Bem vindos ao meu blog. Aqui escrevo o que penso, o que me apetece e o que bem entendo. Fiz-me entender? Nem por isso? É complicado exemplificar. Puxai uma cadeira. Comei pipocas e ride! Sim...riam muito porque tristezas não pagam dívidas.



sábado, 20 de novembro de 2010

A moda

Esta pergunta tem estado na minha cabeça desde que me lembro. Estar na moda muitas vezes significa seguir as tendências afincadamente ou pelo menos grande parte dessas mesmas tendências. Mas se formos a ver bem, a moda não é um mundo assim tão vasto quanto isso.
A meu bem ver, isto falando de mim porque é precisamente o que eu penso, a moda é um processo puramente redundante, o que se usa agora chegou a ser moda no tempo dos nossos queridos paizinhos. Muitas das roupas que hoje procuro, ou que gosto, não por estarem na moda mas sim por gosto pessoal ( não vou atrás do que se usa mas sim do que gosto e me fica bem), foram roupas que nos anos 80 a minha mãe chegou a usar. E se querem saber, sim, a minha mãe era um mulher moderna, chegou a ganhar como Miss Portugal e as fotos dela, só de olhar para elas, fico com os olhos a brilhar com o orgulho. Tenho que admitir que a minha mãe sempre foi uma mulher de bom gosto em tudo.
A moda é também uma coisa efémera, para além de redundante. O que se usou ontem, ontem não está mais em voga e isso é uma chatice para aquelas meninas pop star que tendem a seguir á risca os passos da moda e passam a gastar todas as semanas ou meses uma nota preta por um par de calças prada. Diga-se de passagem, não é por ser prada ou outra marca qualquer, mas há roupa bem mais barata e bonita noutros lados, se bem que o facto de ter uma etiqueta com uma marca qualquer as dondocas vão tocas atrás feitas doidas e eu fico sempre espantada em como uma pessoa pode ser tão materialista. Não é que eu não o seja, também o sou e admito-o perfeitamente, mas se formos a ver bem, somos todos um pouco não acham? Todos temos necessidades de consumo nem que seja o consumo essencial, como por exemplo, mudar de ténis porque os dedos dos pés já estão a sair para fora, mas todos precisamos de alterar ou fazer alguma coisa por nós mesmos.
Eu em termos de roupa nem sou muito consumista, mas por vezes gosto de sair e comprar uma peça de roupa bonita e que me fique a matar. Especialmente se não tiver sido uma coisa planeada, se estiver com a minha mãe por exemplo, e ela, tal como eu gostar muito de algum modelito e me quiser oferecer, eu aproveito sempre as ofertas que me fazem não por ser interesseira, mas dado que não foi oferecido alguma coisa, isso quer dizer que a pessoa que nos quer ofertar algo o faz de boa vontade. Quer dizer, eu mesma já ofereci algo a alguém sem na verdade ter muita vontade, só mesmo pelo simples facto de saber que a pessoa a quem iria dar o presente não me estava a tratar em conformidade e com o mesmo empenho que eu estava a dar nessa mesma pessoa, mas nem me importo com o facto de lhe ter oferecido o presente. Significou que eu ainda fui capaz de fazer alguma coisa por ela e que sou menos egocêntrica.
Acho que as mulheres de hoje em dia, mas mais as jovens da mesma faixa etária que a minha, são muito consumidoras. Cada vez que vou passear a uma loja de roupa e olho ao meu redor, o que vejo sempre são jovens da minha idade ou um pouco mais novas ás compras e muitas delas a esfolarem-se por uma saia que quando a vejo nem que tivesse milhões no meu bolso a comprava, mas isso também depende muito do gosto de cada pessoa e eu não sou pessoa que discute gostos pessoais, cada um com os seus. E quem fala em gostos pessoais fala de imitações, que se forem a ver bem, são cada vez maiores. Se uma determinada marca de roupa lança um modelo original no mercado, não precisam de contar os meses ou os anos para verem cópias no mercado. A lacoste por exemplo, adidas, tudo marcas que são vistas em grande abundância de imitações nas barracas e feiras, mas que muita gente compra e porquê? Porque muitas vezes são bem mais giras ou baratas que as originais e em tempo de crise é isso mesmo que devemos fazer. Eu prefiro mil vezes comprar com uma nota de 50 euros uma peça de roupa e me sobrar para mais 3 ou 4 do que gastar os mesmos 50 euros em apenas uma peça de roupa e sentir-me vazia por não ter comprado tudo o que me fazia falta.
Tudo isto para dizer que não sigo modas, não sigo nada nem ninguém a não ser que goste de alguma coisa e a ache original. Eu apenas busco o que gosto e me fica bem. E já agora, invejas não são para mim. Felizmente nunca tive que passar por uma invejite aguda.
E os meus caros seguidores? O que acham das modas de hoje em dia?

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Inverno

O Inverno chagou. Embora toda a gente saiba que ainda estamos no outono, eu considero isto tempo de Inverno, só pelo simples facto das baixas temperaturas matinais.
O Inverno nunca foi a estação do ano que mais me agradou durante séculos porque eu e o frio nunca tivemos uma boa relação. Admito-me bastante friorenta e tem temperaturas que as minhas mãos e pés não suportam. Mas desde o Inverno passado que criei um laço curioso com o Inverno e dei-me conta de que gosto muito mias deste tempo que do Verão.
Ao contrário do Verão, se sentes frio, podes vestir sempre mais uma peça de roupa. No Verão não podes despir mais do que já tens.
O Inverno é uma boa estação para a concentração. Eu gosto muito mais de me deitar na cama enroscada a ler um livro, ou melhor, a devorar um livro do que no Verão, simplesmente porque o calor não me deixa absorver o conteúdo do livro e acabo sempre por me perder um pouco.
O Inverno é a época das torradinhas, do chá quente, do café com uma bela fatia dourada, de casacos abrigados, de chuva e eu adoro chuva. Não há nada que mais me alegre numa noite de Inverno que ouvir a chuva lá fora e no exterior, se nem estiver a chover a potes sabe bem andar á chuva. Desde que, claro, não leve comigo o telemóvel. Gosto da sensação de sair de casa pela manhã e sentir aquele frio a espreitar pela gola da blusa e eu procurar logo uma forma de me abrigar.
Gosto das noites de Inverno passadas a ler e a escrever. Eu sou daquelas pessoas que escreve mil vezes mais no Inverno que no Verão. Gosto de sentir preguiça de sair da cama pela manhã, uma vez que estava tão quentinha, mas dado que o despertador tocou lá terá de ser... Gosto de desenhar paisagens no Inverno também. Esta é uma mania que poucos devem saber que tenho.
Adoro comidas quentes e aconchegantes.
O que mais gosto é sobretudo meter-me na cama a ver um filme e adormecer com o calor do edredon.
E embora esta não seja a melhor altura para fazer cortes radicais, eu decidi variar e meter mãos á obra. Agora tenho mais um motivo para me abrigar, dado que o frio no pescoço logo pela manhã á saída de casa me faz gelar até ao osso.
Mas eu adoro gelar até ao osso, tremelicar toda e queixar-me de dois em dois segundos que tenho frio. Enfim...já tinha saudades deste tempinho assim.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Pesadelo

Tempo que voas tão devagar
Horas tão longas não querem passar
meu corpo pesado deitado no ar
Sinto a alma parada não quer respirar
Dias tão tensos que custam a passar
Noites geladas que me amam esperar
Cubro-me com o manto da noite
para não ver esse mesmo pesar
sinto as tuas mãos frias
Que me cortam assim devagar

domingo, 14 de novembro de 2010

Música actual é boa música?

Olá a todos. Desde já quero dizer que já andava com este post planeado há bastante tempo, mas não me apetecia muito falar nele, pelo menos até ao momento, dado que ando super ocupada com o monte de coisas que agora tenho para fazer. Mas resolvi falar disto agora dado que, cada vez mais penso sobre este assunto.
Para já coloco uma questão muito importante para dar início ao post. A questão é a seguinte:
Gostam da música actual?
Como viram é uma pergunta simples, mas que me levanta muitas questões.
Na minha opinião, cada vez mais os cantores da actualidade vão matando a música de qualidade.
Cada vez que ligo a rádio das duas uma: Ou escuto a mesma música ser tocada umas 30 mil vezes no mesmo dia ou escuto aquelas versões baratas com refrões dos anos oitenta, o que na verdade considero super deprimente, dado que há tanta coisa que pode ser feita na música, tanta aresta a ser limada, tanta imaginação que o ser humano tem e não a utiliza a não ser para vender. Mas isto é o que acho. Não quer dizer que todos vocês tenham forçosamente que pensar o mesmo que eu.
Acho cansativo ligar a rádio porque acabo por ouvir a mesma música sempre, de dois em dois minutos e mesmo sendo uma música da qual eu até seja apreciadora, acabo por desligar a rádio mal ela comece. Este é um dos motivos que me faz querer poupar a rádio da cozinha de cada vez que vou cozinhar alguma coisa.
Embora sejam muitos temas musicais actuais até bastante interessantes, acabo por me fartar de ouvir coisas ás quais hoje em dia chamamos de remixes, se é que eu considero isto um remix.
Um remix na minha opinião poderia ser chamado de uma segunda versão da música mãe, ou a música que deu origem a esse remix, mas no mercado da música chamamos remix a um som do Tupac, por exemplo, misturado com o refrão da música In the Air Tonight do Phill Collins. Não sei se já ouviram o tema, acho-o super criativo e até mesmo original, mas todo o rapper tende a fazer a mesma coisa. Always. Nunca quebra a regra. Parece que se trata de uma comunidade em que uma das regras impostas pelo chefe foi a seguinte:
TODO O RAPPER TEM DE PEGAR NUM CANTOR FAMOSO E TIRAR OU O REFRÃO OU O SOM MATRIZ DA MÚSICA E COLAR NO SEU TEMA.
Sim soa bem, mas enjoa. Parece que falta originalidade. E verdade seja dita, sou muito mais adepta da música dos anos oitenta que da actual pelo simples motivo de que antigamente as pessoas faziam música por gosto. Actualmente não se passa o mesmo. Actualmente faz-se música para vender e essa é a verdade. O que acaba por ser uma pena.
Uma das coisas que me fez também pensar neste tema e o postar foi um grupinho de jovens espanholas e portuguesas que caminhavam nas ruas de Madrid a ouvir uma música cujo o nome eu penso ser: Unts unts unts! Sim, porque a música hoje é isso mesmo também. É tudo unts unts unts. A meu bem ver parece um apelo indirecto para que uma determinada pessoa se unte em alguma coisa. Não acham? Unts!
Penso que na actualidade qualquer pessoa pode lançar um disco com meia dúzia de temas e ter uma legião de fãs. Eu mesma consigo fazer isso com a maior das facilidades. Eu trabalho com um programa que se chama Ableton 8. Para quem não sabe o que é, basta procurar no google. O Ableton é um excelente programa para dj's e músicos montarem os seus instrumentos e alterarem músicas, poderes recriar, brincar com a música e até mesmo fazerem mega êxitos. Eu poderia pegar numa quantidade de samples e montar uma carrada de instrumentos virtuais no Ableton e fazer um mega som ao estilo Unts e gravar para mandar a várias editoras do país. Sinto-me um pouco deprimida com a situação musical em que nos encontramos. Toda a gente canta temas de toda a gente. Liguem as rádios e tirem a prova dos 9. Isso é uma moda e veio para ficar. Há versões do Truly Madly Deeply dos Savage Garden cantados pela Cascada, ou outros tantos que nem me apetece referir ou até mesmo não me ocorrem de inúmeros que são.
Embora goste de ouvir várias coisas diferentes e possa até gostar mais de uma versão do que propriamente de um original, fico sempre a pensar se na cabeça daquele cantor ou cantora não ocorreu uma ideia melhor, como por exemplo, fazer uma música por si. Uhm?

E vocês leitores, que acham da situação musical em que nos encontramos?

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Planos

Toda a gente já deve ter pronunciado esta palavra nem que fosse uma vez por dia.
Os planos estão presentes em tudo o que fazemos desde que nos levantamos até que nos deitamos. É algo que faz parte do nosso quotidiano. Mesmo sem nos darmos conta estamos sempre a fazer planos ou até mesmo a imaginar como será o dia de amanhã e como gostaríamos que fosse o dia de amanhã, coisas por vezes involuntárias que acontecem e quando damos por nós estamos ali sentados no sofá, a fazer zapping com o comando da televisão e a imaginar coisas para fazer melhores que, obviamente, fazer zapping.
Normalmente não costumo por regra ser uma pessoa de grandes planos, mas algo que já toda a gente se deve ter dado conta é que toda a gente, mas mesmo TODA a gente tem essa tendência de fazer um plano mesmo que seja algo pensado e não seja feito. Toda a gente faz planos e existem vários tipos de planos encaixados em dois tipos de planos distintos:
  • Planos a longo prazo
  • Planos a curto prazo
Os planos a longo prazo aplicam-se muitas vezes a situações das quais tenhamos em mente ou idealizemos cumprir um ideal por um longo espaço de tempo.
Por outro lado os planos a curto prazo são aquele tipo de planos que fazemos para alcançar objectivos não muito distantes, como o caso de ter de ir ás compras buscar pão.
Eis alguns dos planos a longo prazo mais comuns:
  • Fazer uma viagem nas férias de Verão. Este é um dos planos mais comuns na juventude. E mesmo nos mais crescidinhos. Toda a gente quer ou gosta de fazer uma viagem. Eu por exemplo, fartei-me de fazer bastantes viagens para fora do meu país este ano e não planeadas.
  • Comprar um carro. Muita gente pensa nisso e vai logo começando a fazer um pezinho de meia para conseguir um bom carrinho com alguma comodidade, logo isto é um plano a longo prazo, a não ser que tenha logo o dinheiro na mão para entregar.
  • Passar de ano na universidade. Ou melhor dizendo, fazer a licenciatura. Se formos analisar bem a situação, passar de ano na universidade implica uma coisa a um nível mais presente que a licenciatura, dado que se nos estamos a referir a passar de ano, é passar ESTE ANO. O ano presente. Melhor será mesmo dizer fazer a licenciatura.
Agora vamos dar alguns exemplos de planos a curto prazo muito comuns:
  • Ir almoçar fora amanhã com os amigos. Este exemplo é muito corrente. Toda a gente combina um almoço ou jantar em grupo, turma ou mesmo família. É escusado dizer que não se gosta de fazer planos porque se acaba sempre por fazer.
  • Ir para a universidade amanhã. Este é certamente um plano corrente e que está sempre no topo da lista. Se te propões passar de ano, tens que estudar, logo tens que ir para a universidade todos os dias, ou mesmo que não fossem todos os dias, ao menos grande parte deles. Isto é um plano de que pouca gente se deu conta. Por outras palavras, na primeira pessoa do singular: Eu proponho-me a  ir para a universidade amanhã a fim de actualizar a minha matéria e estorricar os fusíveis a estudar.
Embora os planos a curto prazo costumem ser na sua grande maioria bem sucedidos, o mesmo poderá não acontecer com os planos a longo prazo dado que se trata de uma acção não sofrida pelo sujeito e muito distante. Muitas das coisas a longo prazo que idealizo acabo por não cumprir, a não ser que me determine de veras a cumpri-las. Cheguei a gastar dinheiro para um concerto do qual nem cheguei a ir, por exemplo. Mas eu tive consciência de que corria esse risco, da mesma forma que saberia que se não comprasse o bilhete ele esgotaria e não poderia ficar na plateia em pé com boa vista para desfrutar. Foi dinheiro jogado ao vento de facto, mas eu tive consciência de que assim seria se houvesse algo que me impedisse. O mesmo se passa com todas as outras pessoas porque se formos a ver bem ninguém diverge muito do próximo.
Uma boa solução para se cumprirem muitos dos planos a longo prazo é a vontade.
Toda a gente sabe, ou deveria de saber, que na mente humana há duas vertentes distintas que são O querer e A vontade. Todos nós queremos uma coisa, seja ela uma casa, uma boa nota num exame, um presente dado com muito carinho ou uma palavra amiga. Mas há querer de outras formas, referindo-me precisamente a objectivos a que me proponha por exemplo. Eu quero passar de ano. Querer é um bom começo mas só poderei conseguir com a vontade suficiente para tal. A vontade transcede o querer em todas as formas possíveis e imagináveis. Logo é bom querer uma coisa, mas apenas se conquista com vontade inteira.

Agora para terminar, aguardo que me passem alguns dos vossos planos a curto ou longo prazo. Já cumpriram algum plano a longo prazo? Fico á espera de respostas.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Lar a dois

Viver com outra pessoa pareceu-me sempre ser uma tarefa bastante fácil e muito divertida dado que estamos juntos do lado da pessoa de quem gostamos e, como seres maduros que somos, podemos levar sempre as coisas com calma, mas isso é teoricamente falando, porque na prática as coisas não funcionam bem assim.
Ter um lar conjunto com outra pessoa envolve muitas outras coisas entre as quais as que irei referir mais em baixo. Uma coisa de que me dei conta é que viver com alguém altera o nosso modo de ver as coisas e as pessoas. Mas para que se tenha consciência das coisas, viver junto não é apenas juntar os trapinhos, é muito mais do que isso. Vejam aqui:
  • Viver com outra pessoa implica que tenham que dividir os pensamentos mais vezes que com um namorado comum em que termina o dia de aulas e cada um vai para a sua casa.
  • Viver com uma pessoa implica a criação de determinadas regras importantes para se manter o lar com apresentação decente e organizada. Não é nada boa ideia pensar num casal a beber Red Bull para poder voar por cima das coisas espalhadas pelo chão só por não as querer arrumar ou é?
  • Viver em conjunto implica ajudar um ao outro mutuamente e sempre sem quebrar esta regra, porque se um dos membros falha uma vez, falha sempre. Logo há que dividir as tarefas como a limpeza, cozinhar, mudar a cama e fazer uma boa lista das coisas que fazem falta na dispensa.
  • Viver em conjunto significa repartires o teu tempo mais afincadamente com essa pessoa. Nunca tive a oportunidade de perceber isso até agora. Torna, obviamente, a relação muito mais sólida e consciente. Logo tens que ser uma super mulher ou super homem, pois tens que saber dividir o teu tempo.
  • Dividir o tempo é algo que tens que ter noção sempre. É importante nunca se perder a vida social que sempre se teve e nunca deixar os hábitos saudáveis que se tinham até á fase em que se decide viver junto. Perder bons hábitos só porque sim nunca foi algo que achasse realmente bom e além disso viver com alguém pode até ser algo bem simples se decidires que assim seja.
  • Viver em conjunto significa também despesas conjuntas, ideias conjuntas como referi, parceria e claro, bons momentos.
  • Não se devem também esquecer os maus momentos, ou momentos menos bons, dado que viver junto implica ao mesmo tempo um choque de ideias. Não fomos viver juntos para encontrar o clone que há em nós se não para nos conhecermos, logo considerando a parte diferente da nossa a melhor, há que ter noção de que nem sempre as ideias coincidem, por isso viver junto é também chegar a um meio termo.
Agora é a vossa vez. Digam das vossas. Contem-me como acham que será a sensação de viver junto para os que não passam pela experiência e para os que passam digam: Qual a melhor e a pior parte de viver junto?

Esquecer-me talvez

Disseste que eu não era mais nada. Fechaste a tua porta e seguiste em frente. Agora eu estava de fora. Completamente despida. Disseste Amanhã não lembrarei mais o teu rosto e eu fui embora.
Os dias que se passaram foram longos e frios. O Inverno cobria as minhas lágrimas com um manto de cuidados. As nossas vidas eram agora distantes e distintas. Nada mais tínhamos a ver um com o outro.
Pensei teres-me esquecido e tratei de fazer o mesmo contigo. Descobri que não te amava pouco depois.
Deixei de lado o mundo dos sonhos e enganos, corri atrás do tempo que poderia ter perdido se te tivesse seguido.
Falavas que eu não prestava, que eu não era mais nada, que eu não servia para ti, mas na verdade de cada vez que me vias tu pensavas. Pensavas nas coisas que me tinhas dito. Naquelas palavras que disseste tantas vezes serem verdadeiras, dos enganos que se mascaravam leais e fortes nesta tua luta desonesta por uma libertação inexistente. Descobri que te desinteressas facilmente por qualquer coisa e perdeste todo o valor.
Mais tarde foi o oposto. De cada vez que me vias, de cada vez que nos cruzávamos, tu fingias não ser nada. De facto nunca chegou a ser nada. Tu e eu seguíamos os nossos caminhos. Mas depois descarregavas...
Descarregavas os teus desabafos em forma de suaves textos, de forma a mostrares que não te interessavas, quando na verdade não conseguias esquecer. Quando o que mais fazias era não esquecer.
É importante dizer-te que hoje olho para ti e não vejo nada. Olhei-te pela última vez e nem tentei perder um segundo que fosse a mais na minha vida com os meus olhos postos em ti. Porque a indiferença é a melhor das curas. Porque é a melhor chapada que te posso dar depois de tantas que em tempos sonhava dar-te.
Preocupas-te demais em pensar que ainda te amo, em que ainda te espero e mostrares isso ocultando que ver-me, para ti, ainda é um acto de recordar que um dia me mandaste embora. Sabe bem recordar esses tempos hoje e pensar que o que fizeste foi apenas conceber-me a liberdade de não viver mais nas tuas mentiras absurdas, desse teu modo de ser e agir estranho, desse ser que jamais pretenderia colocar no meu caminho.
Esquecer-me talvez, se um dia conseguires dialogar sem me colocar nos teus exemplos, nas tuas experiências, nas tuas lembranças. Sem me tirares da tua mente, porque pensas em mim, porque tudo te leva a esse tempo e por mais que ocultes ele está lá. Lamento não poder ter esse duque que possuis para te tirar essas imagens da mente. Somos seres diferentes que vivem duas vidas distintas.
Tu podes enganar-te, mentir a tudo e todos dizendo que já foi, que acabou, que não servia para ti. De facto não servia. Somos pessoas diferentes, de perfis diferentes e mentalidades diferentes.
O único problema é que a forma que usas para esquecer-me é a maneira que tens para imortalizar-me e eu não quero ficar presa a ti, dentro do teu pensamento.