Música...
Uma das minhas palavras de eleição, aquela coisa que toda a gente ouve, aquela coisa que eu não posso passar sem ouvir em qualquer lado.
Hoje em dia faço tudo com música. É super prático transportar as nossas músicas preferidas num aparelho e ouvir em qualquer parte. Porém, de onde virão a maior parte das músicas que temos na nossa infindável lista de músicas no computador?
Toda a gente, mas MESMO TODA A GENTE já tirou músicas da internet. Sai muito mais prático hoje em dia fazer o download de uma músiciquita catita que gostamos e metê-la no mp3/4/ipod e ouvir onde bem nos apetecer. Porém, quando estamos um download de uma música temos plena consciência que estamos a praticar um roubo corrente. É frequente dizer-se que estamos a roubar o trabalho do cantor, uma vez que é de música que ele vive. Embora eu não veja as coisas exatamente nesse prisma, não considero de todo ético que se tirem albuns e álbuns a internet. Eu sei que cada vez mais comprar um album é um luxo e que com esta crise temos que fazer as contas aos trocos. Porém acho que deveriamos ser mais seletivos na forma como fazemos uso dos motores de busca e da forma como abusamos dos programas para retirar músicas da Internet. Geralmente, quando tiro uma música da Internet e escuto todo o album no youtube e vejo que vale a pena, eu nunca saco o album da net, eu compro. Pode ser para o mês que vem, para daqui a dois meses, mas acabo sempre por fechar os olhos e comprar algo que gosto, afinal não pode ser só dinheiro para o estado, nós também temos direito. Já perdi a conta das músicas e albuns que tenho no meu computador e da minha constante sede por vozes frescas, mas sou bastante seletiva nas escolhas que faço quando tenho que sacar alguma música da internet. Não vejo mal algum em tirar de forma não abusiva. É normal que queiramos ouvir para saber se vale a pena, pelo menos é assim que funciona comigo.
Com estas manias todas, não estou a querer dizer não o façam, podem fazer como entenderem. O meu ponto de vista não tem de ser necessariamente igual ao de todos. Não estou também propriamente ralada com o que o músico perde á pala da quantidade de downloads que são feitos, assim como o músico também não se rala comigo porque nem sabe que eu existo.
E vocês? São alguns download maníacos?
Bem vindos ao meu blog. Aqui escrevo o que penso, o que me apetece e o que bem entendo. Fiz-me entender? Nem por isso? É complicado exemplificar. Puxai uma cadeira. Comei pipocas e ride! Sim...riam muito porque tristezas não pagam dívidas.
quarta-feira, 21 de março de 2012
domingo, 11 de março de 2012
O Rapaz de T-shirt Branca
Tudo começou numa noite completamente vulgar. Fui com um grupo de amigas para uma discoteca qualquer, sem rumo nem horas para voltar. O ambiente era simpático, as pessoas estavam bem dispostas e a música de fundo soava agradavelmente nos meus ouvidos. Fui buscar uma bebida para aquecer. Haviam pequenos grupos de mulheres ao balcão que mexiam animadamente as ancas. Apreciei a forma descontraída como o fazia, como se fossem donas do mundo e tudo fosse perfeito nas suas vidas. Sorri, pois sabia bem ver rostos bem dispostos. Serviram-me uma vodka, levei-a na minha mão e mergulhei por entre uma enorme multidão em busca do meu grupo de jovens mulheres sem rumo nem hora para chegar a casa, mulheres sem maridos ou sem homens a quem dar satisfações do que se passa nas nossas vidas. Estava pronta para ir para a pista, dançar até o nascer do sol, apanhar a noitada da minha vida e sentir a música bombear o meu sangue para todas as cavidades do meu corpo. Mesmo com saltos, nem me importei. A dada altura um individuo faz-me tropeçar quase me fazendo entornar a bebida. Olhei passada. Tentei chamar quem quer que tivesse feito aquilo á atenção quando o vi...Um rapaz jovem de T-shirt branca e cabelo ondulado que me olhava espantado pelo momento inesperado do embate. Ficamos parados frente a frente. Mesmo na escura discoteca podia ver que os seus cabelos brilhavam como a luz de um dia de sol que nasce. Os seus olhos castanhos escuros, penetrantes olharam-me fixamente, atentos, como que a planear o próximo golpe, numa tentativa de me deixar sem armas de defesa. Uma das minhas colegas veio puxar-me para o meio da pista. Deixei a bebida quase cair. Perdi o controle nos meus sapatos de salto sem tirar os olhos de cima dele, que por sua vez me admirava espantado entre uma enorme multidão de corpos que se misturavam e repetiam os mesmos movimentos ritmados do som da música. Deixei-me ficar quieta, embora fosse sempre sendo puxada por agora o meu grupo inteiro de jovens mulheres que não têm hora para chegar a casa. Fiquei de olho nele. Tentei dançar e parecer animada, mas tal era impossível. O rapaz da t-shirt branca veio para o meio da pista, dançava num pequeno grupo de jovens talvez solteiros, talvez comprometidos, sem também eles hora para chegar a casa. Girava sobre os meus sapatos e admirava-o a cada volta que dava, sempre de olhar fixo em mim como se sempre nos tivéssemos pertencido. O som e a música deixavam-me tonta. Por momentos quase que o senti beijar-me, mas claro, isso apenas nos meus sonhos obscenos de uma mulher solteira e sozinha que acabara de encontrar um estranho com quem poderia passar a noite.
Tentei voltar ao meu estado normal, chamar-me a mim mesma á atenção, desviar esse pensamento da minha cabeça. Embora eu não tivesse hora para chegar a casa, não pretendia perder a minha cabeça.
No fundo começava a senti-lo...o efeito do meu coração que me fugia, das minhas mãos que se prendiam na garganta seca pela ansiedade de não passar daquela noite em que os nossos olhares se cruzavam. Girei fechando os olhos, sentindo uma imensa multidão de mãos e corpos imundos pelo suor que se misturavam comigo, que dançavam as mesmas batidas, as mesmas melodias que se repetiam misturadas, disfarçadas pela vergonha de uma não versatilidade imparcial.
Tentei berrar, gritar que me sentia a sufocar, quando sentia uma mão encaixar na minha. Sorri pensando ser uma das minhas amigas e abri os olhos, mas paralisei. A dado momento, deixei de as ver, entrando em pânico por tentar procurar em vão o rasto de cada uma delas sem sucesso...e mesmo á minha frente...ele, de olhos completamente colados aos meus, como que a avisar-me que seria ali que tudo aconteceria e ali que tudo se perderia. Cedi. Parei no meio da pista com o meu coração aos saltos sem saber para onde me virar. O rapaz da t-shirt branca pousou levemente a sua delicada mão na minha cintura e puxou-me para dançar. Sorrimos ao perceber que os nossos corpos encaixavam de forma perfeita na melodia que chegava frenética. Alexandra Stan- Get Back tocava na discoteca. Um belo som para duas pessoas que lentamente se aproximavam e sorriam por não se conhecerem. Cedia a cada toque, a cada emoção e cada estimulo que ele me dava. Não sabia onde aquela música nos podia levar mas cedia sem receios de ter de explicar tudo quando chegasse a casa. Nisto o mundo parou quando os lábios dele se uniram aos meus sem qualquer tipo de equivoco, sem qualquer tipo de medo ou qualquer tipo de maldade. Beijamos-nos sem nos arrependermos, beijamos-nos tanto que nos perdemos entre uma doce mistura de pecado com sabor da vodka que rapidamente se evaporou entre uma onda de fumaça que provinha da pista. Nesse momento deixei de o ver. Procurei-o desesperada tentando ter a certeza de que não havia sonhado. As horas passavam e os meus lábios procuravam os dele no meio da multidão. De repente, todos os outros tinham também uma t-shirt branca. Todos me olhavam parecidos com ele, mas nunca iguais a ele. Fugi da pista em busca de uma ilusão que certamente se haviam evaporado da minha vida. Corri para o exterior sem pagar, com o segurança mesmo atrás de mim a pedir-me que pagasse a conta. O meu grupo de amigas veio ter comigo animado. Paguei a conta e voltei de carro para casa. Olhava para trás a cada curva, a cada abrandamento do frenético motor de um BMW que nem me pertencia. A dada altura senti-me exausta e sufocada. Acabei por adormecer no banco de trás do carro entre lágrimas e desespero.
Passaram-se dois meses.
Era mais um dia comum, como todos os outros em que saio de casa para trabalhar. Comprei o jornal para ler as noticias e esperei o comboio na estação. Assim que escuto o motor parar mesmo diante de mim entrei e coloquei os meus phones para deixar o tempo correr. Havia algum tempo que não ouvia música desde...pronto, desde aquela altura.
Começou a tocar Alexandra Stan. Aquela música fazia lembrar-me alguém. Decidi parar, mas uma travagem mais acentuada do comboio fez-me perder o controle do aparelho que me escapou acidentalmente das mãos. Procurei-o no meio de algumas pernas que se moviam em direção á saída e nisto uma mão estende-se na minha direção para me devolver o aparelho que quase havia perdido. Endireitei-me numa de agradecer ao estranho que amavelmente reparou que deixaram cair o meu pequeno sistema de som e congelei. O rapaz da T-shirt Branca sorria para mim, tal e qual como na noite em que nos conhecemos, tal e qual como na noite em que desapareceu. Unimos as nossas mãos. Disse-me que tinha algo para me devolver, que me havia roubado há dois meses atrás. Fechei os olhos, não pensamos em nada.
Tentei voltar ao meu estado normal, chamar-me a mim mesma á atenção, desviar esse pensamento da minha cabeça. Embora eu não tivesse hora para chegar a casa, não pretendia perder a minha cabeça.
No fundo começava a senti-lo...o efeito do meu coração que me fugia, das minhas mãos que se prendiam na garganta seca pela ansiedade de não passar daquela noite em que os nossos olhares se cruzavam. Girei fechando os olhos, sentindo uma imensa multidão de mãos e corpos imundos pelo suor que se misturavam comigo, que dançavam as mesmas batidas, as mesmas melodias que se repetiam misturadas, disfarçadas pela vergonha de uma não versatilidade imparcial.
Tentei berrar, gritar que me sentia a sufocar, quando sentia uma mão encaixar na minha. Sorri pensando ser uma das minhas amigas e abri os olhos, mas paralisei. A dado momento, deixei de as ver, entrando em pânico por tentar procurar em vão o rasto de cada uma delas sem sucesso...e mesmo á minha frente...ele, de olhos completamente colados aos meus, como que a avisar-me que seria ali que tudo aconteceria e ali que tudo se perderia. Cedi. Parei no meio da pista com o meu coração aos saltos sem saber para onde me virar. O rapaz da t-shirt branca pousou levemente a sua delicada mão na minha cintura e puxou-me para dançar. Sorrimos ao perceber que os nossos corpos encaixavam de forma perfeita na melodia que chegava frenética. Alexandra Stan- Get Back tocava na discoteca. Um belo som para duas pessoas que lentamente se aproximavam e sorriam por não se conhecerem. Cedia a cada toque, a cada emoção e cada estimulo que ele me dava. Não sabia onde aquela música nos podia levar mas cedia sem receios de ter de explicar tudo quando chegasse a casa. Nisto o mundo parou quando os lábios dele se uniram aos meus sem qualquer tipo de equivoco, sem qualquer tipo de medo ou qualquer tipo de maldade. Beijamos-nos sem nos arrependermos, beijamos-nos tanto que nos perdemos entre uma doce mistura de pecado com sabor da vodka que rapidamente se evaporou entre uma onda de fumaça que provinha da pista. Nesse momento deixei de o ver. Procurei-o desesperada tentando ter a certeza de que não havia sonhado. As horas passavam e os meus lábios procuravam os dele no meio da multidão. De repente, todos os outros tinham também uma t-shirt branca. Todos me olhavam parecidos com ele, mas nunca iguais a ele. Fugi da pista em busca de uma ilusão que certamente se haviam evaporado da minha vida. Corri para o exterior sem pagar, com o segurança mesmo atrás de mim a pedir-me que pagasse a conta. O meu grupo de amigas veio ter comigo animado. Paguei a conta e voltei de carro para casa. Olhava para trás a cada curva, a cada abrandamento do frenético motor de um BMW que nem me pertencia. A dada altura senti-me exausta e sufocada. Acabei por adormecer no banco de trás do carro entre lágrimas e desespero.
Passaram-se dois meses.
Era mais um dia comum, como todos os outros em que saio de casa para trabalhar. Comprei o jornal para ler as noticias e esperei o comboio na estação. Assim que escuto o motor parar mesmo diante de mim entrei e coloquei os meus phones para deixar o tempo correr. Havia algum tempo que não ouvia música desde...pronto, desde aquela altura.
Começou a tocar Alexandra Stan. Aquela música fazia lembrar-me alguém. Decidi parar, mas uma travagem mais acentuada do comboio fez-me perder o controle do aparelho que me escapou acidentalmente das mãos. Procurei-o no meio de algumas pernas que se moviam em direção á saída e nisto uma mão estende-se na minha direção para me devolver o aparelho que quase havia perdido. Endireitei-me numa de agradecer ao estranho que amavelmente reparou que deixaram cair o meu pequeno sistema de som e congelei. O rapaz da T-shirt Branca sorria para mim, tal e qual como na noite em que nos conhecemos, tal e qual como na noite em que desapareceu. Unimos as nossas mãos. Disse-me que tinha algo para me devolver, que me havia roubado há dois meses atrás. Fechei os olhos, não pensamos em nada.
sexta-feira, 2 de março de 2012
Fatores condicionantes do bom astral diário
Por mais que possa dizer o contrário, eu sou muito influenciada pela primeira impressão matinal assim que saio de casa.
Regra geral não costumo falar muito pela manhã. Gosto de estar calada e deixar que as minhas cordas vocais se acostumem á rotina matinal de receber algo líquido e quente para que comecem a funcionar na perfeição. Não gosto de esforçar a minha voz e muito menos de falar demasiado quando ainda estou naquela fase entre o sono e o desperto.
Costumo despachar-me muito rapidamente, pois na noite anterior deixo tudo preparado incluindo a roupa que vou vestir, só para não ter de andar feita doida á procura das coisas. Odeio isso.
Quando saio de casa olho o céu e penso como poderá ser o meu dia meia hora mais tarde. Para mim a primeira impressão é bastante importante, porque influencia todo o meu dia. Se as coisas arrancarem mal, para mim o dia vai ser longo, mas se começarem bem, terei um bom dia. Gosto de dias longos, mas com fundamento. Embora as coisas não tenham que correr na perfeição, gosto sempre que corram da melhor forma possível. Já tive dias em que pensei que teria sido melhor não meter um pé fora de casa, mas não me deixo levar por coisas sem interesse. Por vezes somos influenciados pelos estados de espírito alheios ou pode haver uma alminha caridosa que nos queira deitar abaixo. Eu não deixo que isso aconteça comigo. O meu dia é simplesmente o meu dia e gosto que as coisas corram ao meu ritmo.
Um dia banal para mim é um daqueles dias em que desperto para ir para a Universidade, mas admito que ultimamente me tenho dedicado muito mais ao ramo da música que propriamente á Universidade. No fundo devemos sempre fazer alguma coisa que nos faça sentir preenchidos por dentro e é precisamente o que faço há quase dois anos. Este também é um grande condicionante de um bom dia para mim. Acordar com música, sair de casa com música e voltar para casa com música, tocar música, produzir música e viver dela é algo que pretendo fazer e que sempre quis desde pequena.
Por isso, se saio de casa e me esquecer da música, saio de casa logo furiosa, o que não é nada bom para o resto do meu dia, se bem que só me aconteceu isso uma vez e a partir daí jurei sempre estar atenta ao que deixava em casa.
Não gosto de pressas, nem de coisas mal feitas, nem de pessoas desleixadas que fazem as coisas por fazer. Gosto de fazer o que faço por gosto. Embora a Universidade não é algo que faça exatamente por gosto, faço com gosto por saber que me vai garantir um titulo no futuro e porque estou quase licenciada. Gosto de batalhar pelas coisas. Todos os dias gosto de sentir que luto por um objetivo. Sabe muito melhor conseguir algo pelo meu mérito e não por cunhas ou favores. É sempre bom algum facilitismo, mas gosto muito mais de ter o que tenho porque me esforço para o conseguir. Outra das coisas que são o veículo do meu dia, são as músicas de Jeff Buckley. Só que não o escute uma vez que seja...a coisa pode correr mal, porque sabe sempre bem fazer as minhas coisas ao som das minhas grandes influências. Um bom comer também ajuda, e porque sou de boa boca nunca me queixo muito com o que como. Nos tempos que correm também não é nada saudável que nos queixemos muito. O que mais gosto de fazer ao longo do meu dia é tocar guitarra elétrica, sem ela o resto foi quase que em vão para mim, pois batalho todo o dia para matar o tempo e chegar á hora de lhe tocar e passarmos um bom tempo as duas, eu e ela...a minha linda telecaster :D
E vocês? Quais as coisas que mais valorizam para que o dia vos corra como decorre hoje o meu?
Regra geral não costumo falar muito pela manhã. Gosto de estar calada e deixar que as minhas cordas vocais se acostumem á rotina matinal de receber algo líquido e quente para que comecem a funcionar na perfeição. Não gosto de esforçar a minha voz e muito menos de falar demasiado quando ainda estou naquela fase entre o sono e o desperto.
Costumo despachar-me muito rapidamente, pois na noite anterior deixo tudo preparado incluindo a roupa que vou vestir, só para não ter de andar feita doida á procura das coisas. Odeio isso.
Quando saio de casa olho o céu e penso como poderá ser o meu dia meia hora mais tarde. Para mim a primeira impressão é bastante importante, porque influencia todo o meu dia. Se as coisas arrancarem mal, para mim o dia vai ser longo, mas se começarem bem, terei um bom dia. Gosto de dias longos, mas com fundamento. Embora as coisas não tenham que correr na perfeição, gosto sempre que corram da melhor forma possível. Já tive dias em que pensei que teria sido melhor não meter um pé fora de casa, mas não me deixo levar por coisas sem interesse. Por vezes somos influenciados pelos estados de espírito alheios ou pode haver uma alminha caridosa que nos queira deitar abaixo. Eu não deixo que isso aconteça comigo. O meu dia é simplesmente o meu dia e gosto que as coisas corram ao meu ritmo.
Um dia banal para mim é um daqueles dias em que desperto para ir para a Universidade, mas admito que ultimamente me tenho dedicado muito mais ao ramo da música que propriamente á Universidade. No fundo devemos sempre fazer alguma coisa que nos faça sentir preenchidos por dentro e é precisamente o que faço há quase dois anos. Este também é um grande condicionante de um bom dia para mim. Acordar com música, sair de casa com música e voltar para casa com música, tocar música, produzir música e viver dela é algo que pretendo fazer e que sempre quis desde pequena.
Por isso, se saio de casa e me esquecer da música, saio de casa logo furiosa, o que não é nada bom para o resto do meu dia, se bem que só me aconteceu isso uma vez e a partir daí jurei sempre estar atenta ao que deixava em casa.
Não gosto de pressas, nem de coisas mal feitas, nem de pessoas desleixadas que fazem as coisas por fazer. Gosto de fazer o que faço por gosto. Embora a Universidade não é algo que faça exatamente por gosto, faço com gosto por saber que me vai garantir um titulo no futuro e porque estou quase licenciada. Gosto de batalhar pelas coisas. Todos os dias gosto de sentir que luto por um objetivo. Sabe muito melhor conseguir algo pelo meu mérito e não por cunhas ou favores. É sempre bom algum facilitismo, mas gosto muito mais de ter o que tenho porque me esforço para o conseguir. Outra das coisas que são o veículo do meu dia, são as músicas de Jeff Buckley. Só que não o escute uma vez que seja...a coisa pode correr mal, porque sabe sempre bem fazer as minhas coisas ao som das minhas grandes influências. Um bom comer também ajuda, e porque sou de boa boca nunca me queixo muito com o que como. Nos tempos que correm também não é nada saudável que nos queixemos muito. O que mais gosto de fazer ao longo do meu dia é tocar guitarra elétrica, sem ela o resto foi quase que em vão para mim, pois batalho todo o dia para matar o tempo e chegar á hora de lhe tocar e passarmos um bom tempo as duas, eu e ela...a minha linda telecaster :D
E vocês? Quais as coisas que mais valorizam para que o dia vos corra como decorre hoje o meu?
sábado, 25 de fevereiro de 2012
Como lidar com tipos com feitiozinho especial
Não sei porque motivo me ocorreu fazer este post, mas há coisas das quais nos lembramos subitamente e que nos fazem pensar em como não nos ocorreram há uns tempos atrás. Não falo com isto que me arrependo de alguma coisa que tenha feito. Apenas acho caricato como tencionamos fazer uma coisa mas o impulso do momento nos dá para fazer precisamente o oposto.
Há algum tempo atrás tive um relacionamento que não durou muito tempo mas que deu para conhecer algumas pessoas pelo caminho, entre elas um rapaz com o mesmo nome do meu ex. Chamemos-lhe o G. O G era um conhecido, e nem mesmo isso porque nunca o conheci pessoalmente.
Começamos a falar por casualidade, uma vez que começou a meter conversa comigo através do facebook do meu ex. Esta coisa das redes sociais trás sempre coisas do género.
Com o passar do tempo acabamos por adicionar o contato um do outro e falamos via msn. Embora a conversa não fosse desagradável, haviam aspetos que na altura nem me dei ao trabalho de referir, mas comento aqui sem qualquer tipo de relevância.
Numa das nossas conversas o G começou a demonstrar o seu caráter determinado e que hoje teria resposta, caso me desse a esse trabalho, lógico.
Normalmente no msn não costumo mandar frases muito longas, escrevo frases simples e clico enter e isso irritava o damo. Num momento de frontalidade disse-mo diretamente, que lhe dava nervos meias frases.
Outro dos assuntos seria irmos tomar um café e quem pagava seria eu, para além de ter de me deslocar para ir ter com o menino. Na certa estaria a sonhar alto o rapaz. É que nem por sombras iria gastar dinheiro para ir ter com um rapaz, venha ele se quiser. Vou sim, mas se valer a pena.
Outro dos assuntos eram as hormonas masculinas dele que dançavam uma rumba na época. Aparentemente o G não estava há mais de um mês com uma rapariga e dizia que já subia paredes. Disse também que embora eu não fosse exatamente o género dele, que para uma noite até que estava bem porque tinha um ar janota.
Ora pois então, eu tenho escrito na testa que passo a vida na rotunda a vender a peida, ainda para mais com casos de uma noite, ou por outras palavras, one night stand...
Não demorei muito tempo a comprovar que o problema do G era o mesmo do meu ex G: falta de parafuso.
Não foi por motivo nenhum em especial que me lembrei de falar desta situação a roçar o caricato, apenas me veio á cabeça porque algum tempo depois de eu e o meu ex G termos terminado o nosso relacionamento ainda mantinha contato com o G amigo dele. Faria isso algum sentido? Not at all.
Um belo dia, estava eu no msn e decidi apagar o G da minha lista de contatos. Afinal só ali estava a apanhar pó e eu já não perco tempo com situações do género nem nada que tenha propriamente a ver com os G e companhia limitada.
Acho é caricato como há por aí tanta rapariga que aceita situações do género, em que querem deitar-se com um rapaz só porque sim, porque lhe deu a vontade, ficaram a arder e precisam que lhes apaguem o fogo. Para isso há os bombeiros Hello? Não precisam de ganhar famas e serem apontadas na rua como a tipa que o G meteu a mão.
Tal como o G me disse uma vez: homem que é homem gosta de coisa nova ou com poucos vícios. Penso que foi a única situação em que estivemos de acordo. As mulheres de hoje em dia estão muito decadentes. O sexo é confundido quase como um prato de sopa em que se sente fome e se come bom e barato. Não devia ser assim. Esse tipo de vida não trás felicidade a ninguém e com o passar do tempo a festa começa a ser cansativa. Além do mais acho que fica mal uma mulher uma mulher mostrar-se desesperada por um homem e há por aí muita menina que se limita ao que arranja só por não arranjar melhor. Pois digo-vos eu que antes só que mal acompanhada.
Não posso dizer que esta história acabou mal porque simplesmente nem tinha que acabar. Simplesmente apaguei o G do facebook e do msn e segui a minha vida. Penso que o G não ficou á espera que eu lhe pagasse o dito café, porque se é coisa que fica mesmo mal e porcamente a um homem é chular uma mulher para beber um café. Posso francamente dizer que um homem que diz a uma mulher que só vai tomar café com ela se ela lhe pagar, ou é parvo ou parvo é. Não há tempo a perder para esses lados. É ou dizer que era o que mais faltava, ou dizer que sim, porque os homens adoram ouvir um sim de uma mulher só para se gabarem que está no papo.
Já para não falar das frases simples do msn que davam nervos ao G. Na certa o G estava a falar com a pessoa errada, uma psicóloga seria o indicado para lhe aconselhar medicação para as crises nervosas. Realmente um mes de abstinência deve ter sido lixado para quem tinha maus hábitos.
E vocês? Já tiveram um G no vosso caminho? Conheciam o G ou era só conhecido?
Atenção, G é apenas uma letra aleatória, não se refere de todo á inicial das pessoas referenciadas no post nem tem conteúdo ofensivo.
Há algum tempo atrás tive um relacionamento que não durou muito tempo mas que deu para conhecer algumas pessoas pelo caminho, entre elas um rapaz com o mesmo nome do meu ex. Chamemos-lhe o G. O G era um conhecido, e nem mesmo isso porque nunca o conheci pessoalmente.
Começamos a falar por casualidade, uma vez que começou a meter conversa comigo através do facebook do meu ex. Esta coisa das redes sociais trás sempre coisas do género.
Com o passar do tempo acabamos por adicionar o contato um do outro e falamos via msn. Embora a conversa não fosse desagradável, haviam aspetos que na altura nem me dei ao trabalho de referir, mas comento aqui sem qualquer tipo de relevância.
Numa das nossas conversas o G começou a demonstrar o seu caráter determinado e que hoje teria resposta, caso me desse a esse trabalho, lógico.
Normalmente no msn não costumo mandar frases muito longas, escrevo frases simples e clico enter e isso irritava o damo. Num momento de frontalidade disse-mo diretamente, que lhe dava nervos meias frases.
Outro dos assuntos seria irmos tomar um café e quem pagava seria eu, para além de ter de me deslocar para ir ter com o menino. Na certa estaria a sonhar alto o rapaz. É que nem por sombras iria gastar dinheiro para ir ter com um rapaz, venha ele se quiser. Vou sim, mas se valer a pena.
Outro dos assuntos eram as hormonas masculinas dele que dançavam uma rumba na época. Aparentemente o G não estava há mais de um mês com uma rapariga e dizia que já subia paredes. Disse também que embora eu não fosse exatamente o género dele, que para uma noite até que estava bem porque tinha um ar janota.
Ora pois então, eu tenho escrito na testa que passo a vida na rotunda a vender a peida, ainda para mais com casos de uma noite, ou por outras palavras, one night stand...
Não demorei muito tempo a comprovar que o problema do G era o mesmo do meu ex G: falta de parafuso.
Não foi por motivo nenhum em especial que me lembrei de falar desta situação a roçar o caricato, apenas me veio á cabeça porque algum tempo depois de eu e o meu ex G termos terminado o nosso relacionamento ainda mantinha contato com o G amigo dele. Faria isso algum sentido? Not at all.
Um belo dia, estava eu no msn e decidi apagar o G da minha lista de contatos. Afinal só ali estava a apanhar pó e eu já não perco tempo com situações do género nem nada que tenha propriamente a ver com os G e companhia limitada.
Acho é caricato como há por aí tanta rapariga que aceita situações do género, em que querem deitar-se com um rapaz só porque sim, porque lhe deu a vontade, ficaram a arder e precisam que lhes apaguem o fogo. Para isso há os bombeiros Hello? Não precisam de ganhar famas e serem apontadas na rua como a tipa que o G meteu a mão.
Tal como o G me disse uma vez: homem que é homem gosta de coisa nova ou com poucos vícios. Penso que foi a única situação em que estivemos de acordo. As mulheres de hoje em dia estão muito decadentes. O sexo é confundido quase como um prato de sopa em que se sente fome e se come bom e barato. Não devia ser assim. Esse tipo de vida não trás felicidade a ninguém e com o passar do tempo a festa começa a ser cansativa. Além do mais acho que fica mal uma mulher uma mulher mostrar-se desesperada por um homem e há por aí muita menina que se limita ao que arranja só por não arranjar melhor. Pois digo-vos eu que antes só que mal acompanhada.
Não posso dizer que esta história acabou mal porque simplesmente nem tinha que acabar. Simplesmente apaguei o G do facebook e do msn e segui a minha vida. Penso que o G não ficou á espera que eu lhe pagasse o dito café, porque se é coisa que fica mesmo mal e porcamente a um homem é chular uma mulher para beber um café. Posso francamente dizer que um homem que diz a uma mulher que só vai tomar café com ela se ela lhe pagar, ou é parvo ou parvo é. Não há tempo a perder para esses lados. É ou dizer que era o que mais faltava, ou dizer que sim, porque os homens adoram ouvir um sim de uma mulher só para se gabarem que está no papo.
Já para não falar das frases simples do msn que davam nervos ao G. Na certa o G estava a falar com a pessoa errada, uma psicóloga seria o indicado para lhe aconselhar medicação para as crises nervosas. Realmente um mes de abstinência deve ter sido lixado para quem tinha maus hábitos.
E vocês? Já tiveram um G no vosso caminho? Conheciam o G ou era só conhecido?
Atenção, G é apenas uma letra aleatória, não se refere de todo á inicial das pessoas referenciadas no post nem tem conteúdo ofensivo.
sábado, 18 de fevereiro de 2012
Carnaval...ninguém leva a mal
Esta altura do ano costuma ser bastante deprimente para mim. Não é que eu não goste do Carnaval, mas nesta altura do ano há algo que consegue por-me a cabeça em água e fazer-me desejar enfiar-me num buraco.
Quando eu era pequena, uma pré-adolescente, tinha sempre medo desta altura do ano por causa dos rapazolas com os balões de água e os ovos podres. Sempre que saía da escola vinha a correr para casa para poder fugir á praga dos balões voadores e dos ovos podres que costumavam andar pelos ares desde a escola até á minha zona.
Felizmente nunca mais soube o que foi levar com ovos, tirando no dia em que fui praxada na Universidade, em que levei com um ovo ( que não estava podre) da minha madrinha como forma de batismo.
Há coisa de uma semana vinha eu para casa e reparo que as ruas já andavam cheias de serpentinas e ovos pelo chão e foi então que me surgiu a questão do civismo.
Eu concordo que o Carnaval seja uma altura em que as pessoas aproveitem para brincar com as outras e pregar aquelas partidinhas sem mal algum, mas será que consegue estabelecer limites?
Onde pára o civismo? Pelo meu ponto de vista as pessoas já não olham a meios quando querem fazer maldades a uns e a outros e nos dias de hoje ainda menos se preocupam. Civismo é algo que eu mesma já comprovei que deixou de existir, não fosse eu ficar espantada numa discoteca ao ver duas miudinhas de 14 anos com uma micro saia que lhes mostrava as cuecas e todas esborratadas em maquilhagem agarradas a dois paizinhos que se roçavam nelas e as enchiam de chupões. Agradecia que houvesse um apelo ao bom senso. Por vezes sinto-me uma autêntica retardada, enfiada num ninho de víboras sem conseguir socializar porque nos dias que correm é quase impossível dado que meio mundo pensa o mesmo e corre atrás do mesmo.
Para mim o Carnaval deveria ser daquelas alturas em que o pessoal decide mascarar-se do que bem entenda e andar a brincar pelas ruas e desfilar sem prejudicar os outros. Acho que é a única altura em que eu digo: "Louvado Rio de Janeiro" porque lá o Carnaval é decente. Lá assistimos a uma tradição com barbas que se mantêm na medida do possível. Para estes lados até já nos dão cabo do feriado carnavalesco.
E vocês? o que pensam do Carnaval? Ninguém deve levar a mal ou levam tudo a mal?
Quando eu era pequena, uma pré-adolescente, tinha sempre medo desta altura do ano por causa dos rapazolas com os balões de água e os ovos podres. Sempre que saía da escola vinha a correr para casa para poder fugir á praga dos balões voadores e dos ovos podres que costumavam andar pelos ares desde a escola até á minha zona.
Felizmente nunca mais soube o que foi levar com ovos, tirando no dia em que fui praxada na Universidade, em que levei com um ovo ( que não estava podre) da minha madrinha como forma de batismo.
Há coisa de uma semana vinha eu para casa e reparo que as ruas já andavam cheias de serpentinas e ovos pelo chão e foi então que me surgiu a questão do civismo.
Eu concordo que o Carnaval seja uma altura em que as pessoas aproveitem para brincar com as outras e pregar aquelas partidinhas sem mal algum, mas será que consegue estabelecer limites?
Onde pára o civismo? Pelo meu ponto de vista as pessoas já não olham a meios quando querem fazer maldades a uns e a outros e nos dias de hoje ainda menos se preocupam. Civismo é algo que eu mesma já comprovei que deixou de existir, não fosse eu ficar espantada numa discoteca ao ver duas miudinhas de 14 anos com uma micro saia que lhes mostrava as cuecas e todas esborratadas em maquilhagem agarradas a dois paizinhos que se roçavam nelas e as enchiam de chupões. Agradecia que houvesse um apelo ao bom senso. Por vezes sinto-me uma autêntica retardada, enfiada num ninho de víboras sem conseguir socializar porque nos dias que correm é quase impossível dado que meio mundo pensa o mesmo e corre atrás do mesmo.
Para mim o Carnaval deveria ser daquelas alturas em que o pessoal decide mascarar-se do que bem entenda e andar a brincar pelas ruas e desfilar sem prejudicar os outros. Acho que é a única altura em que eu digo: "Louvado Rio de Janeiro" porque lá o Carnaval é decente. Lá assistimos a uma tradição com barbas que se mantêm na medida do possível. Para estes lados até já nos dão cabo do feriado carnavalesco.
E vocês? o que pensam do Carnaval? Ninguém deve levar a mal ou levam tudo a mal?
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
Falta de Variedade ou de originalidade?
Se há coisa que mais tarde ou mais cedo tinha que postar no meu espaço é o tema das modas e tendências.
Nunca consegui perceber o motivo que leva quase toda a gente a querer andar de igual. Tudo bem que a moda acaba sempre por nos arrastar um pouco a todos e por mais que neguemos acabamos por ir um pouco atrás daquilo que vimos, mas nem sempre é assim.
Na grande maioria as pessoas compram o que está na moda simplesmente porque se usa, é a nova tendência e querem parecer In. Um pessoa In é uma pessoa que segue todas as tendências. Não importa se gosta ou não do que usa, desde que os outros gostem do que estão a ver.
Muita gente vai atrás da nova tendência para parecer bem na sociedade e cada vez mais a imagem é um alvo importante na forma como nos relacionamos com os demais.
Acho que já toda a gente viu que se formos a uma loja mal vestidos ou com qualquer trapinho não somos tão bem recebidos como quando vamos bem vestidos.
Acho isso uma enorme falta de respeito, uma enorme falta de consideração e mais do que isso, falta de nível. E sublinho nível porque não podemos julgar as pessoas pela aparência. Uma pessoa não pode ser vista só pelos trapos que usa porque não são os trapos que determinam o caráter de um ser humano. Penso eu de que...afinal somos todos humanos ou serão uns mais do que outros?
Conheço muito fulano e fulana que não gosta da maioria das coisas que tem no armário, mas compra porque está na berra, porque viu vestido em A e B e lhe acentava que nem uma luva...e no meio disto tudo fico sem perceber qual a lógica da batata numa pessoa querer mostrar algo que não é.
Falando de mim, pessoalmente nunca fui rapariga de me empenicar muito. Olho pela minha imagem como qualquer pessoa, gosto de me olhar ao espelho, sinto-me bem comigo, e isso é mais do que suficiente para estar bem com os demais, mas claro que acima de tudo gosto de mim pelo que sou e não pelo que uso. Na verdade sou modesta, prática e gosto de coisas simples, baratas e que fiquem bem. Com esta crise não podemos andar a esbanjar dinheiro em trapitos de meia tigela que depois ficam algures guardados a ganhar traça. Um cabelo bem tratado, um sorriso nos lábios e uma pele bonita faz total diferença. Claro que depois devemos usar aquilo que mais realça os nossos atributos, mas não precisamos de ir longe com as compras. Muitas vezes podemos reciclar o que já temos e criar novos trapinhos para vestir, outras vezes fazer combinações. A calça á boca de cino foi uma moda que colou durante muitos anos e ainda hoje costumo vestir por vezes calças assim. Acham que me vou importar se olharem para mim como se fosse de outro planeta? No way. I don't give a shit.
O mais importante na minha opinião é sermos originais e saber vestir. É isso que torna uma mulher bonita e diferente das demais, claro...com a sua personalidade a condizer. Se formos todos andar atrás do que está na moda, vamos mas é acabar por ser uma mancha no meio de uma multidão de tantas outras manchas e acho que a nossa sociedade já está cheia delas e não pelos melhores motivos.
Nunca consegui perceber o motivo que leva quase toda a gente a querer andar de igual. Tudo bem que a moda acaba sempre por nos arrastar um pouco a todos e por mais que neguemos acabamos por ir um pouco atrás daquilo que vimos, mas nem sempre é assim.
Na grande maioria as pessoas compram o que está na moda simplesmente porque se usa, é a nova tendência e querem parecer In. Um pessoa In é uma pessoa que segue todas as tendências. Não importa se gosta ou não do que usa, desde que os outros gostem do que estão a ver.
Muita gente vai atrás da nova tendência para parecer bem na sociedade e cada vez mais a imagem é um alvo importante na forma como nos relacionamos com os demais.
Acho que já toda a gente viu que se formos a uma loja mal vestidos ou com qualquer trapinho não somos tão bem recebidos como quando vamos bem vestidos.
Acho isso uma enorme falta de respeito, uma enorme falta de consideração e mais do que isso, falta de nível. E sublinho nível porque não podemos julgar as pessoas pela aparência. Uma pessoa não pode ser vista só pelos trapos que usa porque não são os trapos que determinam o caráter de um ser humano. Penso eu de que...afinal somos todos humanos ou serão uns mais do que outros?
Conheço muito fulano e fulana que não gosta da maioria das coisas que tem no armário, mas compra porque está na berra, porque viu vestido em A e B e lhe acentava que nem uma luva...e no meio disto tudo fico sem perceber qual a lógica da batata numa pessoa querer mostrar algo que não é.
Falando de mim, pessoalmente nunca fui rapariga de me empenicar muito. Olho pela minha imagem como qualquer pessoa, gosto de me olhar ao espelho, sinto-me bem comigo, e isso é mais do que suficiente para estar bem com os demais, mas claro que acima de tudo gosto de mim pelo que sou e não pelo que uso. Na verdade sou modesta, prática e gosto de coisas simples, baratas e que fiquem bem. Com esta crise não podemos andar a esbanjar dinheiro em trapitos de meia tigela que depois ficam algures guardados a ganhar traça. Um cabelo bem tratado, um sorriso nos lábios e uma pele bonita faz total diferença. Claro que depois devemos usar aquilo que mais realça os nossos atributos, mas não precisamos de ir longe com as compras. Muitas vezes podemos reciclar o que já temos e criar novos trapinhos para vestir, outras vezes fazer combinações. A calça á boca de cino foi uma moda que colou durante muitos anos e ainda hoje costumo vestir por vezes calças assim. Acham que me vou importar se olharem para mim como se fosse de outro planeta? No way. I don't give a shit.
O mais importante na minha opinião é sermos originais e saber vestir. É isso que torna uma mulher bonita e diferente das demais, claro...com a sua personalidade a condizer. Se formos todos andar atrás do que está na moda, vamos mas é acabar por ser uma mancha no meio de uma multidão de tantas outras manchas e acho que a nossa sociedade já está cheia delas e não pelos melhores motivos.
sábado, 4 de fevereiro de 2012
Perguntas óbvias que nem merecem resposta
Cada vez são menos as vezes que me atrevo a ligar a televisão e perder do meu precioso tempo com as notícias cada vez mais bombásticas sobre o estado do nosso país.
Ele é os cortes nos rendimentos da Segurança Social, ele é os cortes nas isenções, ele é o aumento dos medicamentos, das consultas que passaram de 2 euros para 10 euros nos centros de saúde Pública (note-se bem a diferença) e agora a grande (velha) novidade dos aumentos nos transportes públicos que me fez subir a fúria á raiz dos cabelos.
Eu sou estudante na Universidade das Gambelas, o que quer dizer que preciso de usar transportes públicos para poder frequentar a Universidade de forma assídua e até dá mais geito que ir de carro, uma vez que sai mais económico. Antes meter o mínimo de gasóleo consumivel para 2 a 3 dias no carro equivalia mais ou menos a uma notínha de 10 euricos, e já não era exatamente baratucho, especialmente para quem passa o mês todo a ralar, ter de fazer contas á vida não é nada simples, eu que o diga. Mas agora suscita-me aquela dúvida terrível se de facto sairia mais barato ir de carro ou pagar um passe de 18 euros mensais. SIM MINHAS GENTES, O SUB-23 (OU PASSE SOCIAL DOS ESTUDANTES UNIVERSITÁRIOS) CUSTA AGORA 18 EUROS.Antes pagava 11,65 euros e era bem acessível, especialmente para nós estudantes que temos sempre tantas despesas com material que os nossos queridos professores amavelmente se lembram de inventar. Ele são fotocópias no valor de 10 a 20 euros e cheguei a gastar 30 euros com fotocópias porque era um manual e uma gramática de espanhol. Tudo bem que sai mais barato que comprar o manual em si, mas será que vale a pena? Diga-se que nem olhei para a gramática e os exercícios dados em aula podiam muito bem ser postos na Tutoria Eletrónica ( para quem não sabe o que é a TE, pode-se dizer que é o site da Universidade em que cada aluno tem de meter o seu número de aluno e respetiva password).
Agora nas nossas queridas notícias os telejornalistas andam pelas ruas a perguntar aos transeuntes o que acham dos aumentos dos transportes. Na certa devem de querer fazer o mesmo que um político faz na hora de ganhar votos, que é ir á população envelhecida com uma bandeirinha dos trezentos e uma canetinha que mal escreve pedir que votem em A/B/C porque prometem mudar o que só piora. Realmente ele muda, mas nunca vi mudar para melhor.
Penso que a resposta que os nossos queridos telejornalistas esperavam ainda ouvir seria algo do género:
"Acho muito bem que os transportes tenham aumentado. Eu sou podre de rica/o e nunca sei onde gastar o dinheiro. Não sou ~comprador compulsivo/a como a Fanny da Casa dos segredos 2, mas adoraria gastar algum em qualquer lado, nem importa onde."
Quando na verdade a resposta que eu daria seria:
"Nem se justifica o gasto para a deslocação e a longitude a que fica. Que eu saiba as Gambelas não mudam de sitio para que os aumentos tenham sido exorbitantes e muito menos melhoraram a qualidade dos transportes que avariam onde bem lhes dá na gana, já para não falar que temos sempre que esperar séculos pelo autocarro por este motivo e por aquele e nunca percebi a lógica de dar 18 euros por um passe quando não vejo qualidade alguma nos serviços prestados. Ah...sem falar que os autocarros estão sempre um nojo desde cascas de pipas a bancos com papelitos. Não me interessa que não tenham sido vocês a sujar, eu é que não fui e eu é que tenho de pagar todos os meses um valor que não se justifica"
E vocês, que diriam se vos fossem entrevistar e vos fosse perguntar o que acham dos aumentos dos transportes?
Diriam para irem levar no traseiro ( eu muito provavelmente sim)
Ofereciam um pacotinho de arroz ao nosso Cavaco Silva em troca de um desconto de 10% nos passes sociais ou pediam em direto o número de telemóvel da Fanny para vos pagar o passe?
Agora fiquei indecisa...tanta boa decisão...
Ele é os cortes nos rendimentos da Segurança Social, ele é os cortes nas isenções, ele é o aumento dos medicamentos, das consultas que passaram de 2 euros para 10 euros nos centros de saúde Pública (note-se bem a diferença) e agora a grande (velha) novidade dos aumentos nos transportes públicos que me fez subir a fúria á raiz dos cabelos.
Eu sou estudante na Universidade das Gambelas, o que quer dizer que preciso de usar transportes públicos para poder frequentar a Universidade de forma assídua e até dá mais geito que ir de carro, uma vez que sai mais económico. Antes meter o mínimo de gasóleo consumivel para 2 a 3 dias no carro equivalia mais ou menos a uma notínha de 10 euricos, e já não era exatamente baratucho, especialmente para quem passa o mês todo a ralar, ter de fazer contas á vida não é nada simples, eu que o diga. Mas agora suscita-me aquela dúvida terrível se de facto sairia mais barato ir de carro ou pagar um passe de 18 euros mensais. SIM MINHAS GENTES, O SUB-23 (OU PASSE SOCIAL DOS ESTUDANTES UNIVERSITÁRIOS) CUSTA AGORA 18 EUROS.Antes pagava 11,65 euros e era bem acessível, especialmente para nós estudantes que temos sempre tantas despesas com material que os nossos queridos professores amavelmente se lembram de inventar. Ele são fotocópias no valor de 10 a 20 euros e cheguei a gastar 30 euros com fotocópias porque era um manual e uma gramática de espanhol. Tudo bem que sai mais barato que comprar o manual em si, mas será que vale a pena? Diga-se que nem olhei para a gramática e os exercícios dados em aula podiam muito bem ser postos na Tutoria Eletrónica ( para quem não sabe o que é a TE, pode-se dizer que é o site da Universidade em que cada aluno tem de meter o seu número de aluno e respetiva password).
Agora nas nossas queridas notícias os telejornalistas andam pelas ruas a perguntar aos transeuntes o que acham dos aumentos dos transportes. Na certa devem de querer fazer o mesmo que um político faz na hora de ganhar votos, que é ir á população envelhecida com uma bandeirinha dos trezentos e uma canetinha que mal escreve pedir que votem em A/B/C porque prometem mudar o que só piora. Realmente ele muda, mas nunca vi mudar para melhor.
Penso que a resposta que os nossos queridos telejornalistas esperavam ainda ouvir seria algo do género:
"Acho muito bem que os transportes tenham aumentado. Eu sou podre de rica/o e nunca sei onde gastar o dinheiro. Não sou ~comprador compulsivo/a como a Fanny da Casa dos segredos 2, mas adoraria gastar algum em qualquer lado, nem importa onde."
Quando na verdade a resposta que eu daria seria:
"Nem se justifica o gasto para a deslocação e a longitude a que fica. Que eu saiba as Gambelas não mudam de sitio para que os aumentos tenham sido exorbitantes e muito menos melhoraram a qualidade dos transportes que avariam onde bem lhes dá na gana, já para não falar que temos sempre que esperar séculos pelo autocarro por este motivo e por aquele e nunca percebi a lógica de dar 18 euros por um passe quando não vejo qualidade alguma nos serviços prestados. Ah...sem falar que os autocarros estão sempre um nojo desde cascas de pipas a bancos com papelitos. Não me interessa que não tenham sido vocês a sujar, eu é que não fui e eu é que tenho de pagar todos os meses um valor que não se justifica"
E vocês, que diriam se vos fossem entrevistar e vos fosse perguntar o que acham dos aumentos dos transportes?
Diriam para irem levar no traseiro ( eu muito provavelmente sim)
Ofereciam um pacotinho de arroz ao nosso Cavaco Silva em troca de um desconto de 10% nos passes sociais ou pediam em direto o número de telemóvel da Fanny para vos pagar o passe?
Agora fiquei indecisa...tanta boa decisão...
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