Bem vindos ao meu blog. Aqui escrevo o que penso, o que me apetece e o que bem entendo. Fiz-me entender? Nem por isso? É complicado exemplificar. Puxai uma cadeira. Comei pipocas e ride! Sim...riam muito porque tristezas não pagam dívidas.



sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Simplesmente te amo

Amo-te!
Simplesmente te amo e é assim que te descrevo. Se me olhas nos olhos fico presa e estremeço.
Viver longe de ti não consigo nem mereço.
Simplesmente te amo. Nada mais posso dizer, volta rápido, sinto a tua falta. Sem ti não posso viver!

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Para o novo ano...

Acreditem em mim. Durante as férias de Natal há sempre coisas na nossa vida que mudam radicalmente.
O ano passado aconteceu-me isso e este ano não foi excepção.
Este Natal foi maravilhoso. Um dos melhores que tive e porquê? Porque o vivi com alma, como se fosse a última vez que passava um Natal nesta vida. E é assim que o Natal deve de ser vivido. No seu pleno!
Por outro lado, depois do Natal começam a vir as ideias para uma passagem de ano em grande junto dos amigos. E no meio de tanto pensamento ocorre-nos aquela frase já tão batida nas nossas mentes: O que desejo eu para o ano 2011?
Na realidade já nem penso muito nisso.
Venha o que vier. Eu não poderei desejar uma coisa a que não me proponha trabalhar para conseguir.
Se eu quero muito uma coisa não poderei ficar á espera que ela se realize por ela mesma assim por obra e Graça do Espírito Santo. Eu acredito em Deus e em verdadeiros milagres. Acredito porque sei que existem, porque já passei por um milagre, porque já vi acontecer a membros da minha família, ou até porque amigos meus me falaram. Acredito porque tenho o meu coração aberto e apto a acreditar que nesta vida já tudo é possível. Com tanta coisa absurda que tenho visto á minha volta já nada me surpreende.
No entanto já não me passa um único desejo para este 2011. As coisas só serão concretizadas com a nossa vontade que transcede o nosso querer. Paz no mundo só será possível se fizermos por isso.
Acabar a crise só é possível se um político muito querido parar de pregar tantas mentiras e fizer mesmo alguma coisa pelo país.
Um dia gostaria de falar com um político para lhe poder dizer o que penso. Nós nunca poderemos gastar mais com o que recebemos. Portugal deveria produzir mais e gastar menos. Não deveríamos comprar alimentos de outros países só por serem mais baratos. É assim que outros países ficam mais ricos que o nosso. Só deveríamos abastecer os carros com gasolina e gasóleo português e comprar carros em Portugal.
Só assim isto andaria para a frente. Mas Portugal está á espera que Deus faça um milagre e não esperem sentados por esse milagre. O nosso Sócrates não irá poupar nas nossas carteiras na hora de pensar meter mais um amiguinho dos seus em Portugal por uma noite, dado que compra carros de prestígio e depois anda a lamentar-se que temos que apertar os cintos.
Como poderei eu fazer a diferença sozinha se ninguém deseja estar do meu lado nesta batalha? Já pensaram assim como eu?
Para este 2011 apenas desejo ter forças suficientes para conseguir trabalhar arduamente e realizar o que desejo.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Lábios de Mel

De mel são esses teus lábios
Que matam quem for beijada
Mas desde logo desejei morrer
Por esses lábios de mel envenenada
Porque não há lábios mais doces
Que esses doces lábios teus
E por eles não há ninguém
Com tanta fome como os meus
E quando beijo esses lábios de mel
Vejo O teu olhar fechado
Esse olhar lindo e florestal
Com que sempre tenho sonhado
Esse olhar lindo e verdejante
Que meus sonhos tem realizado
Com essa tua boca de mel
Que meu coração tem conquistado

Serra Deserta

Despertei de madrugada no aconchego da minha cama. Olhei para o relógio, ainda era de madrugada. Um som qualquer tinha-me despertado.
Resolvi sair da cama, ir beber um copo de água. Desci as escadas e fui até á cozinha descalça, deixando atrás de mim a marca das minhas pegadas marcadas no chão pelo calor do meu corpo quente.
Abri a torneira e enchi um copo de água que logo devorei com a imensa sede. Nisto uma sombra passa por trás de mim. Consegui sentir que alguma coisa me rodeava. Que havia ali alguém além de mim.
Subi ao quarto olhando em redor. O peso do ar envolveu os meus braços e a minha espinha dormente.
Vesti o meu roupão e calcei os meus sapatos de quarto e segui a voz que agora me chamava.
Saí de casa com uma lanterna pequena para o caso de ser preciso. Olhei em volta para a imensa serra deserta, coberta de densas árvores e arbustos, de longas estradas onde raparamente passava um carro. Fiz-me á estrada a pé com os braços em volta do meu ventre, para me proteger do frio.
Percorri a passo curto a longa estrada, perto das árvores altas, perto de flores de gelo que o frio formava ao longo da serra.
Ouvi de novo o meu nome dito por aquela voz seca e tirei do bolso a pequena lanterna e tentei acender por três vezes, mas que não tinha pilhas. Fiquei alerta. Corri. Comecei a correr. Dentro de mim algo me disse para correr dali. Estava agora muito longe de casa e corri, corria para mais longe ainda, para onde ninguém me pudesse encontrar.
Olhei para trás, parei! Nisto, no meio do nevoeiro que se formava atrás de mim, eu vi um homem. Um ser estranho que caminhava na minha direcção. Ouvia-o rir para mim. Corri. Não ousei gritar. Corri apenas para longe. Para onde ele não me pudesse encontrar. Corri para depois me esconder, para no meio de arbustos me cobrir, onde ele não me pudesse ver, onde eu pudesse ficar, até ao dia cair, até o amanhecer voltar.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Reflexos na noite

De novo! Despertei de mais um pesadelo esta noite.
Eu havia apanhado o autocarro, mas pela primeira vez eu era a única pessoa no seu interior.
Subitamente o autocarro pára num local desconhecido. Era de noite, as ruas estavam desertas. Do lado de fora do vidro podia ver a rua deserta, coberta por um denso nevoeiro que banhava o chão e os seus arredores.
O motorista fez-me sinal para sair com o braço a apontar para a porta e eu estremeci. Era a primeira vez que comunicavam comigo desta forma mas saí.
Já na rua olhei em meu redor. Nem uma pessoa, nem um animal vadio. Os meus olhos contemplaram o estado em que as ruas estavam. A estrada tinha um aspecto antigo. Perto das casas haviam contentores de lixo de lata amolgados, lixo no chão, folhas de papel que com o vento faziam a sua dança em meu redor, como que a dar-me as boas vindas.
De súbito uma voz chama-me. Parecia a voz de uma criança aflita. Fui na direcção do som, que parecia vir do lado de lá de uma casa abandonada, mesmo ao alcance dos meus olhos turvos pelo frio.
Ao virar aquela casa uma enorme mão apanha-me pelo pescoço e encosta-me contra a parede. Era ele de novo. O estranho ser de chapéu com gabardina negra, que me sorria com malícia e me passava a fina navalha pelo pescoço.
 Ele disse-me que há muito que me queria apanhar. Que eu lhe fugia sempre mas que um dia me apanharia a valer. Tentei uma vez mais gritar sem êxito. O seu hálito banhava a minha pele humedecida pela noite.
Podia sentir o seu cheiro horrível contra mim. Nisto libertei-me e corri. Corri pela rua fora em busca de socorro, gritava, mas em todas as janelas que batia não havia uma luz que se acendesse em meu auxilio.
Ele começava a ganhar terreno. Mas eu não me deixava ficar. Eu sabia que tinha que lhe escapar ou ele acabaria comigo de uma vez.
Fiz força para não gritar e á primeira curva que vi meti-me debaixo de um carro velho e esperei ofegante e em silêncio absoluto.
Pensava que já o havia despistado mas de súbito a sua mão gelada agarra-me pelo tornozelo trazendo-me de volta. Gritei, gritei muito quando vi a lâmina afiada contra o meu pescoço.
Nisto acordei e não havia ali nada a não ser a noite chuvosa e a lembrança terrorífica de um ser que me persegue noite após noite.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Sangue fresco

Ele sentia-me perto.
Á medida que eu caminhava sentia que não estava só, que o poderia encontrar, mas eu não queria. Eu não queria sentir as suas mãos frias de novo no meu peito, os seus lábios carnudos de encontro ao meu pescoço quente, com aquela água que ele bebe, aquele perfume que ele prefere.
Tentei caminhar numa outra direcção, mas ele estava demasiado perto para lhe fugir.
De súbito os nossos olhares foram de encontro um ao outro. Mesmo contra minha vontade fitei-o fixamente. Sabia que o amava, mas não podia. Era proibido amar alguém assim.
Sempre fui uma mulher calma, ciente das minhas escolhas, mas quando o conheci na escola o meu ser mudou. Naquela noite fria eu caminhava sozinha pelas ruas desertas em busca de espaço e solidão. Ele fitava-me no cimo de uma árvore e quando passei por ela saltou ao meu encontro. O meu coração disparou com a sua beleza. O seu olhar profundo, o seu modo de me fitar tão eterno.
Não demorei muito a cair nas suas garras manhosas que me possuiram juntamente com os seus lábios e dentes, que envolveram a minha débil garganta como se fosse um nó. Sugou-me ferozmente como um animal e tomou-me sua. Assim foi. E sou sua, mas temo que o seja.
É um amor demasiado forte, um amor que não consigo controlar dentro de mim. Não suporto sentir os seus dedos frios nos meus, os seus lábios sedosos de encontro aos meus ouvidos, a sussurrar-me palavras que não ouso dizer, a trincar-me levemente como que uma presa fácil...
e perco os meus sentidos quando sinto os seus braços fortes. Aquelas tatuagens que me são tão familiares, braços frios e quentes ao mesmo tempo. E sou sua de cada vez que ele me busca. Ele jurou-me amor eterno e e cedi aos seus caprichos. É fácil ceder-se por amor.
É fácil perder-se a razão e a noção da própria existência por amor.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Pesadelo

A noite estava a chegar. Do outro lado da estação o céu escurecia. Em poucos minutos todo o céu ficou tingido de negro. Estremeci. O ar estava pesado. Tentei abstrair-me um pouco e ouvir música, escrever um pouco e esperar pelo comboio que por fim me levaria a casa. O ar estava gelado, o vapor saía pela minha boca como um fantasma deixando um rasto duvidoso.
O comboio não chegava e fui perguntar na bilheteira qual o horário previsto para a sua chegada. Estava atrasado meia hora. Fui á casa de banho.
No interior estava escuro, não havia luz. Entrei no compartimento dos fundos e tentei aliviar um pouco. Mas do outro lado algo me dizia que aquela noite iria ser diferente. Senti passos que se aproximavam lentamente, cada vez mais próximos do sitio onde eu estava. Gelei! Vesti-me rapidamente e sustive a respiração para que não fosse ouvida naquele espaço apertado.
Subitamente o som parou. Supostamente quem quer que tivesse lá entrado já tinha saído. Respirei fundo. Reparei que tinha sustido a respiração mais tempo com o que deveria.
Saí do compartimento e foi então que ele me apanhou. Um estranho de chapéu que lhe cobria todo o rosto, uma gabardina preta até aos pés. Envolveu o meu pescoço fino com as suas mãos de navalhas. Encostou o seu nariz no meu queijo e pude sentir o seu bafo fétido nas narinas.
Tentei gritar, mas não consegui emitir som algum. Parei no tempo. Não queria pensar em quanto tempo mais ficaríamos ali os dois, eu...aquele ser que nem conhecia e aquelas horripilantes navalhas no meu pescoço. Tentaria ele matar-me? Mantive a calma, pelo menos tentei. Assim que ele largou o meu pescoço precipitei-me para a saída o mais rápido que pude. Agarrei na porta e quando ele ia tentar alcançar-me bati-lhe com ela na cara.
Mas quando fui fugir para longe algo cortou a minha mão esquerda. Berrei de dor mas continuei a correr. Corri para fora daquela estação deserta até a um cerro bem próximo. Subi ofegante e escondi-me por entre arbustos densos que haviam á minha passagem. Tinha a garganta arranhada e seca, as pupilas dilatadas com o medo e o terror. Estava sozinha ali, ninguém a quem pedir ajuda,  sem bateria no telemóvel. Nisto acalmei. Dei-me conta de que o tinha deixado para trás e sorri. Estava livre dele agora.

Suspirei e nisto, ao sair do arbusto, ele apanhou-me de surpresa.
Foi assim que despertei.