Bem vindos ao meu blog. Aqui escrevo o que penso, o que me apetece e o que bem entendo. Fiz-me entender? Nem por isso? É complicado exemplificar. Puxai uma cadeira. Comei pipocas e ride! Sim...riam muito porque tristezas não pagam dívidas.



segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Feliz Natal

Oh oh oh!!!
O Natal chegou e com ele o meu coração se divide em vários pedacinhos para estar perto de cada pessoa especial.
Infelizmente não podemos estar perto de todos os que amamos, mas podemos estar com eles no coração. Não importa o quão longe possam estar, desde que estejam connosco na nossa mente e coração.
O Natal também é aquela altura em que estamos com a família, em que partilhamos o lar com todos, em que fazemos aqueles manjares especiais...
Depois, quando chega a noite, abrimos os presentes e agradecemos aqueles que se lembraram de nós.
Sabe sempre bem dias assim, em que se ouve uma música de Natal, em que se enfeita a mesa com vários pratos e nos sentimos dentro do espírito.
Por isso, como não há muito mais a dizer, apenas me despeço com votos de um Feliz Natal para todos.

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

O Natal está á porta e eu já estou de saída...

Sim, o Natal está mesmo a chegar...é verdade! Já viram como o tempo passa? Eu nem dei por ela.
Por esta altura já toda a gente deve de estar com aquela alta motivação natalicia de gastar resmas de dinheiro em presentes para oferecer á tia, á prima, á amiga, ao namorado...ou nem por isso?
Eu por acaso até que tinha vontade, caso tivesse a conta bancária da Rihanna e a mesma inspiração para gastar que ela. Como tal, depois de dar uma enorme volta á mioleira, pensei em oferecer postais.
Postais são coisas giras de serem oferecidas, especialmente aqueles todos originais com música e com o Pai Natal com uma garrafa de vinho á mistura não acham? Mas...esperem lá...se eu não tenho dinheiro como vou oferecer presentes?
Há sempre uma alternativa. O importante é não desanimar. Não há postais XPTO com música há os da Unicef. No entanto estou farta de andar em busca daqueles mais originais, que chamam mais á atenção...sabem...aqueles que trazem crianças de cor com moscas...algo verdadeiramente sugestivo...ou então, já sei! Vou voluntariar-me e trabalhar naquelas ações de caridade que só são feitas uma vez por ano. Nem é muito, se virem bem. Uma vez por ano mil e tal institutos precisam de donativos, uma vez por ano há mendigos que precisam comer e fazer a higiene...uma vez por ano há...ah! esqueçam lá, nem eu me lembro.
Uma vez por ano isto acontece e eu ainda estou para descobrir se me difarço de Pai Natal para chamar o espírito natalício até mim ou se para chamar os espíritos de todas aquelas pessoas que querem um prémio maior do que o da sic...de não sei quantos mil euros.

Aquelas coisas que não entendo...nem quero entender!

Há já algum tempo que tenho andado ausente do blog. Antes não havia um dia que fosse que eu não estivesse aqui batida a escrever post atrás de post...mas as coisas mudam um bocado. Tudo muda. Muda o tempo ou a falta dele, muda a inspiração e também muda a falta de tempo para repousar um bocado, que bem me faz falta.
No entanto penso regularmente no blog e na falta que me faz escrever para o mundo, quer leiam ou não, isso pouco importa. No fundo eu sei que algures alguém estará sentado a ler todas estas barbaridades e pensamentos.
Hoje dei comigo bastante pensativa e a reparar numa pilha de coisas que se calhar vão achar uma estupidez pegada, mas pouco importa.
Há uma tendência humana muito comum que é a de olharmos todos para o próximo e repararmos num montão de coisas que são feitas e das quais não entendemos o motivo e por vezes isso cria-me uma certa impressão...deixem ver se me explico melhor.
Sabem aqueles pessoas que fazem coisas que vocês não entendem e acham que não tem cabimento algum? É mais ou menos isso. Fico confusa quando vejo situações assim (que eu sei que também eu devo ter uma listinha de coisas sem sentido algum...) e dando por mim a pensar inutilmente no que levará a tais comportamentos, resolvi postar sobre isso.
  • Pessoas num dia de chuva sem Guarda-Chuva- Honestamente é uma coisa que ainda não perebi muito bem. A maior parte das pessoas que vejo assim são todas elas raparigas maiores de idade que simplesmente não levam sombrinha porque não deve ser fashion andarem carregadas com um enorme catramolho no braço e então resolvem andar debaixo de chuva só porque sim. Alguém entende as razões que levam a isto?
  • Pessoas que gastam mais do que consomem- Vamos admitir...isto anda apertado para toda a gente e cada vez se pensa mais em poupar e cortar aqui e ali porque o dinheiro tem que chegar. No entanto ainda é costume ver-se aquele estereótipo de pessoa que engravida sacos de plástico nos supermercados e trás mais para casa do que se consome. Depois, passado algum tempo, há uma listinha infindável de coisas fora do prazo de validade e estragadas...já para não falar de coisas altamente desnecessárias que se compram só porque sim, porque há dinheiro na carteira...vai-se lá entender...
  • Pessoas com dupla opinião acerca do mesmo assunto- Se calhar sou eu que ainda não me vi ao espelho, que também sei que tenho os meus defeitos e por vezes conseguem ser superiores ás virtudes...mas eu sou como qualquer um de vós, livre de expressar a opinião. Alguém conheceu aquela pessoazinha super fofinha mas que no dia 1 diz uma coisa acerca de um assunto e no dia 2 muda de opinião? Se conheceram...perguntem comigo: Há duas opiniões sobre um mesmo assunto? Poderemos dizer que é preto se na verdade for branco? Poder até podemos...mas é mesmo preto? Isso não é bem opinião, acho mais ser-se torto que nem uma rocha.
  • Pessoas com a mania das grandezas- "Vivo aqui mas tenho mais casas", "Tenho isto e aquilo e basta-me estalar o dedo","O meu tio é uma estrela de rock, o meu pai é ator porno e a minha mãe faz castings na casa do vizinho para ser melhor que o meu pai" ( ok esqueçam a última...e não...a minha mãe não faz castings...mas o meu pai é de facto algo parecido) Olhando para estas típicas frases simples ou compostas de uma pessoa com a mania que já nasceu num berço banhado a ouro e julga que vai para um de diamantes...eu pergunto: De que serve dizer se tem se todos nascemos por um buraco e vamos todos para outro? Sim, ter alguma mania é bom, é saudável...mas ter muita...ou se é doido/a ou doido/a é.
E podia levar aqui o resto do dia a pensar em mil e um estereótipos e em coisas que acho melhor fugir, mas acho que irei definhar por um momento, beber um café quente, não pensar que tenho um trabalho para apresentar e dedicar-me a ouvir o novo álbum da Rihanna.

domingo, 25 de novembro de 2012

Fantasma

Por vezes os meus olhos têm medo do que conseguem ver e nem sempre respirar é o melhor exercício para acalmar o receio.
O passado já era mais do que passado, mas certo dia vi a tua sombra.
Estavas algures distraído olhando a montra de uma loja quando te reencontrei. Olhar distante, dor pertinente mas encoberta pela sabedoria de quem a sabe esconder.
Não tinhas mudado nada.
Ainda era demasiado cedo para te conseguir esquecer e eu sabia que não te tinha esquecido.
Reencontrei-nos a ambos quando te vi.
Não te amo!
Percebi fez muito tempo que não soube amar-te a ti mais do que a mim. Percebi isso tarde. Porém, percebi a tempo. No entanto deixaste-me uma enorme marca. Tens de entender isso. Deixaste-me a revolta das palavras que soubeste ir calando. Deixaste-me a mágoa de mentiras que sempre quiseste encobrir da mesma forma que encobre o teu sofrimento. Deixas-te como herança o odor ocre do adeus antecipado de quem nunca entendeu ao certo onde foi o início.
Quando te olho não me reconheço, mas sei que um dia fizemos parte do mesmo mundo, respiramos o mesmo ar, trocamos a mesma saliva misturada com os mesmos beijos. Não me arrependo. Apenas penso na hipótese de nunca te ter conhecido, que seria preferencialmente muito melhor.
Tenho medo de olhar para ti. De voltar a sentir a mesma revolta, de sentir a mesma amargura e aquela pontada de raiva.
Eu nunca fui de ter raiva porque nunca amei da mesma forma como um dia te soube amar. Mesmo assim repito-me, nunca te amei mais do que a mim mesma.
Podes chamar-me parva, imbecil e agredir-me com as tuas palavras de tentativa de desprezo que nunca me atingiram, mas confesso-te: Já senti nojo de ti. De mim, de nós dois. Já tive nojo de saber que as tuas mãos me tocaram, que um dia ocupaste lugar dentro de mim, que saíste e nem soubeste fechar a porta devagar, dizer baixinho que tinhas de ir.
Tive muito medo do que quase me tornei por ti. Por momentos não me reconheci.
Escrevo para dizer que hoje tive medo, porque te senti de novo demasiado perto. Tive medo de perder a cabeça, dizer-te passado tanto tempo aquilo que há tantos anos eu penso e que ainda hoje eu guardo para te dizer.
Sei que não vale a pena. É demais dizer tudo de novo, repetir a mesma coisa vezes sem conta. Não iria servir de nada. Nós nem sempre calamos porque consentimos, mas sim porque não queremos discutir inutilidades que nada nos oferecem para a nossa vida.
Lá foste tu á tua vida, para bem longe onde eu sempre desejei que ficasses. Continuei em frente. Foste apenas mais uma imagem que passou na minha vida, mais uma sombra que ficou para trás. Um fantasma que teima em querer ficar, mas que só eu tenho o dom de poder expulsar.
Talvez um dia haja luz
Talvez o hoje já não pertença ao amanhã
Pode ser que um dia os teus lábios sejam como cicuta
Os teus beijos talvez sejam veneno
E outrora também já o foram
Talvez seja o fim de mais um início
Talvez o Inverno te gele e me faça respirar a brisa da tua dor gélida.
Talvez seja assim um início.

sábado, 24 de novembro de 2012

Unhas de Gel e modas estranhas!

Desde que me recordo que as unhas de gel estão na moda. Na época da morangomania (a febre dos morangos com açúcar) todas as atrizes, ou pelo menos grande parte delas, usava unhas de gel. Antes eram brancas com ponta quadrada, mas os gostos vão mudando, assim como as vontades e começamos a entrar numa onda ao estilo Lady Gaga em que as unhas ganharam um formato totalmente bizarro a roçar o horrível.  
As unhas agora além de quadradas são enormes, outras são bicudas, um bicudo gigante que é ótimo para matar baratas aos cantos das casas, repletas de flores coloridas com porpurinas que só apetece atirar em alguém que me apareça pela frente com tal aberração.
Algumas das pessoas que conheço trabalham no âmbito da manicura. Duas dessas pessoas contaram-me que a maior parte das mulheres e jovens que aparecem num salão desse estilo para fazer as unhas são mulheres vestidas á D&G com um mega carrão estacionado estilo MBW ou um VOLVO que impõe respeito até ao vampiro Edward Cullen. Já para não falar dos enormes penteados, alguns deles só faltam tocar no teto, com aquelas malas cujos preços rondam os 200 euros, porque comprar barato está out e o que está totalmente In é investir numa bela mala que custa os olhos da cara só para se dizer que tem, que dura mais e no entanto é mais feia que um abutre.
Muitas dessas mulheres, embora tenham um salário que lhes permita viver ao estilo Cristiano Ronaldo andam, na verdade, horrivelmente mal vestidas. Aquelas saias lisas, vestidos dentro do mesmo corte cuja alteração reside no estampado, camisas que custam o salário mínimo de um pobre mas que não me enchem de todo o olho...
Realmente a imagem conta mesmo muito na sociedade desde sempre. Desde a revolução industrial que se começou a viver de imagem e nos dias que correm estamos mais do que demolhados nesse império cujo preço por uma boa peça de roupa conta mais do que tudo e se não estiveres á altura és uma galdéria sem nível. Uma completa vergonha.
Não sei se já repararam, mas a maior parte das novelas portuguesas ilustra precisamente essa vertente:
Brutas casas com roupas de alta costura e grandes penteados, as personagens principais são todas famosas e aparecem todas nas capas de revistas (como no caso da novela Dancin' Days) e há ainda aquelas pessoas que têm de ter uma entoação na voz para mostrar que são finas e não comem sem mandar um arroto porque se não ainda ficam sem dentes. Já repararam que a televisão só foca gente da alta? onde andam os pobres? Porque não focam aqueles que têm menos? aqueles que não têm unhas de gel com flores e porpurinas e aqueles que não têm malas Prada? Porque é que não focam o mundo em que vivemos em vez de focarem os que têm a vida garantida não dão uma oportunidade aos que precisam de garantir as suas? Vivemos num mundo de desigualdades sociais muito grande e só dão valor aos que estão bem na vida. Será isto justo?

Imaginem-se numa situação em que não têm o que comer ou numa situação em que é preciso contar ao máximo o que têm para que consigam viver. Até que ponto suportariam essa situação? Vale a pena pensar nisso porque amanhã poderá ser connosco. Será assim tão irrelevante pensar em coisas assim?

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Reencontro

A chuva voltou.
Com ela o frio e as noites mais longas que os dias.
Na minha vida, tudo o mesmo. Saio de manhã para só voltar á noite. Trabalho...música e finalmente casa. Trabalhar cansa, mas é a única forma de manter a mente ocupada com alguma coisa. Por volta das seus horas o peso do corpo salta ao olhar alheio. Faço que não é nada comigo e arrumo as minhas coisas. Dentro da mala pouco mais que a carteira e as chaves de casa.
Lá fora chove. Umas vezes com mais intensidade que as outras, mas eu já estava prevenida. Nos braços trazia uma resma de papelada assim como o telemóvel aguardando uma chamada.
Vivo no campo. No meio do nada. Nem me importo com isso. Sabe bem viver distante do mundo, sentir um pouco de paz e solidão quando o cansaço aperta, não ter de ouvir o barulho citadino e o cheiro a gasolina pelo ar.
Fui á pressa para casa, havia um montão de coisas para fazer. Revolvi a minha mala numa tentativa frustrada de encontrar as chaves de casa, que se misturaram com os papéis. Foi precisamente nesse momento, em que eu tirava as chaves de casa e me preparava para entrar, que o vi.
No escuro da noite que chegara, não consegui perceber com clareza, nem muito menos saber quem era.
No entanto, algo me dizia que já nos havíamos cruzado, quem sabe de outras vidas, de outro tempo.
De longe, ele fitava-me por trás das árvores. Percebi que vestia roupas escuras. Um casaco comprido de cor indefinida, umas botas pretas. O cabelo ondulado bailava com o vento e eu sentia que os seus enormes olhos me fitavam. Não me perguntem como soube que eram grandes. Calculo que o sejam, senti dentro de mim a forma como eles me trespassavam, tentando saber o que fazia, calculando talvez o que se iria passar a seguir.
Ganhei coragem e fiz frente aos meus medos e perguntei quem era.
Do outro lado apenas o silêncio e o suspiro do vento me deram resposta. Dá medo ouvir o silêncio. Dá muito medo.
Um arrepio leve percorreu-me a espinha até á raiz dos cabelos.
Estava a ficar frio lá fora, mas nesse momento já eu me questionava até que ponto me encontrava segura na minha própria casa.
Não sou de mostrar o que realmente sinto quando não conheço, ou deverei dizer que conheço o que nem vi ao certo?
Era um homem.
Um homem jovem e esbelto. A sua silhueta seduzia-me. No escuro ele observava-me. Podia ver o brilho dos seus olhos mesmo sem os conseguir captar no crepúsculo. Tinha uma das mãos pousada levemente sobre o tronco da árvore de onde me espiava.
Naquele momento quase que perdi a noção de onde estava. Sentia que ele me chamava, mas cedi aos seus caprichos.
Senti-me tentada. Cada vez mais tentada a desvendar a face daquele estranho individuo que me mirava.
Subitamente caí na real. O que fazia eu ali fora á chuva?
Dei-me conta de que fechara o guarda chuva e que a chuva me tinha ensopado por completo.
O estranho individuo desapareceu. Não faço ideia para onde foi, ou o que queria de mim.
Entrei em casa fechando bem a porta, para me sentir mais segura. Fechei bem as janelas e verifiquei as demais formas de prevenir um possível assalto.
Quem seria ele?
Porque teimo em dizer que se tratava de um homem e não de uma mulher?
O que tinha ele que tanto me chamava?