Bem vindos ao meu blog. Aqui escrevo o que penso, o que me apetece e o que bem entendo. Fiz-me entender? Nem por isso? É complicado exemplificar. Puxai uma cadeira. Comei pipocas e ride! Sim...riam muito porque tristezas não pagam dívidas.



domingo, 5 de janeiro de 2014

Sabe bem matar saudades

Não pensem que me esqueci do blog.
Nem tão pouco mais ou menos. Simplesmente precisei de algum tempo para colocar a minha criatividade ativa e voltar à carga.
Além disso não tenho tido tempo absolutamente nenhum. O tempo que tenho é quase todo gasto no trabalho. Depois disso é todo gasto com as minhas leituras e algum tempo para a família e para relaxar.
Apesar de não ter tido tempo nem imaginação para vos encher a mente com ideias loucas, fez-me bem ao mesmo tempo deixar de vir aqui. Soube bem deixar de pensar em ideias para escrever e deixar na mente um vazio por algum tempo.
Sabe bem por vezes colocar algumas coisas de lado. Dar tempo a essas mesmas coisas e colocar outras no seu lugar.
É bom rever o que não faz falta e jogar fora. Se não, acaba por não caber.

terça-feira, 24 de setembro de 2013

E ainda dizem que não há vampiros

Sinceramente eu não entendo a cabeça das pessoas!
Os vampiros existem!!! Sim, existem, estão em todo o lado, em qualquer lugar, quer seja de dia, quer seja de noite, e para os encontrarmos não precisamos de cortar os pulsos para que eles sintam o cheirinho ardente do sangue. Eles mesmos sentem quais os nossos pontos fracos e sabem como vir ao nosso encontro.
No entanto vocês sabem, nem toda a gente acredita em vampiros e a minha paciência esgotou-se nesse sentido, em tentar dizer a esta gente que não é verdade. Estão todos errados e já vão perceber o porquê.
Hoje mais do que nunca vampiros é coisa que não faltam.
Temos diferentes tipos de vampiros, ou diferentes clãs como preferirem chamar:

  • Há os vampiros que sugam a esperança
  • O vampiros que sugam o nosso tempo
  • O vampiros que sugam a nossa boa vontade
  • O que sugam a nossa boa educação
  • E os que sugam a nossa carteira, que são os mais ferozes e estão lado a lado com os já referidos.
Por isso minhas gentes, tenham muitos cuidado. Vocês são sabem com que vampiro vocês poderão estar a lidar no vosso dia a dia. Na prática são todos uns queridos, mas na hora da verdade, só não sugam as cuecas porque são alérgicos ao bacalhau.
Agora que já espero ter instruído a vossas mentes incultas e desatualizadas pelo tempo...aqui me despeço na esperança de pelo menos hoje não ser caçada por mais nenhuma dessas víboras impertinentes.

domingo, 15 de setembro de 2013

O vampiro

Chegou o mau tempo.
Uma enorme nuvem negra tapou o céu tingido de azul celeste logo pela manhã.
Soube de antemão que viria tempestade.
Decidi ir para casa, mas a necessidade de ir às compras venceu a minha vontade inquietante de ficar. Saio pela porta vestindo o casaco. O frio enchia as ruas desertas. Ouvia o seu chamamento por entre os phones que mantinha colocados como forma de me abstrair.
Cautelosamente entrei no supermercado mais próximo, como de costume. É curioso como a força do hábito me leve a conhecer de cor todas as ruas e todas as estradas que me levam até algum lugar que precise.
Só tinha falta de dois pacotes de leite e café.
Assim que paguei à mesma rapariga simpática de sempre, saí porta fora com alguma ansiedade.
Olhei o céu novamente.
Uma nova ameaça de chuva estava de chegada. Tapei-me com o saco das compras e tentei ir o mais rápido possível para casa. No entanto, e quase por instinto, naquele dia sombrio...algo me dizia que não estava só.
Do outro lado da rua, dois grandes olhos observavam os meus passos.
Sem querer pensar muito meti música. Andei o mais depressa que pude até onde me sentisse segura, embora eu nunca estivesse segura em lugar algum e eu sabia disso perfeitamente.
Quando cheguei à estrada que me levaria a casa, os meus sapatos escorregaram no solo húmido de outono.
Meti a chave na fechadura e tentei o mais discretamente possível acalmar a minha ansiedade, que começava a tomar conta de mim naquele preciso momento.
Era interessante como me sentia domada pelo medo.
Estava no meu sangue a razão desse pavor.
Ele estava de volta e eu sentia-o rondar entre as árvores, sondando cada movimento meu em busca de uma altura oportuna para me atacar. Rodei a chave duas vezes e esta não se movia. Era a primeira vez que tal acontecia.
Subitamente olhei para trás, para as grandes e densas árvores cobertas de um nevoeiro denso e azulado. Estava a fazer-se tarde e começavam a cair as primeiras gotas de chuva tardia.
Não podia esperar. Tinha urgentemente que entrar em casa. Tinha de me sentir minimamente a salvo.
Pousei o saco das compras no chão e forcei a fechadura mais uma vez, olhando sempre para trás, na expectativa de encarar alguma ameaça que fosse.
Nisto consegui abrir a porta.
Entro em casa e fecho a porta o mais rápido que consegui.
Fiquei encostada à porta por breves instantes tentando recuperar o fôlego.
Tranquei a porta e sentei-me no sofá um pouco assustada.
Coloco o saco das compras no chão e uma pontada de cansaço apodera-se do meu corpo. Fecho os olhos, sinto o ar entrar e sair pelo meu corpo com a mesma precisão. Relaxo. Estava calma, serena, completamente relaxada e atordoada pelo sono que me possuía. Nisto algo me desperta, um baque vindo da porta da cozinha que indicava que não estaria sozinha. Abro os olhos, observo atrás de mim, na direção da cozinha. Levanto-me sentindo que o meu coração me dera um aviso prévio de que alguma coisa se passava.
Avanço cautelosamente até ao wall de entrada. Deixo-me ficar alguns segundos e seguro a primeira coisa que me apareceu. Uma jarra com as respetivas flores. Caminho devagar, descalçando os ténis húmidos pela brisa da rua.
Avanço na direção da cozinha, junto ao breu que a moldava.
Sinto o coração bater-me nas costas, o corpo hirto pelo medo...e nisto uma mão que me agarra assim que coloco o pé no interior da negra cozinha.
Tento gritar, mas não consigo. No escuro vejo dois olhos que me fitam com demasiada precisão. Soa-me a aviso. Tento libertar-me e nisto caio. Deixo o peso do meu corpo cair comigo.
Desperto!
Abro os olhos e reparo que tudo aquilo não passava de um pesadelo. Eram três horas da manhã. Tinha o corpo suado e a tremer. Sentei-me na cama e bebi o meu copo de água que deixo sempre em cima da mesa de cabeceira.
Encosto-me, tento relaxar.
Olho as horas a passar pelo relógio e começo a fechar os olhos, deixando passar uma sombra que se move atrás de mim pela janela.

Coisas imbecis que se costuma ouvir em campanhas...e não só!

Fazer campanhas pode parecer super divertido, mas nem sempre o que parece é! Uma das mais preciosas regras das campanhas é que, se não viermos abordar o pessoal que passa na rua, ele não virá miraculosamente ter connosco. Embora eu já tenha tido a sorte de ver muitos casais ou pessoas curiosas virem perguntar para que é e o que se pretende, isso não é sempre e até levanto as mãos aos céus quando acontece e quando a pessoa contribui claro!

Embora as campanhas se resumam precisamente a abordar as pessoas que estão a circular pelas ruas, shoppings, farmácias e seus afins, o que até teoricamente falando parece tudo super fácil, a verdade é que aquilo que por vezes ouvimos consegue dar a volta ao estômago de qualquer promotor/voluntário...

A lista que se segue foi cuidadosamente escolhida e ironicamente publicada entre gargalhadas, ilustra algumas das frases mais típicas do que nós ouvimos diariamente à nossa volta.

Quando confrontadas com a pergunta: Bom dia/tarde/noite, podia dar-me um minuto da sua atenção pelo Instituto Português de Oncologia?

Respostas:

-Já fui contactada/o
-Já estou inscrito (em quê posso saber?)
-Estamos em viagem
-Só um minuto...
-Vou só ao multibanco e volto já
-Não estou interessado
-Não preciso do IPO
-Já conheço
-Já fui abordada/o no outro dia
-Já ouvi falar
-Ah sim...eu já sabia, obrigada
-Metam o IPO num sitio que eu cá sei...(só espero que não precise meu caro)
-IPO? O que é isso? Para animais? (and i was like: -uhm...no....)
-Já fiz
-Não quero
-Não estou prevenida (com o porta moedas na mão e as moedas a cantarolar lá dentro)
-Ai eu já...já...já.............(Pois já!)
Como podem ver, as frases tornam-se tão repetidas que eu já me cheguei a perguntar se as pessoas combinam umas com as outras em plena rua ou ao virar da esquina aquilo que vão dizer. Acho puramente deprimente quando alguém não quer simplesmente contribuir, inventar as desculpas mais descabidas à face da terra. Se não querem simplesmente digam que não querem.
Há uns tempos em pensava que as pessoas eram todas iguais pela roupa que vestiam, mas depois disto mudei a minha maneira de pensar e acho que o mal está mesmo no cérebro.
Tudo isto para saberdes vós que eu sofro...e não é pouco!

domingo, 1 de setembro de 2013

O Vazio

Existimos porque sonhamos e passamos o resto da nossa vida procurando uma forma de satisfazer os nossos sonhos.
Existimos de uma maneira subjetiva e nunca estamos satisfeitos, porque embora consigamos alcançar um objetivo qualquer na nossa vida, há sempre algo que nos falta. Dentro de nós nunca nos iremos conseguir sentir totalmente satisfeitos...e por isso existimos. Existimos porque a vida é a oportunidade que temos para conseguirmos satisfazer os nossos sonhos, ou pelo menos lutar por eles.
Lutamos e muitas vezes batemos com a cabeça. Porque nem sempre essa procura nos satisfaz e nos preenche.
Lutar nem sempre significa conseguir e conseguir nem sempre significa para durar.
Tudo depende de alguma coisa e nós dependemos precisamente desse vazio que persiste e que nunca iremos conseguir ocupar.

sábado, 31 de agosto de 2013

Situações que não acontecem só aos outros

Arranjar um trabalhinho, que seja de verão. quer seja permanente, pode trazer muitas coisas boas, como os conhecimentos que se travam, o salário que se ganha, mas também pode trazer dissabores, como pessoas que mostram ser precisamente o que não são.
Vou falar aqui de uma história verídica, que não foi passada diretamente comigo, mas que me chocou profundamente.
Uma das minhas colegas de trabalho conheceu um rapaz, também ele meu colega de trabalho, e que de tudo fazia para a conseguir conquistar. Ela, comprometida mas nem por isso num relacionamento feliz, acabou por ceder aos encantos de um jovem oito anos mais velho e que verdade seja dita, que a sabia toda.
No início tudo era cor de rosa, com montes de mensagens de amor em que constava que o jovem a adorava, que estava cheio de amor para lhe dar, que só pensava nela, no sorriso maroto dela e por aí adiante...
Depois veio a tempestade. Aparentemente a avó do coitado ficou doente e ele teria de partir para Abrantes, a terra natal, de forma a poder cuidar da avó e dos terrenos. No entanto a relação continuava até se saber como seria o final daquele filme, se o rapaz iria ou se ficaria, tudo dependendo do estado de saúde da avó.
Mais tarde já não era só o estado de saúde da avó, mas uma oferta de emprego que o faria ganhar dois mil euros numa empresa de alarmes. Mesmo assim lá continuavam como se nada fosse.
Ao fim de um tempo começam a surgir aquelas conversetas entre colegas onde constava que ele era um básico, que não prestava, que não era o que parecia ser, que mais tarde ou mais cedo lhe iria cair a máscara...e que ele tinha voltado para a ex mulher, mãe da filha dele. (Sim, o tipo era pai)
Já devem de estar a calcular mais ou menos que esta história tinha tudo para acabar mal, mas nunca pensei que fosse acabar assim tão mal
O que se passou foi que o jovem além de ter a mania que era um Don Juan, gostava de fazer sexo sem preservativo. E a jovem feita parva aceitava essa condição.
Resultado: Não ficou grávida, ao contrário do que vocês leitores já estariam possivelmente a prever, mas ficou a suspeitar dessa hipótese, além de poder ter ficado a suspeitar de ter contraído alguma DST.
No meio desta salganhada toda, a rapariga ficou a saber através de uma colega de trabalho que o tipo andou com ela e com uma outra tipa ao mesmo tempo, que tinha voltado para a ex mulher e que tinha divulgado a toda a gente com quem trabalhava sobre a relação deles os dois, sobre situações pessoais da jovem e mensagens particulares que ela lhe enviava.
Resultado desta salganhada: A rapariga falou com ele, o jovem dizia que não tinha tempo para conversar por causa do trabalho, mas na verdade havia sempre tempo...e no final a jovem fez um teste de gravidez que deu negativo, mas fez jogo dizendo que tinha acusado positivo e o rapaz não queria ouvir o que ela tinha para lhe dizer, inventando que estava com uma carrada de problemas e que só lhe apetecia desaparecer, tudo para fugir com o rabo à seringa, mas acabou queimado porque se tornou conhecido pela sua reputação no local de trabalho e perante os seus chefes.
A rapariga disse-lhe que estava grávida como forma de o assustar, ele disse que não iria assumir a criança, para ela abortar, ela disse que jamais o faria, ele voltou a dizer que não queria mais filhos e que ela bem podia ir à procura dele porque ela nem sabe onde ele mora.
Com isto tudo me resta dizer que foi bastante divertido ver a cara dele perante a notícia, porque por coisas como estas é que ficamos a conhecer o verdadeiro valor das pessoas.
Uma mulher grávida não fez o filho sozinha. Como tal uma criança tem de ser assumida, porque se soube bem fazê-la também tem de saber igual em se assumir.
Acho uma completa falta de caráter um homem que usa uma mulher só para se satisfazer, fingindo gostar dela só por desporto e pensando que iria sair muito bem no meio da história, mas acabou por ficar queimado quando uma rapariga oito anos mais nova lhe fez a folha com um golpe tão simples, mas que lhe deu um belo de um título perante as pessoas que o circundavam.
Como já dizia o velho ditado: O feitiço virou-se contra o feiticeiro...

sábado, 13 de julho de 2013

Ajudar quem mais precisa não custa, desde que seja de coração

Hoje vou abordar uma temática meio delicada.
Há coisa de uma semana atrás fui dar um passeio com a minha melhor amiga pelo Fórum Algarve e fomos abordadas por um rapaz super simpático que estava a fazer donativos para ajudar a equipar o IPO de forma a ajudar crianças com cancro. Como já era de esperar, senti um enorme nó na garganta. Primeiro porque passei pela situação aos 20 anos, depois porque são crianças e nem quero imaginar não só o sofrimento das mesmas, mas o que passam os pais para os conseguirem salvar de uma doença tão má e dolorosa.
A minha carteira estava vazia, não tinha nada lá dentro, mas o simpático rapaz, que dá pelo nome de Sérgio, disse que se estávamos procurando um trabalho, poderíamos dar os nossos nomes para fazer voluntariado.
Os meus olhos brilharam de emoção só de pensar na possibilidade de poder dar algo da minha parte para ajudar quem mais precisa e nem pensei duas vezes.
Hoje já lá vai uma semana e a cada segundo que passa mais me orgulho do trabalho que faço.
Embora não seja fácil porque nem todas as pessoas estão interessadas em colaborar na nossa campanha, há muitas pessoas que são elas próprias a virem falar connosco, simplesmente com o propósito de saber do que se trata e não pensam duas vezes antes de nos estenderem a mão. Afinal de contas nós nunca sabemos o dia de amanhã e vale sempre a pena dormir de consciência tranquila.
A minha primeira experiência começou na praia da Galé em Albufeira. Foi muito gratificante, mas a melhor parte foi mesmo em Monte Gordo, quando uma senhora de 5 tumores veio falar comigo e abraçar-se a mim, acabando por me fazer chorar. Só quem passa por estas coisas sabe o que isto realmente significa e a importância do nosso trabalho.
O cancro é uma doença muitas vezes silenciosa, que nos destrói a pouco e pouco, física e mentalmente.
Sei o que custa e também entendo que as coisas não estão fáceis para a carteira de ninguém, mas vale sempre a pena tentar.
Grande parte das pessoas que já falaram comigo foram pessoas que já passaram ou que ainda passam pela doença. Admiro-as pela coragem e pelo sorriso que nos oferecem e que claro, é sempre retribuído com o maior carinho e respeito.
Admiro-as porque sei o quanto sofrem e como a doença lhes ensinou uma outra forma de encarar a vida e aprender a viver um dia de cada vez. Admiro-as porque sei que nem sempre temos vontade de sorrir, se não chorar. Admiro-as e só peço a Deus que haja uma investigação que ajude essas pessoas a ultrapassar de forma eficaz essa terrível doença para que possam ser felizes de novo.
Por momentos como este é que penso como vale a pena passar tantas horas de pé a abordar rostos diferentes pela rua, a partilhar as minhas experiências com meros estranhos que sabem perfeitamente do que se trata, a travar novos conhecimentos e a levar para casa uma bagagem cheia de orgulho, aprendizagem e sensibilidade. Aprendemos todos os dias com o que fazemos para melhorar a vida de quem mais precisa.
Fazer coisas assim enchem-me de alegria. Adoro fazer o que faço. Faço-o de boa vontade, com todo o meu coração, pelos outros, por aqueles que passam todos os dias por mais um momento de luta, de forma a os poder ajudar a ter uma melhor qualidade e serviço de atendimento, por uma causa nobre, por uma vida.