Bem vindos ao meu blog. Aqui escrevo o que penso, o que me apetece e o que bem entendo. Fiz-me entender? Nem por isso? É complicado exemplificar. Puxai uma cadeira. Comei pipocas e ride! Sim...riam muito porque tristezas não pagam dívidas.



domingo, 13 de março de 2011

Nunca saberei como dizer que te amo

Nem foi preciso pedir que saísses. Tu mesmo soubeste quando bater com a porta.
E depois...aquele frio da despedida, aquela amalgama de sentimentos que nos ficam gravados na memória, cravados na nossa mente como uma sepultura.
No fundo iria desejar que ficasses, que corresses para os meus braços. Todas as noites é assim que te vejo.
No escuro do quarto ainda resta aquela moldura com a tua fotografia. Foi tirada no dia dos teus anos. Como tu sorrias nela. Quando lhe toco ainda parece que te vejo diante de mim. Nela ainda parece que consegues ver-me, sorrir-me da forma como sorrias naquela altura.
Muitos anos se passaram desde que sorriste assim. Foi melhor assim, não nos culpes de nada. Tu sabes que não poderias ficar, que não haveria espaço, que não haveria frio que o nosso calor dissipasse.
No fundo apenas o amor restava. Eu sabia que ainda te amava como desde o primeiro dia. Mas não chegava.
Nunca chegaria amar-te da forma como te amava para poder retribuir o amor que dizias sentir por mim.
No fundo sempre me senti devedora de sentimentos que não conseguia pagar.
O teu amor venceu, venceu até o meu coração. A tua alma foi capaz de me dizer coisas que nunca pensei que fosse um dia capaz.
Ainda hoje escuto no meu coração o eco das tuas palavras no meu ouvido.
Não era preciso dizeres no fundo que me amavas. São apenas palavras, e palavras nem sempre precisam de ser pronunciadas.
Estava farta de ter de te ouvir pronunciar as mesmas palavras e de te calares de seguida com medo de ouvir a resposta. Tu no fundo tinhas medo, eu sabia. O amor é complicado, eu sei. Por isso decidi que deverias partir. Não era preciso ser para longe. Bastava passares aquela porta, deixares na sala apenas o que restava. Bastava isso. Depois bastava acabar.
Não tens que me explicar nada, nem sequer de me dizer que vais sofrer. Eu sei que será assim por um tempo. Depois passa. No lugar onde o tempo mora não há espaço para amores antigos.
É melhor assim meu querido. Vai embora de uma vez. Não metas mais a chave nesta fechadura. Deixa as nossas lágrimas formarem rios por entre as infinitas estradas do coração. Deixa o amor levar a saudade para longe e segue em frente sem nunca olhar para trás. Pois atrás meu amor, eu sei que dói. Dói muito.

Vidas Passadas

Todos nós já ouvimos falar de uma vida passada. Já toda a gente, quer acredite quer não, ouviu falar da boca de alguém que se calhar o seu comportamento em relação a alguma coisa em especial se deve a uma vida passada. O que acham disso? Conseguem acreditar que de facto todos nós já tivemos uma vida passada e os nossos medos e comportamentos actuais se devam a uma mais antiga passagem pela terra?
E se eu vos disser que eu acredito?
Eu não consigo ser aquele tipo de rapariga que tem na ideia que quando morremos tudo acaba. Eu sei que neste mundo há algo superior a todos nos e esse ser superior é Deus. Deus é o que está no comando de tudo e de todas as coisas. Da mesma forma acredito que todos nascemos para morrer e essa deve de ser a única certeza mais que comprovada no mundo a todo o ser humano. Mas não acredito que morremos e o mundo acaba.
Nós, seres humanos, não somos apenas compostos pela carne e pelo osso. Há algo que nos define como aquilo que somos que que mora dentro da nossa carne e do nosso osso e é intemporal. Dentro da nossa carne habita a nossa alma. Certamente acreditam que temos uma alma.
A alma é aquilo que fica quando todo o resto se vai embora. Na minha opinião, o corpo é apenas a casa onde a alma se aloja para poder ficar numa esperança media de vida de mais ou menos 100 anos.
Da mesma forma acredito que a nossa alma já esteve em outras habitações e como tal já passou por outras experiências mas não se recorda, dado que agora está numa outra vida. A isso chamo de Memória Reciclável. A memória reciclável é a capacidade que toda a alma tem de fazer uma lavagem de encarnação em encarnação.
Os povos árabes dizem que quando um feto fica com mais ou menos 160 dias de vida no ventre materno, um anjo vindo dos céus lhe sopra a alminha para dentro do corpo. E na minha opinião é mais ou menos isso que acontece. Ou seja, para os árabes Allah envia um anjo para dar um espírito ao embrião e connosco passa-se precisamente a mesma coisa.
E como alma única que temos e que somos, acabamos por trazer do nosso passado determinadas características para o presente e são essas mesmas características que nos definem como seres humanos. Medricas, bondosos, sábios, românticos...seja o que for que tenha acontecido e que tenhamos trazido connosco, essas características estão presentes para serem moldadas de forma perfeita de vida para vida até que possamos atingir a perfeição.
Conseguem acreditar no que falei? Se não, então qual a vossa filosofia de vida?
Aguardo respostas.

sábado, 12 de março de 2011

A Forma como o Tempo toma conta de tudo e de todos

É curioso este tema e já há uns dias que tenho pensado nele e cada vez com mais frequência. Toda a gente já passou por momentos horríveis que, com o passar do tempo, não passam de histórias de encantar e que até se conseguem guardar boas memórias. A isso eu chamo O feito do tempo. Pois é, o tempo tem uma enorme capacidade de nos livrar das coisas que nos apoquentam sem precisarmos de nos esforçar muito. Claro que até lá vamos convivendo com elas diariamente, mas a cada dia que passa esse assunto ou coisa vai ficando cada vez mais distante das nossas cabeças.
Como se costuma dizer, ou melhor dizendo, como EU costumo dizer, é impossível um determinado assunto ser alimentado sem acontecimentos que o envolvam, como tal, o tempo interfere e muito na forma como as coisas se arrumam na gaveta do nosso cérebro.
O melhor de tudo, pelo menos para mim, é quando nos damos conta de que, um dia, aquele assunto que antes me chateava tanto, hoje pura e simplesmente não consigo recordar com precisão. E aquela pessoa que antes nem podia ver pela frente...hoje pura e simplesmente não passa de uma mancha negra diante dos meus olhos, nem consigo lembrar bem do rosto. Claro que se a visse na rua, ou se visse uma fotografia, saberia logo quem era, o tempo não nos tráz Alzaimher, apenas nos retira da memória os pormenores sem importância e na nossa cabeça ficam apenas as boas lembranças. O nosso cérebro tem uma enorme capacidade de guardar todo o tipo de recordações, quer boas, quer más. Mas também tem a capacidade de excluir da memória determinadas lembranças sem significado algum deixando apenas o que interessa ao homem para continuar a recordar.
Há mais ou menos um mês, estava eu a arrumar o meu quarto quando dei com um caderno preto de papel quadriculado e pautado onde eu anotava as melhores e piores coisas da minha vida. Uma espécie de Diário de Bordo da minha vida, que o ano passado não esteve particularmente famosa. Sentei-me a ler e lógico que sabia precisamente que coisas eram, que assuntos aquelas páginas contavam...mas houve algo em mim que parou para pensar no final da leitura completa daquele caderno. Será que a pessoa de quem eu falava era assim tão importante? Se o era, então porque não consigo já lembrar-lhe o rosto? Naquele caderno eu falava de todas as minhas experiências vividas em conjunto com a minha melhor amiga e irmã e no meio dessas experiências abordava a temática de um amor falhado por um rapaz e nesse preciso momento dei-me conta de que não conseguia recordar o rosto desse rapaz. De cada vez que me esforçava para tentar ver com precisão a cor dos olhos ou a forma como tinha o cabelo, tudo o que eu via diante de mim era uma silhueta de longe cujo rosto estava coberto por uma mancha de tinta preta, como se o tivesse imprimido numa folha de papel e o tinteiro tivesse manchado a imagem. Tentei ainda assim fazer um belo exercício de recuperação recordando momentos bons que tivéssemos passado ou até maus momentos. Mas tudo o que me recordo foram as vezes que passei junto da minha irmã e amiga nessa mesma altura. Não consigo precisamente referir um momento único que mais me tivesse marcado do lado dessa pessoa ou o pior momento que tivesse passado com ela. E mesmo estando a ler aquele caderno e sabendo do que havia ali falado, não me recordava com precisão dos sentimentos descritos naquelas folhas, se doía ou se era divertido, se gostei ou se odiei, e reparei que quando vejo aquela silhueta manchada diante dos meus olhos não consigo sentir nada que me diga se essa pessoa é uma boa lembrança ou uma má lembrança. Foi aí, nesse instante em que me dei finalmente conta que matei dentro de mim essa pessoa. A pessoa que naquela altura da minha vida mais ocupava a minha cabeça hoje é uma mancha difusa sem formato concreto. E não me transborda nada ao recordá-la. E foi tudo há um ano, mas nesse tempo foram tantas as vezes que falei, tantas as vezes que lutei e desisti, que a apaguei sem me dar conta. E hoje dou-me conta que fui eu que a espantei de vez da minha vida por vontade própria. E não consigo dizer se é bom ou mau porque ao pensar em todas estas coisas não acontece nada dentro de mim que me dê uma resposta. Não há simplesmente resposta.
É engraçado como o tempo nos ajuda a matar dentro de nós tudo aquilo que não tem importância e que acaba por cair na nossa memória reciclável, e deixa apenas as boas memórias que acabam por ficar na nossa memória portátil para sempre como boas memórias. O tempo de facto é soberano de tudo e de todos. Só ele nos mete neste mundo e é ele que tem a capacidade de nos levar dele.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Como será morrer?

Sempre tive esta curiosidade em saber como é essa sensação de morte. Não é que queira morrer. Longe disso. Mas encaro a morte como um mistério tremendo. É como nascer. Alguém se recorda de nascer?
Alguém se recorda do momento em que sentiu o ar nos pulmões pela primeira vez? Raramente isso deve de ter acontecido a alguém.
Facto dos factos, encaro a morte como um mistério absurdo. Se me queres conhecer, vem ter comigo, toca-me e mostro-te. Sempre vi as coisas nesses termos.
Eu sou uma daquelas pessoas que diz saber de tudo um pouco, não por ser convencida, mas porque todos nós nascemos dotados de uma grande capacidade de imaginação e ao imaginar tomamos um pouco do real no nosso imaginário. E não me venham com histórias, no meio do sonho há algo de real a reter.
Logo sempre achei que a morte era algo mais fácil do que aparenta. E sou honesta, penso muito nisto. Quem sabe morra bem cedo, posso deixar até umas quantas pessoas felizes, mas depois elas já sabem, volto para as assombrar a todas AHAHAHAHAHAHAHA.
Falando mais a sério. Morrer é apenas não ser visto. Nada mais que isso. Eu acredito que quando se morre apenas se deixa o corpo para trás, que envelheceu, ou que não suportou o peso da alma. O resto parte, até ao momento em que volta para viver uma outra vida sem quaisquer dados passados.
Sempre acreditei que parte do que somos hoje tem algum precedente no nosso passado. E não sei porque acredito. Simplesmente sou consciente de que como seres humanos que somos, temos que acreditar em alguma coisa certo? Há quem acredite apenas na existência de Deus, há quem acredite que Ele simplesmente nem existe...mas todos nós acreditamos em algumas coisas, diferentes, iguais...e no fundo todas as mesmas coisas.
A morte assusta-me. É um mistério que me dá curiosidade e sei que não devia. Mas penso nela. Penso na morte assim como me dou conta da vida que levo agora. Eu deito-me, toco nas coisas, sinto emoções, sinto prazeres, aflições...toda a espécie de sentimentos. E se de facto há um outro lado...o que sente o outro lado?
Como seria viver o outro lado?
Se morrer é apenas não ser visto, porquê que há cada vez mais pessoas com a capacidade de ver o que deveria de não ser visto?
Tanta pergunta...alguém me sabe dar uma resposta mais coerente?

Talvez morrer seja uma outra forma de vida. O que acham?

sexta-feira, 4 de março de 2011

A Hora certa

Já são horas!
Pego na minha mala vazia de razão...
Sei que nada me impede de votar para trás, mas continuo. É sempre bom continuar algo que precisa ser feito. Do lado de fora chove. Não tarda terei o avião á minha espera, aquele enorme bicho com asas enormes, pronto para me engolir, para me transportar para um mundo de péssimas memorias.
Há memórias que, por mais tempo que passe, nunca serão apagadas. Verdades e dúvidas é o que agora habita a minha mente.
Estarei a fazer bem em encontrar-te? Estarei a fazer bem em ir finalmente conhecer-te?
Talvez conhecer-te não seja assim tão mau. Talvez conhecer-te não seja esse abismo, talvez conhecer-te não seja ver a morte nos teus olhos, as tuas lágrimas secaram há tanto tempo que temo que voltem a cair.
Tu sabes, a culpa não foi minha, não fui eu que te deixei partir. Hoje buscas por luz. E agora aqui estou eu, sem saber o que realmente fazer, apenas sabendo e tendo a certeza de que tenho de te encontrar para te dar essa luz, para iluminar esse teu caminho escuro como uma lanterna, para guiar os teus passos porque as luzes de fora te cegam, porque as mãos das outras pessoas te tapam os ângulos de visão.
Hoje parto porque me pediste que fosse ao teu encontro e eu vou. Nunca saberei como abrir portas já fechadas há tantos anos. Talvez um dia aprenda. Talvez.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

A partida

A noite tinha caído. Eu estava deitada na minha cama. O calor entrava sorrateiro pela janela encostada do quarto. Junto com o vento um pouco de ti. Entraste como um ladrão neste meu espaço vazio.
De olhos fechados conseguia ouvir os teus passos pela casa, mas de olhos abertos, apenas o silêncio do que eles deixaram para trás.
A morte é tão cruel. Uma das piores formas de nos tornar invisíveis. E ali estavas tu, invisível aos meus olhos, e aos olhos de todos os que mais precisavam ver-te.
Nunca entenderei porque foste embora, porque conseguiste por fim arranjar coragem para acabar com aquele mar de sonhos que a tua mente idealizava.
A vida é uma treta, pensava eu. É tão fácil morrer como o é nascer.
E aquele mar escuro onde o teu corpo nadava, hoje apenas guarda a tua lembrança. E os sítios onde tu antes passavas, apenas as tuas pegadas, um rasto daquilo que fomos, talvez uma marca para que um dia possamos ali passar e dizer: Eu estive aqui.
E aquela sensação de Deja vu que tanto teimamos em mandar embora. A memória de todas as nossas vidas.
Porque quiseste tu partir?
Foi rápido, não precisaste pensar muito. Esconder o teu rosto na água para te cobrires levemente com o leve manto de água fina. Depois essa mesma água tornou-se a tua inimiga de combate. O tempo passava e tu coberto, sem desistir de lutar pela morte, como se a morte nunca nos estivesse destinada.
E o tempo que agora ia a teu favor, a oferecer-te aquilo que naquele momento mais desejavas. Para ti o tempo parou ali.
Nunca irei entender o que te levou a  partir, a deixares para trás uma família, amigos que tanto te respeitavam.
No fundo tu sabias que seria assim. O teu sorriso apagava-se a cada dia que passava, a tua alma vagueava vagabunda, a tua alegria desistira de te fazer companhia e o teu olhar triste que hoje se cruza comigo todos os dias denuncia essa tua culpa.
Não sei o que fazer para te estender a mão. No fundo tu sabes que não a consigo agarrar. Foste cedo demais, para ti...já bem tarde. No teu mundo é sempre tarde para desaparecer. Um dia disseste que a ausência de amor provoca dor, gostaria de saber se era dessa ausência que sofrias.
Tentar achar a verdade...descobrir porque motivo escondias as tuas lágrimas, porque motivo as libertavas naquele rio imundo, naquele local que te roubou toda a vida até ao último sopro.
Pode ser que um dia sejas feliz, que nos encontremos e que me digas como te sentes então. Talvez seja já amanhã

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Time enough? Not right here...

Pois é...
Para quem passava a vida a postar...agora não é bem assim. Este semestre tenho um horário bem preenchido, com muitas coisas para fazer e sem saber exactamente para onde me voltar. Por isso decidi dar prioridade á universidade, depois aos assuntos mais pessoais.
E no fundo todos nós fazemos um pouco isso não é? Todos nós temos que fazer escolhas para que possamos concretizar os objectivos a que nos propomos, de forma a sairmos sempre beneficiados. As coisas não nos vão aparecer feitas, por mais incrível que possa parecer, quem assim pensa nasceu logo á partida enganado. Como tal, embora tenhamos uma espécie de let's take a break, precisamos de meter sempre mãos á obra, porque se não as coisas que antes poderiam ser feitas com maior facilidade, acabam por se acumular na nossa listinha de coisas e depois andar com uma agenda atrás não servirá de muito.
Claro que temos que ter tempo para tudo. Eu costumo usar muito uma frase que é O tempo somos nós que o fazemos. E é mesmo assim que deve de ser feito. Nós é que temos que fazer o tempo, fazer com que ele dure, fazer com que os nossos projectos diários caibam nele para que possamos terminar o dia mais descarregados.
Sabe bem quando nos sentimos mais leves e menos cheios de coisas, assim poderemos sempre dormir um sono mais leve...ou mesmo que não seja exactamente assim, mesmo que saibamos que temos ainda muito que fazer no dia seguinte, temos sempre que pensar no presente, pensar que o que nos propusemos está feito, se assim nos propusermos.