Bem vindos ao meu blog. Aqui escrevo o que penso, o que me apetece e o que bem entendo. Fiz-me entender? Nem por isso? É complicado exemplificar. Puxai uma cadeira. Comei pipocas e ride! Sim...riam muito porque tristezas não pagam dívidas.



domingo, 19 de agosto de 2012

Ser chata é bom e faz bem...mas a quê?

9 da manhã saio da cama. Estava cheia de sono, mas mesmo assim decido sair.
Visto-me e fico a pensar...para onde ir?
Não interessa, acabo por ficar por casa.

Sem vontade alguma tomo banho e vou comer.
Que preguiça que hoje tenho e tanta coisa para fazer...loiça para lavar, roupa para arrumar...
Ok...no stress. I'm a good girl.

Depois de tudo feito ás cinco pedradas ( não mal feito, simplesmente feito de mau humor) decido sair e apanhar o meu tão desejado ar.
Ao virar da esquina cruzo-me com aquele fantoche de há dois anos...com aquele ar de que todos lhe devem e ninguém lhe paga. Na verdade não me admiraria que lhe devessem, com esta crise, até dói!
Fica-me a olhar com aquela cara de animal feroz da qual não temo. Abro a minha enorme boca de leoa e mando um enorme latido que o espanta para bem longe como um coelho pequeno com medo do lobo mau.

Ser má faz bem...mas a quê?
Depois decido parar para ir comprar um gelado. Estamos no tempo deles, mas que comer? cornoto...magnum..ok não levo nenhum, custa muito decidir e já não há paciência, pelo menos para mim.
Volto para casa depois de tantas voltas ter dado na rua e de ver tudo sempre na mesma, ou pior.
Sabe bem refunfar-me no sofá, ligar a tv e fazer zapping até altas horas...mas que ver? Ok, não me apetece, melhor mesmo é ir dormir. E ai que quem se atrever a latir nos meus sonhos.

sábado, 18 de agosto de 2012

Coisas da minha infância Part.1


Todos nós guardamos boas recordações da nossa infância, umas melhores e outras piores, mas certamente algumas memórias são inesquecíveis. Para vos refrescar a memória, resolvi abrir uma rubrica no meu blog para vos fazer voltar aos bons velhos tempos em que ainda gostavam de brincar com bonecos e quais as melhores recordações desses tempos.

Alguém se lembra destes bonequitos? Eram os matutolas, aqueles bonequinhos de plástico que saíam como brinde nos pacotes de batatas fritas da Ruffles. Haviam das mais variadas cores e feitios, com os mais variados perfis. Uns mais intelectuais, outros mais ao estilo trolha, Uns polícias e outros com cara de dondocas cheias de papel...mas todos eles engraçados e divertidos. O objetivo, como é mais do que lógico, baseava-se em colecionar o maior número de matutolas possível para fazer um jogo, que se baseava pura e simplesmente em bateres com os matutolas nos matutolas do teu adversário. O jogo era feito com duas pessoas, cada uma com uma fila de matutolas á sua frente e cada um tinha que tentar disparar os matutolas ao estilo jogo do berlinde, para acertar nos matutolas do adversário. Simples e eficaz. Mais tarde chegou a haver até um estojo para se colocarem os matutolas e recordo-me perfeitamente que eu tive dois estojos, um cor de rosa e o outro verde, que foi de herança para a minha irmã (já nem sei se ela os tem atualmente) e recordo-me que mesmo tendo dois porta-tolas (nome técnico que designa estojo para colocar os matutolas) haviam tolas que tinham de ser guardados noutros locais, como nas gavetas ou na minha mala de infância, mania de quem queria crescer muito depressa.

A ideia de resolver falar deste tipo de coisa foi porque, dado que ando numa onda de limpezas e seleção de objetos pela casa, dei de caras algures numa gaveta, com dois bonecos da espécie e resolvi  guardá-los para não me esquecer de partilhar convosco estes momentos que já não voltam e que me fizeram ficar tão nostálgica...

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Estrada Errada

Desta vez, não há volta a dar...
Pensei eu enquanto voltava as costas para regressar a casa de autocarro. Nunca pensei que resultássemos, mas acredita, fiquei contente quando soube que conseguíamos continuar mais um dia. Continuamos enquanto nos foi possível manter a alma iludida, mas estava cada vez mais difícil para ti manter a farça.
Quando me despedi de ti apenas te vi pela sombra. Decidi afastar-me...e essa foi a melhor coisa que fiz. Estar do teu lado não iria ajudar em nada. Arranjei força de vontade, muita, e parti.
Pedi ajuda á minha melhor amiga que veio ter ao meu encontro. Nesse dia mal tinha chovido. Era uma manhã fria de Inverno que recordo como se tivesse sido ontem.
Recordo-a porque me faz bem saber que tive coragem de partir, de te deixar na esperança de ainda veres o meu rosto esmorecido pela tua viragem de página.
Nunca me viste assim porque nunca o consenti. Tive força, muita força, mas tu nunca me viste chorar. Nunca me ouviste suplicar para que voltássemos, nem nunca me ouviste dizer ainda te amo.
Na verdade, nunca o disse depois da última vez. Nunca mais ousei dizê-lo, não porque não te amasse, mas porque sabia que, mais tarde ou mais cedo, tu irias sentir falta desse amor e eu já o haveria esgotado.
Os primeiros dias foram difíceis. A calma assustava-me. Não tinha coragem de permanecer muito tempo dentro de casa e de noite os meus olhos não sabiam o que significava a palavra sono. Vivia numa espertina constante misturada com o nervosismo de não saber como enfrentar algo que já havia começado.
Depois, lidar com o teu cinismo. Saber enfrentar-te e sorrir-te de frente. Dizer-te bom dia animadamente quando só me apetecia apunhalar-te de frente.
Foi difícil. Aos poucos fui-me dando conta de que o tempo começava a passar. Dei-me conta de que a tua decisão de deixar de encenar o amor havia sido a melhor solução para ambos.
O meses passaram...
Onde outrora havia amor, começaram a florescer os primeiros sinais de ódio.
Comecei a odiar-te com todas as minhas forças. Cada vez que te via sentia náuseas. A tua simples figura enjoava-me.
Ás vezes vinhas ter comigo, quando te sentias mais sozinho e desprezado. Não tinhas muitas pessoas com quem falar no local onde te encontravas e por isso davas o braço a torcer por tu mesmo saberes que ali toda a gente te tratava por tu.
Lamento se te deixei desapontado, mas perdi a vontade de ser digna contigo. Comecei a ver pelos teus olhos, a jogar o mesmo jogo, a ceder e a ganhar relevo a cada cartada, ganhando sempre mais força a cada ás que me saía.
Tu não valias nada, apercebi-me. Nunca valeras. Nunca estiveste á altura dos meus sentimentos nem nunca saberás dar ao valor o que é despedaçá-los.
Fica sabendo, hoje de ti não guardo nada. Esgotou-se o rio da paciência e da ilusão.
Há muito que deixei de esperar por milagres, não que me levassem até junto de ti, mas que te fizessem desaparecer diante dos meus olhos, encontrar alguém a quem dar o teu falso afeto.
Tinhas a mania que tinhas sempre razão, mas perdeste-a aos meus olhos. Fizeste bem o teu papel de vítima, soubeste ser ator. Se tivesses concorrido a um casting talvez hoje tivesses ganho um troféu.
Quando me recordo de ti não consigo ver o teu rosto. A tua silhueta é uma mancha desfocada diante dos meus olhos. Não consigo recordar a tua voz com precisão, nem os teus tiques estranhos, as tuas nuances. É como ouvir-te falar debaixo de água, percebo que falas, mas não consigo entender o que dizes.
Como é bom que as coisas tenham ocupado este lugar. Como é bom que tudo tenha sido levado pelo tempo. Hoje, lembrar-te, é apenas uma história comum. Nunca imaginei que tal me pudesse ter acontecido, mas não consigo lembrar-me exatamente do que aconteceu.
Simplesmente já foi, apanhei a estrada errada, aquela sem saída da qual tive de regressar a passos lentos.
Digo lento, porque certamente tu sabes...nada do que deve ser definitivo se faz com pressa. Isto foi uma dessas coisas definitivas, dizer-te adeus.

terça-feira, 24 de julho de 2012

Quando homem casado troca o ouro pela bijuteria...

Nos dias que correm há cada vez mais divórcios e pelos mais variados motivos. Não vou estar aqui a fazer uns listinha dos principais fatores de divórcio, mas vou falar de um em particular, que me chama particularmente a atenção e que não deixa de me dar graça.
Quem fala de homens que traem as suas mulheres, também fala de mulheres que traem os seus maridos. No entanto vou focar os homens, porque há que admitir que é muito mais fácil ser um homem a cair em tentação, em especial se não tiver a mulher ao lado.
Há homens e homens...e há os fiéis ás duas esposas, e ainda os que gostam de afogar o ganso, me faço entender.
Um homem quando não está satisfeito com o casamento que tem, só lhe fica bem falar com a mulher e explicar o que o incomoda ou não o faz feliz. Normalmente os homens casados tendem todos a cair nesta mesma decadência de pensar que é só um caso de uma noite, uma deslizadela pelas outras não mata ninguém...até que deixa a amante grávida. E mesmo que ele se separe da mulher...amante será sempre a amante, para todos os efeitos, mesmo que a assuma aos quatro ventos. AMANTE É SEMPRE AMANTE, o que até dá um bom reportório ao senhor que quer encobrir os seus deslizes...em especial quando é apanhado em flagrante. Eu adoro as alturas em que o querido e fiel marido é apanhado com a pata na poça, simplesmente adoro, não há nada a fazer. E quando não lhe sai a frase "querida, isto não é o que parece", sai algo como: "isto não é nada...ela é feia como tudo, como achas tu que eu vou com ela?"...mas na verdade, VAI MESMO COM ELA, COM A FEIA...que falta de bom gosto!
Depois ainda há os homens que, logo que metem a pata na poça e são apanhados, divorciam-se e metem famas nas sua ex mulheres. Umas são umas grandes cabras porque lhe tinham metido os palitos, mas como nem sempre isso cola, dão em porcas que não querem trabalhar e fazer nenhum nas suas casas. Então surge Tânia Dias, a voz da experiência que apela a todos os homens infiéis deste planeta: MEUS CAROS SAFADOS, SE A MULHER NÃO FAZ NADA EM CASA, PORQUE NÃO FAZEIS VÓS QUE SOIS TÃO TRABALHADORES? SÓ SERVIS PARA FAZER PAPEL DE VÍTIMA?
Há que admitir que é vergonhosa a situação, mas ela existe. Infelizmente existe neste mundo muita gente sem nível, sem escrúpulos, sem nada que nem a um monte de m**** se comparam. Sabe bem saírem da história os santinhos e vítimas, foram uns tolinhos e uns coitadinhos os meninos, mas não contam o que andaram a fazer no meio da noite, enquanto pulavam janelas de pensões que os próprios pagavam para dar boa vida ás vacas com quem dormem...nem contam de onde vem o montante, quer seja do seu suor ou dos seus descendentes, sim, porque há pais que roubam porcamente os filhos para encher bocas a criar de vaca, ou seja, dão o leite de casa ás vadias para lhe matar a sede e ainda têm o descaramento de se quererem fazer sair bem na fotografia.
Situações como esta, claro, só acabam por fazer destes episódios, não sagas estilo twilight, se não novelas mexicanas nas quais eu me sento na primeira fila para assistir e comer pipoca.
Ainda mais me dá vontade de rir quando me dou conta de como é que há homens que conseguem trocar mulheres lindas, honestas e boas mães, boas donas de casa e boas amigas, por um monte de palha usada onde já mil burros meteram o rabo, onde já tantos cavalos urinaram em cima e onde o burro de quem caiu na armadilha vai lá deixar a marca. Minha nossa, como este mundo precisa de voltar um pouco ao antigo. Não porque seja antiquada, mas porque reconheço que, quando mais modernismos, pior sociedade, pior mentalidade e pior fidelidade.

sábado, 21 de julho de 2012

sê feliz, não olhes para trás

Há anos que te pus para trás das minhas costas.
Parece que foi hoje. Era de noite, já muito tarde. Lembro-me que chovia intensamente.
Lentamente saí da cama. Tu dormias pesadamente.
Sabia que tinha chegado a hora. Tinha chegado a nossa hora. A hora de decidir que caminho seguir. Ambos sabíamos que não éramos felizes. Que fazia falta seguir em frente, não olhar para trás.
Ser feliz é complicado. Muito complicado. Nunca soube como te dizer, mas eu desejei ser feliz quando comecei a fazer a mala nessa noite de tempestade. Meti pouca coisa na mala, não era preciso muita.
Deixei um bilhete na porta do frigorífico. Não dizia muita coisa. Procura ser feliz, ama alguém que consiga amar-te mais do que eu...procura não pensar em mim.
Desci as escadas do átrio de entrada e saí para o exterior. O chuva quente acolheu o meu rosto. Meti a chave na porta do carro e entrei. Não olhei para trás, nem era preciso. Dizem que não faz bem olhar para trás. Tolo é aquele que vive de recordações.
Segui em frente sem saber para onde ir, o que fazer. Segui sem saber que rumo tomar ou como começar. Mas é sempre assim.
Sei que hoje tu és feliz. Ninguém me disse, eu mesma sei. Tentei encontrar-te noutros corpos. Vi ainda muitas vezes os teus olhos noutros homens. Mas era sempre um outro sonho.
Hoje sei que te afastei para sempre de mim. Sei que conseguiste superar a surpresa de não me encontrar mais do outro lado da cama.
Foi a melhor forma de te dizer que um dia te amei demais e que...tu sabes, continuarei a respeitar-te, a respeitar-me acima de tudo.
Foi melhor assim. Não guardo rancor de saber que deitaste nessa cama muitas outras mulheres a quem chamavas de amor.
Hoje não me custa saber que fui apenas mais uma. No fundo, tu  também o foste para mim. A coragem é a valentia do homem, e nem todos a possuem. Tu sabes que foi difícil para mim, mas foi assim que o decidi. Eu queria provar-te que não iria ter mais esperança em ti. Afinal de contas, custa tão pouco ser feliz, basta ter-se coragem de seguir.

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Hoje o que está a dar são os 5 minutos de fama!

Não importa o que seja, nem como surge...mas nos dias de hoje, a ideia de existência passa simplesmente pelo facto de sermos tocados pelos media.
Um grande exemplo disso são os ídolos. Para quem não sabe, os ídolos é um programa da Sic em que os concorrentes decidem mostrar os seus dotes musicais e ir passando a cada fase até chegar á final e levar um prémio para casa. Sempre gostei de ver os ídolos, mas programas como este fazem-me pensar nestas coisas.
Quantos de vocês conseguem lembrar-se de ex concorrentes dos ídolos? Nem eu...por mais que tente nem eu me consigo lembrar.
Neste momento tenho um colega do meu curso, o Diogo Piçarra, a concorrer nos ídolos e nem se tem saído mal. No entanto, admito que há melhores vozes ali e que já estiveram em risco de serem eliminados. Tudo isto porque os portugueses não sabem votar decentemente em quem canta mas decide votar pelo vestido, pela carinha laroca e até porque acha que canta qualquer coisinha e engraçou com fulano.
Mas isso já são outros assuntos que nada têm a ver com a temática deste post.
O que eu pretendo basicamente aqui tentar que percebam é que hoje em dia tem muito mais valor serem publicadas duas ou três páginas de revistas sobre os ídolos do que pessoas com mérito ou outras situações que mereçam ser notícia e que fique na história. Hoje a moda é dar relevo a coisas que amanhã já ninguém se vai lembrar ou sequer pensar que existiu...
Já lá vão os bons velhos tempos em que a memória de elefante vingava no nosso país e não é do queijo a culpa disto tudo, mas sim da desgraça que nos cerca cada vez mais de perto.
Em tempos deu um programa na Sic com um formato parecidíssimo aos ídolos, chamado de FAMILIA SUPERSTAR. Basicamente o programa consistia em manter os concorrentes hospedados numa casa, irem sendo postos á prova com as suas capacidades vocais durante a semana e haviam as galas todos os Domingos á noite. Se querem saber, tenho ainda na lembrança que ganhou uma rapariga e que cantava muito bem, mas quem é ela? não sei...e o que importa isso? Ganhou o programa! Que bom para ela.
E é deste tipo de coisa que vivemos hoje em dia. Vivemos no império da imagem, em que a montra tem mais peso que o conteúdo?
-Já viste aquele rapaz tão culto mãe?
-O que interessa se nem se sabe vestir como deve de ser?

É disto que vivemos hoje. De imagem, de montra e de cada vez mais efemeidade, onde o que chega hoje, amanhã já não interessa. Vivemos numa sociedade de cada vez mais vicios e cada vez mais desgraça, cada vez mais facilitismo e cada vez mais para uns e menos para outros.
Vivemos numa sociedade em que concorremos a um reality show e dois dias depois já temos fãs e somos capa de resvista como o caso do Big Brother e da Casa dos Segredos. O que é que aquelas pessoas são? Tanto ou menos que eu e além de estarem a fazer uma enorme figura de ursos ainda saem com uma mala com uns trocos e reconhecimento temporário. E o mais giro no meio disto tudo é que esse clube de admiradores tem o nome de fãs!!!
Na minha opinião, estamos sim na era do ridículo, em que as coisas mais absurdas fazem todo o sentido e a mulher de pele e osso está acima da mulher com algumas curvas.
Sejemos sinceros: Onde iremos nós parar? Não estaremos a cair num tremendo exagero?
Não será tudo isto e hiperbole da nossa sociedade atual?

quarta-feira, 13 de junho de 2012

A febre da seleção

Eu admito: Gostos não se discutem, opiniões devem de ser ouvidas e debatidas mas nunca desvalorizadas e pontos de vista são pontos de vista.
No entanto há uma coisa que não entendo e gostaria que todos vocês me ajudassem a perceber.
Expliquem-me porque carga de água nós portugueses só apoiamos Portugal quando é para os jogos mas nunca nos apoiamos uns aos outros quando estamos aflitos?
Nos jogos somos todos unidos e todos iguais, temos amor pelo nosso país e tudo mais, exibimos a nossa bandeira com orgulho e satisfação sem qualquer preconceito, sem pensar duas vezes até...porém, perante a crise me que estamos e perante uma serie de dificuldades que passamos, somos cada vez mais individualistas e já nos esquecemos de levantar a bandeira ao alto e gritar a plenos pulmões que podemos ajudar.
A meu ver, é muito mais giro gastar dinheiro em t-shirts vermelhas e verdes, cachecóis vermelhos e verdes, bonés e bandeirinhas do que investir esse montante numas instituição de solidariedade qualquer. Sai muito mais em conta comprar tremoços e cervejinha gelada e ficarmos sentados a assistir pela televisão a meia dúzia de gatos pingados a correr feitos doidos atrás de uma bola como se o nosso futuro dependesse de mais um golo de Cristiano Ronaldo. Está IN gritar por Portugal só por uma jogatana mundial que gritar pelo futuro de Portugal numa manifestação. Não é que me queixe que não há manifestações em Portugal...existem muitas manifestações. No entanto será que toda a gente sabe para que se destina essa dita manifestação, ou marcam simplesmente presença por uma questão de ética, por que rói na carteira e por exibição? Já me pergunto sobre o assunto, porque estamos precisamente num mundo de imagem regido pela lei dos três F portugueses que são:
  • Futebol
  • Fátima
  • Fado
É bom torcer pelo que é nosso, mas deveríamos pensar que o nosso futuro não depende disso. Não dependemos de uma bola e de meia dúzia de golos. Não dependemos do Cristiano Ronaldo nem do José Mourinho nem de porra nenhuma ligada ao futebol. Pensem minhas gentes: Vocês não levam nada em troca pelas dezenas de berros que pregam nas ruas e nas vossas casas. Quem ganha é a seleção, é cada futebolista que recebe todos os meses milhares enquanto vocês chupam no dedo e vão lendo nas revistas cor de rosa que o Cristiano Ronaldo tem mais uma namorada e um carro para cada amigo. Porque será que ele tem um carro para cada amigo? Porque joga bem, é verdade, mas porque ganha o triplo do que vocês ganham. Com a boa arte de jogar o Ronaldo marca mais para a carteira que para a baliza. E vocês marcam apenas é lugar a ver Portugal perder ou ganhar.
Não digo com isto que seja contra, que não veja, porque seria mentira. Por acaso não vejo assiduamente, nem ligo, nem acho relevante para o meu enriquecimento pessoal os jogos da seleção, porque os jogos da seleção não me enchem a barriga, só me metem os ouvidos com uma tremenda zunida com tanto berro ao estilo: GOOOOOOOOOOLOOOOOOOO! E sim, acho isso chato. Assim como acho chato todos os demais jogos de futebol do Sporting, Benfica ou mesmo até do Porto. Fico embasbacada pela forma como as mulheres conseguem por vezes ser ainda mais fanáticas pela bola que muitos homens, umas autênticas marias rapaz devoradoras de jogos e que se glorificam a si mesmas cada vez que equipa X marcou um ponto a mais que equipa Y. Aprendam: Quem marcou foi a equipa...não vocês. Vocês não marcaram nada! Nada de nada a não ser o logarzinho no sofá. Posso ter gostos que até vocês poderão considerar mais ridículos que esta minha opinião. Mas que querem? Gostos são gostos. Só dei a minha opinião.