gel de beiçola de xoxa e dá um beijo num periquito e o transforma num macaco da selva. Aí sim, vão surgir montes de filmes e livros sobre o tema e depois os macaquinhos e passarinhos vão ser alvo da literatura e tudo mais. 

O que esta gente tem é falta de imaginação e de um supositório no cu para dormir melhor.

 

 

Recebi tutorias de um ex sobre como havia de escrever num blogue

 Olá a todos!

Faz algum tempo que não venho aqui escrever. O motivo é não tenho vontade. É isso mesmo. Eu escrevo quando me apetece e tenho vontade. Quando não me apetece simplesmente não escrevo.

Como ainda não sabem, eu criei este blogue para mim e não para ganhar fama como a maioria do pessoal que por aí anda a fazer propaganda e tudo mais para que os seus blogues ganhem mais e mais seguidores e se tornem, por fim, escritores de renome quando na verdade as coisas não são bem assim. Eu não me dou a esse trabalho. No tempo que essas pessoas gastam a tentar ser famosas eu ando a ler um livro, a comer, a ler outro livro, a petiscar alguma coisa, a ver um filme, a ler um livro, a ouvir música e a ler um livro! Dá muito trabalho ser famosa e não o pretendo. Dá muito trabalho andar com a típica frase no meu Facebook de "Oh vá lá, segue lá o meu blogue porque sabes como é, eu escrevo lindamente e ninguém me conhece..." e coisas ao estilo "ah sabes como é, eu sou linda e maravilhosa e merecia andar a fazer publicidade da Elvive e estou aqui, por isso mete lá um gostinho e comenta..."

Eu não sou, de todo, assim!

Aqui quem me quer seguir eu fico feliz, quem gostar eu agradeço, mas a minha vida não gira em torno do meu blogue e nem pretendo ir a um programa da Cristina Ferreira dizer que sou linda e maravilhosa porque alguém partilhou o meu trabalho. Isto não é trabalho minha gente. Isto é escrever simplesmente e eu escrevo porque sim!

Agora, fugindo desta temática e indo ao encontro do título do poste, eu há uns bons aninhos, mais ou menos uns dez, estive numa relação com um jovem rapaz que estudava na mesma Universidade que eu e ele tinha um blogue. Acontece que, no inicio de qualquer relação, quando vais ver o blogue do teu namorado ele é mágnífico, repleto de húmor e todas essas coisas lindas e maravilhosas que podes imaginar. E foi o que me aconteceu. No entanto a nossa relação não andava muito famosa e eu queria de certa forma desabafar e criei um blogue para mim e falei com ele sobre isso e a reposta foi a de uma pessoa totalmente experiente em blogues que só tem meia dúzia de seguidores e hoje já nem usa o blogue nem como papel higiénico (não sei se me fiz entender):

"Ah e talz...fizeste um bloguzzzz! Mas esse bloguzzzz não vai durarzzzzz!)

Ok kindz! Pode não durarz! Mas eu quero é escreverz...tipzzz???? tá???

Então continuei a escrever sempre que me apetecia e volta e meia, meia volta, lá vinha o senhor crítico e hiper experiente dos blogues (sim, porque todos os blogues de hoje existem graças a ele) falar de como eu tinha que escrever ou não, dando as suas críticas e dizendo coisas como:

"Ah o poste de hoje foi um pouco melhorz! Ainda lhe falta aquelas cinco pimentas e um pouco de canela mas já gostei mais, embora eu ache que o meu blogue vai durar e o teu não!"

Ok sua libelinha cor do arco íris! E talz, escreves muito bem e és super humoristico e talz e talz mas ainda não te vi criares um canalz no Youtubz e serz tipz...muito famoszzzzzzz! 

E dito isto, este meu ex super amoroso ainda se deu ao trabalho de arranjar quem me viesse comentar o blogue sem ser ele sobre o que eu devia ou não dizer e o que era ou não para ser escrito. Como devem de calcularz...apaguei todos os comentários e simplesmente segui a minha vida sem me preocupar muito com o assunto. Afinal de contas, cada vez que recebo uma fatura para pagar aqui na minha casa ele nunca se ofereceu para me meter as contas em dia e ainda se deu ao trabalho de escrever no blogue dele que um dia esperava encontrar-se comigo e eu ser uma gorda cheia de filhos, o que não é o caso. Sou uma mulher comum, que vive uma vida comum e não tenho filhos ( por enquanto) e que não engordei (como ele pretendia) e continuo a escrever no meu blogue (que não iria durar muito). 

Eu não escrevi este texto para dizer "yes, consegui e tu não", porque nem eu nem ele conseguimos nada. Aquilo que eu consegui foi continuar com a minha vida e escrever o que bem entendo e me dá na gana, pois este espaço é meu e não! Eu não me dou ao trabalho de tentar muitos seguidores com isto. Escrevo porque simplesmente gosto e penso em coisas e lá vou eu. O único facto interessante, é que o meu ex me dava digamos que lições de como eu havia de escrever, embelezar a minha página do blogue, criar uma página no facebook para atrair pessoas e eu não fiz nada disso. Hoje eu continuo a escrever e ele não. E eu não fiz nada das coisas que ele me disse para fazer, mas ele sim. Eu penso que ele se sentia bem em tentar meter as pessoas para baixo, pois nunca foi uma pessoa com muitos amigos. Eu também não fui, mas por escolha minha. Se eu hoje quisesse, bastava dizer que tinha uma boa conta poupança e que como muito bem e não me falta nada na dispensa, o que não é mentira. Ah e claro, tinha de dizer que tenho uma vivenda e um carro último modelo. Estes dois não tenho mas nem me fazem falta. Falta faz sermos felizes com o que temos e felizmente não tenho com o que me queixar. Não tenho uma ninhada de filhos como o meu ex pretendia, mas casei e sou muito feliz na minha humilde casinha onde me sento à mesa para aparvalhar aqui do que bem quero e bem entendo. E quem não gostar...faça favor de dar meia volta. A porta é a janela nova que abrir.

Boa noite a todos.

sábado, 30 de maio de 2020

Aprende a dar a ti um pouco mais de valor

Olá a todos!!!
  Hoje eu estava a navegar na internet e li uma notícia, das muitas que se seguiram, de mulheres que ao não se valorizarem, acabam por ser o capacho das outras pessoas. Fui lendo e lendo e até admito que já me identifiquei nesse género faz alguns anos, mas que aprendi como dar a volta por cima.
  A falta de autiestima é uma coisa muito complicada no universo feminino. Não me refiro apenas a mulheres do quotidiano que têm um trabalho normal na sociedade, mas também a modelos, atrizes, cantoras e por aí vai...que sentem uma profunda falta de autoestima e que essa mesma falta de autoestima as vai corroendo por dentro até chegar a um ponto sem retorno.
  Eu já sofri na pele essa falta de autoestima e sei perfeitamente que além de podermos aprender a nos amarmos melhor, podemos construir uma ótima relação connosco.
  Há vários fatores que conduzem à falta de autoestima e não vou falar sobre todos eles. O que pretendo falar, é como vocês mulheres (ou homens, se for o caso) poderem passar por cima dessa situação.
  • O passo número um na nossa auto valorização é sabermos quem somos, seja em que ambiente for. Pode ser num grupo de amigos, pode ser no agregado familiar, pode ser num relacionamento e pode ser no trabalho. Seja o que for que vos atormente, ou quem for que vos atormente...saibam sempre quem são. 
  • Nunca escutem barulho de fundo. Costuma-se dizer que os cães ladram e a caravana passa. Nunca em momento algum, pensem em dar importância a comentários alheios, ao diz que disse, a comentários de namoro tóxico, a amigos que só vos querem ver em baixo...seja o que for.
  • Não prestem atenção nas revistas. Não vale a pena comprar uma revista só para ficarem a olhar modelos repletas de photoshop em que não se vê uma estria ou uma borbulha...porque isso é mentira. Tudo o que essa indústria pretende é vender esse produto para vos fazer consumir mais e mais e sofrerem todos com isso. A mesma coisa com fotos do Instagram e outras redes sociais. 
  • Se algum dia tiveram um familiar a vos seguir nas redes sociais mas que nunca vos deu nada quando precisaram, que falam bem pela frente e mal pelas costas, que vos seguem só para contar a outros e vocês sabem disso...apaguem. Sigam em frente. Quem não vos deu nada não vos acrescenta nada.
  • Não admitam que namorado, companheiro ou marido algum vos ofenda sem nunca ser ofendido. A pessoa que normalmente ofende, não é uma pessoa segura. É uma pessoa ferida, repleta de buracos negros e que não precisam ter por perto. Uma pessoa segura não precisa de uma insegura. A vida anda para a  frente e nunca para trás.
  • Se por algum motivo estão trabalhando numa área qualquer e o vosso patrão ou colega vos ofende...não liguem. Se a situação ficar insuportável procurem outro trabalho enquanto estão no mesmo e sempre pensando na mesma frase: Eu sou superior a tudo isto. Mereço muito melhor. 
  • Não liguem a comentários alheios. É ruído de fundo e na maioria das vezes de pessoas que nem vos conhecem. Esqueçam. O melhor é virar costas e seguir somando pontos em fazer o que gostamos, ver o que nos agrada, estar com quem queremos...o resto é só paisagem.

  E é isto. Eu não preciso dizer muito, como aquelas dicas de ir a ginásio e andar com saias curtas porque isso qualquer um tem. O que importa realmente é uma pessoa que se valoriza, que sabe o que quer, onde quer e quando quer sem precisar de opinião alguma. Mulher que sabe o seu valor valoriza as suas curvas tenha ela que forma tiver. Maquilhagem de nada serve para quem não se sabe olhar no espelho e reconhecer o que o espelho reflete.

quarta-feira, 6 de maio de 2020

Coisas que mudam com a idade

Olá a todos;
Então, como tendes estado?
Hoje estava eu por cá com os meus pensamentos, coisa que tende a acontecer quando estamos de quarentena, pois temos tempo de sobra para arrumar os pensamentos e as ideias. No meio de milhares de coisas que nos aparecem em mente, constatei em como tendemos a mudar com o passar dos anos. Por vezes, quando somos ainda muito jovens, damos demasiada importância a opiniões alheias, a avaliações de caráter, a julgamentos errados, a pessoas que nos tentam diminuir...e tudo isso deixa de nos importar quando os anos se passam e nós vamos mudando.
Com o passar dos anos, aprendemos que falem bem ou mal de nós, o que importa é que falem. Aprendemos a ver quem somos, aprendemos a desligar um pouco do mundo ao nosso redor e a não ligar a vozes de burro.
Antigamente, sempre que eu sabia que tinham falado mal de mim, quer tenha sido do meu caráter ou da forma de me vestir, eu ficava fula da vida. Hoje farto-me de rir. Somos todos livres de usar o que queremos e de nos sentirmos bem com isso. A nossa personalidade não dita a forma como nos vestimos e lá porque alguém comenta o que for a teu respeito, só constatamos que não passa de ruído de fundo.
Uma coisa que aprendi com o passar dos anos e os pontapés da vida foi a olhar-me no espelho. Admito que em tempos foi uma coisa meio que complicada de o fazer. Perdi a autoestima, não tinha vontade de nada, sentia-me em baixo e desmotivada. Mas isso foi apenas questão de tempo para eu parar um pouco e pensar a sério sobre o que eu mesma andava a fazer da minha vida. Foi nessa altura que me dei conta que o tempo é algo demasiado precioso para ser desperdiçado dessa forma. A vida não pára, estamos em constante movimento e era um desperdício enorme ficar a limpar lágrimas quando podia sorrir.
Esta foi uma lição de vida nada fácil, demorou o seu tempo, mas aprendi a levantar a cabeça e a desligar do mundo à volta.
Se existe neste mundo coisa em que devemos prestar atenção, essa coisa são as pessoas que realmente se preocupam connosco, que nos fazem sorrir, que nos metem para cima, que nos dão coragem e nos apoiam nas nossas decisões. Desde que apenas nos foquemos nisso e que saibamos o nosso valor, o resto não importa, pois nós somos a coisa mais importante da nossa vida. Se não nos cuidarmos, estamos em falta para connosco.
Hoje, ao olhar-me ao espelho, reparei no ser mais maravilhoso, que sou eu. Dei-me conta que sou uma pessoa única, que merece amor e respeito, que merece sorrir, que merece desfrutar da vida e que, em momento algum, devo ligar a coisas que noutra ocasião poderiam apagar o sorriso que mereço todos os dias trazer nos lábios.
As pessoas que te tentam deitar abaixo são pessoas infelizes, frutadas, desocupadas e não deves de forma alguma deixar-te consumir pelas coisas que elas te fazem ou te querem fazer. Opiniões não passam de pontos de vista. Uma coisa verdadeira para ti pode não ser verdadeira para mim. Deves deixar as pessoas terem a sua opinião sem que deixes de ter a tua. Deves nunca acreditar no que dizem a teu respeito desde que saibas aquilo que és.
Lembra-te que a pessoa mais importante da tua vida és tu. Esta é a lição de vida que deves aprender e nunca tirar da tua mente. Não queiras viver em função de julgamentos. Vive sim em função daquilo que te faz feliz e serás feliz de verdade.

quarta-feira, 25 de março de 2020

Com chinês ninguém brinca

É mesmo verdade pessoal. O Chinês é um bicho estranho. Não estou a ser racista, não interpretem como tal, eu dou-me bem com chineses, vou a lojas chinesas, comi muito em restaurantes chineses, mas isso de comer em restaurantes chineses já não garanto que torne a acontecer. Imagine-se que eu estou a comer um crepe chinês e me sai de lá uma barata ou um gafanhoto vindo lá do mercado de Whuan...
Uma pessoa nunca sabe e no que toca a comida chinesa, diga-se que deixa muito a desejar.
Quando pensamos no Japão e nas coisas estranhas que por lá existem, pelo menos podemos ficar aliviados no que toca à higiene que existe pelas ruas japonesas, assim como lojas e mercados.
Na China, as coisas não são bem assim. Na china vendem-se animais exóticos nos mercados e colocados aos montes em gaiolas. Depois são mortos na tua frente para se dizer que consomes carne fresca mas é ali que os vírus nascem. Da falta de higiene, de cuidados e de avisos por parte do governo.
Na China, em 2003, algures num desses mercados, nasceu o SARS. Um tipo de coronavírus. Assim que se deu a pandemia e que mais tarde se veio a superar a mesma, o governo chinês proibiu a venda desses mesmos animais. No entanto, aos poucos voltou a ser permitido. Acho que o SARS já tinha servido de aviso. Pois não. Agora temos o primo do SARS. O COVID-19. Covid significa Corona, vírus, doença e o ano em que foi descoberto.
O governo chinês teve conhecimento que a pandemia começou em novembro, mas decidiram ocultar para não assustar a malta toda. Só quando viram que a situação se tinha descontrolado é que a notícia chegou aos nossos ouvidos. Agora temos o mundo repleto de pessoas contaminadas e a China a começar a ver os primeiros raios de sol.
Se no início da pandemia a China se viu em estado crítico, agora já pode bater palminhas de novo porque nunca irá passar pela crise que a Europa se prepara para enfrentar. Estamos todos neste momento a comprar máscaras e gel de mãos aos chineses.
A China sempre foi uma grande potência. Tudo vem da China, desde roupa a bens de consumo. Além disso, não há lugar do mundo que não tenha em cada esquina um restaurante ou loja chinesas.
Eu fiquei espantada por ver na televisão a forma como é monitorizado o vírus na China, com todos os cuidados de higiene e medidas severas de prevenção porta a porta, rua a rua. No entanto espanta-me que tanta medida severa não seja de igual forma aplicada a mercados e locais de comércio.
Também me consta que perto do famoso mercado de Whuan de onde veio o vírus, existe algures um laboratório em que cientistas se dedicam a estudar o coronavirus. Há tanto tempo a estudar e não há uma cura ou será que existe uma cura e o adiamento da mesma só serve para engordar os bolsos do estado, farmácias e sacar dinheiro ao zé povinho?
O cancro também é uma pandemia e embora exista cura é conviniente que a mesma não seja divulgada só para negócio.
Um frasco de álcool custava 1 euro e hoje é vendido a 23 euros? Máscaras a 150? Isto é ou não uma forma de lucro? De onde são mandadas vir essas máscaras? Será que não se disse já tudo?
Estejam descansados meus amores. O mundo está a mudar pela China. Estamos a viver um vírus que nada mais fará que nos reduzir à sua mísera insignificância. E ainda nos resta saber as consequências que a economia vai sofrer com isto. Será que se nos faltar dinheiro para um pão vem cá um chinês bater na nossa porta para nos dar? Claro que não, verdade?
Na minha opinião, as fronteiras com a China deveriam de ser fechadas. Não digo que eternamente, mas por algum tempo. Seria importante a China sentir um pouco do que a Europa passa e ainda irá passar por tempo indeterminado. Se a lei é ficar em casa, lavar as mãos, fazer a higiene da casa, e foi a China que nos ensinou, então a China que use esse exemplo para desinfetar mercados, ruas, não vender animais selvagens. Já seria uma boa conduta e nem sou Primeira Ministra de nada, mas se o fosse...
Ficamos por aqui. Vamos vendo como a situação se vai desenrolar. A China agora está pronta para prestar auxílio. Penso que seja uma tentativa de lavar as mãos e sair pela calada, também não posso julgar ninguém, embora tenha o direito de criticar o que me apetecer, sabendo eu que não devo de ser a única no mundo que pensa assim.

quarta-feira, 18 de março de 2020

Coronavirus

  Não, eu não sou a linha da saúde 24 que ligas vezes sem conta e não funciona ou ninguém te atende. Eu também não sou nenhum médico ou enfermeiro online que te dá dicas de como prevenir o CODVID-19. Eu sou apenas eu, em mais não sei quantos milhares de portugueses de quarentena voluntária sem saber o que fazer para ocupar o tempo e por isso vim escrever. Acho correto, não acham? O que têm feito vocês nesta quarentena? Vão para o café a pensar que só acontece aos outros e vão cumprimentando à Rebelo de Sousa ou vão para a praia? Comem a cabeça de uma baguete e voltam a metê-la na prateleira como fez (e muito mal) um italiano ou fazem como em Loulé, em que pai e filho cuspiam nas pessoas a dizer que estavam infetados e foram apreendidos pela polícia? Estas condutas têm tudo a ver com as nossas normas de segurança. Não acham?
  Eu, estou por cá. Limpo a casa, lavo as mãos, não esgotei o stock de papel higiénico dos supermercados porque sempre soube como limpar o cu, vejo as notícias e volto a lavar as mãos. Bem, tenho que o fazer, certo? Pelo menos assim nos mandam os nossos deputados, Primeiro Ministro e membros da Assembleia da República, que nos pedem para não tocar no rosto, olhos e boca, mas que são os primeiros que o fazem e que ainda têm a seu cargo um tradutor que tira macacos do nariz. Será que ele tira macacos do nariz ou deputados do nariz? Se eu tivesse um macaco para domesticar, de certeza que ele iria ficar em casa em vez de vestir um bikini e ir para a praia. Bom, pelo menos nunca iria apanhar um transporte público e ir para a Rua Cor de Rosa em Lisboa quando muitos se esforçam para ficar em casa. Parece que vão ter de ser os nossos animais irracionais a ter de nos ensinar maneiras de sobrevivência, porque nós por cá, nascemos todos com a mania que vírus é só para os outros.
   Com isto tudo ainda quase me esqueci de falar do Corona, o nosso novo aliado que até jogos de futebol conseguiu suspender. O Corona é um vírus e não uma cerveja. Não quero que pensem vocês portugueses que já estão no paraíso da quarentena com o vosso aliado Corona que vos serve uma fresquinha a cada dois minutos. O Corona veio com Vírus no fim. Veio lá do Oriente. Os nossos amigos chineses são super evoluídos e mais uma vez quiseram provar que encheriam manchetes de jornais com problemas sanitários graves. Tudo no mundo é Made In China, porque não o Corona?
 Em Portugal começou com dois casos, seguidos de mais dois casos e seguidos e outros dois casos até estarmos com a quantia de 448 casos. Coisa pouca, dado que na Assembleia da República os valores salariais a cada deputado nunca irá ser o de 448 euros mensais.E falo dos infetados do momento. Amanhã estarei desatualizada.  Se assim o fosse eu queria assistir, ao estilo Big Brother, a quarentena dos ditos. E assistia a isso tudo com macacos do nariz incluídos.
   O que vamos fazer daqui para a frente? Ai não me perguntem a mim. Eu por cá penso fazer um assalto online à China já que não posso sair de casa, mas quanto a vocês...cantem nas varandas, evitem tirar macacos do nariz, evitem ir para as praias. Sejam conscientes o suficiente para perceber que não são os reis do mundo e que têm familia que precisa do vosso apoio, especialmente pessoas acima dos 60 anos e com doenças crónicas. Estamos em distância social, mas cuidar à distância de quem se ama, é mostrar o nosso amor. Não façam como em Itália. Não vão para cafés na quarentena. Foi assim que tudo ficou como se sabe. Em Itália as pessoas com 80 anos ou mais vão ser deixadas morrer por falta de equipamentos e médicos. Não deixem que isso aconteça em Portugal. A praia pode esperar. Tudo pode esperar com carinho e cuidado. Não se descuidem. Ao se descuidarem estão a colocar em risco pessoas da vossa família que podem precisar do vosso cuidado.
   Só me resta desejar boa sorte. No fundo, por mais cuidados, muitos de nós já
 podemos ser portadores positivos de Corona sem o saber. De nada adianta ir a hospitais se não forem sintomas graves. Fiquem em casa, comam legumes, bebam muita água e não vão para a rua.
 Que todos possamos superar esta tragédia global com união. Sejam conscientes. E guardem os macacos do nariz para quando os Zoos voltarem ao ativo. 


quinta-feira, 10 de outubro de 2019

Aquelas pessoas mal resolvidas

Olá pessoal, tudo bem?
Já fazia tempo que eu não dava notícias.

Eu sou daquelas pessoas que passa o dia com sono, para depois levar a noite feita coruja a ver as horas a passar e a queimar os miolos com tanta coisa que penso. Depois penso coisas como "ah, e tal, este seria um bom tema para postar no meu blog", mas acabo por não escrever nada por já estar a pensar noutra coisa completamente diferente. E assim se passaram os meses e nada escrevi.

Esta noite dei por mim a pensar naquelas pessoas que aparentemente devem ter uma vida miserável, pois não conseguem passar sem desejar ter tudo ou mais do que os outros. Sabem aquelas pessoas que passam a vida a ver o perfil do amigo ou da amiga, do vizinho ou da vizinha e sentem inveja dos sapatos, do carro, dos filhos e vida social que essa pessoa tem? Pois eu acho que já toda a gente conheceu ou conhece alguém assim.

Eu não consigo entender essas pessoas. Sinceramente não percebo como conseguem essas pessoas perder tempo tão precioso que poderiam aproveitar para sair, beber um copo ou relaxar, mas em vez disso se metem a ver o que os amigos ou amigas colocam nas redes sociais e depois ficam a rogar aquelas pragas bruxescas dignas de filme de terror, que se não tivermos um bom amuleto dentro da mala ainda nos habilitamos a ser comidos por um elefante ao sair de casa.
Sabem aquelas pragas ao estilo "Tomara que um raio de parta em duas só por usares esse vestido" ou "Vocês ficam tão mal juntos...só espero que ele apanhe uma DST e tu sejas obrigada a terminar a relação porque tu tens não sei quantos namorados e eu ando a subir paredes"? 

Há qualquer coisa no olhar destas pessoas que me faz pensar em mudar de planeta.
E o pior é que as ideias que passam pela cabeça destas pessoas nunca ficam por aqui. Por conta da internet e da criação de redes sociais de encontros as coisas ficaram muito piores. De repente a tua amiga que era casada fica divorciada, cria uma conta num desses sites manhosos e fica completamente desesperada em arranjar um bom partido só porque todas as amigas dela têm alguém e ela não. E se tal não acontecer e a Cinderela não tiver conseguido o sapato de cristal, eis que se afasta por achar que o mundo não quer nada com ela. Depois ainda deixa de falar contigo porque resolveste juntar os trapinhos e ela não passa de uma pobre coitada que ninguém lhe pega, mas que isso não passam de pensamentos destrutivos da cabeça dela, porque tu não estás nem aí se ela namora ou não porque para ti o que importa é a vossa amizade, mas para ela importa ser tua amiga se estiver socialmente melhor que tu, a marcar mais pontos na vida porque conduz um bom carro, porque tem um bom trabalho, uma ninhada de filhos e um marido impecável que a acompanha para todos os encontros que vocês marcam. Mas ela só marca encontros se ela poder levar o marido. Caso não tenha marido ninguém tem o direito de levar namorado, pois acaba por se dar a famosa dor de cotovelo e os ânimos podem esquentar, coisa que ninguém quer.
Assim sendo cada pessoa fica para seu lado. Tu fazes a tua vida enquanto a pessoa em questão publica mil e uma frases a mostrar a sua maturidade e sabedoria nas redes sociais. Qualquer coisa que demonstre que a pessoa está muito mais à frente e que nós por cá não pescamos nada do assunto.
Só que, no entanto, na vida real as coisas não são bem assim. Lá está a esta hora a tua amiga a abrir aquele site de encontros super famoso para ver qual o marmanjo que vai falar com ela, dizer que a acha linda e que a quer conhecer.

De repente a vida parece uma competição entre amigos, uma espécie de corrida de cavalos para ver quem ganha o prémio. E eu que pensava que desespero era só coisa que homem entendia, agora deparo-me com cada vez mais mulheres desesperadas por um frangote que lhes estenda a mão...e são bem capazes de fazer qualquer coisa por uns minutos de atenção. Não entendo muito bem destes assuntos, digo-vos. Dá-me uma espécie de coceira e alergia crónica ver o desespero das pessoas pela aprovação dos outros. Num mundo em que cada vez mais nos estamos a isolar por conta das tecnologias, seria de esperar que o ser humano se tornasse um bicho bem mais preservador, mas não. Em vez disso, cada vez mais as pessoas sentem a necessidade de se mostrarem ao mundo como divas de qualquer coisa. As redes sociais são o melhor exemplo disso. Podes ter uma vida de merda, mas lá vais tu fazer uma pose super hot só para mostrar ao mundo como te sentes linda, especial e que estás num local maravilhoso, cheio de papoilas e borboletas no fundo. Depois levas mais de uma hora a editar os filtros, a ver qual a gordurinha localizada que podes eliminar, e pronto, viraste a rainha da cocada. Podes até ser muito feia, mas se meteres 50 Kg de base ninguém vai reparar, desde que uses aquele top super curto que faz as tuas tetas parecerem dois balões de aniversário e se usares um fio dental que fique posicionado mesmo ao centro da foto, de forma que as tuas nádegas possam parecer maiores, e que se veja o mar bem lá ao fundo, e que por conta disso a tua conta fique repleta de comentários de otários que dizem que te querem comer, porque é só isso que os homens sabem fazer quando o assunto é apreciar um bom par de bordas.

Mas eu estava a falar daquelas pessoas mal resolvidas e tipicamente infantis não estava? Pois lá estava eu a dispersar para outros horizontes.

Essas pessoas quando tens o que elas não têm podem mesmo ser um problema na tua vida, se não tiveres a inteligência de virares as costas e não dares importância. Podes tornar-te mesmo que não saibas o seu ódio de estimação. No fundo são pessoas que não fazem nada para mudar o cenário das suas vidas, mas pensam que estão a sofrer muito só porque todo o mundo à sua volta já tem "a vida feita".

Eu só tenho uma opinião a dar:
Pessoas mal resolvidas, porque não aproveitam e vivem a vossa vida? Não invejem a das vossas amigas ou amigos. Cada pessoa tem aquilo que levou o seu tempo para conquistar. Vocês deviam agradecer mais pelo que conseguiram do que se lamentar por aquilo que não têm. Não sei, digo eu. Não sou nenhuma expert nem nada para estar a dizer tanta merda junta, mas se pensarem bem...até que tem lógica não acham? Vão ao ginásio, leiam um livro, apanhem sol e parem de invejar. A vida dos outros é simplesmente dos outros. E nunca a vossa.

E pronto. Acho que já falei demais por hoje. Para quem não escrevia há tanto tempo nem é de admirar. Eu vou ficar por aqui e vou ali rogar uma praga e logo volto. Não se esqueçam apenas de avisar de vos caiu em cheio na tela do computador ou se foi pelo correio.

terça-feira, 13 de novembro de 2018

Sobre da sabedoria do perdão

Um dia disseram-me que eu guardo muito rancor dentro de mim e que isso me faz mal.
Disseram-me que talvez por eu nunca saber perdoar, essas coisas me pesem e façam de mim a pessoa magoada que sou.
Não deixo de acreditar que de certo modo, essas pessoas estão certas. Perdoar é seguir em frente, é mostrar que todos somos humanos e cometemos erros na vida que, de alguma forma, podem prejudicar a vida de alguém.
No entanto, embora seja importante perdoar, há erros que podemos cometer uma vez. Outros podemos cometer sistematicamente. Quando tal acontece, deixa de passar de erro a escolha. E se escolhemos por nossa vontade ferir o sentimento de alguém, não estamos a ser coerentes nem razoáveis para com as pessoas ao nosso redor.
Dessa forma, temos que analisar até que ponto o perdão é importante. Ele tem de acontecer.
Mesmo assim, ele deve ser usado com sabedoria. Quando me refiro a sabedoria, refiro-me a olharmos para dentro de nós e nos questionarmos sobre até que ponto queremos que uma determinada pessoa nos trate da forma que nós não gostamos.
Ao estarmos a perdoar tudo com a maior das facilidades, quer no amor, no trabalho ou nas amizades, estamos a depositar de forma insconciente um passaporte nas mãos dessas pessoas para elas continuarem a ferir os nossos sentimentos e assim agirem da mesma forma.
Se as ações de determinadas pessoas nos ferem, especialmente quando nos são chegadas, devemos parar, ponderar e pensar se queremos continuar a permitir essa pessoa a não aprender como gostamos de ser tratados.
Perdoar é algo essencial nas nossas vidas, também para benefício da nossa sanidade mental.
No entanto, perdoar tudo pode ser um erro.
De forma inconsciente, estou a dizer ao outro para me continuar a tratar da mesma forma. Se assim for, não terei porque reclamar, pois dei sinal verde a essa pessoa para que me tratasse assim.
Quando alguém fere profundamente os nossos sentimentos, há sempre uma marca que fica, algo que muda, uma alteração que se dá dentro de nós, pois acabamos por sentir que, ao não agirmos da mesma forma com essa pessoa, estamos a ser mal recompensados pelo comportamento da pessoa em questão para connosco.
Não se deve perdoar como forma de permitir a nossa continua humilhação, assim como também temos que ter consciencia que uma pessoa que nos fere, com o nosso perdão, nunca irá aprender como nos deveria dar o seu apreço.
Toco nesta temática por minha própria experiência de vida e nem por isso sinto vergonha alguma em o dizer. Afinal de contas, tenha eu os defeitos que tiver, quando tenho carinho, amor ou apreço por alguém, posso cometer erros inconscientes. No entanto, mesmo errando como qualquer mortal erra, nunca é minha intenção errar para ferir o coração de alguém. Assim sendo, não espero menos que o mesmo em retorno. Chorei muitas lágrimas ao longo da minha vida e bati muito com a cabeça na parede sem perceber porque motivo escolhia abrir o livro da minha vida a pessoas que insistiam em pisar os meus sentimentos. Com calma analisei, vi o céu e olhei as estrelas, mas especialmente e ainda mais importante, olhei para dentro de mim e achei a resposta. Eu acabo sempre por perdoar as pessoas que mais me ferem, que mais me pisam o coração. E isso acontece porque eu dei permissão para isso. Eu eduquei essas pessoas assim sem me dar conta. Eu seguia em frente mas não deixava bem claro até que ponto eu tolerava qualquer tipo de comportamento vindo de quem me magoava.
Foi preciso alguns anos e muitas quedas para crescer. Não se cresce do dia para a noite. O crescimento interno envolve muitos anos de descoberta do nosso eu. Como tal, eu tive de me permitir sofrer até perceber de onde vinha o erro que insistia em permanecer na minha vida. Fosse uma mentira, fosse uma traição, fosse que tipo de situação fosse, eu permiti muita coisa acontecer comigo.
Agora não. O tempo passou e eu cresci, olhei-me no espelho e percebi que, tal como todas as pessoas, sou alguém único e especial, que não merece ser tratado menos do que trato os demais. Nunca me irei permitir mais vez alguma receber menos do que aquilo que dou. Se eu sei que dou todo o meu amor e respeito, espero reconhecimento do outro lado. Se dou a minha mais sincera amizade, agradeço uma amizade sincera de volta. Se sou fiel, honesta, não espero mentiras nem traições de volta para mim. Além de que mentir é um vicio porco e sujo. Todos o fizemos, mas temos que pensar que, se o queremos fazer, pelo menos que não seja para ferir ninguém nem esconder alguma coisa que merece ser sabida.
Tanto perdoei que hoje, aprendi a poupar um pouco a minha capacidade de perdão para as pessoas que realmente me podem ter ferido sem intenção. Não pretendo ser professora, como tal não quero andar aqui a ensinar como me devem tratar. Pelo menos se fosse professora, que fosse renumerada por isso. Direito de igualdade deveria ser lei neste mundo que todos deveriam cumprir.
Agora vocês perguntam:
"Estás arrependida da decisão que tomaste?"
A minha resposta vai ser sempre não. Não perdoar erros continuados para comigo, vai acabar por mostrar a quem me fere que sou humana, que fiquei profundamente desapontada e mais que isso, que não aceito que me tratem assim. Toda a gente deve reconhecer o seu valor. Nunca devemos passar a vida a pedinchar migalhas, a esperar que alguém mude para nos provar o que seja. Se levarmos a vida a pedir migalhas iremos receber migalhas de volta.
Quem realmente se ama a si mesmo, penso que jamais será capaz de o fazer. A isso não chamo rancor, mas sim inteligência.

domingo, 11 de novembro de 2018

Experiências de Vida a partilhar

  • O Pai Natal não existe. Pelo menos ainda não respondeu às minhas cartas nem o vi cair pela minha chaminé.
  • Namorar com músico é como jogar na lotaria. Se encontrares um que valha o tempo, telefona. 
  • A verdade é aquilo que cada um te quer inventar.
  • Os coelhos da Páscoa não nascem dos ovos.
  • Não veres por onde andas ou o que pisas é um risco diário.
  • O meu ângulo de visão está à altura da minha sabedoria e não dos meus óculos.
  • Qualquer pessoa te pode contar uma história. Depende até que ponto separas a realidade da ficção.
  • Nunca te esqueças daquilo que te lembras. Se não podes já lembrar-te do que te esqueceste um tanto tarde.
  • Descarta aquilo que não te faz falta. Se não ainda rebentas com a tua mala de viagem com o peso de tanta coisa inútil.
  • Se tiveres que gritar, então grita. Há sempre uma pessoa ou outra com problemas de audição.
  • Não queiras ensinar a um homem o que deves fazer. Estás aqui para aprender com ele, e não para servir de ama.
  • Nunca dês demasiadas oportunidades às pessoas de te fazerem sofrer. Quanto mais vezes as perdoas, mais vezes as ensinas a te tratarem assim.
  • Se pisares merda na rua, não acredites que dá dinheiro. Dá antes um mau cheiro que te vai dar a volta ao estômago.
  • Quando alguém te disser que vai estar sempre ali para ti, não precisas contar tudo da tua vida. Por vezes pode só ali estar para saber um pouco mais da tua vida, e não estender a mão.
  • Sê sempre honesto contigo mesmo. Podes tentar enganar os outros e talvez consigas, mas enganas mais a ti mesmo.
  • Ajuda sempre quem te ajuda
  • Se te deres com malucos, facilmente te vão confundir com um.
  • Se um dia te apetecer fazer algo doido, faz. Desde que não te prejudiques, vive o que tiveres de viver.

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

Mudar de vida

As mudanças podem ser uma coisa assustadora. Mudar o estilo de vida, os nossos hábitos. E se eu não estiver preparado? E se eu achar que não sou capaz ou se não me conseguir adaptar? São questões que por vezes assombram a nossa cabeça. A minha vida está em completa mudança. Por fim vou mudar de casa. Decidi que chegou o momento de mudar de vida, de partilhar o meu dia a dia com a pessoa com quem escolhi e que de igual forma me escolheu. E isso implica mudar. Mudar de casa, de hábitos e começar a pensar por dois, começar a dividir tudo e ao mesmo tempo termos a nossa total autonomia para mudar aquela loiça do lugar. Pode parecer assustador, mas na verdade estou empolgada. Vai ser o momento em que eu posso decidir onde quero meter aquela peça de decoração, ir às compras junto para decidir o que levar, o que faz falta. E é tudo muito bonito. Mas também implica responsabilidades, implica maturidade, implica teres a certeza que é mesmo isso que queres. Decidi esta altura porque foi o momento em que realmente o meu subconsciente me falou que eu devia seguir o meu coração. Sinto que estou com a pessoa certa para o fazer. E é isso que devemos de sentir no exato momento de sair de casa. Deixar o conforto dos pais. Na realidade não estava a depender da minha mãe, mas sabia bem chegar e ter aqueles bifinhos de perú já feitinhos para mim. Seja como for, também me vai saber bem ter de os fazer. Vai saber bem poder ter o meu canto e dividir esse canto com aquela pessoa de quem gosto. Vai ser sim, uma experiência e tanto. Uma aventura e tanto. Mas jamais eu poderia dizer que vivi alguma coisa sem ter corrido o risco de dizer que sim. Que seria agora. E agora é o momento. Mal posso esperar.

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

A verdade por trás das Associações Humanitárias

Olá Pessoas;
Todos vocês já conhecem as chamadas associações humanitárias. Aquelas meninas e meninos que vos costumam abordar num supermercado, farmácia ou qualquer outra superfície comercial.
Todos já devem ter sido uma vez na vida abordados e já vos devem ter impingido um boneco em troca de um valor simbólico, ou já devem ter-se cruzado em qualquer rua ou semáforo com alguma associação em que pedem um valorzinho qualquer para ajudar uma criancinha com fome ou alguém com deficiência, idosos ou seja o que for.
Muitas dessas associações de facto existem. Eu fiz parte de muitas delas. Fui "Voluntária" algum tempo e fiz parte dessa chata equipa de pessoal que aborda nas ruas ou nos supermercados a pedir ajuda.
No entanto, já se questionaram sobre os bastidores dessas associações com tanta gente com bom coração?
Eu já.
Primeiro comecei por fazer parte de um belíssimo projeto, em que ajudava o IPO. Tudo o que tinha a ver com o cancro era algo em que eu queria estar envolvida para ajudar. No entanto, quando fui convidada a fazer parte de uma campanha solidária dessas, fiquei a saber que podia ajudar e podia ganhar dinheiro com isso. Sim, eu ganhava uma percentagem sobre cada peça bonita que vendia.
Fiquem descansados. Para o IPO foram conseguidos 83 mil euros, valor bem acima do pretendido, que seriam 30 mil, e foi comprado o equipamento hospitalar que se pretendia.
Agora vamos ao que interessa.
Vamos aos bastidores dessas associações.
Ao entrarem para uma campanha dessas com a vontade de ajudar, vocês irão encontrar uma equipa de coordenadores/ chefes de empresa, que contratam pessoas, essas pessoas começam por trabalhar em bancas mas sobem de posto e assim são essas as pessoas que nos irão contratar a nós "Voluntários" para dar a cara pela associação que representamos. Assim sendo eu poderei ganhar uma percentagem sobre todo o valor que fiz ao longo do dia, retirada a minha percentagem existe a percentagem do coordenador e dos chefes e por fim, aquela parte que deveria ser a maior fatia de bolo mas não é...as migalhas...essas são o dinheiro da associação. Se eu der um euro para essa associação, a pessoa que me abordou ganha 40 cêntimos, depois a coordenação tira cinquenta e só o que resta vai para ajudar quem quer que seja.
Mas não é só...
A última associação para a qual trabalhei, era uma associação fidedigna, conhecida e com toda a documentação em dia, mas com um se não. A coordenação a toda a hora nos pedia para depositar num nib diferente ou para enviar o valor de toda a semana pelos CTT. A principio uma pessoa ainda se deixa comer por parva, mas continuamente começa a deixar a pulga atrás da orelha. Será que não querem dar parte de todo o dinheiro que deveria supostamente ir para a associação? Fica a dica.

Agora falando da equipa de trabalho.

Uma das coisas que eu desconhecia quando entrei para este tipo de causas, é que a esmagadora maioria de pessoas que a integram são pessoal com algum tipo de parafuso por apertar. Normalmente são pessoas desesperadas da vida, encalhadas em qualquer situação que não querem ou não conseguem sair, com os neurónios já meio a falhar e uma língua de trapos que se estende até ao infinito. Isso quer dizer que se eu disser a uma colega que vesti uma cueca azul, quase toda a gente ao redor vai saber, com coordenação incluída.

Para além disso, somos postos a trabalhar correndo sérios riscos em qualquer rua, como assaltos ou sabe-se lá mais o quê, ao qual a coordenação depois lava as mãos e nem te conhece porque nem contrato com eles tu tens.

Ainda levas uma severa lavagem cerebral se não apresentas bons resultados, com insultos, fazerem de tudo para que sintas que não vales nada e que tens de render mais se queres continuar a trabalhar.
A desculpa é que o presidente da associação está a apertar com toda a empresa e coordenação, quando nós sabemos já todos que isso é simplesmente mentira.
O que realmente eles pretendem é que lhes pagues o ordenado sem que eles precisem mover uma palha.
No fim de contas, estamos nós a queimar ao sol e ao calor no Verão, e ao frio e chuva no inverno, só para engordar uma equipa de chulos de uma merda, que não valem a ponta de um ca*****, porque nunca saberão como trabalhar na vida sem ser usar o cabedal do pobre para subir na vida.

Por isso é que eu valorizo quem é pobre. Porque se não fosse o pobre, os ricos morriam de fome. Porque o rico não queima as mãos ao fogão para fritar batatas fritas. O rico vai ao restaurante pagar para o pobre lhe servir o que comer. O mesmo se passa com esta cambada de ordinários que negociam as necessidades de quem precisa para ter bons carros, boas vivendas, boas férias e poderem andar por aí gozando a vida.
Tive um coordenador que andava num BMW dando boleias a pessoal como eu, para nos ajudar a deslocar. Tinha a estadia paga, alimentação e no fim da campanha tirava boas férias em Ibiza.
Tive outro que desviava dinheiro para vícios, já sabem quais.
Tive uma coordenadora mandona que tinha a mania que havia de ficar sentada na esplanada ao telemóvel, fumando cigarro atrás de cigarro, para ter o que comer e como poder levar uma vida de café, vendo eu suar de mealheiro na mão. A desculpa é que estamos ali para trabalhar e ganhar bem. Mas a verdade escondida nessa frase é mais "estás aqui para te matar a trabalhar para eu ganhar bem". Isso sim, porque tu levas apenas o resto, junto com a associação que leva quase um pontapé no cú.
Chama-se a isto Markting social. Eu chamo a isto vergonha social. E muita gente sabe disto e não move uma palha para acabar com esta cambada de mamões de merda. Estes e os políticos passeiam de mão dada quase no mesmo patamar.

terça-feira, 18 de julho de 2017

Há coisas que me magoam



Há coisas que me magoam.
Mas quem nunca se sentiu magoado para não entender o significado desta palavra?
Quem nunca?

Há coisas que me magoam.
Magoa-me permitir de dia para dia que essas mesmas coisas continuem a ferir-me.
Magoa-me ver essas mesmas situações e não poder fazer nada para as resolver.

Há coisas que me magoam, que me entristecem, que me ferem e me atingem porque simplesmente eu deixo que essas mesmas situações me magoem.

Há coisas que me magoam.
Muitas coisas. Coisas que são simplesmente coisas insignificantes. Coisas que tendem a ficar registadas na minha cabeça e que tendem a não sair.

Há coisas que me magoam.
Como podem não me magoar?
Por vezes finjo que não vejo, que não acontece aquilo que vejo estar a acontecer. E isso magoa-me.
E eu deixo. Deixo-me magoar por aquilo que me permito ver, porque vejo.
Simplesmente vejo coisas que me magoam porque os meus olhos foram feitos para ver tudo ao meu redor.
E sinto. Sinto que essas mesmas coisas me magoam. Sinto a ferida abrir e ficar lá, até à próxima facada.
E isso magoa-me. Magoa-me simplesmente o simples fato de me deixar magoar.
E dói-me.
Dói-me sentir que ver essas coisas por vezes não ajudam a cicatrizar a ferida que já ficou aberta.
Então instala-se um buraco que magoa. E magoa mesmo sentir que esse buraco ali está.
Mas como poder essa mesma ferida cicatrizar se me magoa ver coisas ao meu redor?
Será preciso cegar?
Será melhor fingir que não vejo aquilo que os meus olhos me querem mostrar?
Magoa-me pensar nisso.
Sim, realmente magoa. Agora que penso nisso sinto novamente aquela sensação de ira apoderar-se de mim. E depois aquela tristeza. A sensação de nada ser suficiente para conseguir ultrapassar essa coisa que teima em me magoar.
E isso magoa-me...magoa-me mesmo muito.


quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Lição de vida

Eu tenho vários defeitos.
Um dos meus maiores defeitos é nunca aprender as coisas à primeira, pelo menos até agora.
Só com o passar dos anos e com a chegada da maturidade, eu comecei a assimilar certos acontecimentos na minha cabeça e a tirar boas lições com eles.
Antigamente eu tendia a bater com a cabeça e a repetir o mesmo erro. Pensava muitas vezes que o erro era dos outros e que todos merecemos uma segunda oportunidade.
No fundo, bem lá no fundo, não deixa de ser verdade. Todos erramos como seres humanos que somos e a perfeição não existe.
Aprendi com o tempo que, de todas as vezes que batia com a cabeça, que o erro não era dos outros. O erro era meu. Eu e só eu permitia que alguém me humilhasse, que alguém me fizesse mal ou deixar ferirem os meus sentimentos. Nós só deixamos que nos aconteça aquilo que nós permitirmos que nos aconteça. Se uma pessoa nos mal trata, essa pessoa não deve fazer parte da nossa vida. Se alguém nos rouba, devemos advertir essa pessoa, deixar de fazer parte do mundo dela e não deixar que ela faça parte do nosso.
Eu aprendi a deixar para trás pessoas que antigamente faziam parte da minha vida, simplesmente porque eu acreditava que elas podiam mudar.
Na verdade, nós nunca devemos esperar que alguém mude para nós.
As pessoas são o que são, cometem os erros que sentem que devem cometer e só cabe a nós saber e decidir se nos devemos ou não relacionar com elas.
Deixei para trás tudo o que sinto que só iria trazer mais do mesmo para mim.
Decidi que esperar por um milagre é uma tolice e aguardar por mudanças da parte do outro é o mesmo que querer trabalhar sem me mexer para encontrar um trabalho. Pura e simplesmente não acontece.
Na verdade, deixar essas pessoas para trás é uma lufada de ar fresco, pois estou a abrir o meu coração a novas oportunidades.
Costuma-se dizer que nunca devemos guardar aquilo que não nos faz falta em casa. O mesmo se passa na nossa vida, ou no nosso coração. Nunca devemos permitir sermos magoados.
Ao estarmos a permitir uma humilhação de qualquer tipo uma vez, essa humilhação irá tornar a acontecer e a acontecer vezes sem conta.
Isso também aconteceu comigo. Por isso mesmo deixei de me permitir momentos assim. Para quê estragar a nossa vida com sofrimento ou com sentimentos de rancor ou raiva quando estes podem ser evitados? Estar perto de quem nos faz mal nunca irá fazer de nós mais tolerantes, mas sim mais tolos.
Afastar tudo o que nos prejudica, seja o que quer que seja, é um meio de atingir a felicidade e a nossa sanidade mental, que também é muito importante.
Coisas boas acontecem quando sentimos que aprendemos uma lição com situações assim. Acontece que sentimos que demos o passo certo e isso acaba por nos dar coragem para seguir em frente mais sábios e encontrar as coisas certas para nós.
Se eu não gosto que me mintam não preciso de encontrar um mentiroso ou mentirosa para a minha vida. Tenho sim que evitar situações assim.
Se eu não quero beber leite, não preciso de o fazer só porque A ou B me diz que é essencial. O que é essencial é o que achamos que é bom para nós.
Por fim e não menos importante, devemos sempre ponderar no que dizemos. Afastar quem nos faz mal ou o que nos faz mal não deve ser feito de forma ofensiva ou insultuosa. Isto foi outra lição que retirei daquilo que fui aprendendo. Eu sou o tipo de pessoa que ferve em pouca água e quando me sentia insultada, respondia na mesma moeda. É errado. Nós nunca devemos responder na mesma moeda. Afinal, só deve ficar mal quem insulta. Nunca nós. O mal vai sempre na consciência de quem o pratica, não precisa de forma alguma de ficar na nossa consciência.
Espero que tenham de alguma forma achado que este post se aplica a alguns de vocês. Se não se identificarem não faz mal, afinal de contas, é só um ponto de vista de quem gosta de escrever qualquer coisa a qualquer hora :D

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

7 anos de Blogue

Meu Deus...
Este blogue tem sete anos!!!
Há sete anos atrás, talvez por estas horas, estava eu não muito bem e com um receio qualquer a apertar o meu coração. Sentia que o fim da minha relação da época se aproximava e não entendia o porquê. E assim nasceu este blogue.
Depois de alguns textos mais românticos, veio o tão temível término e este blogue virou uma onde de negatividade e repleta de textos de rancor e ódio absolutos, que até gerou alguma polémica e perda de tempo a algumas pessoas queridas a inventar o que comentar.
Mais tarde a poeira da minha alma assentou e com ela a minha escrita também.
O meu ex dessa altura, a dado momento, de tanto tempo perder a ler aquilo a que ele chamava "perda de tempo", disse-me que mais depressa duraria o blogue dele que o meu.
Até acreditei nisso. Realmente era por ele que tudo isto tinha começado.
No entanto, os anos passaram. Sete anos depois, o blogue do meu ex estagnou, sem nunca mais os seus leitores terem acesso às suas sábias hipercríticas non sense.
E eu continuo a escrever no blogue.
O meu blogue tornou-se um lugar único para mim.
Se estou fula, eu venho ao blogue.
Se me passei da mona, eu venho ao blogue.
Se estou stressada, eu venho ao blogue.
Se estou feliz, eu venho ao blogue.
Se estou encurralada corro para o blogue.
Sim. Eu amo o meu blogue.
De uma forma ou de outra eu sei que estou a escrever para alguém que poderá descobrir este espaço por acaso. Pode não ter nada de interessante até, mas eu gosto. É meu.
Fui eu que o criei e que fui imaginando, desabafando e dando vida a uma coisa que nem eu esperava durar tanto tempo.
Passem que anos passarem, eu irei querer vir sempre ao blogue. Há sempre alguma coisa para contar, uma raiva para descarregar, uma coisa boa para dizer e alguém para ler. Porque não?
Quem gostar ótimo. Quem não gostar pode sempre mudar de página, buscar algo mais ao seu estilo. Who cares?
Not me.
Parabéns blogue. Há sete anos a cantar de galo comigo!!! wohoooooo!!!

Ser tolerante

Eu não gosto de pessoas que têm a mania que já nasceram com a licenciatura.

Gosto muito de socializar, de conhecer rostos novos, falar de mim e do mundo a toda a gente. No entanto, com o tempo e a sabedoria, vamos aprendendo a escolher o que dizer.
Quando dizemos muito e escutamos menos do que aquilo que dizemos, normalmente somos sempre julgados de uma forma ou de outra. Mesmo que esse julgamento seja uma coisa inofensiva aparentemente e a pessoa que nos aponta o dedo não tenha verdadeiramente a intenção de nos julgar, apontar o dedo a alguém com um argumento qualquer é já em si um tipo de julgamento.
Por isso, com o passar dos anos e com a aprendizagem, fui sendo mais seletiva nas coisas que digo, mais cuidadosa também. Mesmo assim, há sempre aquele engraçadinho ou engraçadinha que pensa saber um pouco mais do que eu.
Chamo a isso pessoas com mania.
Chamem-lhe o que quiserem, mas eu não suporto quando digo que a cor da minha blusa é branca e me dizem que afinal eu não estou a ver bem e é creme. Detesto. Não há nada a fazer.
Sei que pontos de vista são simplesmente pontos de vista, opiniões chegam consoante os pontos de vista de cada um. Mesmo assim, ainda aprendo a ganhar um pouco mais de paciência com pessoas que julgam saber mais do que eu.
Não digo que eu também saiba mais do que elas. Mas uma coisa eu digo:
Eu não vivi vida alguma além da minha. Logo trago comigo as minhas experiências de vida, assim como cada pessoa trás as suas. Ninguém pode querer viver a vida de outra pessoa, logo cada experiência é uma forma diferente de ver a vida.
Devemos ser tolerantes e saber aceitar os diversos pontos de vida para que haja pelo menos bom ambiente e possamos saber até que ponto somos tolerantes. No entanto, por mais calma e tolerante que eu tenha sido ao longo dos anos, ainda não consegui passar a etapa de ser tolerante com alguém, quando esse alguém não tem modos corretos para se dirigir a mim.
Seja qual for o discurso, a retórica, o argumento, a intenção dessa pessoa. Eu sou tolerante a qualquer coisa, menos quando tentam falar por cima de mim, mais alto que eu, não me deixando acabar de falar e ainda repetindo vezes e vezes sem conta que aquela blusa não é branca e sim creme.
Ok...
Respiro fundo. Dependendo da idade e da proximidade que essa pessoa possa ter comigo eu adequo o meu discurso. No entanto, dentro de mim há uma onda enorme muito próximo de chegar ao limite da costa da minha paciência. Raras são as vezes em que perco as estribeiras, embora eu reconheça que isso já aconteceu uma vez ou outra, e quase sempre engulo grande parte do que escuto, ficando depois como que espinha entalada na minha garganta.
Não sou rancorosa, mas também não sofro de amnésia. Consigo fazer uma lista negra de coisas negativamente marcantes que vou ouvindo. Depois há sempre aquela altura em que essas coisas saem para fora.
Afinal de contas, eu disse que devemos ser tolerantes com os outros, saber respeitar os pontos de vista e as opiniões que nos são dadas. No entanto, isso não invalida que tenhamos que nos deixar espezinhar e humilhar perante o outro. Porque afinal de contas, permitir isso é dar carta branca para que haja uma próxima vez. Podemos ser educados, escolher as palavras e o tom com que as dizemos. Podemos engolir em seco e inspirar profundamente antes de dizer o que seja. Mas não precisamos deixar que alguém nos cale com a sua falta de paciência e venha falar por cima de nós. Costuma-se dizer que quando dois falam ao mesmo tempo ninguém se entende e não posso estar mais de acordo.
Sou apologista da boa educação. E a boa educação não é toda a gente que a tem. Sei sempre respeitar os outros, por isso não devo esperar menos daqueles com quem me relaciono no meu dia a dia.
Já deixei em tempos muitos me dizerem o que queriam e bem entendiam com medo de responder. Ficava nervosa. Tinha medo de dizer o que ia dentro de mim. Isso durou anos e anos, até eu aprender por mim mesma que ninguém deve calar o que seja dentro de si. Nascemos para ser livres com aquilo que dizemos. Pensamentos são apenas ideias e pontos de vista. Não precisamos de guardar tanta coisa desnecessária na nossa cabeça. Também não precisamos de nos magoar a nós mesmos com o silêncio. O silêncio é bom, é essencial, mas também tem de haver algum ruído.
Saber impor é saber afirmar a nossa posição. É saber dizer até que ponto queremos ser respeitados pelo outro. Como tal, se soubermos como nos afirmar sem magoar ninguém, também não precisamos de aturar ao nosso redor o que não achamos saudável para nós.
Isto foi apenas um desabafo meu. Um ponto de vista sobre o qual me apeteceu escrever porque sim, aconteceu-me recentemente.
Eu odeio quando as pessoas me insultam sem me deixar argumentar. Simplesmente porque eu não fui educada assim, para falar por cima de alguém como se fosse membro de uma autoridade qualquer.
Há que haver limites para tudo. Se não houver limites ninguém se respeita, somos todos abusados e todos abusamos de alguém. Limite é a palavra que define a minha posição perante pessoas que sentem necessidade de chegar ao pé de mim e falar como se soubessem mais de mim do que eu.
Limite.
Como eu disse, detesto pessoas que julgam terem nascido licenciadas. Seja como for, diploma algum serve de lápide em tempos vindouros.
As pessoas deveriam de ser mais pessoas, e não ideias e títulos, com manias de sábias e saber escutar.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Magoar

Por vezes há coisas que nos magoam.
Podem ser coisas simples ou situações mais complexas que se vivem e pelas quais passamos com outras pessoas.
Magoar pode ser ou não intencional. Muitas das vezes a intenção de uma pessoa para connosco pode nem ser a de despertar sentimentos menos positivos dentro de nós. Tudo depende da forma como encaramos as coisas.
Nem sempre aquilo que magoa uma pessoa tem forçosamente que magoar outra. Depende da pessoa e da circunstância.
No entanto, há situações que podemos logo à partida dizer que nos podem ou não ferir e evitar situações menos boas.
Uma das situações que a mim me magoa profundamente é quando me prometem algo que não sabem se podem ou não cumprir.
No início é tudo muito bonito, cor de rosa e com borboletas cintilantes, a maré a favor e boa para a pesca. Nada pode atrapalhar os planos.
Mais tarde surge uma incerteza face a uma situação relacionada com o que havia ficado prometido.
Já não se sabe se pode ou não ser, se fará sol ou chuva, se fica perto ou longe se é branco ou se é preto.
Detesto incertezas quando numa conversa inicial qualquer a premissa era um sim ou um sem dúvida alguma.
Para muitos de vocês pode soar a infantilidade, mas não. Faz muitos anos que deixei as fraldas e por incrível que possa parecer, nunca frequentei uma cresce.
Para mim as coisas ou são ou não são. Quando não temos a certeza de algo, pura e simplesmente não nos precisamos comprometer com o que quer que seja. Podemos simplesmente dizer que não temos certeza. Não precisamos entrar a matar com grandes discursos típicos dos políticos de Portugal e no final não se ver nada acontecer.
Magoam-me atitudes assim porque simplesmente não as faço e como tal não gosto que mas façam a mim, assim sendo, porque haveria de as fazer aos outros?
Esta conversa toda também depende muito da pessoa com a qual nos relacionamos. Depende também do grau de importância que essa pessoa tem na nossa vida. Depende de muita coisa.
Magoar com coisas inúteis pode ser algo a evitar.
Geralmente sou pessoa de guardar uma lista negra das peripécias que as pessoas me fazem. Não vou a lado nenhum com isso e na verdade nunca emoldurei peripécia alguma, porque não considero nenhum objeto decorativo, mas bem podia, quando não tenho mais nada para fazer e não sei exatamente como ocupar o tempo.
Não sou má pessoa. Dou-me muito bem com toda a gente e as coisas que me fazem, embora não me esqueça, costumam ficar atrás das costas, mesmo que me possa eventualmente lembrar delas num momento ou outro, mas cá está, depende da importância que essa pessoa tem para mim, ou a importância que lhe dou.
Não gosto que me prometam nada do que não me podem dar, ou que me digam algo que não sabem se podem fazer. Pura e simplesmente, um simples sim ou um claro pode alterar automaticamente a minha mente, planeando logo antecipadamente algumas coisas na minha vida para depois levar uma chapada de luva branca com um não sei. Para se abrir a boca e dizer merda, muitas vezes mais vale a manter fechada que o resultado pode ser até bem melhor.
E digo a palavra merda porque este texto da treta não teria piada alguma sem um pequeno palavrão misturado para apimentar mais a noite de segunda.
Aliás, nada melhor do que começar a semana com um texto da treta.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

A outra

Quando se está numa relação e as coisas correm lindamente, sabe sempre muito bem.
No entanto, há sempre alguma coisa a empatar a paciência, especialmente a minha. Sim, pois, porque estou falando de mim.
O meu namorado, tal como qualquer usuário no facebook, tem sempre aquele amigo ou amiga com quem fala mas que nunca conheceu.
Certa noite, enquanto víamos um filme, apareceu do nada, A Outra só porque sim, para falar da temática a que nós mulheres chamamos de dar palha ao burro.
A dado momento da conversa, a outra começa com conversas lindas e primaverís dizendo que o queria conhecer um dia, e a quem o fazia feliz, neste caso eu. Achei aquilo tão comovente, mas não sei como as lágrimas não me desciam, e fiquei com a ideia de que a outra poderia estar interessada em rapazes que estão numa relação.
O meu namorado lia-me a conversa e estava tudo muito ok para ele, mas eu ia ficando com a sensação de que a outra se estava a meter onde não devia. E eis que surge a prova dos 9.
A dado momento, a meio de um filme que juntos víamos enroscados, a outra pergunta ao meu namorado como ele está com uma frase estilo isto:

Então como estás amor?

Espera lá aí...AMORRRRRRRRR????
Sim, admito que nesse momento essa dondoca cibernética nunca antes vista virou o meu ódio de estimação. Para já sabia ela que o suposto amiguinho virtual dela tem namorada, e depois ainda teve a coragem de o chamar de amor...
Levei algum tempo a digerir a situação, acabando o meu namorado por apelar a que ela não o tratasse daquela forma e dando o recado de que eu também não gostava daquela situação.
No meio da conversa a menina diz que eu não tenho que me preocupar porque é lésbica.
Bem, o meu namorado até se riu no momento dizendo que não sabia e que não sabia bem o que lhe havia de dizer, ficando o assunto por ali.
No entanto, algo me dizia que não era bem assim e que aquilo foi tudo conversa para sair bem na fotografia. Mais uma vez não me enganei.
Certa noite, no meio de uns beijinhos, surge de novo a outra com um olá no facebook, e com aquela converseta rançosa de meter nojo que ele agora é que estava feliz porque encontrou a outra metade e blablablá. Aquilo sinceramente já me começou a encher os miolos e prometo que da próxima que ela venha com essa teoria de que "agora é que tens a tua metade, gostava de te conhecer a ti e a quem te faz feliz", eu vou virar agente secreta e saber onde ela mora para lhe perguntar pessoalmente se por acaso não tem outro assunto. Bem, continuando esta conversa que de interessante não tem nada, a menina lá disse ao meu namorado que estava em Lisboa vendo miúdas giras. Tudo muito bem. No entanto, subitamente disse: "Eu gosto de raparigas, mas também gosto de rapazes...mas deixei-me disso, só tive azares ou desgostos ou o raio que me parta".
Isto por outras palavras soa a algo como "espero que a tua namorada não esteja aí mesmo ao lado para te dizer que só inventei ser lésbica para ela não me matar com uma chave de fendas e fica sabendo que te estou dizendo que gosto de rapazes para saberes que gosto de ti e que disse que me deixei disso para ver se tu tens interesse...vê lá se reparas nisso por favor porque me sinto desesperada e se as coisas continuarem assim eu de tão desesperada que estou vou ao programa da Júlia dizer que sou bissexual para tu me veres em direto".
Preciso eu dizer mais alguma coisa?
Acho que não. Só escrevi a porcaria deste post para dizer que eu tenho uma pontaria para tudo o que não vale a pena, como o caso da outra. No entanto eu nunca acertei no euromilhões...mas eu também não me posso queixar porque eu não aposto no euromilhões.

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Estar Apaixonado/a

Sabe tão bem quando sentimos que gostamos de alguém de uma forma especial.
É um sentimento que nos transforma e nos faz querer viver as coisas de forma mais intensa.
Subitamente tudo muda à nossa volta e parece que o vento sopra a nosso favor.
Aquilo que era a preto e branco ganha cor e a Primavera chega mais cedo aos nossos corações.
É bom gostar de alguém e sentir esse sentimento ser-nos retribuído da mesma forma.
Amar alguém é um estado de alma renovador e que cura muitos dos nossos males, resolve muitos dos nossos problemas.
Por mais complicado que possa ser o mundo à nossa volta, é bom saber que existe aquela pessoa que nos ampara e nos estende a mão quando precisamos. Amar é cuidar, é ter preocupação pelo outro, é desejar ao outro o mesmo que desejamos a nós mesmos.
Amar é bom.
O amor é realmente uma coisa boa que se sente e não se explica.
No fundo nunca saberei eu mesma explicar o que é o amor.
Por mais que tente, nunca encontrarei palavras que o definam.
O amor é querer estar junto, é cuidar e preservar, é estimar e amparar. O amor é ver as virtudes e os defeitos, conviver com ambos e perceber que não há ser humano algum completamente perfeito, saber viver com isso.
O amor é o que nos move a ir mais além. Quando é amor inteiro, amor saudável, aquele amor que sabemos que nos faz bem, em que encontramos a pessoa que se encaixa perfeitamente em nós, é também uma oportunidade de podermos ser nós mesmos, de descobrir coisas em nós que nem sabíamos que existiam.
Sabe tão bem saber que temos alguém para cuidar, alguém a quem podemos devolver um sorriso cúmplice.
Sabe bem amar quando somos amados da mesma forma.