Bem vindos ao meu blog. Aqui escrevo o que penso, o que me apetece e o que bem entendo. Fiz-me entender? Nem por isso? É complicado exemplificar. Puxai uma cadeira. Comei pipocas e ride! Sim...riam muito porque tristezas não pagam dívidas.



quinta-feira, 16 de maio de 2013

Mudanças fazem bem

Os estudos estão a acabar finalmente. Já deviam de ter terminado, mas nem sempre temos controle de todas as situações que nos circundam e das companhias que se atravessam no nosso caminho.
Eu entrei para a Universidade com o intuito de poder fazer tudo em três anos. No entanto passei por uma situação complicada em que me perdi um bocado do meu caminho graças a dois piolhos pegadiços que se meteram na minha vida e na vida da minha melhor amiga.
A situação parecia controlada, mas chegou a um ponto em que, tanto eu como ela já não sabíamos mais que fazer das nossas vidas. Estamos a falar de gente demente, maluca, sem nexo, que tudo o que faziam era meter o bedelho na vida de duas raparigas.
Como era previsto perdemos um pouco o rumo. No entanto não desistimos e a prova disso é estarmos finalmente a terminar tudo de vez.
Tentar recuperar o tempo perdido leva o seu tempo. Foram algumas coisas que ficaram para trás, mas não desanimamos. Afinal, sempre nos tivemos uma à outra para dar esse apoio e nunca nos deixarmos cair.
Felizmente nem tudo foi mau. Ao mesmo tempo que fui estudando na Universidade fui experimentando outros prazeres. Comecei a tocar guitarra e foi também esse lindo instrumento que me colocou para cima.
Colocou de tal forma que decidi experimentar colocar à prova os meus dotes em algum bares e locais públicos e tive os meus resultados.
Nunca desisti dos meus sonhos nem nunca desistirei. Sou demasiado determinada para tal. Nunca me deixo vencer pelo que seja. No fundo sei que esse sonho me pertence, que é meu e que, com muito trabalho, o consigo.
Não busco cunhas, nem ajudas de terceiros. Luto pelo meu sonho com as minhas ideias e com as minhas próprias mãos. Enquanto isso busco o que fazer, estudo, tento sair o mais que posso para me distrair e esquecer os problemas. Problemas todos nós temos. Uns mais, outros menos, nunca deixarão de ser problemas.
Busco sempre o que fazer relacionado com o meu sonho e assim vou mantendo a minha mente ocupada e sã.
Já falta muito pouco para a Universidade terminar de vez para mim e arranjar o que fazer da minha vida.
Recebi uma proposta para França de uma amiga de longa data que pondero aceitar. Talvez me faça bem mudar de ares. Pretendo que a minha melhor amiga venha comigo. Pretendo que, se eu me der bem na vida, que ela se dê tão bem como eu. Sempre quis fazer por ela o que ela faz por mim. Sempre tencionei fazer pelos meus o bem que me fazem e não desejo nada mais do que isso a toda a gente. Desejo sempre melhor do que aquilo que me desejam, pois cada um oferece o que tem.
Não sei explicar o que sinto, nem se estou contente com esta ideia, mas acho-a justa.
Mudanças são boas, fazem bem, fazem com que sintamos que estamos a caminhar na direção de alguma coisa. O mundo está em constante movimento. Nós nunca paramos. Estamos sempre em busca do que fazer e mesmo que não seja um emprego, pelo menos uma ocupação.
Passei por tanta coisa nestes últimos meses que penso que deixei de ter medo. Deixei de recear o que me espera. Simplesmente continuo e aguardo os resultados do que faço. Parei de pensar há muito no que não faz falta. Reciclei da minha vida os momentos inúteis e retive apenas a mensagem importante que os mesmos me deram. Aprendi, cresci mais uma vez. Faz bem sentir que crescemos a cada decisão que tomamos.
Faz bem sentir que somos fortes para tal, que temos capacidades suficientes para continuar sempre em frente.
Comecei mais uma batalha, assim como todas as pessoas que pensam dar um grande passo na vida delas.
Não sei o que me espera o amanhã, nem sei se quero saber, mas estou curiosa, expectante e ansiosa por desvendar.

terça-feira, 23 de abril de 2013

Divagações

Sinto a tua falta, parece que enlouqueci
Como é possível gostar assim tanto de ti?
Diz-me, por favor
Qual é a razão
Qual o motivo que me levou a abrir meu coração

terça-feira, 9 de abril de 2013

Um homem inesperado

Parece que foi ontem.
Era apenas mais um dia como muitos outros. O sol brilhava mas o frio vencia.
Saí de casa para mais um dia. Não sabia exatamente o que me esperar. O imprevisto sempre me fascinou.
Tive um daqueles dias chatos em que o prazer de sair de casa se mistura com o tédio de mais um dia de aulas e trabalho.
Mais um dia passado.Incrível como passa tão rápido. E nisto um telefonema. O meu patrão outra vez. Julguei tratar-se de mais um assunto relacionado com o trabalho mas não. Para minha surpresa falou-me de ti.
Falou-me que já me tinhas visto trabalhar. Que desempenho bem a minha função. Disse-me que gostarias de combinar comigo um café. Algo pouco formal. Uma coisa perfeitamente natural para dois desconhecidos, ou um pretexto para que possamos ser apenas mais do que isso. Ri-me. Eu e tu nada tínhamos a ver um com o outro. Aceitei ao fim de algumas hesitações e ainda ponderei horas mais tarde em cancelar o que já havia sido combinado.
No entanto deixei-me levar pela ideia. Talvez fosse divertido.
Fui no carro do meu patrão no dia seguinte até ao teu encontro. Já estava cansada de tanta coisa que fiz ao longo do dia. No entanto havia sempre espaço para mais alguma coisa.
O dia tinha-se tornado nublado e choveu durante a tarde de forma moderada.
Entrei numa sala branca com um espelho enorme à minha frente e deixei-me absorver um daqueles sumos baratos que nos oferecem para nos fazer esperar. Subitamente senti-me patética. Eu à tua espera numa sala branca, bebendo sumo e lendo uma revista Maria. Haveria maior ironia que esta?
Foi nesse preciso instante que entraste.
Foi também, nesse preciso momento em que nos vimos pela primeira vez, frente a frente, olhos nos olhos, que percebi que estava errada. Que nada me dava o direito de julgar-te sem te ter visto antes, sem termos trocado uma palavra que fosse. Deixei-me encantar pela beleza dos teus olhos, pelo brilho do teu sorriso. Sorrias de forma perfeita e foi nesse instante que me dei conta de que nunca tinha reparado nisso antes.
Convidaste-me para sair. Demos um pequeno passeio pela zona. Falamos das mais variadas coisas e por fim convidaste-me para jantar. Não sei como pude dizer-te que sim a tudo, mas queria conhecer-te melhor.
Algo em ti me dizia que iria valer a pena.
Acho que me enganei a teu respeito. Digo, quando te julgava ser algo que nunca foste.
Nutri uma ideia errada a teu respeito e nunca tínhamos tido a oportunidade de estarmos juntos. E agora que estávamos...eu não tinha palavras para descrever-te.
Depois desse dia começamos a ver-nos regularmente.
Não sei como dizer-te, mas sempre que te vejo algo em ti faz com que eu estremeça.
Gosto de ouvir as tuas conversas, a forma como me tratas, a tua mania de estares sempre preocupado com todos os pormenores para que nunca me falte nada.
Pela primeira vez na vida dou por mim a pensar em ti da forma mais inesperada, nos locais menos adequados. Dou por mim a ouvir-te falar na minha mente, a ver o teu sorriso em todas as coisas, em todos os lugares. Talvez seja isto gostar de ti o suficiente.
Não sei o que seja, nem parei para pensar nisso atentamente. No entanto gosto da ideia de saber que te irei ver dia após dia. Motivas-me sempre naquilo que faço.
Por vezes penso que estou maluca. Que nem te devia ter conhecido. Que talvez tenha sido um erro.
E depois apareces tu para mostrar-me que estou errada. Que nunca poderia ter sido um erro, mas sim uma escolha.
Fomos escolhidos. Estava destinado, tinha que ser assim...ou era mais do que óbvio...pode ser qualquer uma destas teorias.
Tem alturas em que me apetece beijar-te. Dizer-te coisas que nem eu sei se alguma vez pensei nelas antes. Loucura completa, insanidade perfeita.
O certo é que me preenches. Deste um novo sentido aos meus dias, ocupaste um novo lugar no meu mundo.
Somos apenas dois estranhos, mas já sinto que te pertenço e nunca tive ainda a chance de dizer-te...

segunda-feira, 25 de março de 2013

Divagações

Há pessoas que nos magoam e ignoram pura e simplesmente o que nos dizem ou o que nos fazem.
Quanto mais avanço na vida mais me vou dando conta de que, cada vez mais tenho de ser seletiva com as pessoas que me circundam e que nem toda a gente merece a minha atenção.
Por vezes sentimos que as pessoas só se lembram de nós quando a festa acabou e não há mais diversão.
Sei que nem sempre é assim. Tenho pessoas, mais concretamente amigos e amigas, que sei que estarão sempre lá para mim quando preciso e que não se lembram só de mim quando estão mal ou quando não têm uma ocupação maior.
No entanto há pessoas a quem chamei de amigos de sangue que hoje só mereciam um estalo na cara se os visse.
É triste e pensar nisto por vezes magoa um bocado, especialmente quando sentes que insististe tanto na amizade que depositas nessas pessoas e que por elas serias capaz de fazer tudo o que estivesse ao seu alcance, mas magoa-te saber que quando te toca a ti nunca é assim. As pessoas fogem, não querem saber. Arranjam companhia, entretenga e esquecem os amigos, deixam para trás uma história enorme cheia de bons e maus momentos, deixam de se importar e nunca mais se lembram do teu número de telefone para te dizer que se lembram de ti, que te querem dar um olá.
Não somos nós que temos de correr atrás dessas pessoas, são elas que têm de vir falar connosco. Foram elas que erraram, elas que disseram que depois dariam notícias ou que nos iriam ver um dia destes. Simplesmente morreram essas pessoas. Digo isto porque desapareceram, não quiseram saber.
É triste que seja assim, que sintamos dentro de nós que somos sempre nós que damos mais de nós mesmos aos outros e que em troca recebemos um pontapé no traseiro como recompensa. Talvez não nos devêssemos dar tanto ás pessoas ou talvez elas não se devessem aproveitar tanto de nós por sermos generosos.
Pensar assim até nos faz sentir usados de certa forma, mas a verdade é que o fomos. Alguém um dia nos disse que éramos o melhor amigo de alguém e do dia para a noite deixamos de ter a prova de que isso era verdade.
Quando tenho amigos gosto de saber como estão, de os acompanhar, de partilhar boas risadas e maus momentos se tiver de ser. Gosto de lhe mostrar que estou ali mesmo não tendo muito dinheiro no bolso nem grandes possibilidades, mas estou ali para eles. Não é bem receber em troca o desprezo que algumas pessoas quando não foi isso que fizemos por elas. Passei precisamente por essa situação, mas ao longo dos dias percebi uma coisa:
Ninguém disse que iria ser fácil passar por algo assim, mas passei. Custou, mas aprendi. Aprendi que não sou eu a ter de dizer olá quando me dizem adeus, quando só se lembram que existo porque a namorada arranjou outro ou porque o patrão disse bye bye...não sou também eu que perco com isso. Quando uma pessoa só está do nosso lado em ocasiões nunca teremos nada dela, embora ela tenha de nós, o que me faz perceber que não fui eu que perdi, mas sim quem decidiu ir. Percebi também que nunca podemos obrigar ninguém a ficar. Aporta está aberta para quem quiser partir. Basta olhar para dentro e perceber se vale a pena perder tudo por um momento, ou se podemos ter tudo num único momento.

terça-feira, 12 de março de 2013

O tempo passa, a escrita muda

É engraçado ver como o tempo passa e a escrita acompanha a par e passo essa mudança.
O que hoje escrevemos nada tem a ver com o que foi escrito outrora e isso fascina-me.
Fascina-me a ideia de me sentar diante do computador, abrir o blog e ler o que um dia escrevi e rir disso até.
Gosto da sensação de hoje saber que nada do que ontem escrevi faz neste preciso momento, no aqui e no agora, qualquer sentido.
A forma como escrevemos tem muito a ver com o nosso estado de espírito e reparo que isso se reflete muito na minha escrita.
Normalmente gosto de escrever as coisas como as sinto e embora as temáticas nem sempre sejam sobre mim, reparo que há muita coisa pessoal deixada nos meus textos e estranhamente isso não me incomoda.
Gosto que as pessoas leiam o que escrevo e, se possível, que sintam, cada uma à sua maneira as palavras que outrora foram escritas.
Hoje apeteceu-me simplesmente ler o que deixei para trás há três anos, desde que comecei a escrever neste blog. Houve um misto de sensações e emoções deixadas como que de herança de mim para mim ao ler tudo o que outrora sentia.
Não vou dizer que me identifico hoje com tudo o que ontem escrevi. Faz precisamente parte do meu processo de escrita, da forma como me sentia, das coisas que queria gritar ao mundo, de revoltas, de momentos de humor ou mesmo de sarcasmo no seu sentido mais puro.
Expresso-me muito melhor a escrever que muitas vezes a falar e reparei pelo que li, que houve muitas mais coisas que disse no blog do que as que disse a falar com quem quer que fosse.
Não pude deixar de me sentir nostálgica a ler tudo desde há três anos para cá, mas admito, foi uma lavagem cerebral muito grande ao ver que nada do que hoje sou tem a ver com o que fui ontem.
Os sentimentos mudaram, a maturidade mudou, a forma de ver as coisas e de pensar. E nessas alturas eu pergunto-me: Como pode haver tanta mudança ao longo de três anos? Afinal não sou eu a mesma pessoa?
Lógico que sim. Serei sempre a mesma pessoa. No entanto sinto que cresci emocionalmente. Aprendi com muitos dos meus erros, com muitos dos erros das outras pessoas e também com o percurso da vida, que nos leva precisamente a mudar a forma como vemos as coisas. Se calhar hoje não complico tanto as coisas como complicava há três anos, se calhar hoje não perco tanto tempo com disparates, mas não é isso que faz de mim mais ou menos criança. Simplesmente foi algo que sucedeu num determinado periodo da minha vida e que o tempo levou consigo e hoje apenas resta como prova do acontecimento aqueles textos antigos que, li e reli mais do que uma vez, e aos quais não pude deixar de sorrir, de rir, de pensar e refletir no quão bom foi para mim sentar-me todas as tardes e muitas das noites á frente do computador e enviar ao mundo mais uma mensagem, mais um sinal de vida que algures do outro lado é recebida, aceite ou revogada, tanto faz...desde que seja lida.
É bom saber que algures alguém nos lê e é isso que muitas vezes motiva a minha escrita, que se identifiquem ou não com ela.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Fazer-se surdo e mudo ainda se entende...agora fingir-se cego...

Nota inicial: Para evitar confusões, todos os nomes das pessoas aqui descritas foram mudados. Trata-se apenas de uma história verídica sem segundas intenções.


Ora muito bem. 
Costuma-se dizer que nós mulheres nascemos todas (ou quase todas) com um sexto sentido, verdade? Pois eu de certa forma acredito nesse sentido ao qual chamo de instinto.
No nosso dia a dia, é normal vivermos rodeados de pessoas com os quais temos alguma afinidade, quer sejam colegas de trabalho, amigos, namorados ou até inimigos (não deixo de ter afinidade com inimigos, afinal de contas são os meus fãs xD) No entanto, temos sempre aquelas pessoas com as quais mantemos uma relação mais aberta aos quais chamamos de melhores amigos, aqueles que costumam estar sempre lá quando precisamos, que nos ouvem, que nos apoiam e com quem repartimos bons e maus momentos.
Quando sentimos que aquela pessoa merece a nossa amizade, o nosso apoio, a nossa atenção, sentimos aquela obrigaçãozinha de alertar para quando alguma coisa corre menos bem. Foi esse o caso com o meu amigo K.
O K é um amigo de longa data, com o qual já passei de tudo, desde discussões feias até momentos dignos de filme de comédia, a momentos do além, passando por todo o tipo de situações possíveis e imaginárias. O K, para mim, sempre foi uma pessoa digna do meu carinho e atenção, assim como do meu respeito.
No entanto o K tem um problema: O K costuma apaixonar-se SEMPRE, ou quase sempre desde que eu comecei a presenciar as suas relações, pela pessoa errada. Inicialmente,quando me comecei a dar conta de que o K andava com más escolhas e que o viriam a prejudicar, tentei alertá-lo, dizendo-lhe que tentasse sair disso o mais cedo possível a fim de não sair magoado. Nem sempre as coisas de que mais gostamos são as melhores para nós, como tal pensei em apoiá-lo dizendo-lhe há coisa de um ano, que a namorada do K não era o que parecia. O caricato da situação é que o K ouvia-me, mas nunca seguia o que lhe dizia. Por vezes o pior cego é aquele que não quer ver e o K pensava sempre em primeiro lugar no que sentia pela sua amada, acabando por se dar mal no fim e a muito custo lá terminou a relação. Acabando por me dar razão, o K acabou por me contar histórias póstumas sobre a personagem com quem namorou que acabaram por bater totalmente certo com o que eu já calculava séculos antes. Afinal, não precisamos de muito para identificar quando uma coisa não está certa, basta observar.
Uma semana depois, o K surpreendeu-me ao colocar no facebook que estava novamente numa relação. Note-se que foi uma semana depois, não um mes ou dois. O caricato da situação é que nesse curto espaço de tempo o K desapareceu do mapa: Não dava notícias, não se interessava em beber um café ou conversar nem enviava mensagens como habitualmente fazia. Preocupada, podendo ser uma coisa mais grave que se estivesse a passar com o K, lá tentei a todo o custo contatá-lo, vindo a saber da notícia que me levantou logo certas suspeitas tais como "isto ainda vai acabar mal". E mais uma vez não me enganei. O K todo feliz da sua vida, disse para eu não me preocupar porque esta nova amada era diferente, que sabia que terreno pisava e que agradecia a minha preocupação, mas que ele sabia o que fazia.
Resolvendo não criar confusão, deixei-o tentar, afinal não tenho o direito de me meter na vida de ninguém, mas tinha sempre comigo que uma relação tão repentina não iria dar em nada...e acertei. Duas semanas depois (mais ou menos), o K terminou com a jovem, que ao que vim a saber era mãe, maníaca por sexo e que não deixava o K respirar um segundo, provocando-o com amigos e com um suposto massagista. 
O K parecia ter aprendido a lição. Eu expliquei-lhe que ele não precisava ter pressa de se apaixonar e que mais valia ir vendo onde se metia, com toda a calma, para não acabar calejado de novo. Ele disse que já não o comem por parvo, que ele só se envolve quando tiver mesmo a certeza de quem é a pessoa, que aprendeu a lição e que já não lhe passam mais a perna.
Entretanto o tempo foi passando e tanto eu como o K tinhamos, até á data, o hábito de ir tomar um café casual ou uma saída de sexta-feira a um bar como dois amigos. Falávamos e riamos e as coisas corriam melhor na vida do K.
Entretanto o K, numa das vezes em que fomos beber café, começou a ser bombardeado por mensagens de uma amiga dele, em que se mostrava desesperada para ir com ele ao cinema. Perguntei-lhe se a rapariga em questão não gostaria dele, ao que ele me respondeu que não sabia nem lhe interessava e que não tinha muito dinheiro para andar aí a sair para longe com a jovem e que tinha mais em que pensar e inventou-lhe uma desculpa. O facto é que nessa mesma noite ele foi ter com ela e ao que parece a jovem gostava dele e pediu-o em namoro :D
Comecei a estranhar o silêncio do K...que só costuma desaparecer quando tem uma ocupação maior dentro destes padrões que já vos falei, e certo dia enviei-lhe uma mensagem contando-lhe umas novidades e perguntando como estava ele. Só me respondeu lá para as tantas da noite, dizendo que não dormiu em casa e que a sua nova princesa o pediu em namoro. E como de costume...dentro de mim o sinal de alerta (estilo sirene do Silent Hill) fez-se tocar. Não estaria ele a precipitar-se? Não seria melhor ele ir vendo e dando algum tempo para conhecer melhor a pessoa? O K não perde tempo com essas coisas. Em vez disso, desmarcou comigo um café que já tinhamos combinado na noite anterior dizendo que preferia conhecer melhor a jóia durante a semana que se seguia e que logo combinava ir ter comigo. Como eu não sou otária nenhuma, entendi de imediato que o K me estava a despachar, porque já tinha uma nova entretenga e ofendida com ele disse-lhe o que pensava a respeito. Da mesma forma disse-lhe que não me cheirava a pessoa com quem ele preferia passar a semana, trocando uma coisa já combinada com uma amiga de longa data, como se o mundo fosse acabar amanhã e ele nunca mais pudesse ver a pessoa. Ficou todo ofendido, dizendo que eu estava a julgar alguém que ainda não conhecia e blablabla...(como se ele soubesse muito mais do que eu) e a conversa foi pouco mais além disto. Mais tarde bebemos o café e eu perguntei se o K já namorava ao que não me quis responder. Comecei-me a rir por dentro, pensando em como o rapaz não as mede todas...e desde então nunca mais nos vimos, ficando mais uma vez um café pendente. Mais tarde, através do facebook, lá me contou por obra de um milagre que namorava a rapariga, que ela era 5 estrelas e todas essas coisas que me soaram irrelevantes e foi nesse momento que o K me disse algo que me deu um enorme ataque de riso. A frase foi algo como: "Quando estou a namorar só tomo café com amigos, não saio com amigas". Aquilo deu-me um alto ataque de riso, começando logo a questionar-me se o K regularia bem da cabeça. Onde já se viu só porque se tem uma relação deixar para trás os amigos? Além de claro...cancelar comigo um café N vezes e de me mentir que ficaria para X dia, passando para dia J e acabando por dizer que não iria. Logicamente fiquei chateada, porque o K já não tem 20 anos, deveria ter juízo naquela cabeça e rebentou uma discussão entre amigos (eu e ele) em que ele me disse tudo e mais alguma coisa, acabando subitamente por dizer que me adorava, que sou muito especial para ele e que sou parva ao pensar que ele se esqueceu de mim, que me está a deixar para trás e coisas do género. Digam lá se isto é normal...enfim, nem comento. Eu disse que ok, tudo bem, estava perdoado. Para quê perder tempo a meter ideias numa cabeça dura? Não valia a pena.
E o tempo passou...chegou o Carnaval, veio o dia dos Namorados e nada de K. Nem dizia um olá amiga, nem dizia vai á merda...simplesmente nada. O K mostrou finalmente que, com a atual namorada, arranjou juntamente o pack completo de felicidade, amizade e tudo numa só mulher, não precisando mais de amigos nem de cafés com os demais, porque a nova dama é que era.
Eu comecei a rir-me com a situação, porque chorar comigo não dava e chegou o dia em que o apanhei miraculosamente no facebook. Começamos a falar normalmente e eu lá lhe mandei para o alto a piada de que ele deveria de ter ficado milionário, dado que ele já me tinha dito que andava apertado com o dinheiro e por isso o meu presente de aniversário teria de esperar, mas que ele mo dava, mesmo quando eu lhe disse que não queria presentes e ele insistia. E acho que não falhei. De facto o K está mesmo rico, porque agora já tem dinheiro para se deslocar para longe, só para ver a sua princesa. Perguntei pelo nosso café rindo-me interiormente por saber o que viria e a resposta foi a esperada. A dada altura o K começou a gozar-me. Estavamos a falar de relações amorosas ao que ele me diz:
"Então já namoras..."
Quando eu lhe disse que amava o meu namorado mas queria ir vendo a pouco e pouco o evoluir da nossa relação o K surpreende-me com uma frase topo de gama como esta:" e amas a mim também? lool...tania, mas que raio de relação é essa...loooool" Algo assim desse estilo. Ao que eu me questionei se por acaso o K não estaria com a ideia de que eu estava apaixonada por ele, o que me provocou um enorme ataque de riso, porque parece que o ego lhe subiu ao cérebro e disse, como aliás é verdade, que amo todos os meus amigos, o que nada tem a ver que o ame para meu namorado, até porque o que sinto por ele está bem longe disso, mas sonhar não custa, para ele caso seja essa a ideia que tenha a meu respeito, e fiquei ofendida porque ele me perguntar que raio de relação era a minha só por ter falado que eu e o meu namorado nos estamos a conhecer, quando acho perfeitamente normal a relação fluir naturalmente e claro, dei o exemplo dele, falando que eu não vou logo envolver-me passandos 3 ou 4 dias de namorar nem viver para casa das namoradas. Ele chateado, mas não mais do que eu, disse que ía dormir e assim nos despedimos.
Estava eu ainda no facebook falando com alguns amigos, quando a minha melhor amiga Gisela me disse: "Kida, eu acho que conheço a namorada do K, mas deixa-me só mostrar a foto á minha mãe, porque a minha mãe também a deve conhecer". Não liguei muito a isso, afinal de contas que diferença faz se conhece ou não? O caricato da história, é que a minha melhor amiga conferiu que a nova musa do K se tratava de uma jovem que trabalha no mesmo local onde a mãe da minha melhor amiga trabalha, que é divorciada, mãe de 4 filhos (pelo menos até á data que se saiba) e que é uma mulher que praticamente mastiga tabaco e que, acompanhada de amigas ucranianas vai para a piscina que o pai da minha melhor amiga deixa limpa, sujando-a toda. A mãe da minha melhor amiga veio alertar-me, dizendo que a jovem em questão não é de confiar, não tem assunto nenhum e que se o K anda com ela, o melhor é tanto eu como a minha melhor amiga sairmos de cena, porque ele não sabe com quem lida. Fiquei alerta e resolvi avisar o K, afinal ele é meu amigo, mesmo que me faça o que me faz. Pensando eu que ele me diria que ficava atento, praticamente mandou-me pastar, pensando que eu agora não tenho mais nada que fazer do que investigar a desinteressante vidinha da mulher da vida dele e que ele não anda a investigar a minha vida e que o melhor é eu ver bem se ela é mãe de 4,5 ou 10 filhos. Comecei a rir-me, porque fosse ou não, não é um problema meu, apenas acho caricato que quando o K se apaixona tudo o que um amigo lhe queira dizer para ele é igual a merda, porque ele é que sabe e ele é que está certo. Seja lá feita a sua vontade assim na terra como no céu...o certo é que a jovem de facto é amiga de familiares da minha melhor amiga e tanto eu como a minha melhor amiga achamos piada porque o K cegou totalmente e nós agora somos vistas por ele como duas espias estilo CSI, pensando ele que a vida dele é alvo do nosso interesse, como se isso me metesse comida na mesa e me pagasse as contas no final do mês. Claro que escusado será dizer, que o K estava tão armado em esperto por ter uma nova jóia na mão, que começou a gozar com a minha pessoa sem antes olhar á volta dele. Caricato é também o facto do pobrezito se calhar ainda não saber que namora com uma mega mamã...e que o melhor é começar a preparar-se, porque qualquer dia como isto anda, acho que o novo emprego dele vai ser o de babysitter, já que é mais que certo e comprovado que além do K querer ser cego e não ligar aos amigos, prefere ser pai dos filhos dos outros e gastar dinheiro com mulheres que acabam por sair da vida dele de uma forma ou de outra...fazendo-o lembrar-se dos bons velhos tempos em que ía beber um café com a sua grande amiga que já não está para aí virada. É a vida. Claro que escusado será dizer que o K ainda me tentou enganar dizendo que a namorada não conhece a minha melhor amiga nem a mãe dela, mas giro seria o novo casal sensação encontrar-se num jantar desses que o patrão da jovem oferece aos seus empregados, com a minha melhor amiga e a respetiva mãe dela. 
Com isto resta dizer que não pretendo gozar com situação alguma, apenas acho caricata a forma como as pessoas mudam de acordo com a estupidez...

domingo, 27 de janeiro de 2013

Coisas que eu não fazia

Hoje fui beber um café com uma amiga minha que conheço há cerca de um ano. Ela é uma rapariga super divertida e com muita garra.
No meio da conversa ela disse algo como: "ah, não sei o que faça...ele acabou comigo mas agora quer voltar...que farias tu na minha situação?"
E foi nesse preciso momento que dei comigo a pensar em várias coisas que eu não faria.
Ora vamos lá ver aqui umas quantas de coisas que eu não faria:

  • Aceitar de volta um rapaz que quis terminar uma relação-  Se a pessoa quis terminar a relação, o melhor mesmo é deixá-la ir e não pensar em recebê-la de volta. Uma mulher quando leva uma tampa e tempos depois o seu ex decide voltar, das duas uma: Ou ele não sabe o que quer, ou ela não sabe o que quer. Uma mulher com amor próprio sabe sempre o que quer e de certeza que não é um homem indeciso na sua vida.
  • Andar na droga só porque um grande amigo se meteu- Já passei pela situação de ter um amigo que se meteu com drogas e que me pediu para estar com ele só porque ele tinha medo de estar sozinho. Por mais difícil que seja a nossa escolha dado que ele é nosso amigo, uma pessoa quando se mete em drogas acaba sempre num buraco sem saída. Além do mais, não precisamos mostrar que somos amigos só por entrarmos na droga. Temos sim de mostrar que somos amigos em estender a mão para receber quem quer sair disso e não quem nos empurra para isso.
  • Seguir modas só porque se não seguirmos somos falados-  Ainda havemos de chagar a este ponto, em que nos irão apontar o dedo só porque andamos com as roupas que gostamos e não com as roupas que a sociedade nos impõe. Se estamos num país livre, provem onde há liberdade tentando impor á força ás pessoas aquilo que está mais in. Minhas lindas leitoras e leitores: sigam só o que realmente vos fizer sentir bem. Não usem sapatos agulha só porque está na moda usar. O que está mesmo fora de moda são as varizes á pala de tanta estupidez.
  • Namorar com o amado da minha melhor amiga-  Já tive uma amiga que me dizia: "se um dia gostasses da pessoa que gosto, nunca mais te falava". No entanto depois foi a própria a apaixonar-se pela pessoa com quem namorava. Triste não é? Para quê falar mais? Se somos amigos, acima de tudo temos de respeitar aqueles que estimamos. 
  • Desmarcar encontros com amigos só para estar com loucuras do momento-  Pode nem ser uma loucura. Pode até mesmo dar numa séria e duradoura relação. Pode dar em casamento e filhos e o espírito santo, amén. Mas seja como for, amigos são sempre amigos e não consigo desmarcar algo que tenho agendado com eles só porque subitamente fiquei in love por alguém. O mundo não vai acabar hoje, há muito tempo para se conhecer quem se gosta e não é preciso desapontar ninguém com faltas de educação. 
  • Inventar desculpas para não sair- Nem preciso comentar muito a respeito. Um pessoa que queira enganar o próximo com uma desculpa para não sair, só se engana a si mesmo. Quando não se quer sair, que se diga o motivo. Mais vale uma verdade que doa que uma mentira que deixe marca.
  • Ver alguém na rua sentir-se mal e não ajudar- Eu sei que isto anda perigoso. Mas verdade seja dita: se vocês estivessem mal na rua gostava que vos deixassem sozinhos? conviveriam com isso? Eu não. Nunca se sabe quando nos toca a nós.
  • Vender o corpo para pagar os estudos e dar de comer aos filhos- Não deixo de gabar quem o faça por uma causa justa, mas não considero digno uma mulher ir por esse caminho pensando ser a única saída. Sejam dignas: não entreguem o melhor de vocês ás mãos de qualquer homem só para vos garantir uns trocos. Muitas mulheres correm sérios riscos de serem mortas e atacadas e algumas fazem isso para ganhar algum e chegam a não ganhar mais que uma valente sova. Para quê correr esse risco? 
E com tanta coisa que me ocorreu...só quando a minha amiga me disse: "ei rapariga, estás neste mundo?" é que eu despertei para beber o café já frio e lhe explicar o que ela devia de fazer, segundo o meu ponto de vista. 
Atenção, eu com isto não pretendo que ninguém siga o que digo. Trata-se de um ponto de vista apenas. No entanto parece-me estar mais que correto. Cabe a cada um decidir o que fazer da sua vida.