Já é a segunda pessoa que me diz que vem ao meu blog para ouvir a música que nele meti e eu meto-me a pensar com os meus botões:
Ou não ouves mesmo nada que preste ou então não sabes ler :D
Bem vindos ao meu blog. Aqui escrevo o que penso, o que me apetece e o que bem entendo. Fiz-me entender? Nem por isso? É complicado exemplificar. Puxai uma cadeira. Comei pipocas e ride! Sim...riam muito porque tristezas não pagam dívidas.
terça-feira, 18 de junho de 2013
segunda-feira, 10 de junho de 2013
Mudanças
Tudo muda nesta vida, com o tempo. No entanto, só nos damos conta dessas mudanças um pouco mais à frente.
Este ano começou com muitas mudanças em todos os aspetos.
Começo com o famoso/antigo msn, ou messenger, como lhe queiram chamar.
Decidiram colocar o skype como forma de substituição do msn que ía perdendo utilizadores. Depois mudaram as contas de e-mail associadas. De hotmail passamos para Outlook.
Chegou o windows 8 e toda uma quantidade de novidades, desde a possibilidade de criação do grafeno, ou por outras palavras, um telemóvel transparente que se molda numa folha de papel ao que quisermos.
Comecei a ficar atenta ao que se passava à minha volta desde então.
Talvez essas mudanças tão radicais também fossem aplicadas às pessoas.
Quando me dei conta, reparei que muitos lugares onde costumava passar a minha infância, hoje são apenas uma recordação a um cantinho da minha memória. As antigas galerias da baixa de Faro onde havia o antigo cinema, nos dias de hoje não passam de um local fechado com apenas uma loja com revistas.
O restaurante onde os meus pais trabalharam um dia e onde eu cresci a brincar, porque era muito pequena para ficar sozinha fechada em casa, ardeu e hoje é apenas um lugar mergulhado na escuridão, com jornais e papéis de revistas a tapar.
Muitos dos lugares onde outrora passei grandes momentos deixaram pura e simplesmente de existir. Alguns desses sítios apenas têm como lembrança pequenos traços do que outrora foi o lugar onde fiz amigos, onde brinquei, onde corri e onde gostava de estar.
Parece ridículo, mas subitamente deu-me aquela nostalgia.
A pouco e pouco as coisas mudam, as pessoas mudam...e aquilo que um dia tivemos não passa de uma lembrança. Afinal, tanto nós como todas as outras coisas estão apenas de passagem connosco.
Muitas noites visito esses lugares onde um dia estive, onde passei bons momentos. Visito-os para me sentir de novo em casa e para pensar que nada mudou. Quando os visito parecem reais. Locais ainda existentes, cheios de vida, movimentação ou mesmo com aqueles cheiros de outrora.
Como eu gostava de ser criança de novo. Poder reviver todas essas coisas uma vez mais.
Lembro-me de brincar com o filho do patrão dos meus pais a uma mesa a um canto do restaurante para não perturbar ninguém. Brincávamos com carrinhos ou com o Game Boy. Riamos muito os dois e eu estava sempre a desejar que ele viesse todas as tardes. Não dávamos trabalho nenhum. Sabia tão bem ir brincar todos os dias nessa mesa a um canto de uma sala, ver pessoas entrar e sair, falar com algumas delas por serem conhecidas ou amigas de família e ter aquela inocência da idade que há muito que se foi.
Sabe bem lembrar coisas assim e saber que algures elas ainda existem na nossa memória, nem que seja enquanto cá estivermos, enquanto for possível recordar tudo aquilo que um dia fomos.
Este ano começou com muitas mudanças em todos os aspetos.
Começo com o famoso/antigo msn, ou messenger, como lhe queiram chamar.
Decidiram colocar o skype como forma de substituição do msn que ía perdendo utilizadores. Depois mudaram as contas de e-mail associadas. De hotmail passamos para Outlook.
Chegou o windows 8 e toda uma quantidade de novidades, desde a possibilidade de criação do grafeno, ou por outras palavras, um telemóvel transparente que se molda numa folha de papel ao que quisermos.
Comecei a ficar atenta ao que se passava à minha volta desde então.
Talvez essas mudanças tão radicais também fossem aplicadas às pessoas.
Quando me dei conta, reparei que muitos lugares onde costumava passar a minha infância, hoje são apenas uma recordação a um cantinho da minha memória. As antigas galerias da baixa de Faro onde havia o antigo cinema, nos dias de hoje não passam de um local fechado com apenas uma loja com revistas.
O restaurante onde os meus pais trabalharam um dia e onde eu cresci a brincar, porque era muito pequena para ficar sozinha fechada em casa, ardeu e hoje é apenas um lugar mergulhado na escuridão, com jornais e papéis de revistas a tapar.
Muitos dos lugares onde outrora passei grandes momentos deixaram pura e simplesmente de existir. Alguns desses sítios apenas têm como lembrança pequenos traços do que outrora foi o lugar onde fiz amigos, onde brinquei, onde corri e onde gostava de estar.
Parece ridículo, mas subitamente deu-me aquela nostalgia.
A pouco e pouco as coisas mudam, as pessoas mudam...e aquilo que um dia tivemos não passa de uma lembrança. Afinal, tanto nós como todas as outras coisas estão apenas de passagem connosco.
Muitas noites visito esses lugares onde um dia estive, onde passei bons momentos. Visito-os para me sentir de novo em casa e para pensar que nada mudou. Quando os visito parecem reais. Locais ainda existentes, cheios de vida, movimentação ou mesmo com aqueles cheiros de outrora.
Como eu gostava de ser criança de novo. Poder reviver todas essas coisas uma vez mais.
Lembro-me de brincar com o filho do patrão dos meus pais a uma mesa a um canto do restaurante para não perturbar ninguém. Brincávamos com carrinhos ou com o Game Boy. Riamos muito os dois e eu estava sempre a desejar que ele viesse todas as tardes. Não dávamos trabalho nenhum. Sabia tão bem ir brincar todos os dias nessa mesa a um canto de uma sala, ver pessoas entrar e sair, falar com algumas delas por serem conhecidas ou amigas de família e ter aquela inocência da idade que há muito que se foi.
Sabe bem lembrar coisas assim e saber que algures elas ainda existem na nossa memória, nem que seja enquanto cá estivermos, enquanto for possível recordar tudo aquilo que um dia fomos.
quinta-feira, 16 de maio de 2013
Mudanças fazem bem
Os estudos estão a acabar finalmente. Já deviam de ter terminado, mas nem sempre temos controle de todas as situações que nos circundam e das companhias que se atravessam no nosso caminho.
Eu entrei para a Universidade com o intuito de poder fazer tudo em três anos. No entanto passei por uma situação complicada em que me perdi um bocado do meu caminho graças a dois piolhos pegadiços que se meteram na minha vida e na vida da minha melhor amiga.
A situação parecia controlada, mas chegou a um ponto em que, tanto eu como ela já não sabíamos mais que fazer das nossas vidas. Estamos a falar de gente demente, maluca, sem nexo, que tudo o que faziam era meter o bedelho na vida de duas raparigas.
Como era previsto perdemos um pouco o rumo. No entanto não desistimos e a prova disso é estarmos finalmente a terminar tudo de vez.
Tentar recuperar o tempo perdido leva o seu tempo. Foram algumas coisas que ficaram para trás, mas não desanimamos. Afinal, sempre nos tivemos uma à outra para dar esse apoio e nunca nos deixarmos cair.
Felizmente nem tudo foi mau. Ao mesmo tempo que fui estudando na Universidade fui experimentando outros prazeres. Comecei a tocar guitarra e foi também esse lindo instrumento que me colocou para cima.
Colocou de tal forma que decidi experimentar colocar à prova os meus dotes em algum bares e locais públicos e tive os meus resultados.
Nunca desisti dos meus sonhos nem nunca desistirei. Sou demasiado determinada para tal. Nunca me deixo vencer pelo que seja. No fundo sei que esse sonho me pertence, que é meu e que, com muito trabalho, o consigo.
Não busco cunhas, nem ajudas de terceiros. Luto pelo meu sonho com as minhas ideias e com as minhas próprias mãos. Enquanto isso busco o que fazer, estudo, tento sair o mais que posso para me distrair e esquecer os problemas. Problemas todos nós temos. Uns mais, outros menos, nunca deixarão de ser problemas.
Busco sempre o que fazer relacionado com o meu sonho e assim vou mantendo a minha mente ocupada e sã.
Já falta muito pouco para a Universidade terminar de vez para mim e arranjar o que fazer da minha vida.
Recebi uma proposta para França de uma amiga de longa data que pondero aceitar. Talvez me faça bem mudar de ares. Pretendo que a minha melhor amiga venha comigo. Pretendo que, se eu me der bem na vida, que ela se dê tão bem como eu. Sempre quis fazer por ela o que ela faz por mim. Sempre tencionei fazer pelos meus o bem que me fazem e não desejo nada mais do que isso a toda a gente. Desejo sempre melhor do que aquilo que me desejam, pois cada um oferece o que tem.
Não sei explicar o que sinto, nem se estou contente com esta ideia, mas acho-a justa.
Mudanças são boas, fazem bem, fazem com que sintamos que estamos a caminhar na direção de alguma coisa. O mundo está em constante movimento. Nós nunca paramos. Estamos sempre em busca do que fazer e mesmo que não seja um emprego, pelo menos uma ocupação.
Passei por tanta coisa nestes últimos meses que penso que deixei de ter medo. Deixei de recear o que me espera. Simplesmente continuo e aguardo os resultados do que faço. Parei de pensar há muito no que não faz falta. Reciclei da minha vida os momentos inúteis e retive apenas a mensagem importante que os mesmos me deram. Aprendi, cresci mais uma vez. Faz bem sentir que crescemos a cada decisão que tomamos.
Faz bem sentir que somos fortes para tal, que temos capacidades suficientes para continuar sempre em frente.
Comecei mais uma batalha, assim como todas as pessoas que pensam dar um grande passo na vida delas.
Não sei o que me espera o amanhã, nem sei se quero saber, mas estou curiosa, expectante e ansiosa por desvendar.
Eu entrei para a Universidade com o intuito de poder fazer tudo em três anos. No entanto passei por uma situação complicada em que me perdi um bocado do meu caminho graças a dois piolhos pegadiços que se meteram na minha vida e na vida da minha melhor amiga.
A situação parecia controlada, mas chegou a um ponto em que, tanto eu como ela já não sabíamos mais que fazer das nossas vidas. Estamos a falar de gente demente, maluca, sem nexo, que tudo o que faziam era meter o bedelho na vida de duas raparigas.
Como era previsto perdemos um pouco o rumo. No entanto não desistimos e a prova disso é estarmos finalmente a terminar tudo de vez.
Tentar recuperar o tempo perdido leva o seu tempo. Foram algumas coisas que ficaram para trás, mas não desanimamos. Afinal, sempre nos tivemos uma à outra para dar esse apoio e nunca nos deixarmos cair.
Felizmente nem tudo foi mau. Ao mesmo tempo que fui estudando na Universidade fui experimentando outros prazeres. Comecei a tocar guitarra e foi também esse lindo instrumento que me colocou para cima.
Colocou de tal forma que decidi experimentar colocar à prova os meus dotes em algum bares e locais públicos e tive os meus resultados.
Nunca desisti dos meus sonhos nem nunca desistirei. Sou demasiado determinada para tal. Nunca me deixo vencer pelo que seja. No fundo sei que esse sonho me pertence, que é meu e que, com muito trabalho, o consigo.
Não busco cunhas, nem ajudas de terceiros. Luto pelo meu sonho com as minhas ideias e com as minhas próprias mãos. Enquanto isso busco o que fazer, estudo, tento sair o mais que posso para me distrair e esquecer os problemas. Problemas todos nós temos. Uns mais, outros menos, nunca deixarão de ser problemas.
Busco sempre o que fazer relacionado com o meu sonho e assim vou mantendo a minha mente ocupada e sã.
Já falta muito pouco para a Universidade terminar de vez para mim e arranjar o que fazer da minha vida.
Recebi uma proposta para França de uma amiga de longa data que pondero aceitar. Talvez me faça bem mudar de ares. Pretendo que a minha melhor amiga venha comigo. Pretendo que, se eu me der bem na vida, que ela se dê tão bem como eu. Sempre quis fazer por ela o que ela faz por mim. Sempre tencionei fazer pelos meus o bem que me fazem e não desejo nada mais do que isso a toda a gente. Desejo sempre melhor do que aquilo que me desejam, pois cada um oferece o que tem.
Não sei explicar o que sinto, nem se estou contente com esta ideia, mas acho-a justa.
Mudanças são boas, fazem bem, fazem com que sintamos que estamos a caminhar na direção de alguma coisa. O mundo está em constante movimento. Nós nunca paramos. Estamos sempre em busca do que fazer e mesmo que não seja um emprego, pelo menos uma ocupação.
Passei por tanta coisa nestes últimos meses que penso que deixei de ter medo. Deixei de recear o que me espera. Simplesmente continuo e aguardo os resultados do que faço. Parei de pensar há muito no que não faz falta. Reciclei da minha vida os momentos inúteis e retive apenas a mensagem importante que os mesmos me deram. Aprendi, cresci mais uma vez. Faz bem sentir que crescemos a cada decisão que tomamos.
Faz bem sentir que somos fortes para tal, que temos capacidades suficientes para continuar sempre em frente.
Comecei mais uma batalha, assim como todas as pessoas que pensam dar um grande passo na vida delas.
Não sei o que me espera o amanhã, nem sei se quero saber, mas estou curiosa, expectante e ansiosa por desvendar.
terça-feira, 23 de abril de 2013
Divagações
Sinto a tua falta, parece que enlouqueci
Como é possível gostar assim tanto de ti?
Diz-me, por favor
Qual é a razão
Qual o motivo que me levou a abrir meu coração
Como é possível gostar assim tanto de ti?
Diz-me, por favor
Qual é a razão
Qual o motivo que me levou a abrir meu coração
terça-feira, 9 de abril de 2013
Um homem inesperado
Parece que foi ontem.
Era apenas mais um dia como muitos outros. O sol brilhava mas o frio vencia.
Saí de casa para mais um dia. Não sabia exatamente o que me esperar. O imprevisto sempre me fascinou.
Tive um daqueles dias chatos em que o prazer de sair de casa se mistura com o tédio de mais um dia de aulas e trabalho.
Mais um dia passado.Incrível como passa tão rápido. E nisto um telefonema. O meu patrão outra vez. Julguei tratar-se de mais um assunto relacionado com o trabalho mas não. Para minha surpresa falou-me de ti.
Falou-me que já me tinhas visto trabalhar. Que desempenho bem a minha função. Disse-me que gostarias de combinar comigo um café. Algo pouco formal. Uma coisa perfeitamente natural para dois desconhecidos, ou um pretexto para que possamos ser apenas mais do que isso. Ri-me. Eu e tu nada tínhamos a ver um com o outro. Aceitei ao fim de algumas hesitações e ainda ponderei horas mais tarde em cancelar o que já havia sido combinado.
No entanto deixei-me levar pela ideia. Talvez fosse divertido.
Fui no carro do meu patrão no dia seguinte até ao teu encontro. Já estava cansada de tanta coisa que fiz ao longo do dia. No entanto havia sempre espaço para mais alguma coisa.
O dia tinha-se tornado nublado e choveu durante a tarde de forma moderada.
Entrei numa sala branca com um espelho enorme à minha frente e deixei-me absorver um daqueles sumos baratos que nos oferecem para nos fazer esperar. Subitamente senti-me patética. Eu à tua espera numa sala branca, bebendo sumo e lendo uma revista Maria. Haveria maior ironia que esta?
Foi nesse preciso instante que entraste.
Foi também, nesse preciso momento em que nos vimos pela primeira vez, frente a frente, olhos nos olhos, que percebi que estava errada. Que nada me dava o direito de julgar-te sem te ter visto antes, sem termos trocado uma palavra que fosse. Deixei-me encantar pela beleza dos teus olhos, pelo brilho do teu sorriso. Sorrias de forma perfeita e foi nesse instante que me dei conta de que nunca tinha reparado nisso antes.
Convidaste-me para sair. Demos um pequeno passeio pela zona. Falamos das mais variadas coisas e por fim convidaste-me para jantar. Não sei como pude dizer-te que sim a tudo, mas queria conhecer-te melhor.
Algo em ti me dizia que iria valer a pena.
Acho que me enganei a teu respeito. Digo, quando te julgava ser algo que nunca foste.
Nutri uma ideia errada a teu respeito e nunca tínhamos tido a oportunidade de estarmos juntos. E agora que estávamos...eu não tinha palavras para descrever-te.
Depois desse dia começamos a ver-nos regularmente.
Não sei como dizer-te, mas sempre que te vejo algo em ti faz com que eu estremeça.
Gosto de ouvir as tuas conversas, a forma como me tratas, a tua mania de estares sempre preocupado com todos os pormenores para que nunca me falte nada.
Pela primeira vez na vida dou por mim a pensar em ti da forma mais inesperada, nos locais menos adequados. Dou por mim a ouvir-te falar na minha mente, a ver o teu sorriso em todas as coisas, em todos os lugares. Talvez seja isto gostar de ti o suficiente.
Não sei o que seja, nem parei para pensar nisso atentamente. No entanto gosto da ideia de saber que te irei ver dia após dia. Motivas-me sempre naquilo que faço.
Por vezes penso que estou maluca. Que nem te devia ter conhecido. Que talvez tenha sido um erro.
E depois apareces tu para mostrar-me que estou errada. Que nunca poderia ter sido um erro, mas sim uma escolha.
Fomos escolhidos. Estava destinado, tinha que ser assim...ou era mais do que óbvio...pode ser qualquer uma destas teorias.
Tem alturas em que me apetece beijar-te. Dizer-te coisas que nem eu sei se alguma vez pensei nelas antes. Loucura completa, insanidade perfeita.
O certo é que me preenches. Deste um novo sentido aos meus dias, ocupaste um novo lugar no meu mundo.
Somos apenas dois estranhos, mas já sinto que te pertenço e nunca tive ainda a chance de dizer-te...
Era apenas mais um dia como muitos outros. O sol brilhava mas o frio vencia.
Saí de casa para mais um dia. Não sabia exatamente o que me esperar. O imprevisto sempre me fascinou.
Tive um daqueles dias chatos em que o prazer de sair de casa se mistura com o tédio de mais um dia de aulas e trabalho.
Mais um dia passado.Incrível como passa tão rápido. E nisto um telefonema. O meu patrão outra vez. Julguei tratar-se de mais um assunto relacionado com o trabalho mas não. Para minha surpresa falou-me de ti.
Falou-me que já me tinhas visto trabalhar. Que desempenho bem a minha função. Disse-me que gostarias de combinar comigo um café. Algo pouco formal. Uma coisa perfeitamente natural para dois desconhecidos, ou um pretexto para que possamos ser apenas mais do que isso. Ri-me. Eu e tu nada tínhamos a ver um com o outro. Aceitei ao fim de algumas hesitações e ainda ponderei horas mais tarde em cancelar o que já havia sido combinado.
No entanto deixei-me levar pela ideia. Talvez fosse divertido.
Fui no carro do meu patrão no dia seguinte até ao teu encontro. Já estava cansada de tanta coisa que fiz ao longo do dia. No entanto havia sempre espaço para mais alguma coisa.
O dia tinha-se tornado nublado e choveu durante a tarde de forma moderada.
Entrei numa sala branca com um espelho enorme à minha frente e deixei-me absorver um daqueles sumos baratos que nos oferecem para nos fazer esperar. Subitamente senti-me patética. Eu à tua espera numa sala branca, bebendo sumo e lendo uma revista Maria. Haveria maior ironia que esta?
Foi nesse preciso instante que entraste.
Foi também, nesse preciso momento em que nos vimos pela primeira vez, frente a frente, olhos nos olhos, que percebi que estava errada. Que nada me dava o direito de julgar-te sem te ter visto antes, sem termos trocado uma palavra que fosse. Deixei-me encantar pela beleza dos teus olhos, pelo brilho do teu sorriso. Sorrias de forma perfeita e foi nesse instante que me dei conta de que nunca tinha reparado nisso antes.
Convidaste-me para sair. Demos um pequeno passeio pela zona. Falamos das mais variadas coisas e por fim convidaste-me para jantar. Não sei como pude dizer-te que sim a tudo, mas queria conhecer-te melhor.
Algo em ti me dizia que iria valer a pena.
Acho que me enganei a teu respeito. Digo, quando te julgava ser algo que nunca foste.
Nutri uma ideia errada a teu respeito e nunca tínhamos tido a oportunidade de estarmos juntos. E agora que estávamos...eu não tinha palavras para descrever-te.
Depois desse dia começamos a ver-nos regularmente.
Não sei como dizer-te, mas sempre que te vejo algo em ti faz com que eu estremeça.
Gosto de ouvir as tuas conversas, a forma como me tratas, a tua mania de estares sempre preocupado com todos os pormenores para que nunca me falte nada.
Pela primeira vez na vida dou por mim a pensar em ti da forma mais inesperada, nos locais menos adequados. Dou por mim a ouvir-te falar na minha mente, a ver o teu sorriso em todas as coisas, em todos os lugares. Talvez seja isto gostar de ti o suficiente.
Não sei o que seja, nem parei para pensar nisso atentamente. No entanto gosto da ideia de saber que te irei ver dia após dia. Motivas-me sempre naquilo que faço.
Por vezes penso que estou maluca. Que nem te devia ter conhecido. Que talvez tenha sido um erro.
E depois apareces tu para mostrar-me que estou errada. Que nunca poderia ter sido um erro, mas sim uma escolha.
Fomos escolhidos. Estava destinado, tinha que ser assim...ou era mais do que óbvio...pode ser qualquer uma destas teorias.
Tem alturas em que me apetece beijar-te. Dizer-te coisas que nem eu sei se alguma vez pensei nelas antes. Loucura completa, insanidade perfeita.
O certo é que me preenches. Deste um novo sentido aos meus dias, ocupaste um novo lugar no meu mundo.
Somos apenas dois estranhos, mas já sinto que te pertenço e nunca tive ainda a chance de dizer-te...
segunda-feira, 25 de março de 2013
Divagações
Há pessoas que nos magoam e ignoram pura e simplesmente o que nos dizem ou o que nos fazem.
Quanto mais avanço na vida mais me vou dando conta de que, cada vez mais tenho de ser seletiva com as pessoas que me circundam e que nem toda a gente merece a minha atenção.
Por vezes sentimos que as pessoas só se lembram de nós quando a festa acabou e não há mais diversão.
Sei que nem sempre é assim. Tenho pessoas, mais concretamente amigos e amigas, que sei que estarão sempre lá para mim quando preciso e que não se lembram só de mim quando estão mal ou quando não têm uma ocupação maior.
No entanto há pessoas a quem chamei de amigos de sangue que hoje só mereciam um estalo na cara se os visse.
É triste e pensar nisto por vezes magoa um bocado, especialmente quando sentes que insististe tanto na amizade que depositas nessas pessoas e que por elas serias capaz de fazer tudo o que estivesse ao seu alcance, mas magoa-te saber que quando te toca a ti nunca é assim. As pessoas fogem, não querem saber. Arranjam companhia, entretenga e esquecem os amigos, deixam para trás uma história enorme cheia de bons e maus momentos, deixam de se importar e nunca mais se lembram do teu número de telefone para te dizer que se lembram de ti, que te querem dar um olá.
Não somos nós que temos de correr atrás dessas pessoas, são elas que têm de vir falar connosco. Foram elas que erraram, elas que disseram que depois dariam notícias ou que nos iriam ver um dia destes. Simplesmente morreram essas pessoas. Digo isto porque desapareceram, não quiseram saber.
É triste que seja assim, que sintamos dentro de nós que somos sempre nós que damos mais de nós mesmos aos outros e que em troca recebemos um pontapé no traseiro como recompensa. Talvez não nos devêssemos dar tanto ás pessoas ou talvez elas não se devessem aproveitar tanto de nós por sermos generosos.
Pensar assim até nos faz sentir usados de certa forma, mas a verdade é que o fomos. Alguém um dia nos disse que éramos o melhor amigo de alguém e do dia para a noite deixamos de ter a prova de que isso era verdade.
Quando tenho amigos gosto de saber como estão, de os acompanhar, de partilhar boas risadas e maus momentos se tiver de ser. Gosto de lhe mostrar que estou ali mesmo não tendo muito dinheiro no bolso nem grandes possibilidades, mas estou ali para eles. Não é bem receber em troca o desprezo que algumas pessoas quando não foi isso que fizemos por elas. Passei precisamente por essa situação, mas ao longo dos dias percebi uma coisa:
Ninguém disse que iria ser fácil passar por algo assim, mas passei. Custou, mas aprendi. Aprendi que não sou eu a ter de dizer olá quando me dizem adeus, quando só se lembram que existo porque a namorada arranjou outro ou porque o patrão disse bye bye...não sou também eu que perco com isso. Quando uma pessoa só está do nosso lado em ocasiões nunca teremos nada dela, embora ela tenha de nós, o que me faz perceber que não fui eu que perdi, mas sim quem decidiu ir. Percebi também que nunca podemos obrigar ninguém a ficar. Aporta está aberta para quem quiser partir. Basta olhar para dentro e perceber se vale a pena perder tudo por um momento, ou se podemos ter tudo num único momento.
Quanto mais avanço na vida mais me vou dando conta de que, cada vez mais tenho de ser seletiva com as pessoas que me circundam e que nem toda a gente merece a minha atenção.
Por vezes sentimos que as pessoas só se lembram de nós quando a festa acabou e não há mais diversão.
Sei que nem sempre é assim. Tenho pessoas, mais concretamente amigos e amigas, que sei que estarão sempre lá para mim quando preciso e que não se lembram só de mim quando estão mal ou quando não têm uma ocupação maior.
No entanto há pessoas a quem chamei de amigos de sangue que hoje só mereciam um estalo na cara se os visse.
É triste e pensar nisto por vezes magoa um bocado, especialmente quando sentes que insististe tanto na amizade que depositas nessas pessoas e que por elas serias capaz de fazer tudo o que estivesse ao seu alcance, mas magoa-te saber que quando te toca a ti nunca é assim. As pessoas fogem, não querem saber. Arranjam companhia, entretenga e esquecem os amigos, deixam para trás uma história enorme cheia de bons e maus momentos, deixam de se importar e nunca mais se lembram do teu número de telefone para te dizer que se lembram de ti, que te querem dar um olá.
Não somos nós que temos de correr atrás dessas pessoas, são elas que têm de vir falar connosco. Foram elas que erraram, elas que disseram que depois dariam notícias ou que nos iriam ver um dia destes. Simplesmente morreram essas pessoas. Digo isto porque desapareceram, não quiseram saber.
É triste que seja assim, que sintamos dentro de nós que somos sempre nós que damos mais de nós mesmos aos outros e que em troca recebemos um pontapé no traseiro como recompensa. Talvez não nos devêssemos dar tanto ás pessoas ou talvez elas não se devessem aproveitar tanto de nós por sermos generosos.
Pensar assim até nos faz sentir usados de certa forma, mas a verdade é que o fomos. Alguém um dia nos disse que éramos o melhor amigo de alguém e do dia para a noite deixamos de ter a prova de que isso era verdade.
Quando tenho amigos gosto de saber como estão, de os acompanhar, de partilhar boas risadas e maus momentos se tiver de ser. Gosto de lhe mostrar que estou ali mesmo não tendo muito dinheiro no bolso nem grandes possibilidades, mas estou ali para eles. Não é bem receber em troca o desprezo que algumas pessoas quando não foi isso que fizemos por elas. Passei precisamente por essa situação, mas ao longo dos dias percebi uma coisa:
Ninguém disse que iria ser fácil passar por algo assim, mas passei. Custou, mas aprendi. Aprendi que não sou eu a ter de dizer olá quando me dizem adeus, quando só se lembram que existo porque a namorada arranjou outro ou porque o patrão disse bye bye...não sou também eu que perco com isso. Quando uma pessoa só está do nosso lado em ocasiões nunca teremos nada dela, embora ela tenha de nós, o que me faz perceber que não fui eu que perdi, mas sim quem decidiu ir. Percebi também que nunca podemos obrigar ninguém a ficar. Aporta está aberta para quem quiser partir. Basta olhar para dentro e perceber se vale a pena perder tudo por um momento, ou se podemos ter tudo num único momento.
terça-feira, 12 de março de 2013
O tempo passa, a escrita muda
É engraçado ver como o tempo passa e a escrita acompanha a par e passo essa mudança.
O que hoje escrevemos nada tem a ver com o que foi escrito outrora e isso fascina-me.
Fascina-me a ideia de me sentar diante do computador, abrir o blog e ler o que um dia escrevi e rir disso até.
Gosto da sensação de hoje saber que nada do que ontem escrevi faz neste preciso momento, no aqui e no agora, qualquer sentido.
A forma como escrevemos tem muito a ver com o nosso estado de espírito e reparo que isso se reflete muito na minha escrita.
Normalmente gosto de escrever as coisas como as sinto e embora as temáticas nem sempre sejam sobre mim, reparo que há muita coisa pessoal deixada nos meus textos e estranhamente isso não me incomoda.
Gosto que as pessoas leiam o que escrevo e, se possível, que sintam, cada uma à sua maneira as palavras que outrora foram escritas.
Hoje apeteceu-me simplesmente ler o que deixei para trás há três anos, desde que comecei a escrever neste blog. Houve um misto de sensações e emoções deixadas como que de herança de mim para mim ao ler tudo o que outrora sentia.
Não vou dizer que me identifico hoje com tudo o que ontem escrevi. Faz precisamente parte do meu processo de escrita, da forma como me sentia, das coisas que queria gritar ao mundo, de revoltas, de momentos de humor ou mesmo de sarcasmo no seu sentido mais puro.
Expresso-me muito melhor a escrever que muitas vezes a falar e reparei pelo que li, que houve muitas mais coisas que disse no blog do que as que disse a falar com quem quer que fosse.
Não pude deixar de me sentir nostálgica a ler tudo desde há três anos para cá, mas admito, foi uma lavagem cerebral muito grande ao ver que nada do que hoje sou tem a ver com o que fui ontem.
Os sentimentos mudaram, a maturidade mudou, a forma de ver as coisas e de pensar. E nessas alturas eu pergunto-me: Como pode haver tanta mudança ao longo de três anos? Afinal não sou eu a mesma pessoa?
Lógico que sim. Serei sempre a mesma pessoa. No entanto sinto que cresci emocionalmente. Aprendi com muitos dos meus erros, com muitos dos erros das outras pessoas e também com o percurso da vida, que nos leva precisamente a mudar a forma como vemos as coisas. Se calhar hoje não complico tanto as coisas como complicava há três anos, se calhar hoje não perco tanto tempo com disparates, mas não é isso que faz de mim mais ou menos criança. Simplesmente foi algo que sucedeu num determinado periodo da minha vida e que o tempo levou consigo e hoje apenas resta como prova do acontecimento aqueles textos antigos que, li e reli mais do que uma vez, e aos quais não pude deixar de sorrir, de rir, de pensar e refletir no quão bom foi para mim sentar-me todas as tardes e muitas das noites á frente do computador e enviar ao mundo mais uma mensagem, mais um sinal de vida que algures do outro lado é recebida, aceite ou revogada, tanto faz...desde que seja lida.
É bom saber que algures alguém nos lê e é isso que muitas vezes motiva a minha escrita, que se identifiquem ou não com ela.
O que hoje escrevemos nada tem a ver com o que foi escrito outrora e isso fascina-me.
Fascina-me a ideia de me sentar diante do computador, abrir o blog e ler o que um dia escrevi e rir disso até.
Gosto da sensação de hoje saber que nada do que ontem escrevi faz neste preciso momento, no aqui e no agora, qualquer sentido.
A forma como escrevemos tem muito a ver com o nosso estado de espírito e reparo que isso se reflete muito na minha escrita.
Normalmente gosto de escrever as coisas como as sinto e embora as temáticas nem sempre sejam sobre mim, reparo que há muita coisa pessoal deixada nos meus textos e estranhamente isso não me incomoda.
Gosto que as pessoas leiam o que escrevo e, se possível, que sintam, cada uma à sua maneira as palavras que outrora foram escritas.
Hoje apeteceu-me simplesmente ler o que deixei para trás há três anos, desde que comecei a escrever neste blog. Houve um misto de sensações e emoções deixadas como que de herança de mim para mim ao ler tudo o que outrora sentia.
Não vou dizer que me identifico hoje com tudo o que ontem escrevi. Faz precisamente parte do meu processo de escrita, da forma como me sentia, das coisas que queria gritar ao mundo, de revoltas, de momentos de humor ou mesmo de sarcasmo no seu sentido mais puro.
Expresso-me muito melhor a escrever que muitas vezes a falar e reparei pelo que li, que houve muitas mais coisas que disse no blog do que as que disse a falar com quem quer que fosse.
Não pude deixar de me sentir nostálgica a ler tudo desde há três anos para cá, mas admito, foi uma lavagem cerebral muito grande ao ver que nada do que hoje sou tem a ver com o que fui ontem.
Os sentimentos mudaram, a maturidade mudou, a forma de ver as coisas e de pensar. E nessas alturas eu pergunto-me: Como pode haver tanta mudança ao longo de três anos? Afinal não sou eu a mesma pessoa?
Lógico que sim. Serei sempre a mesma pessoa. No entanto sinto que cresci emocionalmente. Aprendi com muitos dos meus erros, com muitos dos erros das outras pessoas e também com o percurso da vida, que nos leva precisamente a mudar a forma como vemos as coisas. Se calhar hoje não complico tanto as coisas como complicava há três anos, se calhar hoje não perco tanto tempo com disparates, mas não é isso que faz de mim mais ou menos criança. Simplesmente foi algo que sucedeu num determinado periodo da minha vida e que o tempo levou consigo e hoje apenas resta como prova do acontecimento aqueles textos antigos que, li e reli mais do que uma vez, e aos quais não pude deixar de sorrir, de rir, de pensar e refletir no quão bom foi para mim sentar-me todas as tardes e muitas das noites á frente do computador e enviar ao mundo mais uma mensagem, mais um sinal de vida que algures do outro lado é recebida, aceite ou revogada, tanto faz...desde que seja lida.
É bom saber que algures alguém nos lê e é isso que muitas vezes motiva a minha escrita, que se identifiquem ou não com ela.
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