No outro dia fui beber um café com uma amiga e no meio da nossa conversa, ouvimos uma senhora dizer que se ia vingar não sei exatamente do quê e isto fez-me ficar pensativa acerca do assunto, o que me fez querer postar sobre ele.
Afinal de contas o que é vingar? A meu ver, e sem recorrer a dicionários, vingar é uma forma de justiça, é fazer pagar A ou B pela mesma moeda e há diversas formas de uma vingança ser feita. Eu mesma admito que, depois de ter pensado um bocadinho acerca deste tema, sou um bocadinho vingativa com quem merece, mas sou só um bocadinho.
Ora vamos lá ver então...
Que formas há para uma pessoa se vingar da outra?
Na minha ideia há duas. Há a Vingança Limpa e a Vingança Suja. A diferença da primeira para a segunda é que no primeiro caso, há aquelas pessoas que decidem vingar-se de alguém por essa pessoa ter cometido um erro tremendo, como a morte de alguém, ou uma violação, assalto, roubo etc, e a pessoa em questão ou até um familiar ou amigo decida vingar-se dessa pessoa como forma de vingar a pessoa lesada. Na minha opinião é justo. Um violador tem de pagar pelo crime que cometeu. Ninguém é obrigado a querer ter relações sexuais com um desconhecido ou até mesmo que seja conhecido, sem o desejar. Ninguém tem de perder os seus bens, que tanto custaram a ser conseguidos, para as mãos de um ladrão que se calhar nunca trabalhou na vida.
No entanto nem tudo são vinganças limpas. Há as outras, aquelas mais "sujas". Uma vingança suja é fazer uma pessoa pagar na mesma moeda ou porque sim, porque lhe apeteceu, por inveja, por estar ofendida com uma coisinha mínima...coisas assim sem grande interesse, mas que todos fazemos um pouco. Há aquelas vinganças mais elaboradas e graves, mas sinceramente não as vou citar, pois vocês mesmos já devem de ter uma noção do que se trata.
Vinganças de pequena importância todos nós praticamos. Faz parte da nossa cultura, está enraizado em nós mesmos e praticamos quem sabe todos os dias sem nos darmos conta muitas das vezes. Por exemplo, eu no passado mês de Janeiro fiz anos. Toda a gente que conheço me deu um feliz aniversário e durante todo o dia, contei um um feliz aniversário de um amigo em especial, que não chegou a dizer-me nada, mas não contava com um feliz aniversário de uma amiga de longa data com quem já tive mil e uma discussões e afastamentos e com quem até já nem pensava falar. As coisas chegam de onde menos as esperamos. Lógico que fiquei ofendida. Simplesmente porque se trata de um amigo de longa data, com que saí muitas vezes e com quem compartilhei muitos momentos. Sempre me lembrei do aniversário dele e só não lhe dei os parabéns quando estávamos chateados, o que não é o caso. Embora não o veja faz já um bom tempo, talvez um ano, falamos com regularidade e esperava que ele pelo menos se lembrasse assim como eu me lembro do aniversário dele. Resultado da história: O dia de anos dele irá chegar e também eu me faço de esquecida. Faço-o simplesmente porque não devemos de ser apenas amigos nas ocasiões. Um amigo, é sempre um amigo. Se este ano eu não lhe tivesse enviado um feliz natal, também ele não me teria dito nada. No entanto não lhe mandei um feliz ano novo e tirei as minhas dúvidas. Não podemos ser sempre nós a lembrar dos outros. Eles também merecem sentir um pouco a nossa falta.
Conheço também uma amiga que se vinga a torto e a direito do primo, quando este a faz passar por grandes vergonhas ou bebedeiras. Nornalmente quando ela bebe mais do que devia, ele tira-lhe fotografias e compartilha-as no facebook, sem a autorização dela. No entanto, todos nós temos deslizes de vez em quando e ele não foi exceção. Fou apanhado a beber e estava super alegre junto dos amigos. Acabou por ser fotografado em boxers e com um piela que é melhor não referir. Escusado será dizer que a fotografia foi colocada no facebook e toda a gente a viu, incluindo eu.
Tudo bem que esta vingança foi um bocadinho pior que a minha, mas é para que vejam que todos nós somos um pouco vingativos quando queremos e nem precisamos passar os dias a ouvir o Pedro Abrunhosa para dizermos que temos por vezes "O diabo no corpo."
Bem vindos ao meu blog. Aqui escrevo o que penso, o que me apetece e o que bem entendo. Fiz-me entender? Nem por isso? É complicado exemplificar. Puxai uma cadeira. Comei pipocas e ride! Sim...riam muito porque tristezas não pagam dívidas.
domingo, 9 de fevereiro de 2014
Justin Bieber e as suas polémicas...nem eu faria melhor
Com tanta notícia preocupante que há por aí e que realmente deveríamos tomar atenção, nada melhor (ou pior) que ser bombardeada constantemente pelas últimas polémicas do momento que envolve Justin Bieber. Vamos ser honestos: O que temos nós a ver com o assunto? Verdade seja dita, nada.
Mas é chato, muito chato, estar contantemente a mudar de canal e a ver que o polémico astro da pop foi apanhado a conduzir a alta velocidade sob o efeito de drogas, antidepressivos e álcool. Depois vem a notícia que vai ser deportado para a terrinha dele (e nem devia ter saído de lá) por ser uma má influência para os jovens, o que sinceramente concordo. Mais à frente vem a notícia de que agrediu um segurança, cospe nos fãs, atira ovos para a casa dos vizinhos e mais recentemente que é o culpado pela sua ex ter sido internada numa casa de reabilitação. Coitadinha dela!!!! Até parece que a pobre criatura foi obrigada a fumar um charrinho ou a consumir o que quer que fosse.
É mais que óbvio que não! No entanto fez bem em tornar público que se ía internar por ser igual ao personagem com quem namorou. E com isto tudo até parece que sou uma mega fã do Justin Bieber, que francamente nunca fui nem nunca serei.
Simplesmente irrita-me para onde quer que vá, estar sempre a cruzar-me com coisas tristes como esta. Acho que há coisas mais interessantes para se ler e eu sou uma adepta de leitura. Estou constantemente a ler. Quem não me conhece até há-de pensar que eu não tenho uma vida. Deixem que vos diga: Eu tenho uma vida, mas com um livro eu posso ter mais do que uma, e é isso que me fascina, ao contrário destas notícias deprimentes de um rapazola de 19 anos com um cadastro.
No entanto temos que ser justos. Ele está na idade de errar, como qualquer pessoa. Também admito que as pessoas fazem de propósito para o fazerem cometer os seus erros e fazerem com que ele mostre o lado mais negro, que todos nós temos um.
Ele não passa de um miúdo e talvez se tenha descontrolado um bocado e as más companhias até podem ter ajudado.
Mas por favor, parem de falar daquilo que não tem importância alguma! Eu não fico nem mais feliz nem mais triste por ele ter sido preso ou fumar um punhado de charros. Eu não sou mãe dele, nem tia, nem avó...nem o raio que o parta! Não vejo relevância alguma num tema constante como estes ser capa de jornais e revistas. Isso deprime qualquer alminha.
Há que ter bom senso e encontrar o meio termo, ou o equilíbrio, ou lá o que desejem, para as coisas ok?
Mas é chato, muito chato, estar contantemente a mudar de canal e a ver que o polémico astro da pop foi apanhado a conduzir a alta velocidade sob o efeito de drogas, antidepressivos e álcool. Depois vem a notícia que vai ser deportado para a terrinha dele (e nem devia ter saído de lá) por ser uma má influência para os jovens, o que sinceramente concordo. Mais à frente vem a notícia de que agrediu um segurança, cospe nos fãs, atira ovos para a casa dos vizinhos e mais recentemente que é o culpado pela sua ex ter sido internada numa casa de reabilitação. Coitadinha dela!!!! Até parece que a pobre criatura foi obrigada a fumar um charrinho ou a consumir o que quer que fosse.
É mais que óbvio que não! No entanto fez bem em tornar público que se ía internar por ser igual ao personagem com quem namorou. E com isto tudo até parece que sou uma mega fã do Justin Bieber, que francamente nunca fui nem nunca serei.
Simplesmente irrita-me para onde quer que vá, estar sempre a cruzar-me com coisas tristes como esta. Acho que há coisas mais interessantes para se ler e eu sou uma adepta de leitura. Estou constantemente a ler. Quem não me conhece até há-de pensar que eu não tenho uma vida. Deixem que vos diga: Eu tenho uma vida, mas com um livro eu posso ter mais do que uma, e é isso que me fascina, ao contrário destas notícias deprimentes de um rapazola de 19 anos com um cadastro.
No entanto temos que ser justos. Ele está na idade de errar, como qualquer pessoa. Também admito que as pessoas fazem de propósito para o fazerem cometer os seus erros e fazerem com que ele mostre o lado mais negro, que todos nós temos um.
Ele não passa de um miúdo e talvez se tenha descontrolado um bocado e as más companhias até podem ter ajudado.
Mas por favor, parem de falar daquilo que não tem importância alguma! Eu não fico nem mais feliz nem mais triste por ele ter sido preso ou fumar um punhado de charros. Eu não sou mãe dele, nem tia, nem avó...nem o raio que o parta! Não vejo relevância alguma num tema constante como estes ser capa de jornais e revistas. Isso deprime qualquer alminha.
Há que ter bom senso e encontrar o meio termo, ou o equilíbrio, ou lá o que desejem, para as coisas ok?
quarta-feira, 8 de janeiro de 2014
Coisas que as pessoas adoram fazer e eu não entendo porquê!
Há coisas que as pessoas fazem e que sinceramente me tiram do sério e por mais voltas que dê à minha cabeça continuo sem entender o motivo de o fazerem.
Uma das coisas que não entendo nos portugueses (até pode ser noutros países, mas falo onde vivo) é a grande admiração que sentem pelos recém falecidos.
Temos um grande ator, ele representa lindamente, toda a gente sabe. Do nada ele morre. Pode ter sido o coração, pode ter sido atropelado, esmagado por uma girafa ou engasgou-se com uma goma e esta ficou-lhe entalada no esófago. A partir do momento em que o infeliz morre, deixa de ser apenas um ator, passa a ser uma divindade, um mito se preferirem, alguém tão importante como Jesus Cristo.
Morreu Eusébio. Lógico que Eusébio é um grande futebolista, ou melhor dizendo, era. Ficou mundialmente conhecido como a Pantera Negra e jamais terei o direito de lhe tirar o mérito que teve em vida. No entanto não consegui entender a importância que teve para tanta gente faltar ao trabalho só para ir admirar uma estátua e ainda menos entendi a cambada de loucos que iam na estrada a correr só para tocar na carrinha funerária. Muito menos entendi a cabeça dos jovens a chorar por um homem cuja geração atual nem sabe a relevância que teve há uns bons tempos atrás.
Há à nossa volta uma enorme tendência em venerar as coisas logo depois de perdidas que me causa uma enorme confusão. E quem fala do Eusébio, fala de outra figura pública qualquer, que ao fim e ao cabo é um ser humano como todos nós, que também fazemos grandes feitos todos os dias ao nos levantarmos cedo todos os dias e suar a estopinhas para um ordenado de cão no final do mês e que se esgota em menos de cinco minutos a pagar casa, luz, água e dar de comer a filhos ou pagar os estudos. Estas pessoas, aquelas que fazem o bem pelos seus e até pelos que não lhes são nada também mereciam ser tão mitológicas como as figuras públicas. A única diferença que nos separa é apenas um ecrã de televisão e um fotógrafo ou repórter que se digne a registar os feitos do dia a dia.
Outra coisa que me causa muita confusão é os ditos bancos de jardim. Há muitos bancos vazios ao nosso redor. Por mero acaso estamos cansados e decidimos aproveitar uns minutos e descansar as pernas, escrever, falar ao telefone ou simplesmente não fazer nada. Estar ali simplesmente a aproveitar o momento num banco de jardim. Subitamente, vindo de nem se sabe onde, um certo individuo aparece e senta-se precisamente no mesmo banco onde estamos. Mas há muitos mais bancos vazios e a escassos milímetros do nosso. Não, preferem o banco ocupado. Não sei se as pessoas procuram apenas sentir companhia, ou se é alguma espécie de fantasia sexual. Não sou anti social nem nada que o valha. Gosto até bastante de conversar com toda a gente, mas faz-me confusão.
Não posso também deixar de salientar as brilhantes fotografias que enchem a minha página inicial do facebook e seus derivados com unhas de três mil metros ou grandes pratadas de comida, gelados, gomas ou simplesmente fotografias dos pés. Para já eu pergunto: Acham mesmo que essas unhas (ou garras não me decidi) ficam mesmo bonitas ou está na moda as unhas bicudas para tirar macacos do nariz? Pode ser que sim, porque realmente não entendi a lógica da súbita moda das unhas de cadáver e a importância que tem fotografar unhas quando há tanta coisa linda que podia ser mostrada mas não é. Os pratos de comida são bons, mas para comer e não para ficar a olhar como se fosse uma obra de arte, além de me tirar logo o apetite faz-me criar uma súbita vontade suicida de matar quem postou a infeliz fotografia. As gomas podem ser apetitosas, mas não exagerem nas quantias, mesmo que seja para uma fotografia, com tanto doce que vi hoje acho que tenho diabetes psicológicos.
Enfim, podia levar aqui a tarde a falar sobre o que acho que não tem cabimento, mas fico por aqui. Talvez tire uma fotografia aos meus sapatos e me ponha a filosofar se a fotografia do calçado foi inventada para passar o tempo ou para lembrar os maníacos do calçado que lavar os pés faz bem à saúde.
Uma das coisas que não entendo nos portugueses (até pode ser noutros países, mas falo onde vivo) é a grande admiração que sentem pelos recém falecidos.
Temos um grande ator, ele representa lindamente, toda a gente sabe. Do nada ele morre. Pode ter sido o coração, pode ter sido atropelado, esmagado por uma girafa ou engasgou-se com uma goma e esta ficou-lhe entalada no esófago. A partir do momento em que o infeliz morre, deixa de ser apenas um ator, passa a ser uma divindade, um mito se preferirem, alguém tão importante como Jesus Cristo.
Morreu Eusébio. Lógico que Eusébio é um grande futebolista, ou melhor dizendo, era. Ficou mundialmente conhecido como a Pantera Negra e jamais terei o direito de lhe tirar o mérito que teve em vida. No entanto não consegui entender a importância que teve para tanta gente faltar ao trabalho só para ir admirar uma estátua e ainda menos entendi a cambada de loucos que iam na estrada a correr só para tocar na carrinha funerária. Muito menos entendi a cabeça dos jovens a chorar por um homem cuja geração atual nem sabe a relevância que teve há uns bons tempos atrás.
Há à nossa volta uma enorme tendência em venerar as coisas logo depois de perdidas que me causa uma enorme confusão. E quem fala do Eusébio, fala de outra figura pública qualquer, que ao fim e ao cabo é um ser humano como todos nós, que também fazemos grandes feitos todos os dias ao nos levantarmos cedo todos os dias e suar a estopinhas para um ordenado de cão no final do mês e que se esgota em menos de cinco minutos a pagar casa, luz, água e dar de comer a filhos ou pagar os estudos. Estas pessoas, aquelas que fazem o bem pelos seus e até pelos que não lhes são nada também mereciam ser tão mitológicas como as figuras públicas. A única diferença que nos separa é apenas um ecrã de televisão e um fotógrafo ou repórter que se digne a registar os feitos do dia a dia.
Outra coisa que me causa muita confusão é os ditos bancos de jardim. Há muitos bancos vazios ao nosso redor. Por mero acaso estamos cansados e decidimos aproveitar uns minutos e descansar as pernas, escrever, falar ao telefone ou simplesmente não fazer nada. Estar ali simplesmente a aproveitar o momento num banco de jardim. Subitamente, vindo de nem se sabe onde, um certo individuo aparece e senta-se precisamente no mesmo banco onde estamos. Mas há muitos mais bancos vazios e a escassos milímetros do nosso. Não, preferem o banco ocupado. Não sei se as pessoas procuram apenas sentir companhia, ou se é alguma espécie de fantasia sexual. Não sou anti social nem nada que o valha. Gosto até bastante de conversar com toda a gente, mas faz-me confusão.
Não posso também deixar de salientar as brilhantes fotografias que enchem a minha página inicial do facebook e seus derivados com unhas de três mil metros ou grandes pratadas de comida, gelados, gomas ou simplesmente fotografias dos pés. Para já eu pergunto: Acham mesmo que essas unhas (ou garras não me decidi) ficam mesmo bonitas ou está na moda as unhas bicudas para tirar macacos do nariz? Pode ser que sim, porque realmente não entendi a lógica da súbita moda das unhas de cadáver e a importância que tem fotografar unhas quando há tanta coisa linda que podia ser mostrada mas não é. Os pratos de comida são bons, mas para comer e não para ficar a olhar como se fosse uma obra de arte, além de me tirar logo o apetite faz-me criar uma súbita vontade suicida de matar quem postou a infeliz fotografia. As gomas podem ser apetitosas, mas não exagerem nas quantias, mesmo que seja para uma fotografia, com tanto doce que vi hoje acho que tenho diabetes psicológicos.
Enfim, podia levar aqui a tarde a falar sobre o que acho que não tem cabimento, mas fico por aqui. Talvez tire uma fotografia aos meus sapatos e me ponha a filosofar se a fotografia do calçado foi inventada para passar o tempo ou para lembrar os maníacos do calçado que lavar os pés faz bem à saúde.
domingo, 5 de janeiro de 2014
A sensação de libertação
Jogar fora objetos ou simplesmente folhas de papel, está impregnado de uma energia positiva que nem sempre queremos ver.
Sempre que jogamos alguma folha fora, quer seja um teste antigo que já não faz falta, ou até mesmo um jornal que só está a encher espaço em cima da mesa, deixamos ir com ele (objeto) um peso que se renova assim que nos livramos dele. Chamo a isso, renovar as energias.
Toda a gente sabe que por vezes, quando estamos a arrumar o quarto, acabamos sempre por jogar uma ou outra coisa fora que pensamos já não conter significado, importância, ou mesmo porque sim.
Experimentem analisar esse momento da seguinte forma:
Quando pegarem em qualquer coisa de que desejem ver-se livres, pensem na importância que esse objeto teve nas vossas vidas, se é que teve, e em como sabe bem jogar esses objetos todos fora.
O que sentem?
Que efeito produziu esse ato sobre a vossa mente?
Há algum tempo andava eu de limpezas e decidi tirar algum tempo para ver cadernos antigos com apontamentos da escola e da Universidade e no meio dessas coisas todas encontrei algumas fotografias e cartas que só me trouxeram más recordações. No entanto reli atentamente, revivi um pouco da situação nesse momento e no momento seguinte deitei tudo fora. E nesse momento o dia começou a correr melhor para mim.
Deitar fora os nossos pesos ou simplesmente entulho, trás uma sensação de ar fresco, espaço e energia renovada que nos faz sentir bem e que nos ajuda a limpar o nosso espaço.
Uma casa coberta de coisas não tem a mesma energia que uma casa com espaço.
Além do mais as casas não foram feitas para se tornarem em arrecadações das quais colocamos todas as lembranças e mais algumas. A casa foi feita para vivermos nela, para termos o nosso espaço e não o nosso entulho, para a conseguirmos limpar e não desarrumar ainda mais e para nos sentirmos num cantinho só nosso sem precisar de estar personalizado com tudo e mais alguma coisa. Na minha opinião, uma casa cheia de coisas sem utilidade é uma casa cheia de pesos, memórias e lixo. Para se viver não é preciso tanta coisa às costas, tanta lembrança no nosso caminho nem muito menos tanto lixo que já não nos faz falta.
Enfim, tudo isto para vos dizer:
Limpem os vossos espaços, não apenas o que vos circunda, mas o vosso espaço interior, que é aquele com o qual terão de conviver até ao fim e que convém estar limpo para que se sintam limpos também.
Sempre que jogamos alguma folha fora, quer seja um teste antigo que já não faz falta, ou até mesmo um jornal que só está a encher espaço em cima da mesa, deixamos ir com ele (objeto) um peso que se renova assim que nos livramos dele. Chamo a isso, renovar as energias.
Toda a gente sabe que por vezes, quando estamos a arrumar o quarto, acabamos sempre por jogar uma ou outra coisa fora que pensamos já não conter significado, importância, ou mesmo porque sim.
Experimentem analisar esse momento da seguinte forma:
Quando pegarem em qualquer coisa de que desejem ver-se livres, pensem na importância que esse objeto teve nas vossas vidas, se é que teve, e em como sabe bem jogar esses objetos todos fora.
O que sentem?
Que efeito produziu esse ato sobre a vossa mente?
Há algum tempo andava eu de limpezas e decidi tirar algum tempo para ver cadernos antigos com apontamentos da escola e da Universidade e no meio dessas coisas todas encontrei algumas fotografias e cartas que só me trouxeram más recordações. No entanto reli atentamente, revivi um pouco da situação nesse momento e no momento seguinte deitei tudo fora. E nesse momento o dia começou a correr melhor para mim.
Deitar fora os nossos pesos ou simplesmente entulho, trás uma sensação de ar fresco, espaço e energia renovada que nos faz sentir bem e que nos ajuda a limpar o nosso espaço.
Uma casa coberta de coisas não tem a mesma energia que uma casa com espaço.
Além do mais as casas não foram feitas para se tornarem em arrecadações das quais colocamos todas as lembranças e mais algumas. A casa foi feita para vivermos nela, para termos o nosso espaço e não o nosso entulho, para a conseguirmos limpar e não desarrumar ainda mais e para nos sentirmos num cantinho só nosso sem precisar de estar personalizado com tudo e mais alguma coisa. Na minha opinião, uma casa cheia de coisas sem utilidade é uma casa cheia de pesos, memórias e lixo. Para se viver não é preciso tanta coisa às costas, tanta lembrança no nosso caminho nem muito menos tanto lixo que já não nos faz falta.
Enfim, tudo isto para vos dizer:
Limpem os vossos espaços, não apenas o que vos circunda, mas o vosso espaço interior, que é aquele com o qual terão de conviver até ao fim e que convém estar limpo para que se sintam limpos também.
Sabe bem matar saudades
Não pensem que me esqueci do blog.
Nem tão pouco mais ou menos. Simplesmente precisei de algum tempo para colocar a minha criatividade ativa e voltar à carga.
Além disso não tenho tido tempo absolutamente nenhum. O tempo que tenho é quase todo gasto no trabalho. Depois disso é todo gasto com as minhas leituras e algum tempo para a família e para relaxar.
Apesar de não ter tido tempo nem imaginação para vos encher a mente com ideias loucas, fez-me bem ao mesmo tempo deixar de vir aqui. Soube bem deixar de pensar em ideias para escrever e deixar na mente um vazio por algum tempo.
Sabe bem por vezes colocar algumas coisas de lado. Dar tempo a essas mesmas coisas e colocar outras no seu lugar.
É bom rever o que não faz falta e jogar fora. Se não, acaba por não caber.
Nem tão pouco mais ou menos. Simplesmente precisei de algum tempo para colocar a minha criatividade ativa e voltar à carga.
Além disso não tenho tido tempo absolutamente nenhum. O tempo que tenho é quase todo gasto no trabalho. Depois disso é todo gasto com as minhas leituras e algum tempo para a família e para relaxar.
Apesar de não ter tido tempo nem imaginação para vos encher a mente com ideias loucas, fez-me bem ao mesmo tempo deixar de vir aqui. Soube bem deixar de pensar em ideias para escrever e deixar na mente um vazio por algum tempo.
Sabe bem por vezes colocar algumas coisas de lado. Dar tempo a essas mesmas coisas e colocar outras no seu lugar.
É bom rever o que não faz falta e jogar fora. Se não, acaba por não caber.
terça-feira, 24 de setembro de 2013
E ainda dizem que não há vampiros
Os vampiros existem!!! Sim, existem, estão em todo o lado, em qualquer lugar, quer seja de dia, quer seja de noite, e para os encontrarmos não precisamos de cortar os pulsos para que eles sintam o cheirinho ardente do sangue. Eles mesmos sentem quais os nossos pontos fracos e sabem como vir ao nosso encontro.
No entanto vocês sabem, nem toda a gente acredita em vampiros e a minha paciência esgotou-se nesse sentido, em tentar dizer a esta gente que não é verdade. Estão todos errados e já vão perceber o porquê.
Hoje mais do que nunca vampiros é coisa que não faltam.
Temos diferentes tipos de vampiros, ou diferentes clãs como preferirem chamar:
- Há os vampiros que sugam a esperança
- O vampiros que sugam o nosso tempo
- O vampiros que sugam a nossa boa vontade
- O que sugam a nossa boa educação
- E os que sugam a nossa carteira, que são os mais ferozes e estão lado a lado com os já referidos.
Por isso minhas gentes, tenham muitos cuidado. Vocês são sabem com que vampiro vocês poderão estar a lidar no vosso dia a dia. Na prática são todos uns queridos, mas na hora da verdade, só não sugam as cuecas porque são alérgicos ao bacalhau.
Agora que já espero ter instruído a vossas mentes incultas e desatualizadas pelo tempo...aqui me despeço na esperança de pelo menos hoje não ser caçada por mais nenhuma dessas víboras impertinentes.
domingo, 15 de setembro de 2013
O vampiro
Chegou o mau tempo.
Uma enorme nuvem negra tapou o céu tingido de azul celeste logo pela manhã.
Soube de antemão que viria tempestade.
Decidi ir para casa, mas a necessidade de ir às compras venceu a minha vontade inquietante de ficar. Saio pela porta vestindo o casaco. O frio enchia as ruas desertas. Ouvia o seu chamamento por entre os phones que mantinha colocados como forma de me abstrair.
Cautelosamente entrei no supermercado mais próximo, como de costume. É curioso como a força do hábito me leve a conhecer de cor todas as ruas e todas as estradas que me levam até algum lugar que precise.
Só tinha falta de dois pacotes de leite e café.
Assim que paguei à mesma rapariga simpática de sempre, saí porta fora com alguma ansiedade.
Olhei o céu novamente.
Uma nova ameaça de chuva estava de chegada. Tapei-me com o saco das compras e tentei ir o mais rápido possível para casa. No entanto, e quase por instinto, naquele dia sombrio...algo me dizia que não estava só.
Do outro lado da rua, dois grandes olhos observavam os meus passos.
Sem querer pensar muito meti música. Andei o mais depressa que pude até onde me sentisse segura, embora eu nunca estivesse segura em lugar algum e eu sabia disso perfeitamente.
Quando cheguei à estrada que me levaria a casa, os meus sapatos escorregaram no solo húmido de outono.
Meti a chave na fechadura e tentei o mais discretamente possível acalmar a minha ansiedade, que começava a tomar conta de mim naquele preciso momento.
Era interessante como me sentia domada pelo medo.
Estava no meu sangue a razão desse pavor.
Ele estava de volta e eu sentia-o rondar entre as árvores, sondando cada movimento meu em busca de uma altura oportuna para me atacar. Rodei a chave duas vezes e esta não se movia. Era a primeira vez que tal acontecia.
Subitamente olhei para trás, para as grandes e densas árvores cobertas de um nevoeiro denso e azulado. Estava a fazer-se tarde e começavam a cair as primeiras gotas de chuva tardia.
Não podia esperar. Tinha urgentemente que entrar em casa. Tinha de me sentir minimamente a salvo.
Pousei o saco das compras no chão e forcei a fechadura mais uma vez, olhando sempre para trás, na expectativa de encarar alguma ameaça que fosse.
Nisto consegui abrir a porta.
Entro em casa e fecho a porta o mais rápido que consegui.
Fiquei encostada à porta por breves instantes tentando recuperar o fôlego.
Tranquei a porta e sentei-me no sofá um pouco assustada.
Coloco o saco das compras no chão e uma pontada de cansaço apodera-se do meu corpo. Fecho os olhos, sinto o ar entrar e sair pelo meu corpo com a mesma precisão. Relaxo. Estava calma, serena, completamente relaxada e atordoada pelo sono que me possuía. Nisto algo me desperta, um baque vindo da porta da cozinha que indicava que não estaria sozinha. Abro os olhos, observo atrás de mim, na direção da cozinha. Levanto-me sentindo que o meu coração me dera um aviso prévio de que alguma coisa se passava.
Avanço cautelosamente até ao wall de entrada. Deixo-me ficar alguns segundos e seguro a primeira coisa que me apareceu. Uma jarra com as respetivas flores. Caminho devagar, descalçando os ténis húmidos pela brisa da rua.
Avanço na direção da cozinha, junto ao breu que a moldava.
Sinto o coração bater-me nas costas, o corpo hirto pelo medo...e nisto uma mão que me agarra assim que coloco o pé no interior da negra cozinha.
Tento gritar, mas não consigo. No escuro vejo dois olhos que me fitam com demasiada precisão. Soa-me a aviso. Tento libertar-me e nisto caio. Deixo o peso do meu corpo cair comigo.
Desperto!
Abro os olhos e reparo que tudo aquilo não passava de um pesadelo. Eram três horas da manhã. Tinha o corpo suado e a tremer. Sentei-me na cama e bebi o meu copo de água que deixo sempre em cima da mesa de cabeceira.
Encosto-me, tento relaxar.
Olho as horas a passar pelo relógio e começo a fechar os olhos, deixando passar uma sombra que se move atrás de mim pela janela.
Uma enorme nuvem negra tapou o céu tingido de azul celeste logo pela manhã.
Soube de antemão que viria tempestade.
Decidi ir para casa, mas a necessidade de ir às compras venceu a minha vontade inquietante de ficar. Saio pela porta vestindo o casaco. O frio enchia as ruas desertas. Ouvia o seu chamamento por entre os phones que mantinha colocados como forma de me abstrair.
Cautelosamente entrei no supermercado mais próximo, como de costume. É curioso como a força do hábito me leve a conhecer de cor todas as ruas e todas as estradas que me levam até algum lugar que precise.
Só tinha falta de dois pacotes de leite e café.
Assim que paguei à mesma rapariga simpática de sempre, saí porta fora com alguma ansiedade.
Olhei o céu novamente.
Uma nova ameaça de chuva estava de chegada. Tapei-me com o saco das compras e tentei ir o mais rápido possível para casa. No entanto, e quase por instinto, naquele dia sombrio...algo me dizia que não estava só.
Do outro lado da rua, dois grandes olhos observavam os meus passos.
Sem querer pensar muito meti música. Andei o mais depressa que pude até onde me sentisse segura, embora eu nunca estivesse segura em lugar algum e eu sabia disso perfeitamente.
Quando cheguei à estrada que me levaria a casa, os meus sapatos escorregaram no solo húmido de outono.
Meti a chave na fechadura e tentei o mais discretamente possível acalmar a minha ansiedade, que começava a tomar conta de mim naquele preciso momento.
Era interessante como me sentia domada pelo medo.
Estava no meu sangue a razão desse pavor.
Ele estava de volta e eu sentia-o rondar entre as árvores, sondando cada movimento meu em busca de uma altura oportuna para me atacar. Rodei a chave duas vezes e esta não se movia. Era a primeira vez que tal acontecia.
Subitamente olhei para trás, para as grandes e densas árvores cobertas de um nevoeiro denso e azulado. Estava a fazer-se tarde e começavam a cair as primeiras gotas de chuva tardia.
Não podia esperar. Tinha urgentemente que entrar em casa. Tinha de me sentir minimamente a salvo.
Pousei o saco das compras no chão e forcei a fechadura mais uma vez, olhando sempre para trás, na expectativa de encarar alguma ameaça que fosse.
Nisto consegui abrir a porta.
Entro em casa e fecho a porta o mais rápido que consegui.
Fiquei encostada à porta por breves instantes tentando recuperar o fôlego.
Tranquei a porta e sentei-me no sofá um pouco assustada.
Coloco o saco das compras no chão e uma pontada de cansaço apodera-se do meu corpo. Fecho os olhos, sinto o ar entrar e sair pelo meu corpo com a mesma precisão. Relaxo. Estava calma, serena, completamente relaxada e atordoada pelo sono que me possuía. Nisto algo me desperta, um baque vindo da porta da cozinha que indicava que não estaria sozinha. Abro os olhos, observo atrás de mim, na direção da cozinha. Levanto-me sentindo que o meu coração me dera um aviso prévio de que alguma coisa se passava.
Avanço cautelosamente até ao wall de entrada. Deixo-me ficar alguns segundos e seguro a primeira coisa que me apareceu. Uma jarra com as respetivas flores. Caminho devagar, descalçando os ténis húmidos pela brisa da rua.
Avanço na direção da cozinha, junto ao breu que a moldava.
Sinto o coração bater-me nas costas, o corpo hirto pelo medo...e nisto uma mão que me agarra assim que coloco o pé no interior da negra cozinha.
Tento gritar, mas não consigo. No escuro vejo dois olhos que me fitam com demasiada precisão. Soa-me a aviso. Tento libertar-me e nisto caio. Deixo o peso do meu corpo cair comigo.
Desperto!
Abro os olhos e reparo que tudo aquilo não passava de um pesadelo. Eram três horas da manhã. Tinha o corpo suado e a tremer. Sentei-me na cama e bebi o meu copo de água que deixo sempre em cima da mesa de cabeceira.
Encosto-me, tento relaxar.
Olho as horas a passar pelo relógio e começo a fechar os olhos, deixando passar uma sombra que se move atrás de mim pela janela.
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