Dizer que te amo...fugir-te por entre os dedos...se não fossem as quatro paredes do quarto tudo socumbiria.
Dizer que te amo talvez seja a forma mais estranha para te lembrar que gosto mesmo muito de ti. Hoje parei para pensar sobre isso de gostar assim muito de ti. É engraçado como ainda não me tinha dado conta do quão importante tu podes ser para mim. Na verdade, acho que nunca saberei dizer-te com exatidão o quanto te amo. Palavras não bastam para se descreverem as razões do coração.
Depois de tanto tempo, depois de tantas vezes te ver chegar, depois de tantas vezes te ver sorrir...conhecer-te por fora e por dentro...continuo a amar-te como da primeira vez. Para falar a verdade nem eu mesma saberei ao certo dizer-te quando foi a primeira vez que comecei a amar-te...
Só me lembro que eras tu quem estava no meu caminho. Os sentimentos são intemporais, impenetráveis.
De que me serviria dizer-te que te comecei a amar ontem se já te amo bem antes disso? Bem antes de te ter conhecido?
No fundo somos todos uns tolos. Amamos demais com medo de se gastar tudo amanhã...poderá não caber depois, poderá terminar sem que reparemos.
Sempre soube que te amo sem qualquer contrato. Há muito tempo que habitas a minha alma e não pagaste nem uma renda.
O meu coração sempre foi teu prisioneiro...e com ele...os sentimentos que me sufocam.
Bem vindos ao meu blog. Aqui escrevo o que penso, o que me apetece e o que bem entendo. Fiz-me entender? Nem por isso? É complicado exemplificar. Puxai uma cadeira. Comei pipocas e ride! Sim...riam muito porque tristezas não pagam dívidas.
terça-feira, 7 de junho de 2011
sábado, 4 de junho de 2011
O teu coração não me pertence
Deixei de esperar-te.
Prometi a mim mesma que não o faria. Tu prendeste a tua alma algures num passado que jamais poderá voltar e eu...eu tenciono calar-me. Calar-me para deixar-te viver como desejares.
Há muito que me prometi não mais ferir os teus sentimentos.
Há muito que prometi ser eu mesma comigo.
Deixei de ser o teu sonho, o teu destino, a tua voz no meio do silêncio. Pensas nela mesmo quando me vês e não irei conseguir olhar-te nunca nos olhos com medo de roubar-te algo que depois me possas querer pedir de volta.
Nunca poderei dar-te o que na verdade não possuo. E digo-te, eu não possuo mais o teu coração, não sou dona do teu carinho, nem muito menos dona das tuas atenções.
Deixamos o tempo passar demais e tudo muda. Por vezes pergunto-me onde foi o teu outro lado, será que se perdeu?
Tento sempre recordar todos os momentos que vivemos numa tentativa inútil de recuperar-te a partir dali. Sabes, sempre sonhei com o dia em que me entenderias, em que saberias dar ao valor o que sinto, o que sentia quando te perguntava que segredos guardavas tu no peito.
Na verdade, fui dona do teu coração e nunca o tive. Sempre o fechaste para mim. Amavas-me mas nunca me deste a chave do teu coração.
Não sei do que tivemos medo, onde foi que erramos...
Como nos arrependemos sempre do que poderia ter sido não é?
A vida é mesmo assim. Nunca nos sentimos satisfeitos com os nosso feitos ou com as nossas pequenas conquistas.
Hoje sinto-me vazia. Onde paras tu?
Que sentimentos te movem hoje?
Tão caricato pensar que no fundo não te conheço mais...e que não sei quando poderei ouvir da tua boca que sim, que me queres do teu lado no teu reino, repartindo as alegrias e as tristezas como antes fazíamos. Passou tanto tempo e nenhum ao mesmo tempo.
Sabes o que mais temo no tempo?
É que ele é soberano, quando passa leva tudo com ele...assim como te levou de mim.
Prometi a mim mesma que não o faria. Tu prendeste a tua alma algures num passado que jamais poderá voltar e eu...eu tenciono calar-me. Calar-me para deixar-te viver como desejares.
Há muito que me prometi não mais ferir os teus sentimentos.
Há muito que prometi ser eu mesma comigo.
Deixei de ser o teu sonho, o teu destino, a tua voz no meio do silêncio. Pensas nela mesmo quando me vês e não irei conseguir olhar-te nunca nos olhos com medo de roubar-te algo que depois me possas querer pedir de volta.
Nunca poderei dar-te o que na verdade não possuo. E digo-te, eu não possuo mais o teu coração, não sou dona do teu carinho, nem muito menos dona das tuas atenções.
Deixamos o tempo passar demais e tudo muda. Por vezes pergunto-me onde foi o teu outro lado, será que se perdeu?
Tento sempre recordar todos os momentos que vivemos numa tentativa inútil de recuperar-te a partir dali. Sabes, sempre sonhei com o dia em que me entenderias, em que saberias dar ao valor o que sinto, o que sentia quando te perguntava que segredos guardavas tu no peito.
Na verdade, fui dona do teu coração e nunca o tive. Sempre o fechaste para mim. Amavas-me mas nunca me deste a chave do teu coração.
Não sei do que tivemos medo, onde foi que erramos...
Como nos arrependemos sempre do que poderia ter sido não é?
A vida é mesmo assim. Nunca nos sentimos satisfeitos com os nosso feitos ou com as nossas pequenas conquistas.
Hoje sinto-me vazia. Onde paras tu?
Que sentimentos te movem hoje?
Tão caricato pensar que no fundo não te conheço mais...e que não sei quando poderei ouvir da tua boca que sim, que me queres do teu lado no teu reino, repartindo as alegrias e as tristezas como antes fazíamos. Passou tanto tempo e nenhum ao mesmo tempo.
Sabes o que mais temo no tempo?
É que ele é soberano, quando passa leva tudo com ele...assim como te levou de mim.
sexta-feira, 3 de junho de 2011
Reviver de forma absurda
Sabem o que seria mesmo de louvar?
Que a nossa vida fosse como um DVD. Passo a explicar. Não gostaria que fosse como uma fita de VHS porque se não com o tempo ficaria totalmente gasta e além disso poderia partir-se a fota da vida. Embora o DVD também se possa danificar, são menores os riscos.
Seria mesmo bom podermos ter um comando na mão e voltar a ver os grandes momentos da nossa vida em grande, podermos reviver tudo o que mais gostamos e sentirmo-nos bem com isso. Depois poderiamos passar á frente aqueles momentos menos agradáveis que já toda a gente teve e reviver quantas vezes quiséssemos.
Ás vezes gostaria que assim fosse. Só assim poderia pôr o DVD da minha vida em pausa para ver todas as minhas expressões de cada vez que apanhasse uma surpresa, ou de cada vez que ouvisse alguma coisa extraordinária...mesmo só para ver a minha cara de espanto.
Gostaria depois de mexer nos botões e meter os grandes momentos a passar em câmera lenta para viver todo o pormenor bem lentamente, já que tudo o que é bom acaba tão rápido. E adorava poder mexer no comando para recolher todas as lágrimas desperdiçadas.
Isso seria mesmo de louvar. Claro que a grande particularidade do DVD é que este não pode ser egravável. Tal como na nossa vida, não podemos viver a mesma coisa duas vezes e mesmo que tentemos, cada momento é único, nada pode ser igual.
Por isso mesmo é que vos digo. Sabia tão bem poder meter em pause todos os meus grandes momentos e rebobinar tudo de novo para os reviver...
Que a nossa vida fosse como um DVD. Passo a explicar. Não gostaria que fosse como uma fita de VHS porque se não com o tempo ficaria totalmente gasta e além disso poderia partir-se a fota da vida. Embora o DVD também se possa danificar, são menores os riscos.
Seria mesmo bom podermos ter um comando na mão e voltar a ver os grandes momentos da nossa vida em grande, podermos reviver tudo o que mais gostamos e sentirmo-nos bem com isso. Depois poderiamos passar á frente aqueles momentos menos agradáveis que já toda a gente teve e reviver quantas vezes quiséssemos.
Ás vezes gostaria que assim fosse. Só assim poderia pôr o DVD da minha vida em pausa para ver todas as minhas expressões de cada vez que apanhasse uma surpresa, ou de cada vez que ouvisse alguma coisa extraordinária...mesmo só para ver a minha cara de espanto.
Gostaria depois de mexer nos botões e meter os grandes momentos a passar em câmera lenta para viver todo o pormenor bem lentamente, já que tudo o que é bom acaba tão rápido. E adorava poder mexer no comando para recolher todas as lágrimas desperdiçadas.
Isso seria mesmo de louvar. Claro que a grande particularidade do DVD é que este não pode ser egravável. Tal como na nossa vida, não podemos viver a mesma coisa duas vezes e mesmo que tentemos, cada momento é único, nada pode ser igual.
Por isso mesmo é que vos digo. Sabia tão bem poder meter em pause todos os meus grandes momentos e rebobinar tudo de novo para os reviver...
segunda-feira, 30 de maio de 2011
Sem retorno
Pediste-me que voltasse, mas nunca o consegui fazer.
Sei que a minha decisão te causará mágoa, que tudo será diferente de agora em diante, mas prefiro que assim seja.
Ver-te só nos iria magoar, só nos iria dizer um ao outro tudo aquilo que não gostaríamos de dizer.
O silêncio...esse fala sempre mais alto. Deixamos falar a voz do silêncio.
Já se gastaram as ruas e as estradas que construí para te ofertar. Já não há palavras amor, palavras que nos alimentem de esperanças vãs, palavras que nos comovam para no momento seguinte nos derrubarem contra nós mesmos. As palavras não servem quando se precisa de silêncio para deixar falar mais alto a voz do coração.
Embora possa ferir-te, sei que te deverei dizer tudo isto.
Não me arrependo de ter partido, não me arrependo de ter feito as malas, de ter deixado o bilhete junto da mesa de entrada, de ter saído no carro sem olhar para trás. Não me arrependo de não ter dito que foste especial, que tudo o que fiz faria de novo, que tudo o que disse foi consciente. Não preciso. Tu mesmo o sabes...e mesmo quando me dizes nem saber, eu sei no fundo que dizes isso apenas para me tentar chamar a atenção. Não pretendo ignorar-te, fingir que nem te conheço. Pretendo apenas que sejas feliz...que sejamos felizes juntos separadamente. Pretendo que se poupem as lágrimas para as horas de maior aperto. Pretendo que se poupem sorrisos que não pretendem sair naquelas alturas...que não se digam frases inacabadas...que não se brinque com o coração.
Tu és importante...tu sabes disso.
Deixei-te livre, saí do teu coração sem me teres aberto a porta. Saí pelos fundos com medo de nem conseguir sair pela frente. Por vezes temos que nos esconder de tudo. Dói ser-se forte, dizer as coisas magoa. Pensar nelas também.
Não há nós quando se pretendo ser apenas um. Não há espaço para as nossas malas no pequeno armário do coração, porque há sentimentos que ocupam mas espaço que o nosso amor.
Esgotamos tudo e não deixamos nada para amanhã. Aprendemos a viver um dia de cada vez para não precisarmos fingir.
Tu podes ser tu mesmo. Eu sei disso.
Fui embora mas deixei a porta aberta. Pode ser que por ela entre um vento que te inspire mais do que eu. Não deveria dizer-te, mas espero que sejas feliz com quem mereces.
No bilhete apenas te disse que fui embora. Não preciso dizer-te onde...no fundo...a busca nunca nos tornaria melhores.
Sei que a minha decisão te causará mágoa, que tudo será diferente de agora em diante, mas prefiro que assim seja.
Ver-te só nos iria magoar, só nos iria dizer um ao outro tudo aquilo que não gostaríamos de dizer.
O silêncio...esse fala sempre mais alto. Deixamos falar a voz do silêncio.
Já se gastaram as ruas e as estradas que construí para te ofertar. Já não há palavras amor, palavras que nos alimentem de esperanças vãs, palavras que nos comovam para no momento seguinte nos derrubarem contra nós mesmos. As palavras não servem quando se precisa de silêncio para deixar falar mais alto a voz do coração.
Embora possa ferir-te, sei que te deverei dizer tudo isto.
Não me arrependo de ter partido, não me arrependo de ter feito as malas, de ter deixado o bilhete junto da mesa de entrada, de ter saído no carro sem olhar para trás. Não me arrependo de não ter dito que foste especial, que tudo o que fiz faria de novo, que tudo o que disse foi consciente. Não preciso. Tu mesmo o sabes...e mesmo quando me dizes nem saber, eu sei no fundo que dizes isso apenas para me tentar chamar a atenção. Não pretendo ignorar-te, fingir que nem te conheço. Pretendo apenas que sejas feliz...que sejamos felizes juntos separadamente. Pretendo que se poupem as lágrimas para as horas de maior aperto. Pretendo que se poupem sorrisos que não pretendem sair naquelas alturas...que não se digam frases inacabadas...que não se brinque com o coração.
Tu és importante...tu sabes disso.
Deixei-te livre, saí do teu coração sem me teres aberto a porta. Saí pelos fundos com medo de nem conseguir sair pela frente. Por vezes temos que nos esconder de tudo. Dói ser-se forte, dizer as coisas magoa. Pensar nelas também.
Não há nós quando se pretendo ser apenas um. Não há espaço para as nossas malas no pequeno armário do coração, porque há sentimentos que ocupam mas espaço que o nosso amor.
Esgotamos tudo e não deixamos nada para amanhã. Aprendemos a viver um dia de cada vez para não precisarmos fingir.
Tu podes ser tu mesmo. Eu sei disso.
Fui embora mas deixei a porta aberta. Pode ser que por ela entre um vento que te inspire mais do que eu. Não deveria dizer-te, mas espero que sejas feliz com quem mereces.
No bilhete apenas te disse que fui embora. Não preciso dizer-te onde...no fundo...a busca nunca nos tornaria melhores.
terça-feira, 24 de maio de 2011
Amor entre linhas
Não adiantaria se eu ficasse.
Hoje entendo porque tive de partir, porque tive de deixar-te. Éramos duas almas completamente diferentes. Por vezes, essa diferença matava-me. Mas outras prendia-me completamente. E por isso tive de tomar uma decisão.
Não podia mais. Estaria tudo acabado se voltasse a ver os teus olhos. Tu consegues sempre isso.
Afastei-me. Corri para longe. Deixei um bilhete na mesa de cabeceira e fugi o mais que pude. No lugar onde me escondi não havia luz.
O quarto da residencial que aluguei era húmido, mas mesmo assim nunca te dei o endereço. Fui pagando como podia, o dinheiro nunca conseguiu comprar foi um espaço novo para o meu coração. Nunca consegui achar dinheiro para remodelar o amor. Nem seu como é que isso funciona.
Remodelar o coração...
Pensei nisso horas a fio trancada naquele quarto. Palavras tão estranhas que por vezes inventamos para tentar fugir do amor. Tu eras o amor. Eu, apenas o espaço em branco por entre as tuas palavras. Nunca consegui completar o que faltava.
Nunca deixaste de me amar.
Sei que nem eu conseguiria. Deixei-me de mágoas, tentei não recordar mais.
Tu nunca me conseguias contar tudo o que sentias, no fundo eu mesma sei que era uma má ouvinte.
Não suportei sentir-me ameaçada. Eras aquilo que hoje não se encontra, qualquer mulher quereria sentar-se onde eu me havia sentado, ocupar o meu lugar...e foi por isso que fugi.
Qualquer mulher quereria ser tua mulher.
No fundo, nunca conseguirei explicar-te porque fui embora.
Não atendi as tuas chamadas. Da última vez que atendi ouvia-te chorar. Isso feriu-me. Prometi nunca mais ouvir-te chorar, assim como ver-te.
Não poderei dizer-te nunca que ire cumprir com o que prometi, mas juro-te uma coisa:
Amar-te nunca foi uma obrigação.
Amar-te...nunca foi de graça para mim.
Hoje entendo porque tive de partir, porque tive de deixar-te. Éramos duas almas completamente diferentes. Por vezes, essa diferença matava-me. Mas outras prendia-me completamente. E por isso tive de tomar uma decisão.
Não podia mais. Estaria tudo acabado se voltasse a ver os teus olhos. Tu consegues sempre isso.
Afastei-me. Corri para longe. Deixei um bilhete na mesa de cabeceira e fugi o mais que pude. No lugar onde me escondi não havia luz.
O quarto da residencial que aluguei era húmido, mas mesmo assim nunca te dei o endereço. Fui pagando como podia, o dinheiro nunca conseguiu comprar foi um espaço novo para o meu coração. Nunca consegui achar dinheiro para remodelar o amor. Nem seu como é que isso funciona.
Remodelar o coração...
Pensei nisso horas a fio trancada naquele quarto. Palavras tão estranhas que por vezes inventamos para tentar fugir do amor. Tu eras o amor. Eu, apenas o espaço em branco por entre as tuas palavras. Nunca consegui completar o que faltava.
Nunca deixaste de me amar.
Sei que nem eu conseguiria. Deixei-me de mágoas, tentei não recordar mais.
Tu nunca me conseguias contar tudo o que sentias, no fundo eu mesma sei que era uma má ouvinte.
Não suportei sentir-me ameaçada. Eras aquilo que hoje não se encontra, qualquer mulher quereria sentar-se onde eu me havia sentado, ocupar o meu lugar...e foi por isso que fugi.
Qualquer mulher quereria ser tua mulher.
No fundo, nunca conseguirei explicar-te porque fui embora.
Não atendi as tuas chamadas. Da última vez que atendi ouvia-te chorar. Isso feriu-me. Prometi nunca mais ouvir-te chorar, assim como ver-te.
Não poderei dizer-te nunca que ire cumprir com o que prometi, mas juro-te uma coisa:
Amar-te nunca foi uma obrigação.
Amar-te...nunca foi de graça para mim.
sexta-feira, 20 de maio de 2011
Sonhei ter sonhado
Sonhei ter sonhado
que havia sonhado
E no sonho que sonhei
Não me recordo,
Ou já nem sei
Se foi sonho aquilo que eu sonho
Ou se sonho o que sonhei
Mas ao fim e ao cabo eu sei
Que sonhei ter sonhado
Sonhado estar contigo
Que sonhar ter sonhado
É já em si tempo passado
De ter estado com quem desejei
No momento em que sonhei
Ter sonhado mas despertei
que havia sonhado
E no sonho que sonhei
Não me recordo,
Ou já nem sei
Se foi sonho aquilo que eu sonho
Ou se sonho o que sonhei
Mas ao fim e ao cabo eu sei
Que sonhei ter sonhado
Sonhado estar contigo
Que sonhar ter sonhado
É já em si tempo passado
De ter estado com quem desejei
No momento em que sonhei
Ter sonhado mas despertei
quarta-feira, 18 de maio de 2011
Aproveitar a vida
Não, não foi um pedido de casamento, nem muito menos o euromilhões que me saiu...embora até fosse bom em o ter ganho, mas hoje, subitamente, apeteceu-me sorrir a tudo e todos. Foi assim do nada, fiquei com vontade de me sentir bem, por isso fiquei muitíssimo bem.
Afinal de contas o que é estar bem?
Comprar uma casa? Ganhar muito dinheiro?
Bem, até poderia ser, já que estamos numa sociedade muito consumista e que nos obriga precisamente á prática quase que desportiva de consumo obsessivo de objectos, o que muitas vezes conduz até a um estado alterado de frustração e pode conduzir a outros factores mais elevados como a depressão...
Mas como eu bem estava a dizer, embora ter uma casa e uma boa conta bancária seja uma ajuda para se estar bem, nem toda a gente que possui esses ingredientes se sente bem e realizado e porquê?
Porque falta aquele ingrediente...aquele elemento que faz a diferença na salada.
Mas afinal de contas (perguntam vocês meus leitores) que ingrediente tão especial é esse? Uma pessoa com quem compartilhar a nossa vida? Um mega amigo? Ou outro factor?
No meu bem ver, embora nuns casos mais e noutros menos estes factores que referi possam até ter influência, estar bem passa, primeiro que tudo, por estarmos bem connosco. Olharmos-nos nos espelho e não sentirmos repulsa, vergonha ou até uma certa inveja de não ser um rosto de deusa ou de Apolo para os meninos...sentir o ar nos pulmões e agradecer por estarmos vivos, uns a Deus, outros a outra religião que seja, mas agradecer, levantar as mãos aos céus e dizer que estamos agradecidos por este momento...sentir vontade de sorrir...mas e se não sentirmos? Não podemos estar sempre com um sorriso brilhante a cada momento. E sim, é verdade, mas aceitar a vida que temos passa também por conseguir lidar com os diversos problemas que ela tem, as diversas dificuldades e perceber que elas nos dão emoções e lições...e isso é saber viver.
Saber viver é sabermos ser felizes com o pouco que temos e não sentir vontade de correr atrás de mais, conseguir sorrir mesmo com todas as dificuldades, ter força para fazer mais e melhor e saber que estamos cá para precisamente viver, logo vivam meus leitores! Sintam essa sensação de estarem vivos, de poderem fazer tudo o que a vossa idade vos permite fazer, porque um dia, poderão olhar para trás e perceber que perderam muito em não terem feito nada do que poderiam ter feito. É que um defeito de estar vivo é precisamente o facto de que infelizmente nunca poderemos voltar atrás para remediar coisas que foram feitas nem fazer o que não foi feito...mas aqui, neste mero defeito, é que está a grande vantagem e a grande virtude de se estar vivo e o prazer que é viver assim.
Afinal de contas o que é estar bem?
Comprar uma casa? Ganhar muito dinheiro?
Bem, até poderia ser, já que estamos numa sociedade muito consumista e que nos obriga precisamente á prática quase que desportiva de consumo obsessivo de objectos, o que muitas vezes conduz até a um estado alterado de frustração e pode conduzir a outros factores mais elevados como a depressão...
Mas como eu bem estava a dizer, embora ter uma casa e uma boa conta bancária seja uma ajuda para se estar bem, nem toda a gente que possui esses ingredientes se sente bem e realizado e porquê?
Porque falta aquele ingrediente...aquele elemento que faz a diferença na salada.
Mas afinal de contas (perguntam vocês meus leitores) que ingrediente tão especial é esse? Uma pessoa com quem compartilhar a nossa vida? Um mega amigo? Ou outro factor?
No meu bem ver, embora nuns casos mais e noutros menos estes factores que referi possam até ter influência, estar bem passa, primeiro que tudo, por estarmos bem connosco. Olharmos-nos nos espelho e não sentirmos repulsa, vergonha ou até uma certa inveja de não ser um rosto de deusa ou de Apolo para os meninos...sentir o ar nos pulmões e agradecer por estarmos vivos, uns a Deus, outros a outra religião que seja, mas agradecer, levantar as mãos aos céus e dizer que estamos agradecidos por este momento...sentir vontade de sorrir...mas e se não sentirmos? Não podemos estar sempre com um sorriso brilhante a cada momento. E sim, é verdade, mas aceitar a vida que temos passa também por conseguir lidar com os diversos problemas que ela tem, as diversas dificuldades e perceber que elas nos dão emoções e lições...e isso é saber viver.
Saber viver é sabermos ser felizes com o pouco que temos e não sentir vontade de correr atrás de mais, conseguir sorrir mesmo com todas as dificuldades, ter força para fazer mais e melhor e saber que estamos cá para precisamente viver, logo vivam meus leitores! Sintam essa sensação de estarem vivos, de poderem fazer tudo o que a vossa idade vos permite fazer, porque um dia, poderão olhar para trás e perceber que perderam muito em não terem feito nada do que poderiam ter feito. É que um defeito de estar vivo é precisamente o facto de que infelizmente nunca poderemos voltar atrás para remediar coisas que foram feitas nem fazer o que não foi feito...mas aqui, neste mero defeito, é que está a grande vantagem e a grande virtude de se estar vivo e o prazer que é viver assim.
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